Habilidade de Conversar

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A habilidade de conversar será útil a você em qualquer circunstância: no contato com uma ou duas pessoas, numa reunião profissional, proferindo palestras, ministrando aulas, participando de convenções. Enfim, é uma qualidade que sempre o ajudará a abrir as portas para o sucesso.
Saber conversar é ter habilidade para contar histórias interessantes; mas também é a arte de saber fazer perguntas apropriadas para o momento.
Se o seu objetivo for iniciar uma conversa ou criar um ambiente favorável para obter informações em pouco tempo, lance mão de perguntas fechadas, que produzam respostas rápidas e curtas. Por exemplo: “quem?”, “há quanto tempo?”, “onde?”, “quando?”.
Observe que, ao fazer estas perguntas, você consegue respostas objetivas, que possibilitam adquirir rapidamente informações importantes sem truncar o desenvolvimento do raciocínio ou dispersar a concentração.
Entretanto, se o objetivo for motivar as pessoas a participar mais ativamente da conversa, ou descobrir suas intenções, desejos ou necessidades, faça uso de perguntas abertas que povocam respostas mais longas, que exigem maior elaboração do raciocínio. Por exemplo: “o que?”, “por que?”, “como?”, “de que maneira?”.
Você percebeu que, ao contrário do que ocorre com as perguntas fechadas, esse tipo de questionamento exige respostas com maior participação das pessoas, que se obrigam a elaborar o raciocínio e fornecer informações que quase sempre mostram pouco da personalidade e da maneira de pensar dela.    Reinaldo Polito

Comunicar é Ser Compreendido

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Ao contrário do que muitos pensam, uma boa comunicação não se resume a falar muito e tão pouco usar expressões que imponham altivez pelo número de sílabas ou pela entonação que impressionam que “teoricamente” podem impressionar os ouvintes. Falar bem inclui um conceito mais amplo. Segundo Moriaki Hijo, consultor de empresas e especialista em comunicação organizacional, um dos principais vícios do meio corporativo é o individualismo – que leva as pessoas a não ligarem se a outra parte está ou não entendendo a informação transmitida.

Para Moriaki Hijo, que juntamente com Neusa M. Cassoni Hijo, escreveu o livro “Melhore sua comunicação no trabalho”, lançado pela Textonovo Editora, quem se comunica bem passa a impressão que não se comunica bem. Por quê? Porque seu foco está na outra pessoa, na outra ponta. “A comunicação só passa a existir quando a outra parte entende bem sua mensagem. Ninguém se lembra disso. Só que cuidar da outra ponta não é para qualquer um. Só pessoas experientes facilitam o entendimento, sabem ouvir, sabem interpretar”, afirma o escritor. Em entrevista concedida ao RH.com.br, Moriaki Hijo aborda diversos pontos sobre a comunicação que podem ser usados tanto na vida profissional quanto pessoal. Se você tem dificuldade de assimilar a cultura de comunicação da empresa onde atua ou, ainda, não consegue ser ouvido, essa entrevista pode ajudar a refletir sobre questões simples, mas que fazem a diferença. Boa leitura!

RH.com.br – O que significa “comunicar bem” em um mundo onde as organizações deparam-se com constantes processos de mudanças?
Moriaki Hijo – Bem, num cenário de mudanças a prioridade é conquistar a confiança. Este é o ponto. O primeiro passo é ganhar a confiança. Sem a confiança, nada feito. O segundo passo é informar. O terceiro passo é convencer. Por fim, converter, ou seja, trazer para o nosso lado. Eis o caminho para comunicar bem. Comunicar bem é pavimentar a estrada da confiança, pois o mundo não acaba hoje. Sem isso em mente a comunicação de amanhã poderá ser para apagar o incêndio de hoje.

RH – A comunicação no ambiente de trabalho possui peculiaridades?
Moriaki Hijo – Sim, e vamos falar de uma em especial. A de ter o espírito de “prevenção de acidentes”. Evitar mal-entendidos. Porque mal-entendidos geram horas de prejuízo. Fazer a equipe entender isso é vital. A rigor, ninguém liga para o espírito de prevenção de acidentes na comunicação. Exemplo? Dizer o óbvio. Não, ninguém diz o óbvio. Mas veja, quem garante que o que é obvio para mim é também óbvio para quem ouve? Nunca sabemos. Mesmo assim, preferimos não dizer. É cultural, é tabu. Temos o medo do deboche. Resultado, milhões de acidentes acontecem porque as pessoas não dizem o óbvio. Nos países do Primeiro Mundo, as pessoas no trabalho dizem o óbvio sem qualquer constrangimento. Todos entendem a intenção de “prevenção de acidentes”. Todos agradecem. É um pacto social.

