A Carreira É Sua

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Não existem regras prontas para o sucesso, pois o que se aplica a uma pessoa não se aplica a outra. Como um bom chef de cozinha, cada um precisa criar sua própria receita, seus ingredientes e sua maneira de fazer.

Independente de suas convicções e crenças, pode ter uma grande certeza em sua vida: a carreira é sua! Não, não tem jeito! Grande parte da responsabilidade é toda sua, então nada de lamentações, mas sim ações. Leia e reflita:

» Nada de paternalismo – Nós, brasileiros, temos um paternalismo muito forte arraigado em nossa cultura. A culpa é sempre do governo, da sogra, do chefe. Estamos sempre à espera de um super-homem que vai arrumar o país, nos trazer o progresso. Chega dessa história! John F. Kennedy, ex-presidente dos EUA, dizia: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”. Não espere que sua carreira decole graças a uma política econômica ou pela sorte de ter um chefe iluminado. Crie e seja dono do seu próprio destino, tenha as rédeas de sua carreira. É o melhor presente que você pode se dar.

» Cuidado com suas escolhas – O tempo todo, consciente ou inconscientemente, fazemos escolhas. Algumas fúteis, sem importância; outras de maior relevância. O simples fato de não querer ou de não fazer escolhas já é uma escolha. Mas não se esqueça de que você é o maior responsável pelas suas escolhas. Fique atento às suas opções, perceba se estão trazendo a você benefícios e resultados. Sua carreira está da maneira que está devido às suas escolhas, é claro que existem coisas que não temos controle e não podemos influenciar, como uma recessão mundial ou alguma circunstância de força maior. Mas boa parte de sua carreira, volto a afirmar, está assim devido às escolhas que você fez no decorrer de sua vida.

» Crie um círculo virtuoso – Coisas ruins também acontecem com pessoas boas e não há como evitar as más fases da sua vida. Mas podemos, em vez, de ficar nos lamentando usar essa energia para algo produtivo. Sugiro que você crie hábitos positivos e virtuosos. Que tal ler pelo menos 20 páginas de um livro qualquer quase todos os dias ou fazer 30 minutos de caminhada três vezes na semana. Ler uma história para o filho no mínimo duas vezes na semana, levar sempre que puder uma cesta básica na igreja, preparar uma comidinha bem gostosa para o amor de sua vida pelo menos uma vez por mês, os exemplos são infinitos. Pequenos atos que quando viram hábito tornam a nossa vida mais gostosa. Com sentimento de felicidade produzimos muito mais, vale a pena praticar atos virtuosos regularmente. Eu não trabalho no Ministério da Saúde, mas recomendo.

» Aposte em você – Quem não gosta de fazer uma fezinha na Mega-Sena de vez em quando? Já que, às vezes, gostamos de apostar, sugiro que faça uma aposta em você. Aposte nos seus talentos, na sua capacidade de realização, na sua criatividade. Dê uma chance a si e não seja seu maior inimigo, mas seu melhor amigo. Cuidado com seu grau de auto-exigência, aprenda a rir de seus erros e lembre-se sempre de que você não precisa saber e fazer tudo. Compartilhe seus sentimentos, tente implantar suas idéias e não as deixe somente no papel. Criatividade tem a ver com implantação e não só com projetos e mais projetos. Uma idéia só é válida quando implementada.

» Somos seres interdependentes – Acredite e fortaleça sua equipe. Ninguém faz nada sozinho, é muito importante estar ciente de que dependemos uns dos outros. Pode parecer bobagem, mas ainda nas empresas encontro feudos. Diretores, gerentes ou chefes que como reis acreditam que seus colaboradores são como súditos, prontos a atender todos os seus desejos e que estão a sua disposição a qualquer hora. Carreira tem a ver com gestão de relacionamentos. O maior diferencial de seu sucesso corporativo está na sua capacidade de gerir seus relacionamentos. Manter uma relação ganha-ganha, criar uma imagem positiva, ser um profissional que inspire confiança e que agregue valor ao ambiente. Sempre que puder contribua com o desenvolvimento das pessoas e acredite que tudo tem um retorno, quanto mais você dá, mais você receberá. Essa é uma das leis do universo que se aplicam perfeitamente no mundo corporativo e que eu espero sinceramente que você faça um bom uso dela.

