Riqueza dos Nomes

Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 30 minutos.
Material: Tiras de papel ou cartolina, pincel atômico ou caneta hidrográfica, cartaz para escrever as palavras montadas ou quadro-negro.
Descrição: Os participantes de um grupo novo são convidados pelo coordenador a andar pela sala se olhando, enquanto uma música toca.
Quando o som para, escolher um par e ficar ao lado dele (a). Cumprimentar-se de alguma forma, com algum gesto (aperto de mão, abraço, beijo no rosto e etc).
Colocar novamente os pares a andar pela sala (desta vez são os dois andando juntos). Assim que pára a música, devem se associar a outro par (fica o grupo com quatro pessoas).
Cada participante do grupo composto de quatro pessoas recebe uma cartolina e coloca nela seu nome (tira de papel também serve).
Após mostrar o nome para os outros três companheiros, os participantes deste pequeno grupo juntarão uma palavra com estas sílabas (servem apenas as letras).Exemplo: Anderson + JÚlio + DAiane = Ajuda
Airton + RoMIlton + ZAira + SanDEr = Amizade
Colocar a palavra formada num quadro-negro ou cartolina e o grupo falará sobre ela e sua importância na vida.

Salmo da Vida

Participantes: 10 a 20 pessoasTempo Estimado: 45 minutos
Material: Lápis e papel para os integrantes.
Descrição: Cada integrante deve escrever a história de sua vida, destacando os acontecimentos marcantes. O coordenador deve alertar o grupo de que experiências de dor e sofrimento podem ser vistas como formas de crescimento e não simples acontecimentos negativos. Em seguida, os integrantes devem se perguntar qual foi à experiência de Deus que fizeram a partir dos acontecimentos descritos ou no decorrer de suas vidas. Depois devem escrever o salmo da vida, da sua vida, uma oração de louvor, agradecimento, pedido de perdão e/ou clamor. O desenvolvimento dos salmos deve-se realizar em um ambiente de paz e reflexão. Então, os integrantes devem ser divididos em subgrupos de três ou quatro pessoas onde cada integrante deve partilhar sua oração. Depois o grupo é reunido e quem quiser pode apresentar sua oração ao grupo. Por último é realizado um debate sobre os objetivos da dinâmica e a experiência que a mesma trouxe para os integrantes. Algumas questões que podem ser abordadas: Como se sentiu recordando o passado? O que mais chamou a atenção? Qual foi a reação para com acontecimentos tristes? Como tem sido a experiência com Deus? Qual a importância Dele em nossas vidas? Pode-se ainda comparar os salmos redigidos com os salmos bíblicos.

Tempestade

Objetivo:
Despertar no jovem o valor de sua pessoa no grupo. Mostrando como se deve ajudar mais na elaboração das reuniões, não deixando tudo nas mãos dos coordenadores, criando então uma integração maior no grupo, já que todos terão essa responsabilidade.Material: Cadeiras.

Participantes: No máximo 9 participantes.

Desenvolvimento:
Pessoas sentadas e uma pessoa de pé coordenando. As cadeiras devem estar bem próximas não deixando nenhuma falha entre elas, aí que está o segredo. As cadeiras também devem estar arrumadas na forma de um círculo. Fazer com que os participantes se mexam nas cadeiras direcionando-os para a direita ou para a esquerda, por isso devem estar bem próximos.

E quando o coordenador falar a palavra tempestade todos se levantam e trocam de lugar aleatoriamente, e enquanto isso o coordenador senta-se. Fazendo que com isso outra pessoa assuma a coordenação da dinâmica. Repetir o processo apenas três vezes para não se tornar cansativo. Depois que terminar a dinâmica, poderão ser feitas algumas perguntas como:

Como você se sentiu quando estava coordenando o barco?
Como você se sentiu quando estava recebendo as ordens?

E com as respostas pode se fazer uma comparação com a vida cotidiana do grupo.

Motivação:

Estamos num navio em auto mar. Estamos atravessando uma tempestade e temos que equilibrar o navio (e o mexer) e a partir daí use a criatividade, pois Jesus estará com você.

