Quem Não Se Comunica…

7b

Bem, parece ser algo simples. Determinada informação precisa ser entregue, de forma eficiente, ao grupo de destinatários apropriados. É necessário classificar informações para melhor direcionar para determinados setores, gerentes, diretores, representantes de mercado, líderes de projeto, equipe de desenvolvimento, equipe de teste, etc. Podemos facilmente detectar que, em algumas organizações, o compartilhamento de informações através de e-mail, com “cópia para todos” (ou quase todos), vêm sendo a grande estratégia de divulgação e disseminação de informação. Porém, dificilmente pode-se chegar à conclusão que, ao adotar o e-mail como única e salvadora ferramenta de comunicação, iremos chegar ao ideal de uma plena e eficiente gerência de comunicação.

Não basta somente ter meios de compartilhamento de informação, como o e-mail corporativo. Agora, proponha-se um desafio: em um determinado momento de sua rotina de trabalho, tente buscar todas as informações de um dado projeto. Quando cito “todas”, inclui aí, previsão de custos, desembolso real de custos, previsão de cumprimento de prazos, requisitos desenvolvidos e testados até determinada data, análise da última atualização do cronograma de projeto, ocorrência de riscos previstos e imprevistos, desvios, indicadores de desempenho de custo e de prazo, atual estratégia do projeto, etc.

O comprometimento da equipe está diretamente ligado ao grau de conhecimento que seus membros têm das informações que rondam e impactam o andamento do projeto. Com determinados profissionais e parceiros precisam ser estabelecidos compromissos, balizados em informações que dêm uma garantia mínima de que eles cumprirão com a parte deles. Cenários de ocorrência de riscos precisam ser sinalizados, é preciso sensibilizar e motivar os profissionais a cumprir seus objetivos. Como também é importante dar atenção às informações que são geradas pelo corpo técnico, aquele que está mais próximo do código, dos resultados de testes parciais.

Observem como, em poucas linhas, um gerente de projeto, com foco na qualidade, detecta a imensidão do problema que é gerenciar toda e qualquer informação sobre os projetos sob seu comando. O desafio de promover a integração da equipe de desenvolvimento, que inclui o bom relacionamento profissional interno e externo, isto é, integração com parceiros, com patrocinadores e demais envolvidos do projeto, passa pelo bom senso de não inundar a todos com todas as informações. Logo o gerente precisa mapear para quem deve ser enviado determinada informação ou grupo de informações, e com que grau de prioridade.

É muito decepcionante contemplarmos em nossos ambientes de trabalho, uma resistência cultural no que tange à disseminação de informações. Infelizmente, ainda existem aqueles que crêem que deter e reter informação é uma garantia de poder ou proteção. O compartilhamento responsável e eficiente de informações promove tranquilidade para os níveis gerenciais de sua organização, gerando indicadores de performance de projetos prioritários, dos projetos mais críticos, que consequentemente irão balizar ações de melhoria e revisão contínua dos procedimentos e normas da organização, visando um rendimento melhor de todos os profissionais, e otimizando o processo de desenvolvimento da organização. Um exemplo é a compartilhamento de soluções técnicas, que, quando devidamente disseminadas, diminue o tempo de resolução de problemas de desenvolvedores.

O exercício de reuniões de ponto de controle, de efetiva execução de marcos de projeto, ao fim de cada fase, de promover reuniões no caso de ocorrer grandes mudanças no escopo do projeto e do sistema, de conseguir cumprimento de planos de diminuição de exposição a riscos, de divulgação para todo o corpo técnico da situação atual do projeto, resultados até então alcançados, são algumas formas de manter a união de sua equipe, sempre focando a melhoria dos procedimentos, a busca de melhores resultados, a motivação para vencer os desafios criados neste projeto, irão maximizar a comunicação, colocando sua equipe no rumo certo.      Marcelo Jacintho

Dois Ouvidos E Uma Só Boca!

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A pessoa inteligente ouve mais e fala menos, por isso temos dois ouvidos e apenas uma boca.

Apesar de estarmos na era da palavra falada, do diálogo e da comunicação, as pessoas não sabem escutar. Não são boas ouvintes porque nossa capacidade efetiva de ouvir é pouco desenvolvida.

O importante é ouvir para “compreender” e não apenas para fazer pose. Ouvir vai muito mais além do simples ato de escutar.

Se ao chegar a uma festa e encontrar uma amiga de que gosto muito ela me diz: “-Nossa, Rita, este seu vestido está horrível…”.

O que eu penso? “-Bem, ela deve estar com algum problema para falar assim comigo ou talvez este vestido não tenha me caído bem…”.

Agora, se ao chegar a uma festa e encontrar uma amiga que detesto e ela me diz: “-Nossa, Rita, este seu vestido está maravilhoso!!!”.

O que eu penso? Hum, isto é inveja! Essa mulher é invejosa, um poço de inveja…

Não é assim mesmo?