RH – Qual o peso que a comunicação exerce na vida de um profissional e no ambiente corporativo?
Moriaki Hijo – Total. A comunicação é a última etapa do desenvolvimento pessoal e profissional. Até então ele cuidou só de um lado da comunicação: o lado dele. Cuidou de como falar, de como impressionar, da gramática. E a outra parte? A comunicação só passa a existir quando a outra parte entende bem sua mensagem. Ninguém se lembra disso. Só que cuidar da outra ponta não é para qualquer um. É para gente grande. Só pessoas experientes facilitam o entendimento, sabem ouvir, sabem interpretar. Não há prova maior de maturidade do que a capacidade de interpretar o que se ouve. A capacidade de ir além das palavras. Ir às essências. Para a maioria das pessoas a outra parte não existe. É abstrata. Quem descobrir a outra parte na comunicação leva o troféu. Quem se candidata?

RH – Quais são os principais vícios de comunicação que as pessoas possuem dentro das organizações?
Moriaki Hijo – Vamos falar do vício número um. O de ser individualista. Não se preocupar com o outro. Não facilitar o entendimento. É comum achar que um bom comunicador é a pessoa que fala bem, fala bonito, fala sorrindo. Quem realmente quer se comunicar bem tem outra postura. Ouve mais que fala. Passa conforto. Faz a outra parte sentir participante da conversa. Sabe, por experiência ou instintivamente, que a missão de se comunicar é ajudar o outro a entender. No ambiente de trabalho, fazer o outro se sentir bem é o primeiro passo para uma boa comunicação. Veja uma coisa intrigante. Quem se comunica bem passa a impressão que não se comunica bem. Por quê? Porque seu foco está na outra pessoa, na outra ponta. Quem nunca cometeu este erro de julgamento? Por exemplo, o melhor vendedor pode ser uma pessoa que não impressiona à primeira vista. Não impressiona a platéia. Só que na hora da venda, no sagrado momento do desempenho de sua função, o que vale mesmo é a opinião do cliente. Então, quem é o melhor chefe? O melhor líder? A melhor recepcionista? O melhor professor?

RH – Por que esses vícios são cometidos com tanta constância?
Moriaki Hijo – Por não fazer parte da cultura. Infelizmente, na nossa cultura do dia-a-dia o outro não existe. Por isso, queremos cortar a fila. Sujamos a calçada. Fazemos barulho à noite. Esta postura afeta profundamente a comunicação. Por isso, dizemos que o vício maior na comunicação é o de ser individualista. Só se preocupar com ele próprio. Enfim, é excluir o outro na hora de se comunicar. É deixar o outro adivinhando. Adivinhar? Isso não é comunicação. Quem nunca se sentiu excluído ao ler um manual de instruções ao comprar um aparelho? Ao assistir a uma aula de um professor arrogante? Ao ouvir um chefe prepotente? Um funcionário que diz “não” sem sequer ouvir você? Mesmo pessoas bem intencionadas acabam excluindo você por problema de treinamento na comunicação. Foram treinadas para falar bem, para impressionar, para serem simpáticas. Cada vez mais está tudo muito parecido. Muito impessoal. Todos excluem todos simpaticamente. Claro, é melhor excluir simpaticamente do que rudemente. É melhor falar bem do que falar mal. É um avanço, sem dúvida. Só que a outra ponta continua excluída.

RH -Qual o segredo para uma boa comunicação no meio organizacional?
Moriaki Hijo – Criar o bom hábito de ouvir as pessoas. Este gesto gera conforto. Que gera confiança. Que gera boa comunicação. Então, o segredo é antigo: todos gostam de ser ouvidos, todos gostam de ser parte. Num ambiente fechado, demasiadamente hierárquico, com comunicação formal, as pessoas adotam o famoso comportamento defensivo. O importante não é solucionar e sim explicar que não deu. Tudo bem explicadinho. Enfim, num ambiente assim não existe clima para uma comunicação sincera. As pessoas não enxergam pessoas; enxergam ovos e pisam em ovos. É o ambiente propício para mentiras burocráticas. As verdades dos relatórios. A frase engatilhada por todos é “não é minha culpa”.

RH – Alem das palavras, que outros fatores interferem em um processo de comunicação entre duas pessoas?
Moriaki Hijo – É fazer o outro virar paisagem. É não prestar atenção, é sonegar pequenos gestos. É acreditar no “bem, ele ou ela vai entender”. Vai nada. Quem entende ser passado para trás? Em inglês existe uma expressão que cabe como luva para esta situação. É “take someone for granted, que não possui uma tradução específica para o português, mas que pode ser interpretada como “aceitar algo como consumado, uma situação como certa”. Neste estágio já não existe mais a preocupação com o outro. O interesse em ajudar o outro a entender. O outro já não existe. Como pode existir comunicação se você matou a outra ponta? É o popular “dois surdos conversando”.

