Saiba Como Usar A Vitrine Da Internet Para Construir Uma Imagem Pessoal Positiva

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Há mais de 120 milhões de blogs na web. Ser criativo não é fácil.

A internet é uma vitrine. Escreva seu nome no Google e confira o resultado: surge um rastro digital feito de listas de aprovação em concursos, comentários em salas de bate-papo, resultados de competições esportivas e fotos. A web registra pedaços de sua vida e forma uma imagem virtual. As empresas de recrutamento já descobriram isso faz tempo. A consultoria americana Michael Page, que tem escritório em São Paulo, desenvolveu, por exemplo, uma ferramenta de busca própria, voltada para encontrar informações de profissionais na web. É impossível controlar tudo o que sai publicado na internet. Mas é possível aumentar a relevância de uma parcela das informações. Confira nossas sugestões e use a rede a seu favor.

SEJA NATURAL
Evite criar uma imagem altamente positiva. Trata-se de um erro facilmente percebido por headhunters e recrutadores. Ninguém é perfeito, e demonstrar humanidade, acredite, pode contar pontos a seu favor. As empresas valorizam candidatos autênticos. Portanto, seja transparente. Não minta nem omita. Tenha apenas bom senso. “Não faça na internet algo que você evitaria fazer no mundo real”, diz Fernando Mantovani, gerente do escritório de São Paulo da consultoria de recrutamento Robert Half.

PUBLIQUE CONTEÚDOS PERTINENTES
Se tiver algo realmente a dizer na internet, diga. Se não for importante, fique calado. “Criar mais um blog ou abrir uma comunidade para não ter o que dizer é perda de tempo. Tente ser singular no conteúdo”, diz o paulistano René de Paula Junior, autor de seis blogs independentes e funcionário da área de experiência do usuário da Microsoft.

SIGA SEU RASTRO

Uma vez por mês, Marcelo Sant’Iago, diretor de novos negócios da agência de publicidade digital MídiaClick, de São Paulo, entra no Google, digita seu nome e faz uma busca. É uma boa medida. Os buscadores são um termômetro para saber o que aparece sobre ele e se há alguém falando algo a seu respeito. “Encontro meu trabalho em outros sites”, diz Marcelo Sant’Iago.

EVITE A IMAGEM DE POPSTAR

Estar presente em todos os sites de relacionamento, blogs, fotologs e comunidades da internet não é bom para a imagem. “Fazer marketing pessoal em excesso atrapalha”, diz Karin Parodi, diretora da consultoria Career Center, de São Paulo. “Evite a alta exposição”, diz Karin.

TORNE-SE UM VERBETE

Há uma série de grandes executivos com um verbete criado na enciclopédia virtual Wikipedia. Muitos foram construídos de forma neutra, enquanto outros são partidários ou subjetivos demais. Criar um para o seu nome é simples. Se alguém já criou seu perfil, você poderá alterá-lo com informações mais precisas. A dica é fazer buscas freqüentes para descobrir se há novidades ou erros envolvendo seu nome.

FAÇA USO DE SUA LISTA DE CONTATOS

No L’inkedIn, Plaxo ou qualquer outra rede de relacionamento, é importante trazer para a vida real a lista de contatos virtuais. “Cuide da sua rede de contatos, não a procure só quando necessitar”, diz Karin Parodi, diretora do Career Center. Ou seja, mantenha contato com as pessoas fora da internet.

CORRA PARA O LINKEDIN

É consenso entre headhunters, recrutadores e executivos: o LinkedIn é a ferramenta de relacionamento profissional mais poderosa da internet. Preencha cada item com o máximo possível de informações. Tome cuidado: o que vale é a qualidade dos relacionamentos, e não a quantidade. Entre os contatos conhecidos, tente fazer uma seleção de quem realmente integrará sua rede. Evite adicionar desconhecidos e recomendações exageradas. “O risco de obter uma série de recomendações sem critério é cair no descrédito. O recrutador percebe e checa esse tipo de coisa”, diz Ricardo Basaglia.