E sabe por que isto acontece? Porque muitas vezes ouvimos apenas nosso sentimento e não o que realmente aquela pessoa quis expor.

A gente não ouve o que o outro diz. Houve-se o que o outro não está falando.

São os ruídos interferindo significativamente na comunicação.

E sofremos…

Sofremos porque, muitas vezes, pensamos ter ouvido aquilo que não foi verdadeiramente dito. Porque acreditamos que o que acabamos de ouvir é uma grande crítica destrutiva quando na verdade não é.

O desenvolvimento de algumas atitudes nos auxilia, sem sombra de dúvida, a edificar relacionamentos mais fortalecidos, a se conhecer melhor e, consequentemente, sofrer menos.

Controle suas emoções, pois elas podem se transformar em sérias barreiras a uma comunicação realmente eficaz.

E quando estamos em meio a uma discussão ferrenha? Bem, aí é que realmente não ouvimos o outro. Apenas nos preocupamos em preparar o que iremos dizer em seguida, assim que a pessoa calar a boca ou respirar. E muitas vezes, nem isso, pois atropelamos a sua fala, falando no mesmo instante que ela.

As pessoas apenas ouvem o que gostaria que o outro dissesse.

Elas apenas ouvem o que estão sentindo.

Apenas ouvem o que já pensava a respeito do que a outra pessoa está dizendo.

As pessoas costumam tirar da fala dos outros somente as partes que as interessam, que as agradam, que as incomodam, ou tudo aquilo que as emociona, assim confirmando ou rejeitando seus próprio pensamento e sentimento.

São, na verdade, partes de falas que se adaptam ao impulso de fúria, amor ou aversão que sentem por quem fala.

Apenas partes de falas que possam fazer sentido para opinião e modo de ver que no momento, estejam predominando ou tocando mais diretamente a elas.

Reflita. Muitas vezes…

As pessoas ouvem apenas o que elas querem ouvir.

As pessoas só ouvem aquilo que já estavam acostumadas a ouvir. As pessoas apenas ouvem o que imaginam que o outro ia falar.

Abraços e fiquem bem…

Sobre a Autora:

Rita Alonso: Professora de Recursos Humanos. Desenvolve trabalhos de consultoria organizacional, ministra treinamentos e palestras motivacionais.

Em Busca De Uma Relação Saudável

Em Busca De Uma Relação Saudável

Se beleza física fosse fundamental para a felicidade, atores e modelos famosos pela privilegiada estética, seriam felizes para sempre. No entanto, sabemos que não é o que acontece na vida dessas pessoas, pelo fato de carregarem consigo as mesmas insatisfações da grande maioria dos “mortais”.

O homem ocidental, baseado numa cultura que estimula a competitividade a partir da beleza física como atributo indispensavel para o sucesso, possui uma visão unilateral da vida e uma percepção linear da estética humana. Essa influência cultural, associada à genética, seleciona perfis ou biotipos como modelos de estética, e os meios de comunicação estabelecem a moda que dita regras de sucesso nas relações profissionais e interpessoais.

A cabeça feita, sem uma reflexão crítica da realidade midiática que constrói mitos baseados em valores superficiais do materialismo, tornam os indivíduos que perseguem obstinadamente esse ideal de beleza, pessoas insatisfeitas consigo mesmas, porque a satisfação parte do princípio de que não existem protótipos de beleza a serem, obstinadamente, perseguidos, e sim, uma orientação natural onde o saudável em primeiro lugar, associado à estética sem preconceitos, focam o indivíduo – seja ele do biotipo que for – a curtir uma vida sem neuroses.

A satisfação consigo mesmo segue a intuição natural que é ligada ao instinto de preservação da espécie humana. Portanto, a pessoa sedentária sabe que para garantir uma vida com mais qualidade na saúde e no relacionamento amoroso, deve seguir, equilibradamente, uma dieta alimentar e(ou) de exercícios físicos. Nesse sentido, a percepção de equilíbrio, que é inerente ao ser humano – e não a moda – é o que orienta o indivíduo na sua busca por um melhor nível de satisfação em sua vida.

No entanto, nos dias atuais, percebe-se um caminhar na contra-mão da orientação natural de equilíbrio. Revistas que se auto-intitulam “especializadas” em estética, vendem fórmulas milagrosas que transformam mulheres em princesas e homens em príncipes encantados, sem, no entanto, se darem conta que ainda existem “sapos enfeitiçados” e “belas adormecidas” no contexto das relações humanas.

O despertar da consciência para outros valores da vida, que vão muito além dos padronizados valores estéticos de beleza física, forma o contra-ponto da tendência atual que atinge os limites do exagero, da patologia e da alienação em relação à idolatria do corpo.

“Mens sana in corpore sano”(mente sã em corpo são), mensagem filosófica adaptada de uma mensagem crística relacionada ao corpo como sendo templo do espírito, ainda reflete o ideal de equilíbrio saudável que independe de biotipo ou de padrão de beleza física.