Paulo Araújo

Quanto Vale o Capital Intelectual de sua empresa? Ou o seu próprio Capital Intelectual?

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A palavra capital, em sua origem mais remota, vem do radical indo-europeu kap, “cabeça”, daí a idéia de “principal” que ela desperta. Com efeito, no mundo dos negócios, o capital é o principal, uma vez que um empreendimento é o emprego de capital para torná-lo produtivo. O lucro é a remuneração do risco do investimento. O empreendedor corre esse risco e só perde se o capital intelectual for pequeno.

Entre o capital empregado e os produtos e serviços gerados está a função gerencial em que se inclui o capital intelectual. À função gerencial compete tornar produtivos bens e serviços. Gerir e gerar são dois verbos irmãos.

O dicionário define capital como “riqueza, com dinheiro ou propriedade, usada ou acumulada em negócios por indivíduos, sociedades ou empresas”. Diz também que é todo bem econômico aplicado à produção. Ainda mais: diz que é toda riqueza capaz de produzir renda. Mas essa é uma conceituação antiga, pois hoje, com a evolução da perspicácia e sagacidade do empreendedor, inclui-se no capital da empresa insumos invisíveis como a inteligência, a criatividade, o conhecimento, a intuição, que está relacionada ao feeling . É mesmo de estranhar que não se tenha, desde logo, incluído na definição de capital justamente aquilo que vai gerar a riqueza material: o capital intelectual. Assim, hoje em dia, a definição de capital deve ser: “riqueza, com insumos invisíveis como inteligência, criatividade, conhecimento acumulados por indivíduos, por meio de livros, cursos, congressos, seminários, vivências, dinâmicos encontros para troca de experiências, dinheiro ou propriedade, usada ou acumulada em negócios, por indivíduos, sociedades ou empresas”.

Até aqui, quando se enumeravam os bens que constituem o capital de uma empresa, só a parte material era mencionada, embora, o capital intelectual dessa empresa fosse o mais valioso, pois toda empresa de sucesso deve seu resultado ao talento de seus recursos humanos. E talento pode ser treinado. Qualquer coisa, antes de se tornar um bem, foi antes uma idéia implementada pelo capital intelectual.

É mais fácil mencionar os bens que se podem ver, de maneira direta, enquanto o capital intelectual tem que ser medido indiretamente por meio de resultados conseguidos com a ajuda de cursos que a pessoa tenha feito, de seminários de que tenha participado, de palestras a que tenha assistido, de congressos a que tenha ido etc. A Universidade, em sua função de ensino, mede seu capital intelectual pela produção acadêmica: livros, artigos, palestras, participações em congressos, encontros, jornadas, artigos escritos, seminários, reuniões etc. A empresa deve medir seu capital intelectual pelos resultados apresentados.

A empresa não está interessada na inteligência pela inteligência, ou na criatividade pela criatividade, mas sim no que a inteligência e a criatividade do pessoal de sua empresa podem realizar para ela, com reflexos sociais.

Todos os bens que existem foram extraídos – e continuam sendo – da Terra e transformados em riqueza pelo capital intelectual.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia

As Atitudes Podem Transformar O Mundo

As Atitudes Podem Transformar O Mundo

Um homem trabalhava em uma fábrica que se localizava longe da sua casa, por isso ele precisa viajar de ônibus cerca de uma hora todos os dias para chegar ao seu trabalho.
Na terceira parada, sempre entrava uma senhora que se sentava no banco à janela. Ela abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus. A cena se repetia dia após dia.
Até que certa vez, curioso, o homem lhe perguntou: “O que a senhora joga pela janela?”.
– Jogo sementes.
– Sementes? Sementes de quê?
– De flores. É que eu olho para fora e a estrada é tão vazia. Eu gostaria de viajar vendo flores coloridas por todo o caminho… Imagine como seria bonito nós todos olhando para fora e vendo a estrada florida.
– Mas as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos. A senhora acredita mesmo que estas flores vão nascer algum dia aí na beira da estrada?
– Meu filho, acredito mesmo! É por isso as jogo pela janela, pois mesmo sabendo, não me importo com as que vão se perder nos pneus dos veículos, nos bicos dos pássaros ou com as que vão morrer no asfalto. Eu me importo com as que vão rolar para terra na beira do asfalto e com o tempo vão brotar.
– Mesmo assim, demoram para crescer, e precisam de água.
– Ah, eu faço a minha parte. Sempre há dias de chuva, e se eu não jogar as sementes, aí mesmo é que as flores nunca vão nascer.
O homem desceu logo adiante, achando que a senhora já estava meio “caduca”. O tempo passou. Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem ficou impressionado ao olhar para fora e ver flores na beira da estrada, muitas flores. A paisagem estava colorida, perfumada, muito bonita. Ele se lembrou da senhora, procurou-a no ônibus e não a encontrou. Perguntou ao cobrador que conhecia todo mundo: “por que a senhora das sementes havia sumido?”.
– Ela faleceu na semana passada.
O homem voltou ao seu lugar e continuou olhando pela janela a paisagem florida. Quem diria, as flores brotaram mesmo, pensou. Mas de que adiantou o trabalho daquela senhora? A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda.
Neste instante, o homem escutou uma risada de criança, no banco da frente. Uma garotinha apontava pela janela, entusiasmada: “Olha papai! Que lindo! Quanta flor pela estrada. Como se chamam aquelas flores? São maravilhosas”.
Então o homem entendeu que AS ATITUDES PODEM TRANSFORMAR O MUNDO, pois o que aquela senhora tinha feito era transformador, e mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, tinha transformado a estrada, dando um presente maravilhoso para a natureza e para as pessoas que por ali passavam. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se no mesmo banco que a senhora sentava, tirou um pacotinho de sementes do bolso e começou a jogar sementes pela janela.

Riqueza dos Nomes

Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 30 minutos.
Material: Tiras de papel ou cartolina, pincel atômico ou caneta hidrográfica, cartaz para escrever as palavras montadas ou quadro-negro.
Descrição: Os participantes de um grupo novo são convidados pelo coordenador a andar pela sala se olhando, enquanto uma música toca.
Quando o som para, escolher um par e ficar ao lado dele (a). Cumprimentar-se de alguma forma, com algum gesto (aperto de mão, abraço, beijo no rosto e etc).
Colocar novamente os pares a andar pela sala (desta vez são os dois andando juntos). Assim que pára a música, devem se associar a outro par (fica o grupo com quatro pessoas).
Cada participante do grupo composto de quatro pessoas recebe uma cartolina e coloca nela seu nome (tira de papel também serve).
Após mostrar o nome para os outros três companheiros, os participantes deste pequeno grupo juntarão uma palavra com estas sílabas (servem apenas as letras).Exemplo: Anderson + JÚlio + DAiane = Ajuda
Airton + RoMIlton + ZAira + SanDEr = Amizade
Colocar a palavra formada num quadro-negro ou cartolina e o grupo falará sobre ela e sua importância na vida.

Salmo da Vida

Participantes: 10 a 20 pessoasTempo Estimado: 45 minutos
Material: Lápis e papel para os integrantes.
Descrição: Cada integrante deve escrever a história de sua vida, destacando os acontecimentos marcantes. O coordenador deve alertar o grupo de que experiências de dor e sofrimento podem ser vistas como formas de crescimento e não simples acontecimentos negativos. Em seguida, os integrantes devem se perguntar qual foi à experiência de Deus que fizeram a partir dos acontecimentos descritos ou no decorrer de suas vidas. Depois devem escrever o salmo da vida, da sua vida, uma oração de louvor, agradecimento, pedido de perdão e/ou clamor. O desenvolvimento dos salmos deve-se realizar em um ambiente de paz e reflexão. Então, os integrantes devem ser divididos em subgrupos de três ou quatro pessoas onde cada integrante deve partilhar sua oração. Depois o grupo é reunido e quem quiser pode apresentar sua oração ao grupo. Por último é realizado um debate sobre os objetivos da dinâmica e a experiência que a mesma trouxe para os integrantes. Algumas questões que podem ser abordadas: Como se sentiu recordando o passado? O que mais chamou a atenção? Qual foi a reação para com acontecimentos tristes? Como tem sido a experiência com Deus? Qual a importância Dele em nossas vidas? Pode-se ainda comparar os salmos redigidos com os salmos bíblicos.

