Quem Vai À Paz?

“Permita-se guardar uma alegria. Estenda as mãos e apanhe-a quando ela passar.” (Carl Sandburg)

Se você está lendo este texto certamente conhece – ou vive – o “estado de ser brasileiro”. Temos orgulho do nosso pacifismo, do nosso bom humor, da nossa alegria que contagia o mundo, do nosso jeitinho gostoso de ser.

Carregamos estas habilidades e nem sempre as usamos. Dá muito trabalho estar em paz e promover a paz. E conservá-la então? Dá um trabalhão!!! Falamos muito sobre a paz, cobramos mais ainda, fomentamos pouco, vivemos o mínimo. É necessário tudo isto? Onde está a paz? Quem vai à paz? Para chegarmos à paz é preciso:.

OUVIR o outro… o que requer interesse, disponibilidade interior, tempo

ENTENDER o outro… o que requer vontade, amor, motivo

ACEITAR o outro… o que requer esforço, intenção, querer

ADAPTAR-SE ao outro… o que requer flexibilidade, decisão, energia

QUEBRAR PARADIGMAS… o que requer trabalho, força, assertividade

De onde quer que você esteja lendo este texto está sendo bombardeado de informações sobre guerra e paz. Isso não acontece devido ao mundo estar em “pé de guerra”, mas sim aos estados de paz e guerra incutidos em nosso ambiente, em nosso dia-a-dia, em cada um. A sogra não conversa com a nora. A briga pela posse, pelo “ter razão”, pelo poder de decisão é cada vez mais feroz. Ninguém sai do seu próprio pedestal. “O outro lado que faça, se quiser”… essa é a atitude mais comum.

Um irmão não fala com o outro. O mais velho não cede porque pois acredita que tem que dar o exemplo. O mais novo não quer saber de nada porque é o irmão do meio, o sanduíche, e já que tudo vai cair em sua cabeça mesmo, que seja! Há ainda o caçula, o mimado, que não precisa fazer nada porque alguém irá salvá-lo daquela confusão toda.

Um departamento não conversa com outro, não há auxílio ou integração. Na verdade quer que a outra equipe “se exploda”. Ninguém dá o pontapé inicial para compreender o que está acontecendo.

O que você prefere:

Ser feliz?

Ter razão?

Ser ouvido?

Aproveite e reflita

Qual foi o último momento integral de paz que viveu?

Por que isso aconteceu? O que você sentiu?

O que você pode fazer para que esta situação aconteça mais e mais vezes?

Onde está sua paz?  Izabel Failde

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