Os valores do espírito passam pela responsabilidade do corpo físico que nos foi confiado. Sem ele não haveria vida humana na dimensão em que, transitóriamente, existimos. Como referiu-se Jesus em sua mensagem original, o corpo é o nosso templo que deve ser cuidado e jamais negligenciado ou deliberadamente mau tratado.

Portanto, a linha natural que estimula o indivíduo a perceber-se como corpo, mente e espírito, é a filosofia que mais aproxima-se da estética do amor numa relação saudável consigo mesmo e com o outrem.

Os desequilíbrios bio-psíquico-espirituais emanam da percepção linear da vida, fruto da cultura materialista e fundamentada na visão unilateral da existência humana, sem reflexões, questionamentos ou buscas.

O despertar para a visão interdimensional, exige do indivíduo uma revisão de valores e, conforme o caso, ajuda psicoterapêutica para (re)encontrar o ponto de partida do equilíbrio vital.

Compreender que estética não é sinônimo de amor, e que relação saudável independe de padrões de beleza, mas de percepção – ou noção – de equilíbrio vital, é o primeiro passo a ser dado rumo ao saudável em nós mesmos.

Fazer das relações afetivas uma consciente associação entre amor, estética e vida, nos fortalece no sentido de novos valores adquiridos. Valores que passam pela percepção da interdimensionalidade de nossa existência, onde a beleza ganha uma dimensão nunca antes imaginada.

A busca de uma relação saudável consigo mesmo e com o outrem, é o maior desafio do espírito encarnado. Sem este vital estímulo, o indivíduo, como se fosse uma marionete que expressa a vontade de quem a manipula, permanece no “sono” da inconsciência por tempo indeterminado.

Despertar para a luz da consciência de si mesmo, inserido em uma realidade interdimensional, é estar preparado para uma melhor relação com o mundo em que vivemos, onde amor e estética são valores inseparáveis e imperecíveis.     Flávio Bastos – flaviolgb@terra.com.br- www.flaviobastos.com

Comunicação

Uma das grandes, senão maiores mazelas das empresas é falta de comunicação ou a chamada comunicação truncada, onde um fala o outro acha que entende, mas na verdade não compreende e nada acontece.

São textos mal redigidos, ordens incompletas, pessoas com falta de curiosidade, enfim, inúmeras situações que podem levar a este tipo de problema.

Como acredito que a única mudança que realmente pode existir está em nós mesmos, divido com vocês dois textos de Leo Buscaglia que são importantes para a reflexão do que estamos fazendo com a nossa comunicação:

Iniciamos com somos muito mais do que somos:

Somos muito mais do que aquilo que somos. (vivendo, amando e aprendendo)    Leo Buscaglia