RH – Os problemas evidenciados entre as relações interpessoais estão diretamente relacionados à falta de uma boa comunicação?
Moriaki Hijo – Veja, faltou o interesse por outro, morre a comunicação. Em geral, falta de comunicação é conseqüência e não a causa dos problemas interpessoais. Para reverter o problema é preciso examinar os sentimentos. Este é o ponto principal. Depois, deixar que pequenos gestos falem também. Ouvir, olhar nos olhos, sorrir, agradecer, cumprimentar, lembrar das qualidades e esquecer os defeitos. Para muitos casos é mais seguro assim do que tentar reverter o problema apenas com diálogos. Por quê? Porque a comunicação dessas pessoas falhou antes. Já vi pessoas travadas na comunicação. Falam, falam, mas não conseguem se comunicar. Só pioram as coisas. Infelizmente. Um exemplo exagerado e engraçado: Jack Nickolson no filme “Melhor é impossível”.

RH – Qual a função do gestor frente à boa comunicação no ambiente de trabalho?
Moriaki Hijo – O papel de líder. De facilitador. De pavimentar a estrada da confiança. A comunicação só existe de verdade onde há confiança entre as pessoas. Fora isto é faz de conta. Aí é só na força. Na ameaça. No dinheiro.

RH – Que orientações o Sr. passaria a um profissional de RH que identifica problemas de comunicação entre os membros de uma equipe?
Moriaki Hijo – Cada membro precisa da certeza que será ouvido. A comunicação nasce daí. É preciso escalar alguém que a equipe respeite. Não que goste, mas que seja imparcial. Pode ser firme, mas tem que ser imparcial. Numa crise a pior coisa é a percepção que há segredinhos por trás. Em resumo, é preciso escancarar a imparcialidade. A justiça é a percepção da imparcialidade.              http://www.rh.com.br -Patrícia Bispo

Intenções Por Trás das Palavras

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Muitos escritores, cientistas e formadores de opinião usam e abusam de nossa confiança. Sutilmente nos enganam para defender os próprios interesses. É o que em epistemologia chamamos de “a agenda oculta”. É assustador o número de filmes de Hollywood que têm uma agenda oculta, e como caímos como uns patos acreditando em tudo. Eu sempre desconfio da agenda oculta de escritores, colunistas e pseudocientistas. É a primeira coisa que tento adivinhar. Ele, ou ela, está querendo me dizer exatamente o quê? Que bronca carrega na vida? Ele é separado, foi um dia traído, multado, preso ou ludibriado?

Quanto mais velhos ficamos, mais percebemos quanta agenda oculta existe por trás de quase tudo o que é escrito hoje em dia no Brasil e no mundo. É simplesmente desanimador.

Salman Rushdie, o autor de Versos Satânicos, ao responder recentemente a por que preferia escrever ficção em vez de livros técnicos, afirmou: “Na ficção pegamos o leitor desprevenido”. Desprevenido significa sem a vigilância epistêmica necessária para perceber o que o escritor está tentando fazer. É mais fácil uma feminista radical escrever um livro de ficção em que todos os personagens masculinos são uns calhordas do que escrever um livro de sociologia dizendo que “todo homem é um canalha”, o que resultaria em processo judicial. Por isso, prefiro sempre artigos que apresentam tabelas, números e outras informações concretas em vez de “idéias”, opiniões e indignações. É justamente isso que editores de livros no mundo inteiro nos aconselham a evitar, porque senão “ninguém lê”, o que infelizmente é verdade.

Mas é justamente isso que deveria ser lido. Queremos dados agregados, que são difíceis de arrumar, para nós mesmos fazermos nossas interpretações. Se houver uma equação complicada, melhor ainda, porque equações nos revelam regras, relações entre variáveis e tendências. É a isso que se chama ciência. A opinião dos outros sobre um fato isolado é conversa mera e efêmera. Daqui a um mês ninguém mais falará de Renan Calheiros, assunto que coletivamente nos ocupou por quatro meses.

Infelizmente, somos uma nação que idolatra quem faz parte da academia de letras, aqueles bons de papo, que escrevem bem, e não aqueles que pesquisam bem ou calculam com rigor científico. Ignoramos solenemente os que fazem parte de nossa Academia Brasileira de Ciências, que descobrem a essência do que ocorre na prática, as causas de seus efeitos, os que usam o método científico de análise. O último acadêmico de ciências nem sequer foi noticiado pela imprensa brasileira. “Imortais” no Brasil são aqueles bons de bico, que nos seduzem com belas frases e palavras, por isso somos um país do “me engana que eu gosto”. Nosso descaso com ciência, estatísticas, equações, dados, números, análise científica é a causa de nosso atraso. Porque não nos preocupamos com ciência, viramos o país da mentira.