O Remador

1 remador
3 pessoas representando: 1 alface, 1 cabra, 1 leão
jogo – o remador fica de um lado da sala e as 3 pessoas do outro.
O remador deverá transportar os 3 elementos sem que eles se juntem para se comerem.o leão come a cabra, a cabra come a alface.

Regra – levar um elemento de cada vez. Não podem ficar na mesma margem os que se comem.

Solução – 1º leva a cabra,
2) leva a alface e traz de volta a cabra,
3) leva o leão
4) leva a cabra de novo

Desafios Da Liderança Contemporânea

Exercer a autoridade pode ser suficiente em épocas de estabilidade, mas para um ambiente em constante transformação, quando mudam as regras que determinam estruturas, valores, normas, processos e sistemas é preciso haver liderança. E no exercício de um poder justo, o líder autêntico cria estratégias, determina a direção que a empresa deve seguir para alcançar um conjunto de metas e faz com que seus colaboradores o sigam por estarem convencidos da validade de suas idéias. É importante ter paixão e entusiasmo, que impulsionam os líderes, que os motivam a investir o tempo e esforços necessários para criar a visão e depois transmiti-la para ajudar a inspirar outras pessoas.

Segundo o Presidente do Banco de Boston, Henrique Meirelles, “Liderar é transmitir um sonho. É preciso inspirar as pessoas a chegar a um lugar em que elas ainda não estão. Não basta motivar-se, tem de motivar os outros. Não basta ter uma idéia clara de onde ir, mas principalmente de como ir”.

Kouzes e Posner citam cinco práticas observáveis que podem ser aprendidas e que conduzem à liderança:

Desafiar o processo

Inspirar uma visão compartilhada

Capacitar os outros para agir

Modelar o caminho

Encorajar o coração

Em seu papel mais importante hoje, o líder eficaz é aquele capaz de criar condições para o florescimento da liderança em outros, identificando e cultivando líderes potenciais em todos os níveis. Isto porque as grandes empresas estão se decompondo em unidades menores de negócios para se tornarem mais competitivas.

Enfrentar riscos, ter persistência para alcançar resultados desafiadores, ter coragem, ser ético, construir novos valores de gestão, fazer com que as pessoas se desenvolvam, ajudar as pessoas a encararem a realidade e mobilizá-las para que façam mudanças, são as responsabilidades do líder hoje, que ultrapassa tudo o que se falou e esperou dos líderes do passado.

O líder como gestor de pessoas

Seu grande desafio será integrar e fazer interagir harmoniosamente as funções do negócio com as funções de liderança. Para isto, é imprescindível para o líder ampliar sua visão do macro-ambiente político, econômico e social, e das variáveis atuantes num mundo globalizado e competitivo; ser educador; ser hábil negociador; ter o diálogo franco e aberto e, principalmente, cultivar ambientes de aprendizagem onde as pessoas possam errar sem que haja punições. Enfim, ser Gestor de Negócios voltado para Resultados em Ambientes de Competitividade e Gestor de Pessoas.

A liderança é árdua para as pessoas que trabalham com os líderes e para os próprios líderes. Os abusos do exercício do poder que provocam tantas dores nas pessoas e perdas significativas para as empresas, podem ser amenizadas e extintas através de lideranças mais bem preparadas, mais conscientes e fortalecidas pela legitimidade, conseguida através do próprio grupo e da qualidade dos relacionamentos que estabelece com sua equipe de trabalho.

Ronald Heifetz nos dá sete lições de “Como Exercer a Liderança”:

Inspire as pessoas. Descubra o que é importante para elas e como isso pode se relacionar com as metas da empresa.

Tenha uma visão abrangente: tome distância, observe os problemas e interprete o que está acontecendo.

Ouça não apenas o que as pessoas dizem – mas também COMO dizem – quando defendem uma idéia.

Mantenha confidentes e aliados por perto. Eles servirão para dar apoio moral, trocar idéias e ser seus defensores.