Você é tudo o que você tem. Portanto, torne-se a pessoa mais bela, terna, maravilhosa do mundo. E, então, há de sobreviver para sempre.
Como é bonito poder dizer a alguém “preciso de você”. Pensamos que para sermos adultos temos que ser independentes e não precisar de ninguém. E é por isso que estamos todos morrendo de solidão.
É uma pena se você só acreditar naquilo que puder ser comprovado por meios estatísticos. Sinto muita pena de você, se só for governado pelo que pode medir, pois eu tenho curiosidade pelo incomensurável. Interesso-me pelos sonhos, e não só pelo que existe aqui. Não me importa a mínima o que está aqui. Isso eu vejo. Muito bem, meça se quiser passar a vida medindo, mas a mim interessa o que está lá fora. Há tanta coisa que não vemos, não tocamos, não sentimos, não compreendemos. Supomos que a realidade seja a caixa em que fomos colocados, e não é, eu lhes asseguro. Abra a porta, um dia, e olhe para fora para ver quanta coisa há. O sonho de hoje será a realidade de amanhã. No entanto, nós nos esquecemos de como sonhar.
A sabedoria é dizer: “Minha mente está aberta. Onde quer que eu esteja, estou apenas começando. Há cem vezes mais coisas a perceber do que eu conheço.”
Arranje alternativas. O modo de vida que você adotou é apenas uma possibilidade. Há milhares de possibilidades para tudo.
A maior parte de nós continua pela vida vendo o que temos vontade de ver, ouvindo o que temos vontade de ouvir, cheirando o que temos vontade de cheirar e tudo o mais permanece inteiramente invisível. Todas as coisas estão aí. Só o que temos a fazer para vê-las é deixar que entre, tocar nelas, prová-las, mastigá-las, abraçá-las (é o melhor), experimentá-las como elas são e não como nós somos…
Posso enfrentar o ódio, posso enfrentar a raiva, posso enfrentar o desespero, posso enfrentar qualquer pessoa que esteja sentindo alguma coisa, mas não posso enfrentar o NADA.
Se eu tivesse de escolher entre a dor e o nada, escolheria a dor.
Não se agarre ao sofrimento, nem o deseje. Experimente-o, pegue-o e largue-o. Mas experimente-o porque pode lhe ensinar uma porção de coisas. Sofrer sem aprender com isso é uma estupidez total.
Essencial é ter:
1-      Conhecimento certo, para lhe dar os instrumentos necessários à sua ‘viagem’;
2-      Sabedoria, para lhe garantir que está usando o conhecimento acumulado do passado, do melhor modo a servir ao descobrimento de sua presença, o seu ‘agora’;
3-      Compaixão, para ajudá-lo a aceitar os outros, cujos caminhos possam ser diferentes dos seus, com delicadeza e compreensão, quando você se mover com eles ou por meio deles ou em volta deles, no seu próprio caminho;
4-      Harmonia, para poder aceitar o fluxo natural da vida;
5-      Criatividade, para ajudá-lo a perceber e reconhecer as novas alternativas e caminhos não traçados, na ‘viagem’;
6-      Força, para se dispor contra o medo e avançar a despeito da insegurança, sem garantia nem pagamento.
7-      Paz, para conservá-lo centralizado;
8-      Alegria, para conservá-lo cantando, rindo e dançando pelo caminho;
9-      Amor para ser o seu guia contínuo em direção ao nível mais alto do consciente do que o homem seja capaz;
10-   Unidade, que nos traz de volta ao ponto de onde partimos; o ponto em que estamos unidos como nós mesmos e todas as coisas.
O que é normal? O que é certo? O que é errado? Contanto que você seja livre, tem a liberdade de selecionar e escolher as alternativas desde que esteja disposto a aceitar a responsabilidade de ser livre. E depois que tiver experimentado suas alternativas, e elas não funcionarem como você desejaria, não me culpe. Culpe a sua escolha. Experimente outra alternativa.
Só você pode ser responsável por não crer. Esqueça o que passou. Ligue-se no que é. O momento se encarrega disso. A vida  não é um fenômeno isolado, e sim parte de uma experiência geral, constantemente influenciando e sendo influenciada pelo novo momento. Você não gosta do que está acontecendo com você? Então modifique-o. Seja outra pessoa. Faça as SUAS coisas para variar, e aprenda com o acontecer.
Se você passar a fazer as suas coisas sem expectativas, então já tem tudo de que precisa. Se lhe dão alguma coisa em troca, você recebe isso de braços abertos. Deve vir sempre com uma surpresa. Mas se você espera uma reação e ela acontece, é uma chatice. Pare de esperar, e terá todas as coisas. Tome o que as pessoas lhe devem. Se você o apreciar, abrace-o, beije-o e receba-o com alegria, mas não ESPERE nada. Se quiser sofrer, é só andar por aí na expectativa. As pessoas não estão aqui para corresponder às suas expectativas.
A vida é feita de momentos. Apenas momentos. Não perca-os agora.
Na Índia, cada vez que a gente encontra uma pessoa ou se despede dela, põe as mãos na frente e diz: Namaste. Isso quer dizer: ‘Respeito o lugar em você em que reside todo o universo. Respeito o lugar em você em que, se você estiver neste lugar em você, e eu estiver nesse lugar em mim, só exista um de nós.’ Namaste.
É essencial que você alcance o ponto em que possa se por diante do espelho e dizer: ‘Espelho, espelho meu, quem é o mais incrível de todos?’ E o espelho responder: ‘Você, meu velho!’ Você pode não ser tão alto quanto gostaria de ser, ou as suas coxas podem ser um ouço maiores do que gostaria, mas você é o melhor que você tem. E quando reconhecer isso, estará progredindo. Ninguém o poderá deter.
Como você é humano, tem que fazer mágica. Entre em contato com ela. Quando sentir uma crise de loucura se aproximando, não a domine. Deixe que ocorra, só uma vez, e depois me conte o que aconteceu.
Quando eu amo você e você me ama, somos como o espelho um do outro, e refletindo-nos no espelho de cada um vemos o infinito.
É a semelhança que nos aproxima, mas é a novidade que nos conservará unidos. Seja sábio, seja estimulante, seja empolgante, partilhe as novas idéias, cresça, desenvolva-se. Nunca seja previsível.
Por favor, não esperem para comunicar os seus sentimentos. Um dos maiores elementos destruidores dos relacionamentos e intimidade é a nossa incapacidade de comunicar o que estamos sentindo agora.

E após compreender bem este texto, analisando que suas atitudes podem mudar o mundo e principalmente o mundo que realmente faz diferença – que é o seu próprio mundo – vamos parar de achar culpados pela nossa ineficiência, pela nossa inabilidade. Vejamos sobre culpa:

Culpa

“Não somos prisioneiros do passado. Podemos começar onde estamos. Somos suficientes. Não há ‘outros’ para culpar. Criamos nossa própria armadilha e somos cegos para o fato de que nós mesmos a fizemos.