Tempestade

Objetivo:
Despertar no jovem o valor de sua pessoa no grupo. Mostrando como se deve ajudar mais na elaboração das reuniões, não deixando tudo nas mãos dos coordenadores, criando então uma integração maior no grupo, já que todos terão essa responsabilidade.Material: Cadeiras.

Participantes: No máximo 9 participantes.

Desenvolvimento:
Pessoas sentadas e uma pessoa de pé coordenando. As cadeiras devem estar bem próximas não deixando nenhuma falha entre elas, aí que está o segredo. As cadeiras também devem estar arrumadas na forma de um círculo. Fazer com que os participantes se mexam nas cadeiras direcionando-os para a direita ou para a esquerda, por isso devem estar bem próximos.

E quando o coordenador falar a palavra tempestade todos se levantam e trocam de lugar aleatoriamente, e enquanto isso o coordenador senta-se. Fazendo que com isso outra pessoa assuma a coordenação da dinâmica. Repetir o processo apenas três vezes para não se tornar cansativo. Depois que terminar a dinâmica, poderão ser feitas algumas perguntas como:

Como você se sentiu quando estava coordenando o barco?
Como você se sentiu quando estava recebendo as ordens?

E com as respostas pode se fazer uma comparação com a vida cotidiana do grupo.

Motivação:

Estamos num navio em auto mar. Estamos atravessando uma tempestade e temos que equilibrar o navio (e o mexer) e a partir daí use a criatividade, pois Jesus estará com você.

O Remador

1 remador
3 pessoas representando: 1 alface, 1 cabra, 1 leão
jogo – o remador fica de um lado da sala e as 3 pessoas do outro.
O remador deverá transportar os 3 elementos sem que eles se juntem para se comerem.o leão come a cabra, a cabra come a alface.

Regra – levar um elemento de cada vez. Não podem ficar na mesma margem os que se comem.

Solução – 1º leva a cabra,
2) leva a alface e traz de volta a cabra,
3) leva o leão
4) leva a cabra de novo

Desafios Da Liderança Contemporânea

Exercer a autoridade pode ser suficiente em épocas de estabilidade, mas para um ambiente em constante transformação, quando mudam as regras que determinam estruturas, valores, normas, processos e sistemas é preciso haver liderança. E no exercício de um poder justo, o líder autêntico cria estratégias, determina a direção que a empresa deve seguir para alcançar um conjunto de metas e faz com que seus colaboradores o sigam por estarem convencidos da validade de suas idéias. É importante ter paixão e entusiasmo, que impulsionam os líderes, que os motivam a investir o tempo e esforços necessários para criar a visão e depois transmiti-la para ajudar a inspirar outras pessoas.

Segundo o Presidente do Banco de Boston, Henrique Meirelles, “Liderar é transmitir um sonho. É preciso inspirar as pessoas a chegar a um lugar em que elas ainda não estão. Não basta motivar-se, tem de motivar os outros. Não basta ter uma idéia clara de onde ir, mas principalmente de como ir”.

Kouzes e Posner citam cinco práticas observáveis que podem ser aprendidas e que conduzem à liderança:

Desafiar o processo

Inspirar uma visão compartilhada

Capacitar os outros para agir

Modelar o caminho

Encorajar o coração

Em seu papel mais importante hoje, o líder eficaz é aquele capaz de criar condições para o florescimento da liderança em outros, identificando e cultivando líderes potenciais em todos os níveis. Isto porque as grandes empresas estão se decompondo em unidades menores de negócios para se tornarem mais competitivas.

Enfrentar riscos, ter persistência para alcançar resultados desafiadores, ter coragem, ser ético, construir novos valores de gestão, fazer com que as pessoas se desenvolvam, ajudar as pessoas a encararem a realidade e mobilizá-las para que façam mudanças, são as responsabilidades do líder hoje, que ultrapassa tudo o que se falou e esperou dos líderes do passado.

O líder como gestor de pessoas

Seu grande desafio será integrar e fazer interagir harmoniosamente as funções do negócio com as funções de liderança. Para isto, é imprescindível para o líder ampliar sua visão do macro-ambiente político, econômico e social, e das variáveis atuantes num mundo globalizado e competitivo; ser educador; ser hábil negociador; ter o diálogo franco e aberto e, principalmente, cultivar ambientes de aprendizagem onde as pessoas possam errar sem que haja punições. Enfim, ser Gestor de Negócios voltado para Resultados em Ambientes de Competitividade e Gestor de Pessoas.