Muito do que se escreve, até em livros de filosofia, vem, na realidade, de pessoas justificando sua vida, seus erros e suas limitações. Elas têm uma agenda oculta que cabe a você descobrir. Quando alguém sai propondo maiores gastos em educação, sempre indago se não é mais um professor querendo maiores salários, pagos por impostos, “impostos” à sociedade. Notem como 95% desses artigos pedem verbas, vinculações de verbas e mais verbas, e nenhum discute quais as novas matérias que seriam ensinadas. Omitem invariavelmente o fato de que hoje, nas universidades, algo em torno de 50% dos alunos nem terminam o curso – e por volta de 50% dos que terminam não exercem a profissão. Esse é um problema resolvido com mais verbas ou com uma urgente reforma no conteúdo educacional?

Desconfio sempre de quem não oferece seu e-mail ou site num artigo ou livro publicado. É como se dissesse: “Já sei tudo”. Prefiro ler quem o oferece e lê as mensagens, sugerindo que é um humilde cientista que quer saber se escreveu algo errado, para corrigir o que foi escrito.

Se não mudarmos nossa mentalidade, se não nos preocuparmos em detectar a agenda oculta de todos aqueles que nos pregam alguma coisa, pagaremos caro pela nossa falta de vigilância epistêmica. Seremos sempre presas fáceis dos que falam bonito e escrevem melhor ainda.

Stephen Kanitz é administrador- kanitz.com.br Revista Veja, Editora Abril, edição 2032, ano 40, nº 43, 31 de outubro de 2007, página 26

Rapport

Imaginemos a seguinte cena: um casal conversando à mesa de um restaurante, parecendo absolutamente absortos no diálogo, como se houvessem se desligado de tudo. Eles adotam inclusive a mesma postura corporal (a mesma fisiologia): ambos estão inclinados à frente, braços apoiados sobre a mesa, apresentam a mesma expressão fisionômica. Se fosse possível ouvi-los, provavelmente estariam usando até o mesmo tom de voz, o mesmo ritmo, etc. Há tanta sincronia entre eles que se um muda (sua postura, sua voz), o outro também muda, como que por reflexo. É como se eles estivessem sendo o espelho um do outro.

Todos nós passamos por experiências semelhantes a esta, em que nos sentimos em perfeita harmonia com o outro a ponto de nos esquecermos, naquele momento, de onde estamos, do horário, de tudo.

A este tipo de experiência dá-se o nome de rapport, palavra de origem francesa que significa concordância, afinidade, analogia.

A habilidade de entrar em rapport pode ser aprendida e aperfeiçoada, havendo inúmeras técnicas para isto. Estas técnicas já existiam muito antes do surgimento da PNL, pois são muito utilizadas também por várias abordagens terapêuticas (Psicanálise, Abordagem Centrada na Pessoa, entre outras).

O grande mérito da PNL foi o de ter ido além das descrições existentes sobre estas técnicas, feitas pelas pessoas que eram peritas em rapport.

A PNL observou estas pessoas atuando, verificando se a descrição feita por elas correspondia à sua prática. Em seguida detalhou as etapas do processo, tornando assim possível a qualquer pessoa chegar aos mesmos resultados (Este processo de observar e descrever uma habilidade passo a passo é chamado de Modelagem).

Um rapport consiste inicialmente num espelhamento, em refletir o outro em seus vários aspectos, como postura, gestos, voz, etc. Não é uma imitação. Temos restrições culturais muito fortes quanto a imitar alguém. As imitações em geral são interpretadas como deboche, pois costumam exagerar um traço do comportamento, promovendo uma espécie de caricatura.

Já o espelhamento é o reflexo sutil daquelas comunicações inconscientes verbais e não verbais. (O leitor talvez se lembre de como nossos gestos, expressões, voz, etc., comunicam mensagens, às vezes muito mais do que as palavras, e até mesmo mensagens que desejaríamos ocultar.)

Outros exemplos de espelhamento e rapport incluem vestir-se adequadamente para uma ocasião, lugar, ou ainda para estar com determinado grupo de pessoas, e também comportar-se de acordo com o lugar em que se está: ser formal num tribunal, ser informal numa praia. Muito mais do que regras de boas-maneiras, estes exemplos nos sugerem que se quisermos estar integrados ao lugar e às pessoas, é necessário que nos igualemos a eles, que os espelhemos.

Geralmente nos sentimos mais à vontade quando a pessoa que nos fala é igual a nós. O espelhamento possibilita esta experiência na medida em que uma pessoa se esforça para equiparar seu comportamento ao da pessoa com quem fala. Esta, provavelmente, terá a sensação de ser aceita, considerada, compreendida. É desta forma que se conquistam a confiança, o respeito e a simpatia de alguém.

Conta-se que uma pessoa estava sentada num banco de uma rodoviária, onde deveria aguardar por um longo tempo. Resolveu então verificar o que aconteceria se espelhasse uma outra pessoa à distancia.