Quando as coisas não são feitas, somos nós que não a fizemos; quando há equívoco, é nosso também; quando nos encontramos em um estado de tensão ou dor emocional, somos nós que escolhemos estar assim. Se não estamos nos tornando tudo o que somos, somos nós que não estamos mudando, e por isto nós, portanto, devemos sofrer nosso próprio não-ser.

Podemos optar por nascer de novo a qualquer momento.” Leo Buscaglia – Assumindo a sua personalidade

O que falta a você para se completar no universo?

Isto é muito maior que qualquer reflexão empresarial ou de dicas. Se você realmente mudar, isto é permanente.

Quer melhorar a comunicação?

Mude a si e os canais.

Pense no que vai dizer.

Escreva somente o necessário.

Seja objetivo.

Errou? Peça desculpas.

Tudo começa em você e não na empresa. Se a empresa não responde ou não tem os valores que você tem, mude de empresa.

A comunicação deve ser bilateral para funcionar, senão será ordem ou discurso.

Quem não se comunica, se trumbica (Chacrinha), não é mesmo?

Artigo escrito por Gustavo Rocha    Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas
Sócio da Bruke Investimentos    www.gestao.adv.br | http://www.bruke.com.br
Contato integrado: gustavo@gestao.adv.br [Email, Skype, Gtalk, Twitter, LinkedIn, Facebook, Instagram, Youtube]

Demonstrar Amor, Sempre! Implorar, Jamais!

imagem1Andei escrevendo alguns artigos defendendo as demonstrações de amor, a transparência dos desejos e insistindo em afirmar que forte é aquele que assume o que está sentindo, ainda que isso seja feito através de lágrimas e sofrimento.

Pois muito bem! Recebi dezenas de mensagens de pessoas contando sobre o quanto têm exposto o que sentem e o quanto isso tem lhes rendido mais desafeto, menos estima por si mesmas e frustrações seguidas de frustrações.

Observando tais histórias, notei que, como em tudo o que é sutil e profundo ao mesmo tempo, há um tênue limite a ser observado nesta questão. Ou seja, é preciso amadurecimento e autopercepção para notar a diferença entre ‘demonstrar o que se sente’ e ‘mendigar o amor do outro’ – coisa que nunca defendi e nem pretendo fazê-lo agora; tanto que, numa outra ocasião, escrevi “O outro tem o direito de não gostar de você!”.

Tem muita gente confundindo ‘ser sincero’ com ‘ser inconveniente’; pessoas agindo sem dignidade em nome não de um amor, mas de uma obstinação infantil e neurótica. Quando digo que precisamos começar a admitir mais o que sentimos, não estou dizendo que devemos empurrar esse sentimento ‘goela abaixo’ do outro, nem implorar, esgoelar-se, fazer chantagens ou mendigar afeto.

Se o outro disse ou demonstrou que não quer, que não pode retribuir o amor que sentimos, o mínimo que podemos fazer é respeitá-lo e – sobretudo – tentar manter nossa autoridade moral diante deste ‘não’. Acontece que aí está outro tênue limite: a diferença entre ‘comportar-se de modo digno’ e ‘agir movido por um orgulho despeitado’.

De novo, é preciso maturidade para se dar conta de que chorar, expressar-se emocionalmente, esclarecer desejos e ser honesto com sua própria dor faz parte de uma personalidade íntegra; ao passo que ficar com raiva, se fechar ou demonstrar indiferença e superioridade quando o coração está, na verdade, sangrando, são atitudes que evidenciam um ego exacerbado, uma agressividade enrustida e nada produtiva.

Mas há que se considerar que entre a infantilidade e a maturidade existe um longo caminho a ser percorrido e muitas experiências a serem vivenciadas; isto é, uma vida inteira! E quem de nós nunca se excedeu, nunca insistiu ou nunca se comportou de modo orgulhoso e despeitado diante das armadilhas do coração?

Felizmente, pouquíssimos ou ninguém se reconhecerá tão conveniente, tão adequado e absolutamente oportuno na dança do amor; até porque, estaria sendo pedante, muito certamente.

Sendo assim, mais do que levar tão a sério o “jamais” que coloquei propositadamente no título deste artigo, meu intuito é que eu e você consigamos ser corajosos o bastante para arriscarmos e apostarmos mais uma vez na possibilidade de ser melhor!

Afinal, bom mesmo é descobrir na prática, errando e acertando, o quanto podemos amadurecer, nos tornar mais autênticos e inteiros no exercício de amar!  Rosana Braga

O Obstáculo mais Difícil da Vida

O Obstáculo mais Difícil da Vida

Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria.

Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil no grande caminho da vida.

No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.

Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.

O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.

O segundo levaria uma corça rara.

O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.

O trio recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a pequena viagem de três milhas; no entanto, no meio do caminho, começaram a discutir.

O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.

