Sua Desconfiança Tem Sido Uma Aliada Ou Uma Cilada Em Suas Relações?

Desconfiar de alguém pode ser entendido como não acreditar no que ele diz ou faz. E essa desconfiança pode estar baseada em fatos anteriores, em pressentimentos ou ainda em inseguranças pessoais – ou seja, que nada têm a ver com o outro e sim com quem desconfia.

Pois bem! Que atire a primeira pedra quem nunca desconfiou de ninguém! Muito provavelmente você, alguma vez na vida, já se pegou desacreditando de uma promessa, um sentimento ou uma atitude alheia. E talvez você tenha descoberto que estava certo. Isto é, o outro realmente não correspondeu às expectativas que criou.

Neste caso, a sua desconfiança foi uma aliada. E certamente será outras vezes, afinal, todos nós somos capazes de intuir ou de perceber quando há incongruência entre o que alguém fala e o que faz. Porém, o problema nasce quando a desconfiança passa a funcionar como uma autossabotagem, uma cilada que criamos para nós mesmos a fim de não nos permitirmos a chance de ser feliz!

Parece doideira? E é mesmo! Mas existe, acontece o tempo todo, com muito mais gente do que imaginamos. E pode estar acontecendo com você caso esteja com a sensação, repetidas vezes, de que estão te enganando e mentindo para você, especialmente quando o assunto tem a ver com sentimentos e relacionamentos.

Sobre esse assunto, fui inspirada por uma situação real, que seria cômica se não fosse trágica. Um amigo me contou que, embora realmente amasse sua namorada, com quem se relacionava há dois anos, e embora estivesse realmente sofrendo, decidiu romper com ela porque simplesmente não agüentava mais os “barracos” que ela dava por desconfiar de sua palavra, de seus sentimentos e de suas atitudes.

O fato é que para mim ele não teria por que mentir. E me garantiu que jamais a traiu ou enganou. Entretanto, ainda assim, ela se sentia ameaçada pelas amigas dele e até pelas amigas dela, agredindo a todos com acusações sem fundamentos e criando um constrangimento cada vez mais insuportável.

Enfim, embora bonita, inteligente e muito bacana, ela se jogou numa armadilha da qual não conseguiu sair sem antes botar a perder um relacionamento que, em princípio, tinha tudo para dar certo.

Baixa autoestima? Excesso de insegurança? Medo de ser traída? Crenças limitantes e equivocadas? Qual será o verdadeiro motivo para esse tipo de comportamento? Certamente, cada caso é um caso e não existe uma única resposta, uma única razão. Mas não tenho dúvidas de que somente o criador da armadilha pode saber como desfazê-la.

Talvez não saiba conscientemente, talvez nem saiba que é capaz de criar uma armadilha para si mesmo. No entanto, à medida que alguém se dá conta do quanto sua desconfiança lhe causa angústia, aflição, conflitos, ansiedade extrema e desentendimentos sem fundamentos que os justifiquem, é hora de parar e se questionar: que dinâmica é essa a partir da qual estou sustentando minha vida, minhas relações e meus sentimentos? E, a partir de então, tratar de buscar ajuda para encontrar suas respostas!

Dizem que “a mentira tem perna curta” e talvez essa seja a única garantia que temos de que, mais cedo ou mais tarde, a verdade sempre prevalece. Por isso, se você está desconfiado, o melhor que pode fazer é se apoiar nos fatos, no que pode ver, ouvir e tocar. Tudo o mais não passa de especulação que só serviria para fazer você dormir e acordar rodeado por fantasmas tão perturbadores quanto enlouquecedores.

Sendo assim, sugiro que você pare de viver a partir de desconfianças e comece a confiar um pouco mais, a cada dia, em si mesmo. Confie em sua inteligência, em seu caráter, em sua forma íntegra e coerente de se relacionar. Confie no seu poder de atrair pessoas semelhantes, que se identifiquem com quem você é e com o tipo de relacionamento que você sabe viver!

Confie, por fim, na sabedoria do Universo, porque além das certezas humanas, existe uma certeza que é soberana – e esta é infalível!

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