Sem Diversão, Não Há Coração Que Resista!

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Tem gente que sente muito orgulho de mostrar o quanto é séria, honesta, comprometida e disposta a fazer o certo! Muito bom, com certeza! Relacionar-se com pessoas assim certamente é mais tranquilo. Não fica pairando no ar aquela insegurança e a sensação de que, a qualquer momento, a instabilidade vai se revelar e você pode se dar mal… de novo!

Porém -e muito porém mesmo- há uma enorme diferença entre ser uma pessoa equilibrada e ser uma pessoa tensa, inflexível, cheia de regras e pronta para criticar o que não se encaixa em sua suposta perfeição. Pessoas assim tendem a ser, inclusive, pessimistas. Têm a estranha mania de desconfiar de tudo e de todos e de acreditar que se algo pode dar errado, vai dar! Devem ser as tais criadoras da Lei de Murphy.

Amor combina mais com alegria. Afeto combina mais com leveza. Sexo combina mais com prazer e vontade. Encontro amoroso combina mais com diversão. Tudo isso tem a ver com felicidade e não necessariamente com disputa de poder, desconfiança, insegurança, mentiras, ofensas, discussões intermináveis e repetitivas. Poucas situações são mais cansativas do que conviver com alguém que está, a maior parte do tempo, com cara feia, mau-humor e raiva.

Mas, quer saber? Esse lado nem tão agradável das relações também faz parte! Considerando que estamos todos em processo, os desencontros embutidos nos encontros são fundamentais! Têm sua importância no processo de amadurecimento, autoconhecimento e conquista de intimidade e amor. Não nos deixemos enganar, desavisadamente, que o amor nos torna perfeitos. Não torna! Pelo contrário – nos coloca diante de nossa mais crua imperfeição. E que bom!

Então, o que fazer? Primeiro, tente perceber o que é que lhe desestabiliza! Descubra como é que você funciona e crie alternativas. Aprenda a lidar com suas limitações criando opções, caminhos, formas mais eficientes de transformar a crise em oportunidades de ser um tiquinho mais leve e mais alinhado com o que você realmente quer – e suponho que seja ‘ser feliz’.

Como? O jeito, meu caro, é um só: divirta-se tanto quanto possível! Ria de si mesmo, de sua impaciência e de sua chatice! Relaxe e diga-se algo como ‘cara, não acredito que você está esbravejando de novo! Vamos dar um jeito nisso, e é agora!’ Observe sua raiva e seu mau-humor e dê um “chega pra lá” nessa armadilha!

Foque no que tem de bom! Foque na solução. Foque no seu objetivo de vida. Porque ele é certamente algo bem mais interessante do que desperdiçar dia após dia de sua brilhante história mergulhado na ilusão de que é possível chegar à perfeição! Não é! Pode apostar que não é! Porque, no final das contas, não há coração que aguente, literalmente, uma vida sem risos, sem emoção. Uma relação onde detalhes fantásticos e mágicos de um encontro de amor não encontrem espaço para iluminar a alma.

E sendo assim, está tudo certo! Porque felizmente ainda nos resta ‘a beleza de ser um eterno aprendiz’, como tão maravilhosamente cantou Gonzaguinha! Que sejamos chamados de bregas! Mas que jamais -jamais!- nos conformemos com a crença de que a vida é dura, triste e difícil. ‘Viver e não ter a vergonha de ser feliz… Cantar e cantar e cantar…’! Rosana Braga

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