Sentou-se exatamente como um senhor que estava mais adiante e assumiu uma postura parecida com a dele. Quando ele mudava de posição, discretamente esta pessoa também mudava.

Após um certo tempo, o senhor se aproximou da pessoa que o espelhava dizendo ter a impressão de conhecê-la. Pediu-lhe licença para sentar-se ao seu lado e conversar um pouco.

Minutos depois, ele disse que não esperava sentir-se tão à vontade na presença de um estranho e que poucas vezes em sua vida tinha tido a experiência de encontrar alguém que o compreendesse tão bem.

Uma vez que dão à outra pessoa a impressão de ser compreendida e valorizada, as técnicas de rapport inúmeras vezes são usadas inescrupulosamente e de forma mecânica, por pessoas cujo único interesse é convencer alguém para obter alguma vantagem ou lucro com isto.

Assim procedem alguns políticos em época de campanha, quando imitam comportamentos e costumes dos eleitores na tentativa de convencê-los de que são como eles. É desta forma também que agem líderes carismáticos, pessoas com grande facilidade de convencer pessoas – mesmo que seja para comprar um falso bilhete de loteria premiado ou um terreno na Lua.

Entre os aspectos do comportamento de uma pessoa que podemos espelhar, estão a postura corporal, os gestos, o ritmo respiratório, expressões faciais, padrões de entonação, cadência e ritmo da voz e palavras mais usadas.

Além destes aspectos, podemos espelhar as palavras processuais (visuais, auditivas e cinestésicas, conforme descrevemos num artigo anterior) e o estado-de-espiríto (feliz, triste, preocupado).

Considerando que são muitos os aspectos possíveis de serem espelhados, sugerimos ao leitor interessado em melhorar suas habilidades de comunicação que pratique espelhando um aspecto de cada vez e, à medida que adquire prática, acrescente outros, de forma que o espelhamento seja uma habilidade automática e quase inconsciente (dizemos quase porque sempre poderemos acioná-la conscientemente quando precisarmos dela).

Em qualquer ocasião em que estiver com pessoas que interajam entre si, será útil notar quantos espelhamentos estão acontecendo e também o que acontece com a qualidade da interação quando não há espelhamento.

Alertamos para que o espelhamento aqui sugerido seja feito sempre de forma natural, discreta, elegante. Não é preciso falar errado e adquirir um tique para estabelecer rapport com uma pessoa que possua estas características. Ela poderia interpretar isto como uma ofensa ou gozação. Neste caso, pode-se espelhar outros asp

ctos menos óbvios, tais como o ritmo respiratório, o ritmo da voz, o estado-de-espírito.

Se na primeira parte do rapport estivemos acompanhando uma pessoa através do espelhamento, na segunda parte poderemos conduzi-la: a concordar conosco, a aceitar um novo ponto de vista sobre determinado assunto, a mudar seu estado interno (por exemplo, de alguém desinteressado para alguém que agora está interessado; de preocupado para tranqüilo, etc.).

De nada adianta tentar conduzir alguém sem antes acompanhá-lo. Um exemplo disto é quando uma pessoa está triste e chega alguém com o firme propósito de animá-la, falando alto e irradiando alegria. O resultado será péssimo e, na melhor das hipóteses, a pessoa que estava triste sentir-se-á agredida com tanta animação, e dirá a si mesma: “Ninguém me entende…”

Mais adequado seria estabelecer rapport com esta pessoa espelhando talvez até o seu estado interno, além de outras características dela. Ou seja, espelhar sua postura, seu tom de voz, sua expressão, etc. Desta forma, é como se lhe demonstrássemos que reconhecemos e respeitamos o que ela sente. (Só isto às vezes já é suficiente para que esta pessoa se sinta melhor). Depois de estabelecido o rapport, poderemos então começar a conduzi-la, suavemente, para outro estado interno, para assuntos mais alegres.   Walther Hermann

 

Fobias

Uma fobia consiste basicamente num medo intenso, incontrolável e por vezes insuportável à pessoa que o experimenta, sendo desproporcional em relação aos elementos que o causam. Desta forma, há indivíduos com fobias de altura, escuridão, lugares fechados, lugares abertos, aviões, água, elevadores, etc.

Uma reação fóbica ocorre de forma instantânea, automática, diante de um estímulo externo (o elemento causador da fobia). O indivíduo poderá experimentar taquicardia (coração batendo acelerado), falta de ar, transpiração excessiva (“suar frio”), dentre outros sintomas.

O medo em geral não pode ser explicado pelo indivíduo, que conscientemente não entende por que o sente e talvez até o considere ilógico. Isto porque o medo está associado a experiências traumáticas passadas (ou, às vezes, a experiências traumáticas projetadas no futuro) que estão fora da consciência do indivíduo.

