Comunicar é Ser Compreendido

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Ao contrário do que muitos pensam, uma boa comunicação não se resume a falar muito e tão pouco usar expressões que imponham altivez pelo número de sílabas ou pela entonação que impressionam que “teoricamente” podem impressionar os ouvintes. Falar bem inclui um conceito mais amplo. Segundo Moriaki Hijo, consultor de empresas e especialista em comunicação organizacional, um dos principais vícios do meio corporativo é o individualismo – que leva as pessoas a não ligarem se a outra parte está ou não entendendo a informação transmitida.

Para Moriaki Hijo, que juntamente com Neusa M. Cassoni Hijo, escreveu o livro “Melhore sua comunicação no trabalho”, lançado pela Textonovo Editora, quem se comunica bem passa a impressão que não se comunica bem. Por quê? Porque seu foco está na outra pessoa, na outra ponta. “A comunicação só passa a existir quando a outra parte entende bem sua mensagem. Ninguém se lembra disso. Só que cuidar da outra ponta não é para qualquer um. Só pessoas experientes facilitam o entendimento, sabem ouvir, sabem interpretar”, afirma o escritor. Em entrevista concedida ao RH.com.br, Moriaki Hijo aborda diversos pontos sobre a comunicação que podem ser usados tanto na vida profissional quanto pessoal. Se você tem dificuldade de assimilar a cultura de comunicação da empresa onde atua ou, ainda, não consegue ser ouvido, essa entrevista pode ajudar a refletir sobre questões simples, mas que fazem a diferença. Boa leitura!

RH.com.br – O que significa “comunicar bem” em um mundo onde as organizações deparam-se com constantes processos de mudanças?
Moriaki Hijo – Bem, num cenário de mudanças a prioridade é conquistar a confiança. Este é o ponto. O primeiro passo é ganhar a confiança. Sem a confiança, nada feito. O segundo passo é informar. O terceiro passo é convencer. Por fim, converter, ou seja, trazer para o nosso lado. Eis o caminho para comunicar bem. Comunicar bem é pavimentar a estrada da confiança, pois o mundo não acaba hoje. Sem isso em mente a comunicação de amanhã poderá ser para apagar o incêndio de hoje.

RH – A comunicação no ambiente de trabalho possui peculiaridades?
Moriaki Hijo – Sim, e vamos falar de uma em especial. A de ter o espírito de “prevenção de acidentes”. Evitar mal-entendidos. Porque mal-entendidos geram horas de prejuízo. Fazer a equipe entender isso é vital. A rigor, ninguém liga para o espírito de prevenção de acidentes na comunicação. Exemplo? Dizer o óbvio. Não, ninguém diz o óbvio. Mas veja, quem garante que o que é obvio para mim é também óbvio para quem ouve? Nunca sabemos. Mesmo assim, preferimos não dizer. É cultural, é tabu. Temos o medo do deboche. Resultado, milhões de acidentes acontecem porque as pessoas não dizem o óbvio. Nos países do Primeiro Mundo, as pessoas no trabalho dizem o óbvio sem qualquer constrangimento. Todos entendem a intenção de “prevenção de acidentes”. Todos agradecem. É um pacto social.

RH – Qual o peso que a comunicação exerce na vida de um profissional e no ambiente corporativo?
Moriaki Hijo – Total. A comunicação é a última etapa do desenvolvimento pessoal e profissional. Até então ele cuidou só de um lado da comunicação: o lado dele. Cuidou de como falar, de como impressionar, da gramática. E a outra parte? A comunicação só passa a existir quando a outra parte entende bem sua mensagem. Ninguém se lembra disso. Só que cuidar da outra ponta não é para qualquer um. É para gente grande. Só pessoas experientes facilitam o entendimento, sabem ouvir, sabem interpretar. Não há prova maior de maturidade do que a capacidade de interpretar o que se ouve. A capacidade de ir além das palavras. Ir às essências. Para a maioria das pessoas a outra parte não existe. É abstrata. Quem descobrir a outra parte na comunicação leva o troféu. Quem se candidata?