SEJA DISCRETO

O Orkut é um dos sites de relacionamento mais conhecidos do Brasil e também o de maior exposição. Marcar presença em suas páginas não é ruim. Pelo contrário, pode transmitir a imagem de profissional conectado. No entanto, use o bom senso. Não vá moderar a comunidade “Eu odeio a minha empresa”. Cuidado também com fotos ousadas.

MELHORE A PESQUISA

Já ouviu falar de Search Engine Optimization (SEO)? Trata-se de uma combinação de técnicas e estratégias para facilitar a seleção de um site pelo Google, por exemplo. Otimizado, o site salta para os primeiros lugares na lista de resultados. As empresas usam o SEO. Nada impede que um profissional faça o mesmo para destacar seus blogs profissionais. Há alguns macetes tecnológicos, como programar o site para os buscadores, atualizar constantemente o conteúdo e fazer com que o maior número possível de sites inclua links para a sua página.

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/edicoes/121/aberto/informado/mt_288906.shtml

Françoise Terzian

Não Aceite Qualquer Companhia Por Medo De Ficar Só

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Todos necessitamos de um companheiro para partilhar tudo o que temos dentro de nós e transborda, para receber em troca verdades que venham ao encontro de nossos sonhos e desejos. Sempre foi assim e assim o será, não se foge a isso. No entanto, a ânsia por encontrar esse amor jamais poderá ser maior do que o nosso amor-próprio, do que as convicções que nos constituem e constituem nossa humanidade, nosso respirar.
Crescemos embalados pelos contos de fadas, por filmes e romances que idealizam um mundo onde os romances idílicos permeiam todo e qualquer enredo, passando-nos a mensagem de que necessitaremos encontrar o amor de nossas vidas, caso queiramos ser felizes para sempre. Não que essa procura seja inútil, mas tornar a presença de um companheiro como condição imprescindível à nossa felicidade pode acabar nos levando ao distanciamento do que nos preenche a essência, para que aceitemos menos do que merecemos ao nosso lado.

Todos queremos encontrar nossa cara-metade, alguém que esteja ao nosso lado, de braços abertos, ao final do dia, ajudando-nos a recobrarmos as forças para os amanheceres vindouros. Todos necessitamos de um companheiro para partilhar tudo o que temos dentro de nós e transborda, para receber em troca verdades que venham ao encontro de nossos sonhos e desejos. Sempre foi assim e assim o será, não se foge a isso.

No entanto, a ânsia por encontrar esse amor jamais poderá ser maior do que o nosso amor-próprio, do que as convicções que nos constituem e constituem nossa humanidade, nosso respirar. Lançarmo-nos ao encontro de uma união desigual, sem contrapartida, sem retorno de toques ou de sentimentos, desconstruirá as bases que sustentam as verdades que nos consolidam o caminhar seguro e tranqüilo. Aceitarmos que a escuridão alheia ofusque-nos o brilho que temos e ansiamos por irradiar nos afastará de qualquer possibilidade de sermos felizes.

Antes de tudo, é necessário que solidifiquemos os propósitos que alimentam as nossas esperanças, para que não nos sujeitemos a abrir mão do nosso viver, em favor de uma companhia aviltante, mesquinha, indigna de nossa grandeza. Precisamos nos amar, praticar o bem-me-quero, fortalecendo nossas certezas contra os quereres alheios que não nos somam, não nos agregam, não nos amam verdadeiramente.

Estar sozinho muitas vezes não significa solidão, tampouco tristeza ou incompletude. Podemos muito bem nos sentir felizes e realizados na companhia de ninguém mais do que nós mesmos. Amadurecer nossos sentimentos enquanto caminhamos desacompanhados nos fortalecerá, trazendo-nos a segurança necessária para que deixemos a pessoa certa entrar em nossas vidas. Caso não estejamos lúcidos e seguros o bastante, estaremos sujeitos a dar as mãos ao vazio, à violência e ao egoísmo alheios. Caso não estejamos vivendo em sintonia com o que nossa alma pede, qualquer um será capaz de adentrar nocivamente nossas fraquezas, destituindo-nos da regência de nossas próprias vidas.

