Quer Ter Poder Em Suas Mãos? Mas… De Compra Ou Consumo

poder

Money faz o mundo girar. Dinheiro é poder, isso todo mundo sabe. Normalmente essa frase é usada para ressaltar um certo lado sórdido do dinheiro: aquele poder que assegura, para os detentores de grandes fortunas, conveniências e facilidades um tanto injustas perante os demais de sua sociedade. Peço que aposente esta ideia por um minuto e pense de forma mais neutra: dinheiro é poder de compra.

A vida custa. Qualidade de vida custa dinheiro, pelo menos no sentido material de se obter saciedade, conforto e segurança, Precisamos da grana para comprar aquelas coisas boas (bens materiais) e contratar aqueles serviços legais (imateriais) que nos darão uma boa vida. Para isso, precisamos trabalhar (se você, como quase todos nós, não tem a opção de herdar). Enfim, para ter poder de compra, precisamos fazer dinheiro. Isso é óbvio, e muitos deixam de enriquecer sua vida porque ficam só por aí.

Multiplicar. Tão importante quanto trabalhar para ter dinheiro e derivar dele poder de compra, é tocar a vida financeira com sabedoria, com planejamento e controle para multiplicar o poder de compra do dinheiro que você vai fazendo. Gastos mais econômicos liberam poder de compra que antes era consumido em desperdício e não impactava sua qualidade de vida. Dívidas mais prudentes evitam o pagamento de uma montanha de juros, outra grande parte de seu poder de compra que estava sendo dispersada. E investimentos mais dinâmicos multiplicam seu poder de compra porque pagam juros!

Prosperidade. Quem toca sua vida financeira com práticas saudáveis de prosperidade sabe: não é só mais dinheiro que faz seu poder de compra ser maior, porém a forma de lidar com a grana, isso é o que acaba pesando mais. Tem gente que não ganha muito e vive bem, mas há abastados que vivem mal.

Poder de consumo. Cabe aqui outro alerta: dinheiro é necessário para pagar suas compras, Ok. Mas uma coisa é comprar, outra é consumir, e somente o consumo tem a capacidade de nos trazer saciedade, conforto e segurança. É por isso que, simplesmente “gastar” ou “ter”, não faz ninguém feliz de verdade. Para que seus gastos incrementem sua qualidade de vida, você tem de consumir e usufruir daquilo que compra. E nem sempre você precisa mesmo comprar, ou gastar muito, para consumir e usufruir legal. Um passeio no parque pode gerar tanta alegria quanto um cinema com pipoca e refrigerante carésimos.

Marcos Silvestre – Fonte: Jornal Metro – Economista com MBA em Finanças (USP), orientador de famílias e educador em empresas, é colunista da BANDNEWS FM e fundador da SOBREDinheiro. Diretor do site www.oplanodavirada.com.br, da EKNOWMIX Consultores Integrados e da TECHIS SA.

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