A liderança é árdua para as pessoas que trabalham com os líderes e para os próprios líderes. Os abusos do exercício do poder que provocam tantas dores nas pessoas e perdas significativas para as empresas, podem ser amenizadas e extintas através de lideranças mais bem preparadas, mais conscientes e fortalecidas pela legitimidade, conseguida através do próprio grupo e da qualidade dos relacionamentos que estabelece com sua equipe de trabalho.

Ronald Heifetz nos dá sete lições de “Como Exercer a Liderança”:

Inspire as pessoas. Descubra o que é importante para elas e como isso pode se relacionar com as metas da empresa.

Tenha uma visão abrangente: tome distância, observe os problemas e interprete o que está acontecendo.

Ouça não apenas o que as pessoas dizem – mas também COMO dizem – quando defendem uma idéia.

Mantenha confidentes e aliados por perto. Eles servirão para dar apoio moral, trocar idéias e ser seus defensores.

Defenda as boas idéias com entusiasmo. E tenha coragem para rejeitar as más assim que surgirem.

Não esqueça: renovar-se espiritualmente é uma necessidade. Dê um tempo para si mesmo de vez em quando.

Demonstre Empatia. Respeite as dificuldades dos subordinados em lidar com as mudanças.

E, após tudo isso, tenho que concordar com Peter Frost da Universidade do Canadá, em sua tese de que precisamos ter mais Compaixão nas Organizações e estarmos também atentos aos líderes, dando-lhes apoio e compreensão para este grande desafio humano: o de lidar com pessoas e resultados.

Além de receber apoio, o Líder consciente e ético precisa assumir seu papel de ajudar as pessoas, dar um significado e um sentido para a realidade organizacional, conversar, dar suporte afetivo e emocional aos seus colaboradores; entender que resistências não são só dos liderados, mas também deles próprios. Deverão rever se seus valores e suas crenças estão adequados a essa nova realidade. E, certamente, que muitas delas precisarão ser abandonadas.

Sem confiança, ninguém corre riscos. Sem correr riscos, ninguém desenvolve a coragem. A confiança e a coragem resultantes da conquista do próprio caminho produz grandes solucionadores de problemas. A verdadeira liderança envolve ter a coragem de encarar a realidade e ajudar as pessoas a sua volta para que façam o mesmo.

A função da Liderança Contemporânea não é a de evitar traumas sobre as pessoas, mas sim, minimizá-los. As organizações devem criar ambientes organizacionais que as levem a patamares mais elevados de competitividade. É fundamental desenvolver a competência das pessoas dentro de suas equipes para manter a empresa numa dinâmica competitiva, construindo novos valores e culturas organizacionais flexíveis e adaptáveis ao novo cenário.

Portanto, é preciso um ambiente de aprendizagem onde as pessoas e os líderes possam processar a capacidade de criar, inovar e aplicar a aprendizagem no trabalho para desenvolver equipes de alto desempenho. Desta forma o líder dá o exemplo e passa a ser um modelo de liderança centrado em princípios de Gestão capazes de despertar a motivação e o entusiasmo, de reconhecer, recompensar, valorizar, aceitar desafios e assumir riscos, levando as pessoas ao crescimento e desenvolvimento contínuos para que se sintam mais felizes e realizadas, compartilhando a emoção de criar o futuro. José Alberto Braga   Diretor da Ethos Consultoria Ltda.

Dominó Todos Nós

Objetivo do jogo  – todos os jogadores são um time tentando fazer com que o menor número de peças não jogadas reste ao final do jogo.
Propósito – o propósito é desenvolver a noção da influência das ações individuais no todo. Os jogadores terão que pensar bem para fazer jogadas que ajudem o jogador seguinte, visando o objetivo comum do jogo.
Alguns valores humanos podem ser trabalhados:

  • Responsabilidade para agir de maneira consciente de acordo com o objetivo do grupo;
  • Comunicação para delineamento de estratégias;
  • Liberdade para trabalhar o desapego de regras anteriores e oferecer espaço para a criatividade e disponibilidade para o novo;
  • Parceria entre os jogadores para atingirem um objetivo comum.