A busca por uma companhia de vida estará sempre presente em nossos planos, fazendo parte dos sonhos que impulsionam nossa jornada. Porém, priorizarmos os relacionamentos, em detrimento de nosso bem estar e de nossa dignidade, somente nos trará dor e decepção. Aproveitemos os tempos em que estamos desacompanhados para firmar em nós tudo aquilo que queremos e não queremos em nossas vidas. Somente assim saberemos aproveitar cada momento que integra a nossa caminhada, seja com ou sem alguém do nosso lado. Porque, assim, estaremos felizes e completos, ainda que sós, mas jamais mal acompanhados. Rosana Braga

Muita Aparência Pra Bem Pouca Consistência!

Muita Aparência Pra Bem Pouca Consistência

Praticamente impossível não surgir ao menos um assunto incluindo o tema “relacionamentos” numa rodinha de bate-papo, seja entre homens, mulheres ou os dois juntos.

É de praxe falar sobre um casal conhecido, a própria relação ou sobre causos ouvidos. Ou seja, a grande maioria das pessoas sempre tem uma opinião, uma história ou uma experiência vivida que inclui afeto, amor, paixão e todos os sentimentos consequentes.

Acontece que, cada vez mais, tenho tido a impressão de que o que se fala não é exatamente o que se sente. Ou melhor, a maneira com que se tem falado das situações que envolvem o coração é bem destoante do modo com que se tem vivido os sentimentos.

A meu ver, temos maquiado nossas palavras e colocações a fim de mostrá-las seguras, cheias de certezas, tão certas a ponto de tornarem-se inflexíveis, ao menos aparentemente. Parece-me que estamos convencidos de que precisamos provar que temos uma autoconfiança e uma autoestima imbatíveis, indestrutíveis, sobre-humanas talvez.

Mas estou certa de que a realidade não é bem essa! Na solidão de cada quarto, no consolo de um ombro amigo, nas confissões feitas nos divãs e até na busca esperançosa nos templos, igrejas e orações, fica evidente que há bem pouca consistência nesta aparente perfeição.

Mais do que isso, a fragilidade e os intermináveis questionamentos que rondam tantos corações estão gritando em cada relação vivida e até mesmo naquelas não-vividas. A carência, o medo de sofrer, dúvidas sobre o que fazer e como agir revelam o quanto o ego de tanta gente está bem maior do que sua consciência.

Por quê? Suponho que elas têm tentado – a todo custo – tão somente se defender. Entretanto, de tão defendidas, de tão cheias de couraças, escudos e máscaras, terminam subjugando sua essência e, portanto, se distanciando daquilo que realmente sentem.

Creio que a autopercepção seja um bom primeiro passo. Observarmos aquilo que estamos dizendo, pensando ou fazendo é uma maneira eficiente de constatarmos o quanto nossas palavras têm estado desafinadas com o que carregamos no peito.

Frases carregadas de prepotência, do tipo “eu sou assim e pronto”, “se quiser, ele (ou ela) que mude de ideia”, “ninguém vai mandar em mim”, entre outras, só servem para encorpar um orgulho que não nos preenche e nem nos satisfaz.

Que a partir de agora, possamos admitir mais: “não sei”, “talvez eu tenha mesmo que mudar de ideia”, “quem sabe eu esteja enganado?”, “estou confuso, com medo, precisando de ajuda”…

E que assim, bem mais consistentemente humanos, possamos nos encontrar num abraço maior que nossos próprios braços, que nos acolha não porque parecemos sempre certos, mas porque somos sempre ‘gente’… e gente precisa de afeto!  Rosana Braga

Você É Uma Pérola Ou Uma Ostra Em Coma?

