A Felicidade Não Cai Do Céu

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A felicidade não cai do céu… é preciso buscar.
E mais: só tem acesso a ela, quem fizer por merecer, dia a dia. Portanto, se você tem um sonho, comece a batalhar por ele agora,e com determinação,e não desista na primeira dificuldade. Lembre-se : é você quem faz. E não esqueça de produzir felicidade para os outros. Esse é o melhor caminho de conquista-la para si.
Você consegue imaginar por onde andou durante o sono da última noite?
É capaz de lembrar dos sonhos que sonhou?
Não precisa se lembrar dos sonhos durante o sono, mas é bom que você tenha sonhe acordado e planeje a sua realização.
“Lembra que o sono é sagrado e alimenta de esperança o dia acordado”, diz a canção “Amor de Índio”, de Beto Guedes.
A esperança e a confiança devem estar vivas em você durante todo o dia para buscar este sonho.
Seja um contraponto ao brilho do sol com o seu brilho pessoal. Você também tem luz própria.
Viva intensamente a sensação de cada momento e suas possibilidades.
Lute.
Não esqueça que só uma coisa torna o sonho impossível: o medo de fracassar.
Você tem muito trabalho pela frente.
Não desista.
Enfrente os desafios com disposição e bom humor que tudo vai dar certo.
Bom dia…
Irineu Toledo – www.primeiroprograma.com.br

A Fábula do Porco Espinho

Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porco-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente,
mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados, então precisavam fazer uma escolha:
ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar,
já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram. ..

Moral da História:
“O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas,
mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e consegue admirar suas qualidades”.

O Que Atrapalha Na Ascensão Profissional

Alguns comportamentos ou vícios prejudicam os profissionais e muitas vezes impedem promoções e oportunidades. Por mais bobos que pareçam são pontos que são analisados e levados muito em conta por chefes e responsáveis por indicações dentro das empresas. Preste atenção e faça uma auto análise. Se você se considera competente em sua função mas injustiçado na carreira, talvez esteja cometendo algum deslize que está obscurecendo suas chances de melhorar de posição:

* Chegar constantemente atrasado.

* Falar uma coisa e fazer outra.

* Não dar retorno aos clientes e aos colegas de trabalho.

* Nunca se posicionar em situações de crise.

* Estar sempre desleixado, descuidado com a aparência.

* Ligar para casa, várias vezes ao dia.

* Ir ao banheiro, várias vezes ao dia.

* Fazer parte de fofocas no ambiente de trabalho.

* Não dar atenção a colegas de nível hierárquico inferior.

* Ter sempre uma desculpa quando comete um erro

Profissional Engajado

Faça uma auto análise. Você sabe quais são suas chances reais de progredir na carreira?

A maioria das pessoas não sabe avaliar em que pé estão rumo ao sucesso, elas simplesmente vivem o momento sem se preocupar com o que se espera delas e principalmente com o que elas têm a oferecer e estão oferecendo para a empresa em que trabalham.

Quando falamos em carreiras, promoções, sucesso… nada mais estamos do que decifrando se o que as empresas querem é o que temos condições de oferecer; obviamente o oposto também porque todos queremos ser reconhecidos e recompensados por nosso trabalho mas neste meio ambiente quem dita as regras são as organizações e o que elas querem nada mais é do que profissionais engajados.

O que é ser um profissional engajado?

Um profissional engajado é aquele que aponta os problemas e mostra as soluções. Apontar falhas é até fácil, já identificar e mostrar soluções nem tanto. Aí está o ponto de diferenciação; o ponto exato aonde se pode decolar para patamares mais elevados ou permanecer na mesma situação durante anos e anos ou até que a empresa opte por mudanças.

As organizações querem pessoas com perfil de “engajadores”, pessoas que assumam as dificuldades e consigam ultrapassá-las, profissionais ativos, que procurem a melhoria do seu trabalho e da empresa, que diminuam gastos e maximizem o lucro, que honrem e levantem o nome da empresa.