Para compreender o aspecto aparentemente ilógico de uma fobia, imaginemos um homem forte, corajoso, um campeão de boxe por exemplo, que, todavia, se vê totalmente aniquilado quando entra num elevador. A um mero espectador, a cena seria incompreensível: como um homem tão forte pode ter medo de algo tão inofensivo? Contudo, trata-se de uma reação intensa aprendida no passado, talvez na infância, quando o homem associou o medo ao elevador, ou por ter passado por uma experiência traumática envolvendo elevadores, ou mesmo por tê-la apenas imaginado.

Note-se que as fobias muitas vezes se formam na infância porque este é um período em que há poucos recursos, poucas vivências em relação à experiência traumática. A fobia também pode ter início em outros momentos da vida, nos quais o indivíduo está temporariamente sem recursos, fragilizado, experimentando uma emoção muito forte (como por exemplo um assalto, a perda de alguém muito próximo). Da mesma forma que um determinado aroma ou uma música nos lembram uma pessoa, ou um momento de nossas vidas, uma fobia também é uma associação entre uma sensação e um estímulo.

Na formação da fobia participam os processos de omissão, distorção e generalização. Omissão porque partes da experiência original (ou a experiência toda) são eliminadas da consciência.

Distorção porque em geral a representação da experiência não corresponde ao que ocorreu na realidade. Por exemplo, um indivíduo com fobia de ratos pode ter um dia imaginado que muitos ratos o estavam devorando, quando na verdade um único rato apenas havia passado perto dele. Pode ainda formar imagens (geralmente inconscientes) imensas, aterrorizantes, muito coloridas e próximas de um ou mais ratos, e reviver a experiência traumática como se estivesse passando por ela novamente.

A generalização acontece em virtude de que o indivíduo vai apresentar a reação fóbica sempre que estiver diante do objeto causador da fobia, em todas as situações e ambientes. As reações fóbicas em geral acontecem quando as pessoas formam imagens da situação que causou a fobia como se estivessem nelas, associadamente (ainda que não se dêem conta disso). Quando uma pessoa se recorda de um fato estando associada nele, seus sentimentos estão contidos no próprio fato. Porém quando as pessoas vêem a si mesmas passando pela experiência, dissociadamente, como se assistissem a um filme, têm sentimentos sobre o que vêem. Neste caso, há uma certa distância entre o indivíduo e o fato.

A associação e a dissociação, conforme a descrição acima, são técnicas bastante úteis utilizadas pela PNL. Convidamos o leitor a experimentá-las com suas próprias lembranças. Imagine, por exemplo, a experiência de estar andando numa montanha-russa – se já esteve numa antes – ou outra experiência pela qual já tenha passado. Passe um filme da situação de forma que possa se ver passando pela experiência. Agora, “entre” dentro do filme, associe-se, passe pela experiência como se ela estivesse acontecendo agora, e experimente a diferença. Você poderá usar estas técnicas em inúmeras situações de sua vida. A dissociação, quando se lembrar de fatos desagradáveis, evitando assim passar pela situação novamente e sentir-se mal em conseqüência disto. A associação para recuperar sensações agradáveis.

Na cura da fobia, a PNL utiliza basicamente a dissociação no processo de desfazer a associação entre o estímulo e a sensação ( a resposta fóbica). Isto em geral é feito de forma simples, segura e rápida, lembrando que uma das formas através das quais aprendemos é a rapidez (a outra é a repetição).

Ressaltamos que a PNL não se ocupa do conteúdo da fobia, mas da sua forma, seu processo. Por este motivo, não se perde em intermináveis interpretações e explicações sobre o porquê um indivíduo é fóbico. Todavia, o indivíduo é considerado como um todo, ou seja, são verificadas outras questões que podem estar influenciando a fobia. Como exemplo, citamos os ganhos secundários, que ocorrem quando o indivíduo obtém vantagens a partir de seu problema, como atenção e afeto. Enquanto não for resolvida esta questão, ele não será curado da fobia.

Uma outra estratégia utilizada em alguns casos de fobia ( e no tratamento de sentimentos e comportamentos que o indivíduo não consegue alterar pelo simples esforço consciente e compreensão intelectual) é a reimpressão.    Nelly Beatriz M.P. Penteado

 

Comunicação Empresarial

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A Comunicação Empresarial (Organizacional, Corporativa ou Institucional) compreende um conjunto complexo de atividades, ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para reforçar a imagem de uma empresa ou entidade (sindicato, órgãos governamentais, ONGs, associações, universidades etc) junto aos seus públicos de interesse (consumidores, empregados, formadores de opinião, classe política ou empresarial, acionistas, comunidade acadêmica ou financeira, jornalistas etc) ou junto à opinião pública.

A Comunicação Empresarial tem assumido, nos últimos anos, maior complexidade, tendo em vista a necessidade de trabalhar com diferentes públicos (portanto diferentes conteúdos, discursos ou linguagens), o acirramento da concorrência, a segmentação da mídia e a introdução acelerada das novas tecnologias.

