Sobre A Dinâmica De Grupo

A caminhada humana está muito marcada pela competição de uns contra os outros.  Os homens precisam descobrir que a dialética de sua historia não é a da competição, mas a do encontro.  O “Eu” e o “Tu” reclamam, como exigência da vocação fundamental do homem, a síntese do “Nós”.

A D.G. deve eliminar a dominação, propiciando o equilíbrio entre os indivíduos.  Ela é capaz de desencadear nos grupos experiências valiosas, que os levem a conscientizar sua dinâmica interna e a desenvolver melhores padrões de comunicação, cooperação e integração; na Escola, na Empresa e em Instituições.  A reflexão é fundamental e faz parte deste processo.

A verdadeira D.G. não pode restringir-se ao micro-processo.  Seria cultivar o narcisismo grupal.    A micro-dinâmica de grupo deve inserir-se num projeto de macro-dinâmica global. Pessoas e grupos conscientes precisam ser elementos de transformação.

“A D.G. não subestima a história individual dos membros do grupo.  A análise feita alterna-se entre o comportamento individual e o do grupo.

Podemos citar três enfoques positivos da D.G. Primeiro a importância da comunicação; segundo o auto-conhecimento e o conhecimento do outro; e terceiro a liderança e o comprometimento de todos.

Ao longo da história verificou-se que o homem é um ser social e sociável, apresentando como uma de suas necessidades básicas estar em contato/em interação com outros da mesma espécie.  Viu-se, também, que a interação só acontece quando um grupo de pessoas estão em sintonia, ou seja, utilizando o mesmo código de linguagem e possuindo objetivos comuns.  Diante dessa concepção desenvolveram-se estudos, chegando às atividades de D.G.   A proposta era de buscar o crescimento do indivíduo a partir da troca de experiências entre pessoas de um mesmo grupo.  Sua aplicabilidade é abrange, sendo utilizada na clínica, na Escola, na Empresa e em atividades comunitárias.

Ela visa reunir um grupo de pessoas para vivenciarem situações/experiências a fim de atingir crescimento, auto-percepção, habilidades para o inter-relacionamento e mudanças de comportamento.

O processo apresenta vários momentos que propiciam o crescimento.  Inicialmente verifica-se que o indivíduo passa a ter conhecimento de si próprio, de suas potencialidades e da sua importância como membro do grupo.  Em outro enfoque, tem-se que o sujeito ao interagir sente-se como peça fundamental, é o sentimento de valorização de pertencer ao grupo e de identificação.  O trabalho com pequenos grupos propicia auto-estima valorizada devido à interação e aos laços mais estreitos.  O sujeito sente-se motivado e passa a ser um multiplicador de seu ânimo positivo.  Essa situação não é vivenciada por aqueles que participam de grandes grupos, pois ocorre a massificação .

A terceira questão a ser levantada refere-se à mensagem, que é transmitida e interpretada por várias pessoas, proporcionando um leque de opiniões e soluções mais ricas/eficazes,  A troca de idéias sensibiliza os participantes para o ato de ouvir, analisar e mudar alguns comportamentos indesejados.

A D.G. é uma atividade imprescindível para o desenvolvimento/crescimento de pessoas, já que busca a mudança de comportamento e paradigmas através da discussão grupal.  É um processo dialético, que está voltado para a solução de problemas.  O processo obtém sucesso quando existe coesão e quando todos estão direcionados para atingirem um mesmo objetivo.  Sua aplicabilidade é abrangente no ambiente organizacional  e encontramos, cada vez mais, sua validade e importância  em programas de treinamento e desenvolvimento. Notamos cada vez mais a emergência das Técnicas de D.G.

A D.G. propicia as relações interpessoais de um grupo ou determinado indivíduo e estimula o “feedback” como instrumento positivo para o crescimento individual e da equipe.  Mostra sempre ao indivíduo a identificação do que lhe é esperado, em um contexto sempre confrontando com o que é apresentado, e reestrutura a personalidade do indivíduo para um melhor ajustamento interno e externo, através da reorganização de suas percepções e necessidades. Modifica a conduta no plano da inter-relação pessoal:  saber ouvir, saber expressar-se com adequação, tolerar lideranças, participar efetivamente de um grupo, conhecer-se melhor.  A técnica da D.G., interpreta, na maioria das vezes, a motivação inconsciente, reflete atitudes e reações no plano consciente e pré-consciente.  O seu conteúdo investiga e interpreta o passado i individual ou as fantasias com ele relacionadas.

O objetivo da D.G. é para que o indivíduo reflita e pense, agindo com empatia no seu desenvolvimento de melhores padrões de comunicação.   É através da D.G. que as pessoas se conscientizam em descobrir-se na sua identidade, buscando feedbacks e fazendo questionamentos como forma de uma resolução de problemáticas.  Essa discussão força o grupo a ver o problema em todos os seus ângulos por uma questão mesmo de diversidade de experiência e de forma de reflexão dos membros do grupo.

Podemos citar três enfoques positivos da D.G. Primeiro o indivíduo acredita mais em si e no seu grupo; segundo busca diferentes alternativas para resolver o mesmo problema e por último conscientizar o indivíduo na sua responsabilidade e comprometimento.

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