PEROLA OSTRA

Dia desses, recebi em minha casa uma de minhas mais queridas amigas. Mais de 30 anos de uma amizade que se tornou irmandade. É minha família também. Amo muito! Conversa vai, lembranças vêm, risos, lágrimas e muitas emoções compartilhadas. Amigos são presentes divinos, posso apostar!

Vivendo uma fase de profundas transformações, saindo de um casamento de 20 anos, dois filhos adolescentes e um sem-fim de medos, ansiedades, desejos e esperanças, ela tem se empenhado em descobrir que tipo de vida quer viver e quanto de felicidade acredita que merece.

E entre uma reflexão e outra, ela me disse: “Rô, eu era uma ostra em coma!”. Eu arregalei os olhos e me certifiquei de que tinha ouvido bem: “Você era o quê???”. E ela repetiu: “Uma ostra em coma!”. Caímos na risada. Nunca tinha ouvido essa expressão! “Nossa!”, eu comentei, “uma ostra já é fechada. Imagine, então, se estiver em coma…”.

E logo em seguida, peguei-me pensativa: quantas vezes eu também já me senti feito ostra em coma… Com a impressão de que qualquer movimento me remeteria à ainda mais medo ou tristeza… Quantas vezes não fui capaz de me defender das ameaças da vida de forma criativa e valiosa… Ao contrário, quantas vezes preferi apenas continuar exatamente como estava, sem arriscar, sem tentar, sem ter fé em mim e na vida?

Para quem não sabe, vale a pena pesquisar: a ostra é um animal curioso e fantástico. Como forma de defesa contra invasores, ela produz algo brilhante, precioso. Trata-se do processo de formação da pérola. E é fascinante. Ou seja, para não se deixar machucar e a fim de amadurecer, a ostra desenvolve uma joia valiosa e rara. Rara porque nem todas as ostras produzem pérolas.

Imagine se nós, diante de uma ameaça, aprendêssemos a criar algo assim, tão belo? Quantas preciosidades produziríamos? Que pérola incrível poderia ser encontrada dentro de nós ao amadurecermos e nos abrir para o mundo?

A boa notícia é que muitas pessoas dão início a um processo tão genuíno de autoconhecimento e percepção de si que, de fato, produzem não apenas uma, mas muitas pérolas internas. Que se tornam raras, autênticas, brilhantes. Tenho acompanhado alguns desses processos ao longo de minha carreira e posso testemunhar o quanto é possível vivenciar fases extremamente dolorosas e, depois de algum tempo – com vontade e muita coragem, com determinação e muito trabalho – abrir-se feito ostra pronta e mostrar-se ao mundo como uma verdadeira joia.

E você? Como tem vivido? Pérola ou ostra em coma? Algum dia, você já se deu conta de que o que parece ruim pode ser a sua grande chance de sair do coma e começar a viver de fato? Que tal iniciar seu processo? Que tal aproveitar as ameaças de sua história para descobrir o que há de mais incrível em você?

Pois essa minha conversa com a minha amiga terminou assim: emocionada, mas cheia de alegria e entusiasmo, ela confessou que se tudo o que sofreu foi o preço que ela tinha de pagar para dar-se conta de si mesma, que ela viveria tudo outra vez. Mas que agora, aberta e disposta a se arriscar, certamente vai se manter atenta e duvida muito que possa entrar em coma novamente… Rosana Braga

 

O Último Dia De Vida

todo-o-dia-ela-faz-tudo-sempre-igualNaquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora deitar muito tarde. Também não havia dormido bem.

Teve um sono agitado. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisava fazer na empresa.

Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pelos teimosos que escaparam da lâmina de barbear. “A vida é uma seqüência de dias vazios que precisamos preencher”, pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo.

Engoliu o café da manhã e saiu resmungando baixinho um “bom dia”, sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos.

Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava? Claro que não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou.

Ligou o rádio, que tocava uma canção antiga do Roberto Carlos, “detalhes tão pequenos de nós dois… “Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida.

Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos.

Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana? Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível.

Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.

No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretária trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um check-up, mas isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde.

Nem observou que tipo de lanche estava mastigando. Enquanto engolia relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo concluiu que era um mal-estar passageiro.

Terminado o “almoço”, escovou os dentes e voltou à sua mesa. “A vida continua”, pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saía como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso?

Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus.

Parecia que a garagem estava a quilômetros de distância, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio.

Entrou no carro, deu partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal-estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar… a dor foi aumentando… o carro desapareceu… os outros carros também… Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmera lenta. Quadro a quadro, ele via esposa, o netinho, a filha e, uma após outra, todas as pessoas que mais gostava.

Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito à porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? Por que não foi pescar com os amigos no último feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.

Escutou o barulho de alguma coisa quebrando dentro de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas.

Queria viver, queria ter mais uma chance, queria voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto…

queria… queria… mas não deu tempo.

Como está sua vida ? Qual o tempo que tem dedicado às coisas pequenas , mas importantes , da vida ? E Deus , em que lugar você o coloca ? Será que …?

Lembre-se , são poucas as pessoas que tem uma segunda e “nova oportunidade” de vida para mudar e … Pense nisso .

Despedida

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Existem duas dores de amor:

A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, om a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado.

Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:

a dor de abandonar o amor que sentíamos.

A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

 

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.

Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.

É que, sem se darem conta, não querem se desprender.

Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida…

Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós.

Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,

que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.

Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’ propriamente dita. É uma dor que nos confunde.

Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.

É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…

E só então a gente poderá amar, de novo…

Mulheres, Amor Não Tem Idade!

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Por mais que os preconceitos terminem se transformando em barreiras e dificuldades na vida de muitas pessoas, é certo que não há nada mais limitante do que o preconceito consigo mesmo. Isto é, desejar algo, mas não conseguir aceitar esse desejo. Julgar a si mesmo e viver se criticando são posturas que geram conflitos e, na maioria das vezes, até tristeza.

E quando o assunto é relacionamento, sexo e amor, os preconceitos costumam ganhar ainda mais intensidade. São temas que, por si só, já suscitam sentimentos, muitas vezes, contraditórios e confusos. E a bola da vez é a diferença de idade entre o casal.

Quando a mulher é bem mais nova que o homem, parece haver uma tolerância interna maior, embora sempre haja espaço para interpretações equivocadas e críticas sem fundamento. Afinal, estamos falando de humanos – seres que têm a estranha mania de encontrar brechas para complicar o que poderia ser bem mais simples.

Agora, quando a mulher é bem mais velha que seu par, a tendência é que as cobranças e os medos roubem ainda mais a leveza das possibilidades. São elas -as mulheres- que, em geral, partem do pressuposto de que podem se dar mal. E tais pressupostos podem se tornar tão grandes a ponto de impedi-las de viver uma baita experiência amorosa.

Quer saber? Se você já se questionou se pode se dar mal ao se envolver com um homem bem mais jovem, a resposta é: com certeza! E sabe por quê? Porque qualquer pessoa, ao se envolver com alguém, seja de que idade for, pode ser dar mal ou… muito bem! Ou ainda, o que é mais provável, mal e bem ao mesmo tempo! Mas como saber se você não se permitir? Como saber se não viver? Quem disse que a vida dá garantias? Quem realmente pode prever? E, por fim, quem disse que o amor está a serviço de nos acomodar num lugar confortável e morninho para sempre?

Claro, em muitos momentos é assim que a gente vai se sentir quando está vivendo um gostoso encontro. E que bom! Mas que bom também que, na troca com o outro, a gente se depara com a necessidade de se rever, de se questionar, de se tornar mais flexível e de amadurecer. E digo mais: se você se apaixonou por alguém cujas características vão de encontro aos seus preconceitos sobre o que seja certo e errado, talvez esta seja sua grande chance de desistir de uma vidinha movida a dúvidas, regras e receios para se abrir ao surpreendente.