RH – Quais são os principais vícios de comunicação que as pessoas possuem dentro das organizações?
Moriaki Hijo – Vamos falar do vício número um. O de ser individualista. Não se preocupar com o outro. Não facilitar o entendimento. É comum achar que um bom comunicador é a pessoa que fala bem, fala bonito, fala sorrindo. Quem realmente quer se comunicar bem tem outra postura. Ouve mais que fala. Passa conforto. Faz a outra parte sentir participante da conversa. Sabe, por experiência ou instintivamente, que a missão de se comunicar é ajudar o outro a entender. No ambiente de trabalho, fazer o outro se sentir bem é o primeiro passo para uma boa comunicação. Veja uma coisa intrigante. Quem se comunica bem passa a impressão que não se comunica bem. Por quê? Porque seu foco está na outra pessoa, na outra ponta. Quem nunca cometeu este erro de julgamento? Por exemplo, o melhor vendedor pode ser uma pessoa que não impressiona à primeira vista. Não impressiona a platéia. Só que na hora da venda, no sagrado momento do desempenho de sua função, o que vale mesmo é a opinião do cliente. Então, quem é o melhor chefe? O melhor líder? A melhor recepcionista? O melhor professor?

RH – Por que esses vícios são cometidos com tanta constância?
Moriaki Hijo – Por não fazer parte da cultura. Infelizmente, na nossa cultura do dia-a-dia o outro não existe. Por isso, queremos cortar a fila. Sujamos a calçada. Fazemos barulho à noite. Esta postura afeta profundamente a comunicação. Por isso, dizemos que o vício maior na comunicação é o de ser individualista. Só se preocupar com ele próprio. Enfim, é excluir o outro na hora de se comunicar. É deixar o outro adivinhando. Adivinhar? Isso não é comunicação. Quem nunca se sentiu excluído ao ler um manual de instruções ao comprar um aparelho? Ao assistir a uma aula de um professor arrogante? Ao ouvir um chefe prepotente? Um funcionário que diz “não” sem sequer ouvir você? Mesmo pessoas bem intencionadas acabam excluindo você por problema de treinamento na comunicação. Foram treinadas para falar bem, para impressionar, para serem simpáticas. Cada vez mais está tudo muito parecido. Muito impessoal. Todos excluem todos simpaticamente. Claro, é melhor excluir simpaticamente do que rudemente. É melhor falar bem do que falar mal. É um avanço, sem dúvida. Só que a outra ponta continua excluída.

RH -Qual o segredo para uma boa comunicação no meio organizacional?
Moriaki Hijo – Criar o bom hábito de ouvir as pessoas. Este gesto gera conforto. Que gera confiança. Que gera boa comunicação. Então, o segredo é antigo: todos gostam de ser ouvidos, todos gostam de ser parte. Num ambiente fechado, demasiadamente hierárquico, com comunicação formal, as pessoas adotam o famoso comportamento defensivo. O importante não é solucionar e sim explicar que não deu. Tudo bem explicadinho. Enfim, num ambiente assim não existe clima para uma comunicação sincera. As pessoas não enxergam pessoas; enxergam ovos e pisam em ovos. É o ambiente propício para mentiras burocráticas. As verdades dos relatórios. A frase engatilhada por todos é “não é minha culpa”.

RH – Alem das palavras, que outros fatores interferem em um processo de comunicação entre duas pessoas?
Moriaki Hijo – É fazer o outro virar paisagem. É não prestar atenção, é sonegar pequenos gestos. É acreditar no “bem, ele ou ela vai entender”. Vai nada. Quem entende ser passado para trás? Em inglês existe uma expressão que cabe como luva para esta situação. É “take someone for granted, que não possui uma tradução específica para o português, mas que pode ser interpretada como “aceitar algo como consumado, uma situação como certa”. Neste estágio já não existe mais a preocupação com o outro. O interesse em ajudar o outro a entender. O outro já não existe. Como pode existir comunicação se você matou a outra ponta? É o popular “dois surdos conversando”.

RH – Os problemas evidenciados entre as relações interpessoais estão diretamente relacionados à falta de uma boa comunicação?
Moriaki Hijo – Veja, faltou o interesse por outro, morre a comunicação. Em geral, falta de comunicação é conseqüência e não a causa dos problemas interpessoais. Para reverter o problema é preciso examinar os sentimentos. Este é o ponto principal. Depois, deixar que pequenos gestos falem também. Ouvir, olhar nos olhos, sorrir, agradecer, cumprimentar, lembrar das qualidades e esquecer os defeitos. Para muitos casos é mais seguro assim do que tentar reverter o problema apenas com diálogos. Por quê? Porque a comunicação dessas pessoas falhou antes. Já vi pessoas travadas na comunicação. Falam, falam, mas não conseguem se comunicar. Só pioram as coisas. Infelizmente. Um exemplo exagerado e engraçado: Jack Nickolson no filme “Melhor é impossível”.