O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada viajante permanecia atento as obrigações que diziam respeito aos outros, através de observações acaloradas e incessantes. Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho, olvida a própria tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho.

Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado.

O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, e o bolo se perde totalmente no chão.

Desapontados e irritadiços, os três rapazes voltam a presença do pai, apresentando cada qual a sua queixa de derrota.

O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:

— Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso. O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias.

Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas.

Ação

Com certeza você conhece o velho ditado que diz: “quem semeia urtiga não colhe rosas”.

É através de suas ações que o mundo reage a você. São suas ações que determinam a qualidade do seu destino, da sua vida; são elas que plantam as sementes do seu futuro.

Uma ação desastrada provoca reações negativas; depois vêm o arrependimento e as desculpas – que quase sempre não adiantam mais.

Por isso, antes de achar que a sorte abandonou você, faça um exame de consciência, relembre seus últimos passos, analise friamente suas atitudes e seu comportamento – veja se suas ações não foram egoístas ou raivosas. E procure melhorar.

De nada adianta um discurso lindo, se em suas ações você demonstra exatamente o contrário. Pense nisso. Um grama de ação vale mais do que uma tonelada de teoria!

Amor À Profissão: Paixão Desenfreada Pelo Que Faz Pode Ser Prejudicial!

Se você perde a noção do tempo quando trabalha, não se incomoda tanto quanto seus colegas de ter de ir ao escritório no final de semana, ou de fazer horas extras quase sempre, se orgulha de suas realizações e nunca se arrepende da profissão que escolheu, parabéns! É um apaixonado pelo que faz!

Mas, antes de comemorar a descoberta – que talvez não fosse novidade alguma para você -, saiba que nem sempre amar a profissão é positivo. Existe o lado bom, é claro. “Quando o profissional conquista seu propósito e trabalha por algo mais do que dinheiro, sente que cumpriu sua missão. Ele realizou um sonho e o dinheiro é apenas um valor-meio e não um valor-fim”, afirma o especialista em Carreira da Sociedade Brasileira de Coaching, Maurício Sampaio.

“Por exemplo, para um jornalista que ama a profissão e sempre teve como propósito melhorar a vida das pessoas, por meio da informação, não existe barreira. Para as pessoas que amam o que fazem, inexiste a palavra “não”. Às vezes, o que os outros falam entra por um ouvido e sai pelo outro. É uma paixão que pode cegar a pessoa e aliená-la da realidade que a cerca”, acrescenta ele.

Isso sem falar que é mais difícil frustrar um profissional que adora o que faz, mesmo diante de uma demissão, já que, para ele, as empresas e os empregos são apenas meios para que possam atingir seus objetivos pessoais.

Mas os anos passam…

Todavia, o profissional apaixonado pelo que faz pode passar muitos anos se entregando de corpo e alma ao trabalho, estudando e se aperfeiçoando, galgando os degraus, um por um, para chegar ao topo e é possível que, ao finalmente chegar lá, ele olhe para baixo e pense: “Nossa, como minha vida passou rápido e eu nem percebi!”.

Nessa hora, pode bater um arrependimento… Por não ter acompanhado o crescimento dos filhos, por ter abandonado amigos no meio do caminho, por não ter dado atenção suficiente à vida amorosa, por ter esquecido de cuidar da saúde, por não ter viajado mais e conhecido lugares que, provavelmente, permanecerão desconhecidos.

A coach, psicóloga organizacional e consultora do Idort/SP, Rosana Bueno, admite que a vantagem de amar o que faz é que a pessoa trabalha com prazer, tem menos estresse que os demais e não vê as horas passarem.

Problemas

Mas existem problemas e um deles é que, ainda que sem querer, esse profissional coloca o trabalho em primeiro lugar, em detrimento de outros setores de sua vida. “Tudo que é feito em excesso faz mal”, garante a consultora do Idort/SP.

A outra questão reside no fato de que, apesar de as pessoas serem cada vez mais incentivadas a fazer o que gostam, quando o assunto é carreira – segundo especialistas, esta é uma premissa para o sucesso -, a verdade é que “nem sempre quem faz o que gosta é bem sucedido”, nas palavras de Rosana. “Se a remuneração de um profissional é incompatível com o que ele desenvolve em uma empresa, então fazer o que gosta não foi suficiente para ele. Para obter sucesso, é preciso um misto de talento, formação e prazer”, explica ela.

E acrescenta: “Alguém que trabalha 10, 12 horas por dia pode não ter o estresse psicológico, mas terá o físico. A saúde pode ficar comprometida. Além disso, muitas pessoas esquecem de suas famílias e outras tantas acabam protagonizando divórcios. É preciso equilibrar”. A conclusão é que amar a profissão não é sinônimo de sucesso nem de felicidade.