Não estou dizendo que você deve ignorar intuições e constatações sobre o outro que podem mesmo colocá-la em situações constrangedoras, tais como irresponsabilidade, falhas de caráter ou quaisquer outras que desmontam a sua essência, mas isso nada tem a ver com cronologia. O fato é que deixar de viver um relacionamento que pode ser ‘tudo de bom’ só porque o outro é muito mais jovem ou muito mais velho é se tornar refém de um relógio que nada marca sobre sentimentos, vida e amor. Um relógio que serve apenas para contar os anos de uma história que se desenrolou até chegar a este exato momento em que se enrosca numa outra história – a sua!

Se você está com medo de arriscar, sugiro que você se dê uma chance! Talvez, este seja o seu momento de reavaliar suas crenças e se questionar se você quer viver paralisada pelo medo ou se quer pagar para ver, correndo o sério risco de ser muito feliz, apesar de qualquer medo que persista! Porque se é genuíno, pode apostar que vale! Rosana Braga

Fazer Valer A Pena

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Penso que qualquer coisa que nos propomos a fazer precisa valer algo de bom. Precisa servir para algum crescimento, alguma evolução, mínima que seja. Assim, de atitude em atitude, de escolha em escolha, vamos desenhando a pessoa que de fato desejamos ser!

Felizmente, muitas leituras, músicas, conversas e até filmes terminam servindo para fortalecer essa minha crença e mostrar que realmente “é preciso saber viver”. Quando assisti “O Poder Além da Vida” pela primeira vez, fiquei encantada com a forma que esta mensagem é transmitida no filme. Baseado numa história verídica, o roteiro conta sobre um ginasta em crise existencial que encontra um amigo, uma espécie de mestre, com quem aprende lições fundamentais para seu amadurecimento.

E numa das melhores cenas, o mestre diz ao rapaz algo mais ou menos assim: se quer fazer a sua vida valer a pena, precisa aprender a responder três perguntas e vivenciar essas respostas. São elas:

– Onde você está? AQUI!

– Que horas são? AGORA!

– Quem é você? ESTE MOMENTO!

Quando você está vivendo, seja qual for a situação, estando de fato “aqui”, “agora” e sendo inteiramente “este momento”, é impossível não valer a pena, simplesmente porque você estará conectado com a única existência real – o presente!

Eckhart Tolle, autor do livro “O Poder do Agora” também dissertou de forma incrível e imperdível sobre como fazer sua vida valer a pena. E eu, seguindo minha linha de estudos e trabalho, escrevi o “FAÇA O AMOR VALER A PENA”, na tentativa de nos relembrar o quanto temos sofrido por razões inventadas, por dificuldades desnecessárias e, assim, impedido nossa própria felicidade e a de outras pessoas.

Ou seja, um livro para tentar nos manter atentos sobre a importância de se relacionar como Gente Grande, de fazer escolhas e assumi-las, vivenciá-las até o fim, validando nossos sentimentos, revendo nossas crenças e crescendo tanto quando acertamos, como quando erramos.

Sabe por quê? Porque enquanto está tudo bem, tudo acontecendo conforme esperamos, tendemos a nos sentir satisfeitos. No entanto, quando a vida nos surpreende com uma situação diferente da que gostaríamos, ou quando alguém nos frustra com palavras ou sentimentos que não correspondem às nossas expectativas, fazemos uma guerra!

E a guerra começa sempre dentro da gente! Armas, tiroteios, bombas, violência, agressividade, dor, morte e destruição! É isso que fazemos conosco quando não aceitamos os fatos e não encontramos recursos para lidar com eles. Estresse, ansiedade e até depressão podem ser os resultados, no final das contas.

Será que não está na hora de revermos essa postura? Será que não seria muito melhor adotarmos uma crença mais edificante e construtiva? Que tal um lema do tipo “para o que não tem remédio, remediado está”. O meu é “já que tá, que fique!” e significa que quando entro numa situação desagradável e inesperada da qual não posso sair no mesmo instante, relaxo e repito pra mim mesma: “Rosana, já que tá, que fique!” e vivencio a experiência até o fim ou até a primeira oportunidade de mudar o rumo dos acontecimentos.