RH – Qual a função do gestor frente à boa comunicação no ambiente de trabalho?
Moriaki Hijo – O papel de líder. De facilitador. De pavimentar a estrada da confiança. A comunicação só existe de verdade onde há confiança entre as pessoas. Fora isto é faz de conta. Aí é só na força. Na ameaça. No dinheiro.

RH – Que orientações o Sr. passaria a um profissional de RH que identifica problemas de comunicação entre os membros de uma equipe?
Moriaki Hijo – Cada membro precisa da certeza que será ouvido. A comunicação nasce daí. É preciso escalar alguém que a equipe respeite. Não que goste, mas que seja imparcial. Pode ser firme, mas tem que ser imparcial. Numa crise a pior coisa é a percepção que há segredinhos por trás. Em resumo, é preciso escancarar a imparcialidade. A justiça é a percepção da imparcialidade.              http://www.rh.com.br -Patrícia Bispo

Intenções Por Trás das Palavras

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Muitos escritores, cientistas e formadores de opinião usam e abusam de nossa confiança. Sutilmente nos enganam para defender os próprios interesses. É o que em epistemologia chamamos de “a agenda oculta”. É assustador o número de filmes de Hollywood que têm uma agenda oculta, e como caímos como uns patos acreditando em tudo. Eu sempre desconfio da agenda oculta de escritores, colunistas e pseudocientistas. É a primeira coisa que tento adivinhar. Ele, ou ela, está querendo me dizer exatamente o quê? Que bronca carrega na vida? Ele é separado, foi um dia traído, multado, preso ou ludibriado?

Quanto mais velhos ficamos, mais percebemos quanta agenda oculta existe por trás de quase tudo o que é escrito hoje em dia no Brasil e no mundo. É simplesmente desanimador.

Salman Rushdie, o autor de Versos Satânicos, ao responder recentemente a por que preferia escrever ficção em vez de livros técnicos, afirmou: “Na ficção pegamos o leitor desprevenido”. Desprevenido significa sem a vigilância epistêmica necessária para perceber o que o escritor está tentando fazer. É mais fácil uma feminista radical escrever um livro de ficção em que todos os personagens masculinos são uns calhordas do que escrever um livro de sociologia dizendo que “todo homem é um canalha”, o que resultaria em processo judicial. Por isso, prefiro sempre artigos que apresentam tabelas, números e outras informações concretas em vez de “idéias”, opiniões e indignações. É justamente isso que editores de livros no mundo inteiro nos aconselham a evitar, porque senão “ninguém lê”, o que infelizmente é verdade.

Mas é justamente isso que deveria ser lido. Queremos dados agregados, que são difíceis de arrumar, para nós mesmos fazermos nossas interpretações. Se houver uma equação complicada, melhor ainda, porque equações nos revelam regras, relações entre variáveis e tendências. É a isso que se chama ciência. A opinião dos outros sobre um fato isolado é conversa mera e efêmera. Daqui a um mês ninguém mais falará de Renan Calheiros, assunto que coletivamente nos ocupou por quatro meses.

Infelizmente, somos uma nação que idolatra quem faz parte da academia de letras, aqueles bons de papo, que escrevem bem, e não aqueles que pesquisam bem ou calculam com rigor científico. Ignoramos solenemente os que fazem parte de nossa Academia Brasileira de Ciências, que descobrem a essência do que ocorre na prática, as causas de seus efeitos, os que usam o método científico de análise. O último acadêmico de ciências nem sequer foi noticiado pela imprensa brasileira. “Imortais” no Brasil são aqueles bons de bico, que nos seduzem com belas frases e palavras, por isso somos um país do “me engana que eu gosto”. Nosso descaso com ciência, estatísticas, equações, dados, números, análise científica é a causa de nosso atraso. Porque não nos preocupamos com ciência, viramos o país da mentira.