Profissionais assim têm o sucesso garantido em qualquer área que atuem. Estas características independem de estudo ou formação, elas existem em estado bruto dentro do indivíduo, é latente embora muitas pessoas não percebam que as possuam por falta de oportunidade de demonstrar, por timidez, por receio dos colegas e chefes, por mil outras razões.

Se entendermos que é isso que as empresas querem e conseguirmos atuar de forma engajada, teremos mais oportunidades e mais êxito em nossas carreiras.               Simone Castillo

Escravidão = trabalho. Concorda?

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Muitas pessoas concordam com o título do artigo: Para elas, ter um trabalho é similar a ser escravo de algo.

Ao levantar de manhã já resmungam que o dia será ruim, pois tem que ir ao trabalho. Parecem escravos ou obrigados a ir trabalhar, pois sem o trabalho não há o dinheiro.

Uma troca que realmente parece injusta numa primeira análise: Tenho que trabalhar para ganhar dinheiro que servirá para comprar o que quero e viver numa boa. Sem trabalho, não posso comprar o que quero nem viver numa boa.

Historicamente, temos uma evolução que desvirtuou o sentido do trabalho. Na Grécia antiga, somente os escravos trabalhavam. Os cidadãos se dedicavam a política, ou seja, a filosofia e ao relacionamento com outros cidadãos. Trabalhar na agricultura e outros era função dos escravos.

Até hoje, mesmo com uma Grécia falida, tem gente que acredita que somente quem trabalha é escravo.

Apesar de concordar com o bordão de que “quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro”, penso que o motivo não é o trabalhar em si, mas sim a falta do pensar.

Enquanto na Grécia antiga quem pensava, quem se dedicava a filosofia e a política (não a forma como hoje temos a mesma, lógico) era considerado cidadão e o restante escravo, hoje temos uma falta do pensar, uma falta da visão política e social nos colaboradores e alguns gestores.

Muitos, querem apenas fazer suas tarefas, sair as 18h e curtir a vida. Outros, querem nem mesmo muitas tarefas, receber seus salários e gastar, viver.

Se a vida fosse somente isto, seria tão vazia não é mesmo?

O que falta? Falta o pensar, falta visão do todo, falta política na acepção da palavra:

“O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica

Falta ver que a coletividade, seja da empresa, seja da cidade, do Estado ou país deve ser analisada como um contexto do seu trabalho.

Como temos funcionários que não pensam!

Fazem tarefas com o mesmo mecanismo de um robô e quando são convidados ou obrigados a pensar em fazer algo diferente somente sabem reclamar e achar que tudo é ruim ou que a mudança nunca irá dar certo. Ao serem questionados do porquê não dará certo, respondem: Porque nunca fizeram assim antes… Ou seja, são reféns do passado, reféns da falta de pensar…

Quiçá, reféns da escravidão de sua própria burrice.

Quer sair da escravidão? Faça como cidadãos gregos antigos: Pense. Crie mudanças e situações para mudar a polis (cidade, Estado, nação). Não seja escravo do passado ou da cultura de outros.

Como diziam os gregos e a regra vale até hoje: Quer ser cidadão e não escravo? Debata política e pense.

Pensar não dói. Exercite seu cérebro!

Gustavo Rocha – Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas – Sócio da Bruke Investimentos
www.gestao.adv.br | http://www.bruke.com.br
Contato integrado: gustavo@gestao.adv.br [Email, Skype, Gtalk, Twitter, LinkedIn, Facebook, Instagram, Youtube]

O Obstáculo mais Difícil da Vida

O Obstáculo mais Difícil da Vida

Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria.

Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil no grande caminho da vida.

No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.

Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.

O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.

O segundo levaria uma corça rara.

O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.

O trio recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a pequena viagem de três milhas; no entanto, no meio do caminho, começaram a discutir.

O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.