Hoje, exige-se do profissional da área não apenas conhecimentos e habilidades nas práticas profissionais, mas também uma visão abrangente do mercado e do universo dos negócios. Mais do que um simples executor de tarefas (bom redator de releases, bom relacionamento com a mídia, excelente editor de house organ), o profissional de comunicação empresarial deve ser um executivo, um gestor, capaz de planejar, estrategicamente, o esforço de comunicação da empresa ou entidade.

O mercado brasileiro e internacional já dispõe de empresas especializadas na realização deste trabalho e, internamente, as empresas ou entidades também têm experimentado gradativa profissionalização. Hoje, a Comunicação Empresarial já desempenha papel fundamental, definindo-se como estratégica para as organizações, superada a fase anterior, em que suas ações, produtos e profissionais eram vistos como acessórios, descartáveis ao primeiro sinal de crise.

A literatura na área cresce vertiginosamente, com a contribuição de profissionais do mercado e das universidades (a Comunicação Empresarial, em seus múltiplos aspectos, tem, cada vez mais, sido objeto de trabalhos na graduação e na pós-graduação em Comunicação no Brasil). Muitas universidades, como a USP e a UMESP, para só citar duas instituições de ensino tradicionais na área de Comunicação no País, mantêm linhas de pesquisa em Comunicação Empresarial em seus programas de pós-graduação e já contabilizam mais de uma centena de dissertações e teses já defendidas.

Da mesma forma, multiplicam-se os eventos sobre Comunicação Empresarial, destacando-se, dentre outros, os Congressos promovidos pela Comtexto Comunicação e Pesquisa, pela Mega Brasil e pela ABERJE, entidade mais representativa da área. Fonte: ww.comunicacaoempresarial.com.br

Aprimore Suas Habilidades De Bom Ouvinte

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Aprendemos a falar, ler e escrever quando ainda somos crianças, e aprimoramos essas técnicas no decorrer de nossas vidas. Hoje, dentro do ambiente organizacional, percebemos quão importante é treinar e desenvolver de maneira formal tais habilidades.

Acredito que tudo começa quando decidimos aprender a ouvir.
Segundo estudo publicado na Supervisory Management, EUA, as pessoas passam 80% de suas vidas se comunicando. Desse total, 16% são gastos lendo, 9% escrevendo, 30% falando e 45% ouvindo.
A pesquisa ainda comenta o seguinte fato: as duas primeiras atividades são aprendidas na escola e a terceira é ensinada nos primeiros anos de vida. A ouvir ninguém ensina, embora no dia a dia das organizações seja uma atividade tão, ou mais, importante que as outras.

Pode parecer simples, no entanto aprender a ouvir é um processo complexo que exige certos princípios básicos, além de muita prática.
Um bom exemplo disso é uma história que o escritor americano Jeff Davidson colocou em seu livro.

Davidson conta que a primeira vez que percebeu sua deficiência comunicativa foi em uma reunião de negócios.
Segundo ele, um dos participantes tinha o hábito de gravar as conversas mais importantes; todas as vezes que se encontravam, lá estavam sobre a mesa o gravador e as fitas.

Certa vez, quando levou a fita para casa e resolveu ouvi-la, ficou surpreso com a quantidade de idéias preciosas surgidas na reunião das quais já se havia esquecido. Lembra ainda que não fosse pela gravação metade das informações estaria perdida, pois mesmo suas anotações não cobriam tudo que estava registrado naquela fita. Então o escritor passou a se preocupar mais em ouvir.
Descobriu que o melhor momento de registrar por escrito era depois, quando ouvia fita.   Débora Martins

Técnica Agiliza Leitura

Diariamente, 20 milhões de palavras com informações são apresentadas em livros, relatórios, pesquisas, estudos, veículos de comunicação, entre outros. Um leitor é capaz de ler 1.000 palavras por minuto (a média é de 150) e necessitaria de 45 dias para ler tudo, considerando 8 horas diárias de leitura. Tudo isso, só para dar conta de ler o que foi gerado durante 24 horas.

“Apesar de todo avanço tecnológico, pouco se avançou na leitura”, comenta Huaras Duarte, especialista em fotoleitura. Essa técnica, que vem do termo em inglês PhotoReading, permite minimizar drasticamente o tempo de leitura sem perder a capacidade de entendimento das informações recebidas.

“Isso só é possível quando vemos a leitura por outro prisma, através de um paradigma diferente, pois muitos dos problemas que temos com a leitura estão relacionados com a maneira como lemos”, completa Duarte.