Defenda as boas idéias com entusiasmo. E tenha coragem para rejeitar as más assim que surgirem.

Não esqueça: renovar-se espiritualmente é uma necessidade. Dê um tempo para si mesmo de vez em quando.

Demonstre Empatia. Respeite as dificuldades dos subordinados em lidar com as mudanças.

E, após tudo isso, tenho que concordar com Peter Frost da Universidade do Canadá, em sua tese de que precisamos ter mais Compaixão nas Organizações e estarmos também atentos aos líderes, dando-lhes apoio e compreensão para este grande desafio humano: o de lidar com pessoas e resultados.

Além de receber apoio, o Líder consciente e ético precisa assumir seu papel de ajudar as pessoas, dar um significado e um sentido para a realidade organizacional, conversar, dar suporte afetivo e emocional aos seus colaboradores; entender que resistências não são só dos liderados, mas também deles próprios. Deverão rever se seus valores e suas crenças estão adequados a essa nova realidade. E, certamente, que muitas delas precisarão ser abandonadas.

Sem confiança, ninguém corre riscos. Sem correr riscos, ninguém desenvolve a coragem. A confiança e a coragem resultantes da conquista do próprio caminho produz grandes solucionadores de problemas. A verdadeira liderança envolve ter a coragem de encarar a realidade e ajudar as pessoas a sua volta para que façam o mesmo.

A função da Liderança Contemporânea não é a de evitar traumas sobre as pessoas, mas sim, minimizá-los. As organizações devem criar ambientes organizacionais que as levem a patamares mais elevados de competitividade. É fundamental desenvolver a competência das pessoas dentro de suas equipes para manter a empresa numa dinâmica competitiva, construindo novos valores e culturas organizacionais flexíveis e adaptáveis ao novo cenário.

Portanto, é preciso um ambiente de aprendizagem onde as pessoas e os líderes possam processar a capacidade de criar, inovar e aplicar a aprendizagem no trabalho para desenvolver equipes de alto desempenho. Desta forma o líder dá o exemplo e passa a ser um modelo de liderança centrado em princípios de Gestão capazes de despertar a motivação e o entusiasmo, de reconhecer, recompensar, valorizar, aceitar desafios e assumir riscos, levando as pessoas ao crescimento e desenvolvimento contínuos para que se sintam mais felizes e realizadas, compartilhando a emoção de criar o futuro. José Alberto Braga   Diretor da Ethos Consultoria Ltda.

Dominó Todos Nós

Objetivo do jogo  – todos os jogadores são um time tentando fazer com que o menor número de peças não jogadas reste ao final do jogo.
Propósito – o propósito é desenvolver a noção da influência das ações individuais no todo. Os jogadores terão que pensar bem para fazer jogadas que ajudem o jogador seguinte, visando o objetivo comum do jogo.
Alguns valores humanos podem ser trabalhados:

  • Responsabilidade para agir de maneira consciente de acordo com o objetivo do grupo;
  • Comunicação para delineamento de estratégias;
  • Liberdade para trabalhar o desapego de regras anteriores e oferecer espaço para a criatividade e disponibilidade para o novo;
  • Parceria entre os jogadores para atingirem um objetivo comum.

 

Recursos

  • Jogos de dominó
  • Papel e caneta para anotar

 