O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada viajante permanecia atento as obrigações que diziam respeito aos outros, através de observações acaloradas e incessantes. Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho, olvida a própria tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho.

Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado.

O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, e o bolo se perde totalmente no chão.

Desapontados e irritadiços, os três rapazes voltam a presença do pai, apresentando cada qual a sua queixa de derrota.

O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:

— Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso. O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias.

Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas.

Se Ficar Triste, Que Seja Por Um Tempo Determinado

se ficar triste

Hei! Aconteceu algo desagradável que deixou você triste? Então faça o seguinte: Permita ficar triste, mas determine um prazo para essa tristeza desocupar seu coração.

Eu não quero dar nenhuma receita mágica ou milagrosa. Por que nem sou capaz disso muito menos adepta a esse tipo de prática. Mas a questão é relativamente simples para ser compreendida e executada.

Quer ver?

Quanto você estiver diante de situações de perdas que venham causar o sentimento de tristeza, assuma uma atitude passiva, faça uma reverência e deixe a tristeza entrar. Mas escondido nas suas costas, segure uma placa dizendo até quando essa tristeza deve ir embora. Isso mesmo. Determine para si mesmo. Eu vou sentir essa tristeza por x hora e nenhum minutinho a mais.

E sabe de uma coisa? Há um grande preconceito contra a tristeza, muita gente a confunde com melancolia até com a depressão. Só que a tristeza, principalmente quando nós a escolhemos (e não somos escolhidos por ela) pode ser um caminho para se regenerar e mesmo para a autocurar.

Entenda que não há nada de errado em ficar triste, “dar um tempo” como se diz ou recolher-se. A tristeza tem uma coisa verdadeira e às vezes necessária, que a maioria das pessoas renega, para fazer parte de um jogo do contente, de que está tudo bem, tudo ótimo.

Agora pense por um instante: Quantas pessoas, que você conhece que teriam a coragem de confessar numa roda de amigos que está triste?

Só que tem um detalhe, como iniciei este artigo. Para que a tristeza cumpra o seu papel regenerador, ela literalmente precisa ter dia e hora marcados para se recolher à sua moradia na periferia do campo emocional. Senão ela acaba mesmo virando aquele “bicho-papão” ou o que é pior, vira aquele caixão confortável, onde as pessoas ficam deitadas e morrem emocionalmente, antes de morrer literalmente.

Esse é o “segredinho” ou “pulo do gato” que eu quero deixar compartilhado com você. Deixe a tristeza chegar e se acomodar, por que esse ato de rendição temporária é com toda certeza um gesto coragem e sinceridade consigo mesmo.

Porém ao estabelecer quando essa “convidada” nebulosa vai ter que desocupar sua vida, é um valioso ato de vontade própria e pode ser uma daquelas raras ocasiões em a sua verdadeira consciência se manifesta.

Quero lembrar você, que ninguém, precisa e nem deve bancar o herói, que diante duma perda dolorosa, estufa o peito, coloca um sorriso na cara e diz: “Não, está tudo bem comigo, não se preocupe”.

Essa falsa demonstração de fortaleza é um dos grandes enganos de juventude que as pessoas cometem, onde uma energia muito importante é gasta sem necessidade e que tem efeitos colaterais sobre todo seu sistema emocional.

Bem, você já deve ter percebido que manter a tristeza do lado de fora tem um custo emocional bem grande, quase impossível de ser medido. Mas, o custo de preservá-la o tempo todo do lado de dentro é bem pior. Eu nem precisaria falar.

