Sobre Dinâmica de Grupo e Sua Finalidade

A Técnica deve estar sempre associada ao objetivo da reunião. Deve haver absoluta sintonia entre o tema central e a atividade desenvolvida, sem o que o grupo pode sentir, e com razão, que se trata de desperdício de tempo.Não se deve começar dizendo, por exemplo: “Vamos fazer uma técnica…”. Deve-se criar um ambiente fora do contexto do treinamento, jogando o clima do grupo para o terreno da imaginação. Começa-se com uma correlação com algum momento descontraído, ou com uma situação imaginária. Por exemplo: “Quem gosta de ir ao estádio ver futebol?”. A partir daí, puxa-se a conversa, comentando o quanto é bonito ver a torcida fazendo a “ola”. Em seguida, propõe-se o desafio para o grupo de fazermos a “ola” entre nós. O objetivo é não correlacionar com a reunião, jogando o clima mental do grupo para uma utilização do hemisfério direito do cérebro, que é responsável pela criatividade, espontaneidade e ludicidade do nosso comportamento.Depois da atividade deve-se deixar o grupo falar, sem o que se mata todo o fruto da experiência. É importante elaborar algumas perguntas que permitam a todos extravasarem seus sentimentos, de realização ou de frustração, para somente depois começar a correlacionar a experiência com a realidade do nosso dia-a-dia profissional.A contextualização com a realidade deve ser obtida do próprio grupo, através de perguntas previamente elaboradas. As afirmações feitas pelo coordenador não possuem a mesma força que as descobertas realizadas pelo grupo. Por outro lado, se o grupo não percebeu algum aspecto interessante do ponto de vista do coordenador, de nada adianta ressaltar esse aspecto, pois isso não aconteceu do ponto de vista do grupo. O coordenador deve desenvolver a habilidade de explorar ao máximo as conclusões do grupo e não o seu ponto de vista.

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