Número de participantes – o jogo pode ser jogado em duplas, trios, quartetos ou até oito jogadores divididos em 4 subgrupos de 2 pessoas para cada jogo de dominó. No total, este jogo pode ser jogado por tantas pessoas quantos forem os jogos de dominó.
Duração – o jogo pode durar de 20 minutos até o interesse dos jogadores.
Descrição – divididas as peças de dominó entre os jogadores, eles colocam alternadamente as pedras no jogo unindo números ou figuras idênticos como no jogo tradicional. O jogo termina no momento em que não há mais possibilidades de colocação de nenhuma peça de qualquer jogador. Anota-se quantas peças sobraram e inicia-se outro jogo com o desafio de que, na próxima vez, restem menos peças.
Dicas – o jogo de dominó pode ser jogado só de uma forma? Não!
Variações aumentam o desafio. Os jogadores podem jogar os dominós de modo que os lados das peças unidas somem os números 3, 5 ou múltiplos de 3 e 5. Ou então jogar de forma que somem 7. Por exemplo, se uma peça 4-2 inicia o jogo, o próximo jogador precisará de um 3 (para colocar ao lado do 4) ou de um 5 (para colocar ao lado do 2). Lados em branco das peças podem ser coringas correspondendo a qualquer número designado a eles.
Contando quantas restaram, é desafiador também jogar de novo e tentar terminar com menos peças.
A princípio, este é um jogo de diversão para todas as idades. Contudo, é possível colocá-lo como parte integrante de um trabalho voltado para o relacionamento em grupo e desenvolvimento de estratégias. Cabe refletir e discutir sobre estas questões durante o jogo e ou ao final de várias rodadas.

adaptado de jogo descrito por jim deacove em seu livro co-op games manual (ed. Family pastimes, 1980)
jogo descrito nas revista jogos cooperativos, no 1, agosto 2001.

Dança Das Cadeiras

Um clássico dos Jogos Cooperativos

Um dos jogos que mais ajuda a explicar o que é um Jogo Cooperativo é Dança das Cadeiras. A partir da versão tradicional, competitiva, podemos perceber que é possível transformar a nossa maneira de viver e jogar promovendo a cooperação.
No jogo tradicional da Dança das Cadeiras o objetivo é mutuamente exclusivo, ou seja, apenas um dos participantes pode sair vitorioso, enquanto todos os outros terminarão como perdedores. Provavelmente você já viu alguém ficar de fora neste tipo de jogo. É difícil as pessoas sentirem que estão realmente envolvidas umas com as outras em atividades com este espírito. Este é um jogo que estimula a eliminação e a competição. Criando pequenas mudanças no objetivo e na estrutura do jogo, pode-se gerar um tipo de desafio capaz de motivar cada participante e todo o grupo para jogar uns com os outros e realizar juntos um objetivo comum.
Primeiro propõe-se este objetivo: terminar o jogo com todos os participantes sentados nas cadeiras que sobrarem! E depois altera-se a estrutura da atividade: quando a música parar todos sentam usando as cadeiras e os colos uns dos outros. Em seguida retira-se algumas cadeiras e todos os participantes continuam no jogo.
Assim, o jogo prossegue até que os participantes decidam parar. Na maior parte das vezes, os grupos são desafiados e avançam até conseguirem sentar em uma única cadeira.
Neste processo, os participantes se descontraem, dançam, riem e vão percebendo que podem se livrar dos velhos, desnecessários e bloqueadores “padrões competitivos”. Todos podem ganhar na medida que se desprendem dos antigos hábitos, passam a resgatar e fortalecer a expressão do “potencial cooperativo” para jogar e viver.
Podemos concluir a partir desse exemplo, que nos Jogos Cooperativos, não há lugar para a exclusão nem para “melhores” ou “piores”. Desta forma, nos liberando da pressão para competir, ficamos livres para nos divertir e para criar. No processo, aprendemos a considerar o outro, a ter consciência dos seus sentimentos e a valorizar as nossas diferenças.

Basquetinho

Objetivo Do Jogo
Fazer o maior número possível de pontos em um determinado tempo através da conversão de cestas
Propósito
Compartilhar de um objetivo comum, oferecendo oportunidade para a construção de estratégias para alcançá-lo. Este jogo permite encaminhar reflexões, procurando resgatar Valores Humanos como:

UNIÃO do grupo em torno de um objetivo comum;

RESPEITO pela dignidade das duas funções (arremessadores e recolhedores) no todo do grupo;

COMUNICAÇÃO para delineamento de estratégias;

FLEXIBILIDADE e ABERTURA nas discussões;

CRIATIVIDADE para a construção de estratégias satisfatórias;

DISPONIBILIDADE e CORAGEM para vencer desafios e ir além do imaginado;

HONESTIDADE E ÉTICA no cumprimento das regras.