Então eu quero finalizar deixando este lembrete: Melhor ficar triste, fazer o luto pela perda de uma amizade, um relacionamento rompido, quebras de contratos, desilusão sofrida. Mas esforce-se sempre para determinar a hora de mandar essa tristeza de volta para seu lugar e definitivamente voltar a viver, sentindo a plenitude da alegria que é a vida que você possui.  Sigmar Sabin

As Três Misturas

Objetivos: demonstrar os diferentes modos de participação, o modo como as pessoas do grupo se posicionam frente ao outro e a necessidade de se “dissolver” sem perder a identidade.
Material: três copos com água, um punhado de areia, um pouco de óleo de cozinha e um pouco de vinho ou refresco vermelho.
Processo: Colocar os três copos com água no chão da sala ou sobre uma mesa. No primeiro misturar algumas gotas de óleo, no segundo misturar um pouco de areia e no terceiro um pouco de vinho ou suco.
Pedir para os participantes dizerem o que observam. Pedir para comparar os copos com o grupo e as misturas com os diferentes tipos de pessoa.

Exercício De Memória

1. Todos os jogadores estão sentados, possivelmente no chão, em forma circular.
2. O animador indica um primeiro jogador, que sai de seu lugar e toca qualquer objeto da
sala e, ao mesmo tempo, diz-lhe o nome.
3. Retorna para o seu lugar e toca no seu vizinho, e este por sua vez irá tocar no objeto
que seu colega tocou, diz-lhe o nome e toca um segundo objeto, também dizendo o
nome.
4. Volta para seu lugar e toca no seu colega seguinte que se dirige para o objeto do
primeiro, ao tocá-lo diz o nome, toca no objeto do segundo
5. colega, diz o nome e toca um terceiro objeto, dizendo igualmente o nome, e retorna para
o seu lugar, continuando assim o jogo.
6. O jogador que lembrar e tocar o maior número de objetos será vencedor.

Tempestade

Objetivo:
Despertar no jovem o valor de sua pessoa no grupo. Mostrando como se deve ajudar mais na elaboração das reuniões, não deixando tudo nas mãos dos coordenadores, criando então uma integração maior no grupo, já que todos terão essa responsabilidade.Material: Cadeiras.

Participantes: No máximo 9 participantes.

Desenvolvimento:
Pessoas sentadas e uma pessoa de pé coordenando. As cadeiras devem estar bem próximas não deixando nenhuma falha entre elas, aí que está o segredo. As cadeiras também devem estar arrumadas na forma de um círculo. Fazer com que os participantes se mexam nas cadeiras direcionando-os para a direita ou para a esquerda, por isso devem estar bem próximos.

E quando o coordenador falar a palavra tempestade todos se levantam e trocam de lugar aleatoriamente, e enquanto isso o coordenador senta-se. Fazendo que com isso outra pessoa assuma a coordenação da dinâmica. Repetir o processo apenas três vezes para não se tornar cansativo. Depois que terminar a dinâmica, poderão ser feitas algumas perguntas como:

Como você se sentiu quando estava coordenando o barco?
Como você se sentiu quando estava recebendo as ordens?

E com as respostas pode se fazer uma comparação com a vida cotidiana do grupo.

Motivação:

Estamos num navio em auto mar. Estamos atravessando uma tempestade e temos que equilibrar o navio (e o mexer) e a partir daí use a criatividade, pois Jesus estará com você.