A ideia é evitar tanto sofrimento, tanta angústia e, mais do que isso, é fazer a vida e o amor valerem a pena realmente! Senão, continuaremos vivendo um dia depois do outro com a sensação de que viver e amar são armadilhas das quais precisamos tentar escapar… Não! Viver e amar são oportunidades maravilhosas que devem servir para nos dar a certeza prometida pela divertida frase de caminhão: “não sou o dono do mundo, mas sou filho do dono!”. Ou seja, só privilégios e alegrias, desde que façamos por merecer! Rosana Braga

Felicidade E Amor Quanto Você Quer E O Que Faz Para Conseguir?

A importância de seguir seu coração

Quando se trata de viver e se relacionar, a resposta parece óbvia: queremos muita felicidade e muito amor! Claro, a intenção é sempre essa, porém… como o comportamento nem sempre é coerente com ela, os resultados podem ser desastrosos, frustrantes e altamente desgastantes! Acredite: vale a pena prestar mais atenção no alinhamento entre o que você quer, o que faz e o que consegue como consequência.

Gerar felicidade e amor é consequência de um aprendizado essencial: saber lidar com os conflitos inerentes ao ser humano e à convivência. Portanto, a pergunta insiste em gritar: você quer mesmo ser feliz ou está apenas tentando provar que tem razão? Porque não resta dúvida de que quem quer ser feliz age de modo essencialmente diferente de quem quer ter razão!

Observe as situações abaixo e perceba de que modo uma pessoa age quando quer convencer o outro de que está certa (e, portanto, ele está errado) e quando quer conciliar, resolver e ser feliz.

1- Vocês discordam sobre qual o melhor caminho a ser feito para chegarem ao jantar de família.

Quando quer ter razão: repete o tempo todo que o caminho está errado e que não quer nem saber se chegarem atrasados à festa.

Quando quer ser feliz: sugere que acredita que o caminho é outro, mas que juntos podem consultar o GPS ou parar e perguntar no próximo local seguro.

2- O outro jura que está tentando viver em paz, mas você considera que é o único a tentar.

Quando quer ter razão: num tom irônico, desdenha das colocações do outro e aponta tudo o que ele faz e que o irrita profundamente.

Quando quer ser feliz: num tom amistoso, confessa que não tem conseguido perceber essas tentativas e pede para que ele seja mais específico e cite alguns comportamentos com este objetivo.

3- Vocês dois querem emagrecer, mas você se empenha na academia e o outro, não.

Quando quer ter razão: cobra exercícios e dedicação do outro e aproveita para rotulá-lo de preguiçoso e guloso.

Quando quer ser feliz: de forma carinhosa, mostra como os exercícios têm trazido bons resultados para você e que seria bem mais gostoso se fizessem isso juntos.

4- Ultimamente, você tem ficado com a maior parte das responsabilidades da relação e o outro só pensa em se divertir.

Quando quer ter razão: não perde a chance de pontuar o quanto o outro é irresponsável e infantil, mas não é específico e nem fala sobre o que realmente gostaria que ele fizesse para ajudar.

Quando quer ser feliz: chama para uma conversa, convida para sentar, beber algo e, então, fala sobre como tem se sentido sobrecarregada e o quanto gostaria de poder contar mais com o companheirismo e o talento do outro.

5- Vocês pensam de forma diferente no que se refere à educação dos filhos.

Quando quer ter razão: interrompe a intervenção do outro com os filhos e o desrespeita, desmandando suas ordens e deixando claro que ele está sendo tolo e que quem sabe o que é melhor é você.

Quando quer ser feliz: espera a intervenção terminar, chama-o num canto reservado e diz que gostaria de conversar sobre o que aconteceu, porque você pensa que tem um modo mais apropriado de lidar com a situação, já que o objetivo de ambos é que os filhos se desenvolvam de modo saudável.