 

Recursos

espaço físico de ao menos 7x7m

4 ou 5 cestas de diâmetros e alturas diferentes (caixas de papelão, cestos de lixo, baldes, etc)

90 bolas (pingue-pongue, frescobol, plástico)

fita crepe, giz ou algo para demarcar o espaço do jogo

flip chart, quadro branco, lousa ou chão para marcar os pontos.

 

Número de participantes
O jogos aqui está estruturado para 30 pessoas, mas quanto mais pessoas, mais divertido.
Duração
Entre a explicação e a realização do jogo, cerca de 25 minutos. O momento da reflexão fica atrelada ao público e ao propósito do jogo. Pode ser desde um comentário de 10 minutos até uma discussão de 30 minutos sobre questões como trabalho em grupo, estratégias, lideranças, cooperação, etc.
Descrição
Demarcar um quadrado de cerca de 7x7m onde as cestas serão distribuídas. As cestas corresponderão a pontos de acordo com o grau de dificuldade de acerto (por exemplo cestas mais difíceis de se acertar valem 200 pontos, 50 para as intermediárias e 10pontos para as fáceis). Na parte interna das linhas não é permitido entrar para fazer cestas nem para recolher as bolas.
Os participantes, dividem-se em arremessadores, de um lado, e recolhedores de bolas, do outro. Iniciado o jogo, os arremessadores lançam as bolas em direção às cestas, enquanto os recolhedores apanham as bolas que não entraram nas cestas e as devolvem aos arremessadores. Recolhedores não podem fazer cesta. Ao final do tempo de jogo são contados os pontos marcados pelo grupo.
O tempo de jogo é de 1 minuto, podendo ser jogado em 2 tempos, ou quantos mais interessar ao focalizador e aos jogadores. No intervalo dos tempos pode haver troca de funções entre arremessadores e recolhedores.
Dicas
Este jogo é bem divertido e motiva bastante de crianças a maior-idade. Pode estar presente em uma aula de Educação Física, treinamento de gestão de pessoas ou festa de aniversário.
O tempo, espaço, número e tipo de bolas, os pontos, objetivo específico, número de participantes podem variar de acordo com o público do jogo.
O focalizador pode deixar os jogadores organizarem-se e aproveitar isto como forma de reflexão sobre como o grupo está se relacionando. Este jogo pode ser usado como introdução à discussão sobre trabalho em grupo, assim como pode ser usado para aprofundar e aprimorar o relacionamento das pessoas.
O focalizador deve estar atento às manifestações dos participantes para poder encaminhar as discussões e aproveitar os acontecimentos como ganchos de reflexão.
O objetivo é melhorar a pontuação a cada tempo de jogo. Caso isto não aconteça, o focalizador deve ter o cuidado de auxiliar o grupo a entender a razão da queda no desempenho procurando motivar os participantes a reorganizarem-se para uma próxima tentativa. Ao invés de desmotivar, esse resultado pode ser rico para uma reflexão.
Que tal tentarmos acertar umas cestas? Lá vai a primeira bola…
Viva!!! acertamos. 50 pontos!
(*) discussão sobre o jogo descrito por Guillermo Brown em seu livro Jogos Cooperativos: Teoria e Prática (Ed. Sinodal, 1994), publicada na Revista Jogos Cooperativos, no 1, agosto 2001.