Em seu livro “Fotoleitura: o Sistema Whole Mind”, o autor Paul R. Scheele, explica que a base da metodologia de aprendizado da fotoleitura é baseada em cinco passos: preparação; prever; leitura intuitiva; ativação e leitura rápida. Após a preparação, o leitor, para aplicar na prática, deve estar relaxado, escolher um objetivo, estimular o inconsciente e ativar a informação.

Em nossa sociedade atual, o sucesso e a sobrevivência de muitas empresas e indivíduos dependem da capacidade de localizar, analisar e usar a informação de maneira apropriada e rápida. Enquanto a tecnologia não avança a tal ponto que possibilite a personalização do recebimento de informações, os leitores precisam utilizar técnicas, como a fotoleitura, para tentar se adaptar à nova realidade.              Fonte: Portal HSM On-line

Recebendo Feedback

Falando nisto, não é interessante começar com reuniões/treinamentos onde cada colaborador seja ensinado na prática como fazer este feedback, sem agredir o outro?

Um treinamento que pode ser feito da seguinte forma:

1. Inicia-se com teorias sobre mudanças, quebra de paradigmas, comportamento, perfil das pessoas e como identificá-las, forma correta de fornecer feedback, seja escrito ou pessoalmente,  etc.

2.  Parte-se para a prática, onde um colaborador fará o feedback, outro irá receber este feedback e um terceiro irá observar em conjunto com os responsáveis pelo treinamento.

Será muito mais efetivo do que simplesmente falar e dar dicas de feedback, pois desta forma, não ficará só na teoria.

Hoje, eu observo que muitos líderes têm dificuldade em dar feedback, e muitas vezes na hora em que dão este retorno acabam por fazer um momento que deveria ser positivo, em um momento negativo.

É necessário uma balançada na cultura da empresa.

Feedback é uma questão de conscientização. É preciso que as pessoas percebam que as coisas funcionam melhor quando as dificuldades, erros, inconformidades etc… são discutidas e colocadas para solução, de preferência pelo grupo.

É preciso que seja desenvolvida a capacidade de interargir em 360 graus, sem medo de ferir suscetibilidades e principalmente sem medo de errar, pois se aprende muito com os erros.

Esta postura, como toda iniciativa referente a cultura da empresa, precisa ser de cima para baixo. Os gestores precisam estar cientes que as dificuldades precisam ser discutidas e as ações corretivas realizadas. Sem saber como as coisas estão indo isto é impossível.

O feedback vai ser o termômetro disso tudo. Vai ser baseado no retorno que vai ser possílve saber se há necessidade de correção.

Comunicação Empresarial

Comunicação Empresarial (Organizacional, Corporativa ou Institucional) compreende um conjunto complexo de atividades, ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para reforçar a imagem de uma empresa ou entidade (sindicato, órgãos governamentais, ONGs, associações, universidades etc) junto aos seus públicos de interesse (consumidores, empregados, formadores de opinião, classe política ou empresarial, acionistas, comunidade acadêmica ou financeira, jornalistas etc) ou junto à opinião pública.

A Comunicação Empresarial tem assumido, nos últimos anos, maior complexidade, tendo em vista a necessidade de trabalhar com diferentes públicos (portanto diferentes conteúdos, discursos ou linguagens), o acirramento da concorrência, a segmentação da mídia e a introdução acelerada das novas tecnologias.

Hoje, exige-se do profissional da área não apenas conhecimentos e habilidades nas práticas profissionais, mas também uma visão abrangente do mercado e do universo dos negócios. Mais do que um simples executor de tarefas (bom redator de releases, bom relacionamento com a mídia, excelente editor de house organ), o profissional de comunicação empresarial deve ser um executivo, um gestor, capaz de planejar, estrategicamente, o esforço de comunicação da empresa ou entidade.

O mercado brasileiro e internacional já dispõe de empresas especializadas na realização deste trabalho e, internamente, as empresas ou entidades também têm experimentado gradativa profissionalização. Hoje, a Comunicação Empresarial já desempenha papel fundamental, definindo-se como estratégica para as organizações, superada a fase anterior, em que suas ações, produtos e profissionais eram vistos como acessórios, descartáveis ao primeiro sinal de crise.

A literatura na área cresce vertiginosamente, com a contribuição de profissionais do mercado e das universidades (a Comunicação Empresarial, em seus múltiplos aspectos, tem, cada vez mais, sido objeto de trabalhos na graduação e na pós-graduação em Comunicação no Brasil). Muitas universidades, como a USP e a UMESP, para só citar duas instituições de ensino tradicionais na área de Comunicação no País, mantêm linhas de pesquisa em Comunicação Empresarial em seus programas de pós-graduação e já contabilizam mais de uma centena de dissertações e teses já defendidas.

Da mesma forma, multiplicam-se os eventos sobre Comunicação Empresarial, destacando-se, dentre outros, os Congressos promovidos pela Comtexto Comunicação e Pesquisa, pela Mega Brasil e pela ABERJE, entidade mais representativa da área.