Muito do que se escreve, até em livros de filosofia, vem, na realidade, de pessoas justificando sua vida, seus erros e suas limitações. Elas têm uma agenda oculta que cabe a você descobrir. Quando alguém sai propondo maiores gastos em educação, sempre indago se não é mais um professor querendo maiores salários, pagos por impostos, “impostos” à sociedade. Notem como 95% desses artigos pedem verbas, vinculações de verbas e mais verbas, e nenhum discute quais as novas matérias que seriam ensinadas. Omitem invariavelmente o fato de que hoje, nas universidades, algo em torno de 50% dos alunos nem terminam o curso – e por volta de 50% dos que terminam não exercem a profissão. Esse é um problema resolvido com mais verbas ou com uma urgente reforma no conteúdo educacional?

Desconfio sempre de quem não oferece seu e-mail ou site num artigo ou livro publicado. É como se dissesse: “Já sei tudo”. Prefiro ler quem o oferece e lê as mensagens, sugerindo que é um humilde cientista que quer saber se escreveu algo errado, para corrigir o que foi escrito.

Se não mudarmos nossa mentalidade, se não nos preocuparmos em detectar a agenda oculta de todos aqueles que nos pregam alguma coisa, pagaremos caro pela nossa falta de vigilância epistêmica. Seremos sempre presas fáceis dos que falam bonito e escrevem melhor ainda.

Stephen Kanitz é administrador- kanitz.com.br Revista Veja, Editora Abril, edição 2032, ano 40, nº 43, 31 de outubro de 2007, página 26

Comunicação Empresarial

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A Comunicação Empresarial (Organizacional, Corporativa ou Institucional) compreende um conjunto complexo de atividades, ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para reforçar a imagem de uma empresa ou entidade (sindicato, órgãos governamentais, ONGs, associações, universidades etc) junto aos seus públicos de interesse (consumidores, empregados, formadores de opinião, classe política ou empresarial, acionistas, comunidade acadêmica ou financeira, jornalistas etc) ou junto à opinião pública.

A Comunicação Empresarial tem assumido, nos últimos anos, maior complexidade, tendo em vista a necessidade de trabalhar com diferentes públicos (portanto diferentes conteúdos, discursos ou linguagens), o acirramento da concorrência, a segmentação da mídia e a introdução acelerada das novas tecnologias.

Hoje, exige-se do profissional da área não apenas conhecimentos e habilidades nas práticas profissionais, mas também uma visão abrangente do mercado e do universo dos negócios. Mais do que um simples executor de tarefas (bom redator de releases, bom relacionamento com a mídia, excelente editor de house organ), o profissional de comunicação empresarial deve ser um executivo, um gestor, capaz de planejar, estrategicamente, o esforço de comunicação da empresa ou entidade.

O mercado brasileiro e internacional já dispõe de empresas especializadas na realização deste trabalho e, internamente, as empresas ou entidades também têm experimentado gradativa profissionalização. Hoje, a Comunicação Empresarial já desempenha papel fundamental, definindo-se como estratégica para as organizações, superada a fase anterior, em que suas ações, produtos e profissionais eram vistos como acessórios, descartáveis ao primeiro sinal de crise.

A literatura na área cresce vertiginosamente, com a contribuição de profissionais do mercado e das universidades (a Comunicação Empresarial, em seus múltiplos aspectos, tem, cada vez mais, sido objeto de trabalhos na graduação e na pós-graduação em Comunicação no Brasil). Muitas universidades, como a USP e a UMESP, para só citar duas instituições de ensino tradicionais na área de Comunicação no País, mantêm linhas de pesquisa em Comunicação Empresarial em seus programas de pós-graduação e já contabilizam mais de uma centena de dissertações e teses já defendidas.

Da mesma forma, multiplicam-se os eventos sobre Comunicação Empresarial, destacando-se, dentre outros, os Congressos promovidos pela Comtexto Comunicação e Pesquisa, pela Mega Brasil e pela ABERJE, entidade mais representativa da área. Fonte: ww.comunicacaoempresarial.com.br

Aprimore Suas Habilidades De Bom Ouvinte

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Aprendemos a falar, ler e escrever quando ainda somos crianças, e aprimoramos essas técnicas no decorrer de nossas vidas. Hoje, dentro do ambiente organizacional, percebemos quão importante é treinar e desenvolver de maneira formal tais habilidades.