As Velas

Objetivo

O facilitador deverá ter à mão, visível, um toco de vela, bem pequeno, já quase no fim. A vela grande deverá estar guardada, sem que o grupo veja.
a. Orientar para que o grupo fique posicionado em círculo, assentado em cadeiras ou no chão;
b. Acender o toco de vela e colocar para o grupo as seguintes instruções:
c. “Esta vela que está se acabando é você. Ela representa o final das nossas atividades aqui. Muitas coisas poderiam ter sido realizadas, mas não foram, nem foram ditas. Você está no seu instante final e esta é uma oportunidade única – é a sua despedida. O que você gostaria de dizer ou a quem gostaria de se dirigir?”
d. Iniciar por um voluntário, que passará o toco da vela para o vizinho da direita, que se coloca e passa para a próxima pessoa e, assim, sucessivamente, até ter-se completado a roda;
e. Acender a vela nova e grande. Recomeçar com o mesmo voluntário do início e dizer o seguinte:
f. “Esta vela é você em um novo começo, representando o que você não fez até hoje, mas gostaria de fazer. Que pessoa você escolheria para depositar toda a sua confiança e dar continuidade ao que você não pôde realizar? Dirija-se até ela e passe a vela”.
g. Deixar os participantes livres para se dirigirem a quem quiserem.
h. Várias pessoas poderão ser escolhidas, e algumas poderão não ser escolhidas – na vida é assim…
Ao final, abrir para depoimentos adicionais – sentimentos,emoções, recados extras, etc.

Material:  Duas velas – uma minúscula, bem pequena mesmo e outra grande, nova.

A Utilização De Jogos De Empresas

A utilização de situações que simulam o dia a dia empresarial é um instrumento poderoso para evidenciar situações em que os participantes se sentem fortes para intervir com mudanças práticas, enérgicas e efetivas. Vivenciar situações-problema, enfrentar desafios e decidir com rapidez e presteza podem, igualmente, mostrar as fragilidades que alguns profissionais possuem (às vezes todo o grupo), principalmente na visão sistêmica dos processos e planejamentos organizacionais, bem como na famosa tomada de decisão.
A escolha de uma abordagem vivencial requer uma preocupação voltada para o objetivo do próprio programa, programa que precisa estar inserido na realidade da empresa, cenário, contexto em que irá ser aplicada. Não é nem ético apenas estar apresentando um produto pronto, que não está linkado ao que está acontecendo na prática. Daí a importância de se conhecer a empresa onde se pretende oferecer/desenvolver/apresentar o jogo, adequando-o ao que o contratante pede.
Embora a utilização de jogos seja bastante atraente, eles não podem ser utilizados como sendo um fim em si mesmos. Alguns dos objetivos que comumente são desejados nas empresas são:

Desenvolver e encorajar a prática de habilidades

• Implementar ou aprimorar o Planejamento Estratégico

• Identificar as dificuldades nas interfaces (gerências com maior interdependência nas atividades)

• Aprimorar a visão sistêmica

• Revisar posturas individuais

• Revisar e aprimorar práticas e estilos gerenciais

• Internalizar a prática da participação

• Estimular o pensamento criativo

• Permitir a reflexão de processos

• Estimular o trabalho em equipe

• Incrementar a filosofia da delegação de poder e responsabilidade sobre as decisões

• Avaliar o desempenho individual ou grupal

• Desenvolver potencialidades

• Melhorar as relações interpessoais

• Incrementar o processo de autodesenvolvimento

• Dar e receber feedback, etc.