Não Permita Que Te Façam Ficar Invisível

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O Dia Que Me Tornei Invisível (Silvia Castillejon Peral)
Já não sei em que data estamos. Lá em casa não há calendários e na minha memória as datas estão todas misturadas.
Me recordo daquelas folhinhas grandes, uns primores, ilustradas com imagens dos santos que colocávamos no lado da penteadeira.
Já não há nada disso.
Todas as coisas antigas foram desaparecendo.
E sem que ninguém desse conta,eu me fui apagando também…
Primeiro me trocaram de quarto,pois a família cresceu.
Depois me passaram para outro menor ainda com a companhia de minhas bisnetas.
Agora ocupo um desvão,que está no pátio de trás.
Prometeram trocar o vidro quebrado da janela, porém se esqueceram,e todas as noites por ali circula um ar gelado que aumenta minhas dores reumáticas.
Mas tudo bem…
Desde há muito tempo tinha intenção de escrever, porém passava semanas procurando um lápis.
E quando o encontrava, eu mesma voltava a esquecer onde o tinha posto.
Na minha idade as coisas se perdem facilmente: claro, não é uma enfermidade delas, das coisas, porque estou segura de tê-las, porém sempre desaparecem.
Noutra tarde dei-me conta que minha voz também tinha desaparecido.
Quando eu falo com meus netos ou com meus filhos não me respondem.
Todos falam sem me olhar, como se eu não estivesse com eles, escutando atenta o que dizem.
As vezes intervenho na conversação, segura de que o que vou lhes dizer não ocorrera a nenhum deles,e de que lhes vai ser de grande utilidade.
Porém não me ouvem,não me olham,não me respondem. Então cheia de tristeza me retiro para meu quarto e vou beber minha xícara de café.
E faço assim, de propósito, para que compreendam que estou aborrecida, para que se deem conta que me entristecem e venham buscar-me e me peçam perdão …Porém ninguém vem….
Quando meu genro ficou doente, pensei ter a oportunidade de ser-lhe útil, lhe levei um chá especial que eu mesma preparei.
Coloquei-o na mesinha e me sentei a esperar que o tomasse, só que ele estava vendo televisão e nem um só movimento me indicou que se dera conta da minha presença.
O chá pouco a pouco foi esfriando…e junto com ele, meu coração…
Então noutro dia lhes disse que quando eu morresse todos iriam se arrepender.
Meu neto menor disse:“Ainda estás viva vovó? “.
Eles acharam tanta graça,que não pararam de rir.
Três dias estive chorando no meu quarto, até que numa manhã entrou um dos rapazes para retirar umas rodas velhas e nem o bom dia me deu.
Foi então quando me convenci de que sou invisível…
Parei no meio da sala para ver, se me tornando um estorvo me olhavam.
Porém minha filha seguiu varrendo sem me tocar, os meninos correram em minha volta, de um lado para o outro, sem tropeçar em mim.
Um dia se agitaram os meninos,e me vieram dizer que no dia seguinte nós iríamos todos passar um dia no campo.
Fiquei muito contente. Fazia tanto tempo que não saía e mais ainda ia ao campo!
No sábado fui a primeira a levantar-me. Quis arrumar as coisas com calma. Nós os velhos tardamos muito em fazer qualquer coisa, assim que adiantei meu tempo para não atrasá-los.
Rápido entravam e saíam da casa correndo e levavam as bolsas e brinquedos para o carro.
Eu já estava pronta e muito alegre, permaneci no saguão a esperá-los.
Quando me dei conta eles já tinham partido e o auto desapareceu envolto em algazarra,compreendi que eu não estava convidada, talvez porque não coubesse no carro…
…Ou porque meus passos tão lentos impediriam que todos os demais caminhassem a seu gosto pelo bosque.
Senti claro como meu coração se encolheu a minha face ficou tremendo como quando a gente tem que engolir a vontade de chorar.
Eu os entendo,eles vivem o mundo deles.
Riem, gritam,sonham, choram,se abraçam, se beijam.
E eu,já nem sinto mais o gosto de um beijo. Antes beijava os pequeninos,era um prazer enorme tê-los em meus braços,como se fossem meus.
Sentia sua pele tenrinha e sua respiração doce bem perto de mim. A vida nova me produzia um alento e até me dava vontade de cantar canções que nunca acreditara me lembrar.
Porém um dia minha neta Laura, que acabava de ter um bebê disse que não era bom que os anciãos beijassem aos bebês, por questões de saúde…
Desde então já não me aproximo deles, não quero lhes passar algo mal por minhas imprudências.
Tenho tanto medo de contagiá-los!
Eu os bendigo a todos e lhes perdoo, porque…
“Que culpa tem os pobres de que eu me tenha tornado i n v i s í v e l ?”

Texto Original- “El dia que me volvi invisible”
Autora:Silvia Castillejon Peral
Cidade do México-2002