Acredito que tudo começa quando decidimos aprender a ouvir.
Segundo estudo publicado na Supervisory Management, EUA, as pessoas passam 80% de suas vidas se comunicando. Desse total, 16% são gastos lendo, 9% escrevendo, 30% falando e 45% ouvindo.
A pesquisa ainda comenta o seguinte fato: as duas primeiras atividades são aprendidas na escola e a terceira é ensinada nos primeiros anos de vida. A ouvir ninguém ensina, embora no dia a dia das organizações seja uma atividade tão, ou mais, importante que as outras.

Pode parecer simples, no entanto aprender a ouvir é um processo complexo que exige certos princípios básicos, além de muita prática.
Um bom exemplo disso é uma história que o escritor americano Jeff Davidson colocou em seu livro.

Davidson conta que a primeira vez que percebeu sua deficiência comunicativa foi em uma reunião de negócios.
Segundo ele, um dos participantes tinha o hábito de gravar as conversas mais importantes; todas as vezes que se encontravam, lá estavam sobre a mesa o gravador e as fitas.

Certa vez, quando levou a fita para casa e resolveu ouvi-la, ficou surpreso com a quantidade de idéias preciosas surgidas na reunião das quais já se havia esquecido. Lembra ainda que não fosse pela gravação metade das informações estaria perdida, pois mesmo suas anotações não cobriam tudo que estava registrado naquela fita. Então o escritor passou a se preocupar mais em ouvir.
Descobriu que o melhor momento de registrar por escrito era depois, quando ouvia fita.   Débora Martins

Técnica Agiliza Leitura

Diariamente, 20 milhões de palavras com informações são apresentadas em livros, relatórios, pesquisas, estudos, veículos de comunicação, entre outros. Um leitor é capaz de ler 1.000 palavras por minuto (a média é de 150) e necessitaria de 45 dias para ler tudo, considerando 8 horas diárias de leitura. Tudo isso, só para dar conta de ler o que foi gerado durante 24 horas.

“Apesar de todo avanço tecnológico, pouco se avançou na leitura”, comenta Huaras Duarte, especialista em fotoleitura. Essa técnica, que vem do termo em inglês PhotoReading, permite minimizar drasticamente o tempo de leitura sem perder a capacidade de entendimento das informações recebidas.

“Isso só é possível quando vemos a leitura por outro prisma, através de um paradigma diferente, pois muitos dos problemas que temos com a leitura estão relacionados com a maneira como lemos”, completa Duarte.

Em seu livro “Fotoleitura: o Sistema Whole Mind”, o autor Paul R. Scheele, explica que a base da metodologia de aprendizado da fotoleitura é baseada em cinco passos: preparação; prever; leitura intuitiva; ativação e leitura rápida. Após a preparação, o leitor, para aplicar na prática, deve estar relaxado, escolher um objetivo, estimular o inconsciente e ativar a informação.

Em nossa sociedade atual, o sucesso e a sobrevivência de muitas empresas e indivíduos dependem da capacidade de localizar, analisar e usar a informação de maneira apropriada e rápida. Enquanto a tecnologia não avança a tal ponto que possibilite a personalização do recebimento de informações, os leitores precisam utilizar técnicas, como a fotoleitura, para tentar se adaptar à nova realidade.              Fonte: Portal HSM On-line

Recebendo Feedback

Falando nisto, não é interessante começar com reuniões/treinamentos onde cada colaborador seja ensinado na prática como fazer este feedback, sem agredir o outro?

Um treinamento que pode ser feito da seguinte forma:

1. Inicia-se com teorias sobre mudanças, quebra de paradigmas, comportamento, perfil das pessoas e como identificá-las, forma correta de fornecer feedback, seja escrito ou pessoalmente,  etc.

2.  Parte-se para a prática, onde um colaborador fará o feedback, outro irá receber este feedback e um terceiro irá observar em conjunto com os responsáveis pelo treinamento.

Será muito mais efetivo do que simplesmente falar e dar dicas de feedback, pois desta forma, não ficará só na teoria.

Hoje, eu observo que muitos líderes têm dificuldade em dar feedback, e muitas vezes na hora em que dão este retorno acabam por fazer um momento que deveria ser positivo, em um momento negativo.

É necessário uma balançada na cultura da empresa.

Feedback é uma questão de conscientização. É preciso que as pessoas percebam que as coisas funcionam melhor quando as dificuldades, erros, inconformidades etc… são discutidas e colocadas para solução, de preferência pelo grupo.