Um trabalho lúdico-vivencial, além de proporcionar a identificação da realidade ‘real’ e a visualização do momento desejado (às vezes bastante idealizado mas pouco praticado), deve promover mudanças explicitas no status quo, seja dos indivíduos que compõem o grupo, seja no grupo como um todo. Os participantes devem ser levados a estabelecer um plano contendo as ações a serem implementadas; é o momento de traçar novos rumos, novos comportamentos e novas atitudes, em decorrência do que foi explorado nas fases anteriores. É aqui que o facilitador oferece recursos ao grupo para obter comprometimento com as mudanças que se façam necessárias.
Com tempo hábil para reflexões, avaliações da relação custo/benefício, identificação das probabilidades de acerto, cada jogador estabelece sua parcela de responsabilidade na busca de melhorias, de resultados desejáveis. Alguns dirigentes de grupos omitem esta etapa, deixam apenas ‘…para reflexão…’ ou dedicam um tempo demasiado curto, impedindo um resultado palpável, tão esperado, seja pelo empresário(contratante), seja pelos participantes que querem que a coisa melhore… e logo! Não proporcionar a mudança, a alteração, é o principal argumento daqueles que já vivenciaram um Jogo de Negócios, que já tiveram experiência com jogos de empresa, e que se mostram reticentes com o método. Não aplicar bem esta fase é deixar o processo em aberto, é, realmente, apenas, “jogar um joguinho”.
Dependendo do tipo de atividade vivenciada, o facilitador sugere:
Um plano de mudança pessoal onde o participante irá mencionar os aspectos que se dispõe a rever em seu comportamento. Este plano poderá ser sigiloso (somente o próprio autor é que toma conhecimento), ou divulgado, lido em meio ao grupo. Em qualquer uma das opções, o facilitador deverá esclarecer bem antes de conceder o tempo hábil para a execução do plano. Será desastroso um plano bem confidencial ser exposto ao grupo. O participante, pego de surpresa, poderá até não contestar no momento, e se deixar levar; os danos posteriores serão grandes. • Poderá, também, ser inserido o papel do coaching, ou do mentor, que consiste em um colega se “responsabilizar” por outro, dar-lhe dicas de procedimento, estabelecer com ele estratégias e abordagens. Quando o clima é favorável, a amistosidade é muito grande. Quando há rixas internas, competição disfarçada, mudanças na estrutura organizacional e alguns participantes descontentes frente à nova conjuntura, tal medida poderá auxiliar na formação de algumas parcerias e saudáveis alianças, que servirão para minimizar a frustração sentida por um ou outro membro do grupo. • Um plano de metas em subgrupos – os participantes traçam objetivos, elaboram metas, definem responsabilidades, estabelecem prazos e formas de acompanhamento das ações. Essas ações poderão englobar uma mesma área da empresa (para tanto, o subgrupo deverá se constituir de pessoas que pertençam à mesma área); poderão, também, envolver mais de uma área, gerência, divisão, etc. • Em se tratando de um evento aberto, onde várias empresas estão reunidas, o plano de ação e metas somente poderá ser efetuado em subgrupos com participantes de uma mesma empresa, se o programa tem continuidade e o subgrupo tiver condições de se reunir, ou, ainda, se ali estiver a cúpula empresarial, que detém o poder decisório.
A Você!
A vida o destino nos fez encontrar… Que legal, sinto-me prestigiada pelo encontro, pela caminhada, por vezes retirando pedras, espinhos, unindo ou construíndo pontes, mas sempre com um objetivo maior: Viver Intensamente!
Cada etapa, cada passagem mesmo que com alguns obstáculos que significam exercícios praticados para uma vida mais digna, tiramos ensinamentos, forças, coragens que somente um Ser Supremo pode nos distribuir mas temos o livre arbítrio de nossas escolhas!
Escolhas estas em que muitas vezes, para nós não temos como não aceitá-las… E aí está nossa verdadeira limpeza espiritual, nossa capacidade de acreditar, ter forças, buscar ajuda do Mestre, dos entes queridos e dos amigos!
Temos muito que te agradecer! Aqui de tudo existe e tem!!! É, temos e convivemos com pessoas iluminadas, que em suas passagens nos deixam um perfume maravilhoso; que com seu tempinho nos deixa o sorriso, a força, a alegria a certeza que estamos entre pessoas que distribuem o bem!
Incrível mas deveríamos parabenizar diáriamente,falar o quanto amamos ou o quanto esta pessoa que amamos é importante mas pena, não somos acostumados a dizer: Eu Te Amo Muito E Você É Muito Importante Para Eu ou Para Nós!
Te desejo que nunca pares de buscar cada vez mais sua beleza interior, continue ser essa pessoa a distribuir o brilho da vida, que as cores do arco-íris continue a colorir sua vida fazendo soar a melodia dos pássaros, das folhas, dos mares das dádivas Divinas!  E lembre-se: “A Felicidade não é um lugar ao qual se chega. É um caminho que precisa ser percorrido!”   Garantindo excelência nos resultados empresariais – Marise Jalowitzki  – autora do livro Jogos de empresas e técnicas vivenciais.