6- Você se dá conta de que o ritmo sexual de cada um está muito desencontrado.

Quando quer ter razão: deixa claro que não está satisfeito e que é por isso que tem gente que procura prazer fora de casa. Ou ainda, usa termos ofensivos para se referir à situação.

Quando quer ser feliz: fala de como tem se sentido, do que gostaria de experimentar e pergunta de que forma poderiam se sentir mais dispostos e satisfeitos sexualmente. E ouve o que o outro tem a dizer.

7- Você acha que está faltando aventura nesta relação e que está tudo muito morno.

Quando quer ter razão: diz que a relação tá muito ruim e sem graça e que nunca esperava viver algo tão “meia-boca”.

Quando quer ser feliz: sugere que apimentem mais a relação e dá ideias de programas legais, mais ousados, sem se esquecer de perguntar o que o outro gostaria de fazer pra sacudir a adrenalina.

8- Vocês têm ritmos profissionais muito diferentes e você gostaria que o outro fosse mais ativo, arriscasse mais.

Quando quer ter razão: apressa-se em chamar o outro de frouxo, corpo-mole, entre outros adjetivos nada agradáveis de se ouvir e que, em geral, geral agressividade e resistência.

Quando quer ser feliz: apoia o que ele tem feito e sugere que, com o potencial que ele tem, poderia ir muito mais longe, fazer muito mais. Que não vale a pena desperdiçar tantas possibilidades.

Por fim, se a ideia é ficarem juntos, por que não encontrar modos mais prazerosos de conviverem? Rosana Braga

Use A Vida E Tudo Que Ela Possibilita A Seu Favor

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O maior dom que o Criador do Universo é a própria vida… Porém, vida não é apenas o “sopro divino” que nos permite respirar, crescer, alimentar, descansar, caminhar.

Vai muito, mas muito além…

Nós, temos consciência da nossa existência.

Por isso mesmo, podemos fazer da nossa vida aquilo que desejamos!

Mas podemos tornar essa existência, cada dia melhor!

Como?

Bem, vou contar aqui um modo de usar esse dom maravilhoso!

Não é necessariamente uma regra que não pode ser acrescida de itens, ou modificada.

Cabe a você, julgar o melhor se adapte à sua realidade!

Veja aqui uma breve lista de como usar sua Vida, que recebi muitos anos atrás e guardei para relembrar de tempos em tempos.

1 – Quando resolver dar alguma coisa, de com alegria.

2 – Memorize seu poema favorito.

3 – Não acredite em tudo que lhe dizem.

4 – Quando disser “eu te amo”, demonstre com algum gesto.

5 – Quando disser “desculpe-me”, olhe a outra pessoa nos olhos.

6 – Acredite em amor à primeira vista.

7 – Acredite em antipatia à primeira vista.

8 – Nunca puxar o tapete dos outros: geralmente você também está nele.

9 – Viver apaixonadamente com todos os ferimentos que isso acarretar, vale a pena.

10 – Falar devagar e pensar rápido.

11 – Não julgar uma pessoa por seus familiares.

12 – Se perguntarem algo indiscreto, sorria e diga: Porque você quer saber isso?

13 – Lembrar que o grande amor e as grandes conquistas, geralmente significam grandes riscos.

14 – Telefone para seus pais, filhos e amigos e dizer o quanto ama.

15 – Quando errar, não esqueça a lição.

16 – Lembrar de três coisas: respeito por você mesmo, pelos outros e por seus atos.

17 – Não deixar as pequenas brigas destruírem as grandes amizades.

18 – Quando atender ao telefone, sorria ao dizer “alô”. Quem está do outro lado da linha irá perceber.

19 – casar com alguém com quem goste de conversar.

20 – Jamais esquecer que na velhice podemos perder muita coisa, mas a capacidade de comunicação permanece intacta. Sigmundo