É preciso que seja desenvolvida a capacidade de interargir em 360 graus, sem medo de ferir suscetibilidades e principalmente sem medo de errar, pois se aprende muito com os erros.

Esta postura, como toda iniciativa referente a cultura da empresa, precisa ser de cima para baixo. Os gestores precisam estar cientes que as dificuldades precisam ser discutidas e as ações corretivas realizadas. Sem saber como as coisas estão indo isto é impossível.

O feedback vai ser o termômetro disso tudo. Vai ser baseado no retorno que vai ser possílve saber se há necessidade de correção.

Comunicação Empresarial

Comunicação Empresarial (Organizacional, Corporativa ou Institucional) compreende um conjunto complexo de atividades, ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para reforçar a imagem de uma empresa ou entidade (sindicato, órgãos governamentais, ONGs, associações, universidades etc) junto aos seus públicos de interesse (consumidores, empregados, formadores de opinião, classe política ou empresarial, acionistas, comunidade acadêmica ou financeira, jornalistas etc) ou junto à opinião pública.

A Comunicação Empresarial tem assumido, nos últimos anos, maior complexidade, tendo em vista a necessidade de trabalhar com diferentes públicos (portanto diferentes conteúdos, discursos ou linguagens), o acirramento da concorrência, a segmentação da mídia e a introdução acelerada das novas tecnologias.

Hoje, exige-se do profissional da área não apenas conhecimentos e habilidades nas práticas profissionais, mas também uma visão abrangente do mercado e do universo dos negócios. Mais do que um simples executor de tarefas (bom redator de releases, bom relacionamento com a mídia, excelente editor de house organ), o profissional de comunicação empresarial deve ser um executivo, um gestor, capaz de planejar, estrategicamente, o esforço de comunicação da empresa ou entidade.

O mercado brasileiro e internacional já dispõe de empresas especializadas na realização deste trabalho e, internamente, as empresas ou entidades também têm experimentado gradativa profissionalização. Hoje, a Comunicação Empresarial já desempenha papel fundamental, definindo-se como estratégica para as organizações, superada a fase anterior, em que suas ações, produtos e profissionais eram vistos como acessórios, descartáveis ao primeiro sinal de crise.

A literatura na área cresce vertiginosamente, com a contribuição de profissionais do mercado e das universidades (a Comunicação Empresarial, em seus múltiplos aspectos, tem, cada vez mais, sido objeto de trabalhos na graduação e na pós-graduação em Comunicação no Brasil). Muitas universidades, como a USP e a UMESP, para só citar duas instituições de ensino tradicionais na área de Comunicação no País, mantêm linhas de pesquisa em Comunicação Empresarial em seus programas de pós-graduação e já contabilizam mais de uma centena de dissertações e teses já defendidas.

Da mesma forma, multiplicam-se os eventos sobre Comunicação Empresarial, destacando-se, dentre outros, os Congressos promovidos pela Comtexto Comunicação e Pesquisa, pela Mega Brasil e pela ABERJE, entidade mais representativa da área.

A Probabilidade De Mentir Através Do E-Mail É Maior Que Utilizando Papel E Caneta

A partir de 1994 o e-mail começou a ser usado no ambiente de trabalho. As vantagens do correio eletrônico na comunicação entre as empresas vão desde o baixo custo, a agilidade no tempo médio de resposta em relação à mala-direta tradicional, a fidelização de marcas e clientes até se configurar como uma ferramenta eficaz como ação da estratégia de comunicação. Muitos acreditam que sua criação só veio a acrescentar para as empresas. Porém, dois estudos feitos por um grupo de pesquisadores norte-americanos provaram que não é bem assim.

Segundo as pesquisas, ficou comprovado que mentir pela internet é mais fácil, principalmente quando o destinatário não possui nenhuma relação de familiaridade com o remetente. A metodologia utilizada pelos pesquisadores é baseada na repartição de dinheiro entre duas pessoas.

No primeiro trabalho, os autores distribuíram US$ 89 para cada um de 48 estudantes de MBA. Cada estudante tinha como tarefa dividir o montante entre ele e um colega fictício. No experimento, esse colega sabia que o total estava entre US$ 5 e US$ 100 dólares e aceitaria o dinheiro recebido, não importando o valor.