Mercado pode ser um “aspirador”

Na opinião de Sampaio, quem possui uma paixão desenfreada pelo que faz pode se tornar um mártir para si próprio. “Algumas pessoas realmente se deixam sugar por esse “aspirador” que é o mercado de trabalho. Elas não conseguem impor barreiras para si próprias e, por vezes, vivem a pensar no futuro, e não no presente. Desse jeito, é claro que a vida passa mais rapidamente. A sensação é de que o tempo voou”, diz ele.

Para aqueles que amam o que fazem, fica o recado: não deixe a paixão se transformar em obsessão!

Karin Sato – InfoMoney

Eu Tenho Um Sonho E Você?

Há os que estudam direito e que têm como objetivo o sucesso profissional. .. Há os que estudam direito porque têm um sonho…Sim, eu tenho um sonho…

E nesse sonho está o Direito e a Justiça do Trabalho. Essa “justicinha” , que simplesmente regula a relação capital-trabalho, relação esta sobre as quais se assentam tantas outras, tantas aspirações e que para muitas pessoas é sinônimo de “sobrevivência” .

Christophe Dejours in A loucura do trabalhochama a atenção para o fato de que o trabalho contribui para a formação da personalidade, através da construção da auto-imagem, mostrando que ele não é fonte apenas de satisfação patrimonial, mas pode ser fonte de satisfação simbólica e emocional do trabalhador.

Num momento em que se discute o desmanche de direitos sociais e principalmente do direito do trabalho, que até hoje tem a marca da proteção patrimonialista do empregado na relação desigual que este mantém com o empregador, falar da ampliação da tutela do direito do trabalho para que ela possa abarcar o aspecto emocional e mental do trabalhador soa a utopia. Sim, eu tenho um sonho…

Um pronunciamento sobre o Dia do Trabalho dos Trabalhadores das Comunicações dos Estados Unidos deu ênfase à preocupação quanto a trabalhos significativos: “…as pessoas com menos de 30 anos de idade desejam trabalho que tenha significação e ofereça uma chance de crescimento pessoal…”

A melhoria do trabalho e a humanização do local de trabalho foram integradas na filosofia de administração de muitas companhias. Equipes de trabalho semi-autônomo foram formadas. Salários mais altos foram concedidos com base em testes de eficiência e não de descrição de trabalho. Livros de ponto substituíram os relógios de ponto, símbolos infernais de desumanização e de falta de confiança. Linhas de montagem foram divididas em grupos menores. Muitas empresas estavam fazendo experiências com “horário flexível”, um procedimento que permite aos empregados escolherem seu horário de trabalho, dentro de certos limites.

Há a necessidade de um novo paradigma, em que o trabalho seja um veículo para a transformação. Através do trabalho estamos plenamente engajados na vida. O trabalho pode ser aquilo a que Milton Mayerhoff chamou “o outro eu apropriado”, o que nos exige, o que nos preocupa. Ao atender à vocação – a chamada, o apelo daquilo que necessitamos fazer – criamos e descobrimos significado, único para cada um de nós e sempre em mutação.

A significação pode ser descoberta e expressa em qualquer atividade humana: limpeza, ensino, jardinagem, carpintaria, negócios, cuidados com crianças, direção de táxis. E dentro dessa perspectiva o trabalhador cria uma nova atitude que modifica a própria experiência do trabalho cotidiano. O trabalho se torna um ritual, um jogo, uma disciplina, uma aventura, um aprendizado, até uma arte, à medida que nossa percepção se modifica. A tensão do tédio e a tensão do desconhecido, as duas causas de sofrimento relacionadas com o trabalho, são transformadas. Uma qualidade mais fluente de atenção nos permite a realização de tarefas que antes nos pareciam repetitivas ou desagradáveis. A monotonia diminui, do mesmo modo que a dor se aplaca quando abandonamos uma resistência fútil a ela.

Sim, eu tenho um sonho…Um sonho em que os estudos da psicologia na área do trabalho possam mostrar os caminhos a serem seguidos na implantação de meios que possam tornar o local de trabalho em fonte de satisfação simbólica e emocional, diminuindo o sofrimento, a carga de medo e ansiedade relacionada a algumas tarefas e a falta de “sentido” que permeia hoje o mundo do trabalho. Um sonho em que o direito busque a tutela de outros aspectos implicados na relação de trabalho e force a realização desse “sonho”.

Christophe Dejours in A loucura do trabalhoaponta as causas da insatisfação e de desestruturaçã o psíquica do trabalhador. Há a insatisfação em relação ao conteúdo significativo da tarefa e quanto ao conteúdo ergonômico desta (as exigências da tarefa, ou a “carga de trabalho” é o que se denomina conteúdo ergonômico). A organização do trabalho, concebida por um serviço especializado da empresa, estranho aos trabalhadores, choca-se frontalmente com a vida mental, e mais precisamente, com a esfera das aspirações, das motivações e dos desejos. Via de regra, quanto mais a organização do trabalho é rígida, mais a divisão do trabalho é acentuada, menor é o conteúdo significativo do trabalho e menores são as possibilidades de mudá-lo. Correlativamente, o sofrimento aumenta. A insatisfação proveniente de um conteúdo ergonômico (este entendido como adaptação homem-máquina) inadaptado à estrutura da personalidade também é fonte de sofrimento. Os efeitos desta carga e o sofrimento estão no registro mental e se ocasionam desordens no corpo, não são equivalentes às doenças diretamente infligidas ao organismo pelas condições de trabalho. O conflito não é outro senão o que opõe o homem à organização do trabalho (na medida em que o conteúdo ergonômico do trabalho resulta da divisão do trabalho).

