Qual A Sua Estratégia De Gestão?

Todas as quintas-feiras publicamos no portal www.gestao.adv.br um artigo inédito sobre departamentos jurídicos e seus relacionamentos internos, com escritórios terceirizados e muito mais. Nos acompanhe!

Quando falamos em estratégias de gestão, muitos saltam com ideias como: liderança, centralização, controle, enfim, muitos e muitos indicadores de como tudo está para ter um trabalho seguro.

Pois bem. O último livro de J. Keith Murnighan, professor da Kellogg, renomada escola de negócios americana diz exatamente o contrário: “Não faça nada!” (Editora Saraiva), é o mandamento do título.

Dita a reportagem:

Murnighan começa a obra sugerindo uma situação hipotética: como seria se, após as férias, um líder encontrasse sua equipe a todo vapor e com novas conquistas para a empresa? 

Ele mesmo responde. “Para a maioria das pessoas, a realidade é que nunca tiram três semanas seguidas de férias e, mesmo se o fizessem, com certeza levariam o celular e o laptop para verificar constantemente o que está acontecendo no escritório, mesmo sem necessidade.”

Para mudar esse cenário de “dependência” mútua entre líder e equipe, a sugestão de tomar todas as atitudes partindo do que o autor chamou de “Lei da Liderança”. “Pense primeiro na reação desejada e depois decida as ações que você pode realizar para maximizar as chances de ocorrência dessas ações”, afirma no livro.

Uma forma de botar a lei em prática é elaborar as estratégias de trás para frente. Em uma sequência de diagramas, o professor da Kellogg sugere que o objetivo seja mirado primeiro e, na sequência, o último passo antes dele. Assim, sucessivamente. 

“Como podemos não saber com perfeita clareza qual deve ser o nosso próximo passo, deveríamos nos concentrar em qual deveria ser nosso último passo e decidir o que podemos fazer para chegar lá, a um passo da nossa meta”, afirma.

A ideia é que essa ferramenta facilite a vida do líder na hora de decidir como, quando e para quem delegar cada trabalho a ser realizado. No entanto, sem confiança nas habilidades e talentos da equipe, com certeza o caminho do líder será mais tortuoso. “Sem dúvida é melhor confiar mais do que menos”, afirma Murnighan, que parte do exemplo de uma corriqueira compra online: se é possível confiar seu dinheiro e desejos de consumo a um estranho que possivelmente mora em outro país, por que não oferecer essa confiança à equipe?

Fonte: http://exame.abril.com.br/gestao/noticias/quando-a-melhor-estrategia-de-gestao-e-nao-fazer-nada

A ideia não é de todo fora do comum, já que nos deparamos com esta situação em todo planejamento estratégico: As vezes o próximo passo é o mais obscuro.

Lógico, quando pensamos isto na realidade do dia a dia, com a equipe atual, com as regras atuais, parece complexo mudar a postura.

Talvez seja a grande reflexão que este livro possa trazer: Tenho a equipe certa? Tenho os mecanismos para evoluir e permitir conceitos diversos dentro do meu trabalho? Como posso gerenciar a distância e permitir a inovação sem ser sufocante?

Daí, o autor do livro novamente provoca:

A gestão de pessoas também requer a observação do comportamento e dos relacionamentos na equipe. Olhar mais para a atividade da equipe que para as próprias atitudes é uma das sugestões que o autor traz em “Não Faça Nada!”. Essa é uma das ferramentas importantes até mesmo para que os elos de confiança sejam estreitados, o que, para ele, garante bons resultados.

“Os líderes que não se dedicam a conhecer bem os membros de sua equipe ou que violam a Lei da Liderança concentrando-se nas próprias ações em vez de enfatizar as reações dos membros de sua equipe, muitas vezes cometem uma série de erros diferentes que nunca admitem”, afirma.

Esse componente humano conta também com um certo afastamento dos números e metas. Para Murnighan, as energias do gestor devem estar concentradas na evolução do aprendizado da equipe. “Os líderes eficientes realizam muito mais quando se concentram no aprendizado e ignoram as metas de desempenho.”

Fonte: http://exame.abril.com.br/gestao/noticias/quando-a-melhor-estrategia-de-gestao-e-nao-fazer-nada?page=2

Ora, fugir das metas? Será que ao olharmos um horizonte e brindarmos as pessoas da nossa equipe com o mesmo sonho de alcançar aquele horizonte já não estamos construindo objetivos claros e precisos?

E sem estes objetivos a equipe não teria que ser altamente preparada e especializada para conseguir produzir ao alcance?

Sem metas e objetivos, como deixar ao livre arbítrio de cada membro a evolução?

Parece bem futurista a ideia, contudo, nos brinda com uma bela reflexão.

Como você vê esta realidade na sua empresa? Algo palpável? Poderia se tornar real?

Sempre vale a pena pensar a respeito.
Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr    www.gestao.adv.br  |  gustavo@gestao.adv.br

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