Aos voluntários foi pedido que usassem e-mail ou papel e caneta para comunicar o valor total e quanto o colega receberia. Os estudantes que escreveram mensagens em papel mentiram sobre o total em 64% dos casos, contra 92% daqueles que preferiram usar o correio eletrônico.

O grupo que usou e-mail distribuiu em média US$ 29 de um total médio que ficou em US$ 56 (dos reais US$ 89). Os estudantes que usaram papel e caneta foram mais amigáveis: distribuíram em média US$ 34 de um total que disseram ser de US$ 67.

Para tentar entender se o senso de identidade compartilhado reduz a propensão à mentira, os pesquisadores fizeram outro estudo, dessa vez com 69 estudantes. Verificou-se que dessa forma erma menores as suas mentiras. Mas, ainda assim, eles continuaram faltando com a verdade.

“Os resultados são consistentes com outro estudo que fizemos, o qual indicou que a comunicação por e-mail diminui a confiança e a cooperação em grupos de trabalho, ao mesmo tempo que aumenta a negatividade em avaliações de performance. As pessoas se sentem mais justificadas em agir de modo egoísta ao digitar, em comparação com quando têm que escrever algo em papel”, afirma uma das autoras da pesquisa, Terri Kurtzberg, professora da Universidade Rutgers.               Da redação: www.administradores.com.br

Dicas Para Escrever Bem

1.Vc. deve evitar ao máx. abrev. etc.

2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. “não se esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.

5. Evite lugares comuns assim como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Chute o balde no emprego de gírias, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?

9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo Paulo, “quem cita os outros não tem idéias próprias”.

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P , nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é 100 bilhões de vezes pior que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: “Mesóclises, evitá-las-ei!”

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre – causando ambigüidade – e esquisito, ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.

29. Outra barbaridade que tu também deves evitar é usar muitas expressões que acabem denunciando a região onde tu moras, tchê!

Comunicação – A importância de se relacionar bem

Pesquisa indica que o principal motivo de uma demissão é a falta de um bom relacionamento entre o profissional e o superior. Não basta um currículo excelente se você não souber cuidar dos relacionamentos
Ter uma sólida posição como executivo numa boa empresa e ter sucesso na carreira depende de vários fatores objetivos e evidentes que você desenvolve em sua vida pessoal. Aprender inglês, ter mestrado, ser um colaborador dedicado, ser envolvido com sua área, aceitar trabalhar com remuneração variável – são alguns exemplos de fatores que influenciam imensamente sua trajetória profissional.

Mas toda carreira tem alguns outros fatores menos objetivos e menos evidentes que são absolutamente decisivos: são como limites que não podem ser ultrapassados. É muito importante que você, como executivo, entenda estes limites.

Numa pesquisa realizada pelo Grupo Catho, sob o título ´A contratação, a demissão e a carreira do executivo brasileiro´, feita com 9.174 executivos, ficou evidenciado que a principal razão para demissão é a falta de um bom relacionamento entre o executivo e seu chefe. Essa é uma limitação na carreira.

Você precisa se relacionar bem com seu chefe! Em hipótese nenhuma você pode arrumar briga com ele! E não o incomode! Este é um dos limites que você tem que compreender e respeitar.

Você pode ser um dos melhores profissionais que existe no mercado de trabalho, porém, se você agride seu chefe ou briga com ele, você estará fora! Esta, com certeza, é uma espécie de limite primário.

Também há limites secundários, que, apesar de ditos secundários, você não pode ultrapassá-los sem correr alto risco. Na mesma pesquisa foi constatado que a sexta razão para um funcionário ser mandado embora é porque ele não se relaciona bem com as outras pessoas do seu ambiente de trabalho.

A política da boa vizinhança com os colegas de trabalho é imprescindível para compor um quadro positivo do seu desempenho global.

No dia em que você se levanta de mau humor e dá uma bronca num subordinado, trata mal ou responde de maneira errada a um colega, pode ter certeza que isso vai voltar para você na forma de um enorme prejuízo. É questão de tempo.

Em resumo, para desenvolver sua carreira profissional, não basta ser pró-ativo, falar duas línguas com fluência, ser pós-graduado, aceitar o risco da taxa de sucesso na remuneração, ser um workarolic e se dedicar à permanente atualização.

Precisa também cuidar, com enorme atenção e carinho, do relacionamento com o seu chefe, com seus colegas de trabalho e com seus subordinados.