O autor analisa ainda o impacto da “ansiedade” no local de trabalho, agrupando-a sob diferentes itens:

1. Ansiedade relativa à degradação do equilíbrio psicoafetivo e do funcionamento mental

: a primeira resulta da desestruturaçã o das relações psico-afetivas espontâneas com os colegas de trabalho, de seu envenenamento pela discriminação e suspeita, ou de sua implicação forçada nas relações de violência e de agressividade com a hierarquia. A necessidade de descarregar a agressividade provoca a contaminação das relações fora da fábrica, e em particular, das relações familiares. O segundo tipo de ansiedade diz respeito à desorganização do funcionamento mental: é o sentimento de esclerose mental, de paralisia da imaginação, de regressão intelectual, de despersonalizaçã o, proveniente de um esforço para manter os comportamentos condicionados.

2. Ansiedade relativa à degradação do organismo: as más condições de trabalho colocam o corpo em perigo de duas maneiras: risco de acidente de caráter súbito e de grave amplitude (queimaduras, ferimentos, morte), doenças profissionais ou de caráter profissional, aumento do índice de morbidade, doenças psicossomáticas. Nas condições de trabalho é o corpo que recebe o impacto, enquanto na organização do trabalho o alvo é o funcionamento mental. A ansiedade é a sequela psíquica do risco que a nocividade das condições de trabalho impõe ao corpo.

3. Ansiedade gerada pela “disciplina da fome”: apesar do sofrimento mental que não pode mais ser ignorado, os trabalhadores continuam em seus postos de trabalho expondo seu equilíbrio e seu funcionamento mental à ameaça contida no trabalho, para enfrentar uma exigência ainda mais imperiosa: sobreviver. Ansiedade da morte a que alguns autores deram o nome de “disciplina da fome”.

Sim, eu tenho um sonho…Um sonho em que o Direito do Trabalho desça o seu olhar para esses outros aspectos da relação de trabalho e possa contribuir para a formação de um mundo do trabalho mais humano, o que significará um mundo mais humano, tal a força e o significado da relação de emprego.

Eu sonho com um mundo onde a “prevenção” seja a palavra de ordem, onde a humanização seja um objetivo em si mesmo e em que não apenas o aspecto patrimonialista seja o foco de tutela do Direito do Trabalho, e não apenas a indenização seja o objeto de ações trabalhistas, e não apenas a remuneração e seus desdobramentos sejam o conteúdo principal de uma norma coletiva de trabalho. Eu sonho com um mundo onde o trabalho seja o espaço para a criatividade, para a superação de desafios, para o auto-desenvolviment o e a criação pelo trabalhador de uma auto-imagem mais satisfatória. Eu sonho com um mundo onde a cooperação e a sinergia substituam a mortal competitividade, que envenena todos os relacionamentos, contaminando- os e despersonalizando- os. Eu sonho com um mundo onde o trabalho tenha signficação e não seja apenas sinônimo de alienação, de desconexão e desconforto.

E agora até mesmo essa singela tutela patrimonialista do Direito do Trabalho é alvo do desmanche neo-liberal. ..Estamos voltando ao tempo da barbárie? A barbárie evoca sempre o desenfreado, a ultrapassagem de um limite, ou seja, o gozo às custas do outro: a escravidão, o assassinato, o estupro, a segregação…Nã o precisamos de mais polícia, mas talvez apenas de uma nova organização social. Não precisamos de mais Códigos ou de mais uma Declaração de Direitos do Homem, mas apenas de pessoas que ousem concretizá-la. ..Talvez a Magistratura Trabalhista não tenha ainda percebido o alcance de seu papel e de sua tarefa. Talvez ela não tenha percebido que também pode e deve acalentar esse sonho, uma vez que seu saber é ao mesmo tempo um saber técnico e um saber político…Sim, eu tenho um sonho… “Vejo através dos olhos e não com eles”, disse William Blake.

BIBLIOGRAFIA

DEJOURS, Christophe. A loucura do trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho. Tradução de Ana Isabel Paraguay e Lucia Leal Ferreira. São Paulo: Cortez-Oboré, 1987.

FERGUSON, Marilyn. A conspiração aquariana. Tradução de Carlos Evaristo M.Costa. Rio de Janeiro: Record, 3ª edição.