 

Recursos

  • Jogos de dominó
  • Papel e caneta para anotar

 

Número de participantes – o jogo pode ser jogado em duplas, trios, quartetos ou até oito jogadores divididos em 4 subgrupos de 2 pessoas para cada jogo de dominó. No total, este jogo pode ser jogado por tantas pessoas quantos forem os jogos de dominó.
Duração – o jogo pode durar de 20 minutos até o interesse dos jogadores.
Descrição – divididas as peças de dominó entre os jogadores, eles colocam alternadamente as pedras no jogo unindo números ou figuras idênticos como no jogo tradicional. O jogo termina no momento em que não há mais possibilidades de colocação de nenhuma peça de qualquer jogador. Anota-se quantas peças sobraram e inicia-se outro jogo com o desafio de que, na próxima vez, restem menos peças.
Dicas – o jogo de dominó pode ser jogado só de uma forma? Não!
Variações aumentam o desafio. Os jogadores podem jogar os dominós de modo que os lados das peças unidas somem os números 3, 5 ou múltiplos de 3 e 5. Ou então jogar de forma que somem 7. Por exemplo, se uma peça 4-2 inicia o jogo, o próximo jogador precisará de um 3 (para colocar ao lado do 4) ou de um 5 (para colocar ao lado do 2). Lados em branco das peças podem ser coringas correspondendo a qualquer número designado a eles.
Contando quantas restaram, é desafiador também jogar de novo e tentar terminar com menos peças.
A princípio, este é um jogo de diversão para todas as idades. Contudo, é possível colocá-lo como parte integrante de um trabalho voltado para o relacionamento em grupo e desenvolvimento de estratégias. Cabe refletir e discutir sobre estas questões durante o jogo e ou ao final de várias rodadas.

adaptado de jogo descrito por jim deacove em seu livro co-op games manual (ed. Family pastimes, 1980)
jogo descrito nas revista jogos cooperativos, no 1, agosto 2001.

Dança Das Cadeiras

Um clássico dos Jogos Cooperativos

Um dos jogos que mais ajuda a explicar o que é um Jogo Cooperativo é Dança das Cadeiras. A partir da versão tradicional, competitiva, podemos perceber que é possível transformar a nossa maneira de viver e jogar promovendo a cooperação.
No jogo tradicional da Dança das Cadeiras o objetivo é mutuamente exclusivo, ou seja, apenas um dos participantes pode sair vitorioso, enquanto todos os outros terminarão como perdedores. Provavelmente você já viu alguém ficar de fora neste tipo de jogo. É difícil as pessoas sentirem que estão realmente envolvidas umas com as outras em atividades com este espírito. Este é um jogo que estimula a eliminação e a competição. Criando pequenas mudanças no objetivo e na estrutura do jogo, pode-se gerar um tipo de desafio capaz de motivar cada participante e todo o grupo para jogar uns com os outros e realizar juntos um objetivo comum.
Primeiro propõe-se este objetivo: terminar o jogo com todos os participantes sentados nas cadeiras que sobrarem! E depois altera-se a estrutura da atividade: quando a música parar todos sentam usando as cadeiras e os colos uns dos outros. Em seguida retira-se algumas cadeiras e todos os participantes continuam no jogo.
Assim, o jogo prossegue até que os participantes decidam parar. Na maior parte das vezes, os grupos são desafiados e avançam até conseguirem sentar em uma única cadeira.
Neste processo, os participantes se descontraem, dançam, riem e vão percebendo que podem se livrar dos velhos, desnecessários e bloqueadores “padrões competitivos”. Todos podem ganhar na medida que se desprendem dos antigos hábitos, passam a resgatar e fortalecer a expressão do “potencial cooperativo” para jogar e viver.
Podemos concluir a partir desse exemplo, que nos Jogos Cooperativos, não há lugar para a exclusão nem para “melhores” ou “piores”. Desta forma, nos liberando da pressão para competir, ficamos livres para nos divertir e para criar. No processo, aprendemos a considerar o outro, a ter consciência dos seus sentimentos e a valorizar as nossas diferenças.