Riqueza dos Nomes

Participantes: Indefinido.
Tempo Estimado: 30 minutos.
Material: Tiras de papel ou cartolina, pincel atômico ou caneta hidrográfica, cartaz para escrever as palavras montadas ou quadro-negro.
Descrição: Os participantes de um grupo novo são convidados pelo coordenador a andar pela sala se olhando, enquanto uma música toca.
Quando o som para, escolher um par e ficar ao lado dele (a). Cumprimentar-se de alguma forma, com algum gesto (aperto de mão, abraço, beijo no rosto e etc).
Colocar novamente os pares a andar pela sala (desta vez são os dois andando juntos). Assim que pára a música, devem se associar a outro par (fica o grupo com quatro pessoas).
Cada participante do grupo composto de quatro pessoas recebe uma cartolina e coloca nela seu nome (tira de papel também serve).
Após mostrar o nome para os outros três companheiros, os participantes deste pequeno grupo juntarão uma palavra com estas sílabas (servem apenas as letras).Exemplo: Anderson + JÚlio + DAiane = Ajuda
Airton + RoMIlton + ZAira + SanDEr = Amizade
Colocar a palavra formada num quadro-negro ou cartolina e o grupo falará sobre ela e sua importância na vida.

Máquinas De Pessoas

Objetivo
exploração da criatividade e trabalho em equipe do grupo.cenário:

Desenvolvimento:
uma pessoa é retirara da sala, enquanto o grupo escolhe uma máquina para representar.
A pessoa que saiu retorna e tem três chances para descobrir qual máquina o grupo está representando.

Processamento:
Conversar com o grupo sobre a experiência e seus desafios. Correlacionar com as concepções de possível e impossível, o habitual e o novo no trabalho.

 

O Remador

1 remador
3 pessoas representando: 1 alface, 1 cabra, 1 leão
jogo – o remador fica de um lado da sala e as 3 pessoas do outro.
O remador deverá transportar os 3 elementos sem que eles se juntem para se comerem.o leão come a cabra, a cabra come a alface.

Regra – levar um elemento de cada vez. Não podem ficar na mesma margem os que se comem.

Solução – 1º leva a cabra,
2) leva a alface e traz de volta a cabra,
3) leva o leão
4) leva a cabra de novo

O Jogo Dos Quadrados

Objetivos: Levar os participantes a refletirem sobre a necessidade de cooperação, comunicação clara, formas de tratamento, flexibilidade e negociação.
Material: Envelopes com os jogos do quadrado.
Processo: Formar cinco grupos.
Preparar os envelopes, previamente, de modo que o de número 5 fique normal (todas as peças juntas) e que nos outros quatro as peças sejam embaralhadas, misturadas entre os envelopes.
Distribuir os envelopes, aleatoriamente, pedindo que “não abram, ainda.”
” Da atenção de vocês, dependerá quase 100% da eficácia desse exercício.”
“Se alguém já conhece o método ou o resultado desta atividade, por favor, não revele…
deixe que as pessoas descubram.”
O facilitador pode utilizar as pessoas que, porventura, conheçam a dinâmica, para fazerem o papel de observadores.
Proceder as instruções: “Quaisquer outros aspectos que não estiverem enquadrados nas regras que vamos lhes passar serão permitidos.”
Regra nº1: “Não pode falar! Qualquer outra forma de comunicação , que não seja verbal é permitida.”
Regra nº 2: “Não pode rasgar, dobrar, amassar, quebrar ou riscar nenhuma das peças nem o envelope.”
Regra nº3: “Vocês vão construir, cada grupo, um quadrado, com o material que está dentro do envelope de vocês.”
Se os grupos não perceberem que terão de efetuar a troca, o facilitador pode dizer depois de algum tempo: “Nem sempre a solução para os nossos problemas está em nossas mãos!” …
até que todos se movimentem, em silêncio, e concluam o exercício, formando cinco quadrados.
Os quatro grupos que estão trocados ficam intrigados porque um grupo terminou tão rápido (justamente o grupo que não estava com as peças trocadas).
Depois que todos tiverem terminado, voltar ao grupão original e proceder os comentários, sentimentos e aprendizado.

O Gráfico Da Minha Vida

Objetivos: Dar a todos os participantes uma oportunidade de fazer um feedback de sua vida. Todos poderão expressar suas vivências e sentimentos ao grupo.
Material: Folhas de papel em branco, lápis ou caneta.
Processo: O animador do grupo inicia explicando os objetivos do exercício. A seguir, distribuirá uma folha em branco para cada participante. Todos procurarão traçar uma linha que, através de ângulos e curvas, represente fatos da própria vida. Os fatos podem limitarse a um determinado período da vida: por exemplo, os últimos três meses ou o último ano.
O gráfico pode expressar vivências e sentimentos do tipo religioso, familiar, grupal ou social.
A seguir, um a um irá expor ao grupo seu próprio gráfico, explicando os pontos mais importantes.
Terminado o exercício, seguem-se os comentários e depoimentos dos participantes.
Outras Formas
1. Descrever cinco acontecimentos mais marcantes da própria vida, e apresentá-los ao grupo, em ordem de sua importância.
2. Descrever com dez palavras os traços da própria personalidade que mais marcam a vida.
3. Que epitáfio você gostaria para seu túmulo?

Rapport

Imaginemos a seguinte cena: um casal conversando à mesa de um restaurante, parecendo absolutamente absortos no diálogo, como se houvessem se desligado de tudo. Eles adotam inclusive a mesma postura corporal (a mesma fisiologia): ambos estão inclinados à frente, braços apoiados sobre a mesa, apresentam a mesma expressão fisionômica. Se fosse possível ouvi-los, provavelmente estariam usando até o mesmo tom de voz, o mesmo ritmo, etc. Há tanta sincronia entre eles que se um muda (sua postura, sua voz), o outro também muda, como que por reflexo. É como se eles estivessem sendo o espelho um do outro.

Todos nós passamos por experiências semelhantes a esta, em que nos sentimos em perfeita harmonia com o outro a ponto de nos esquecermos, naquele momento, de onde estamos, do horário, de tudo.

A este tipo de experiência dá-se o nome de rapport, palavra de origem francesa que significa concordância, afinidade, analogia.

A habilidade de entrar em rapport pode ser aprendida e aperfeiçoada, havendo inúmeras técnicas para isto. Estas técnicas já existiam muito antes do surgimento da PNL, pois são muito utilizadas também por várias abordagens terapêuticas (Psicanálise, Abordagem Centrada na Pessoa, entre outras).

O grande mérito da PNL foi o de ter ido além das descrições existentes sobre estas técnicas, feitas pelas pessoas que eram peritas em rapport.

A PNL observou estas pessoas atuando, verificando se a descrição feita por elas correspondia à sua prática. Em seguida detalhou as etapas do processo, tornando assim possível a qualquer pessoa chegar aos mesmos resultados (Este processo de observar e descrever uma habilidade passo a passo é chamado de Modelagem).

Um rapport consiste inicialmente num espelhamento, em refletir o outro em seus vários aspectos, como postura, gestos, voz, etc. Não é uma imitação. Temos restrições culturais muito fortes quanto a imitar alguém. As imitações em geral são interpretadas como deboche, pois costumam exagerar um traço do comportamento, promovendo uma espécie de caricatura.

Já o espelhamento é o reflexo sutil daquelas comunicações inconscientes verbais e não verbais. (O leitor talvez se lembre de como nossos gestos, expressões, voz, etc., comunicam mensagens, às vezes muito mais do que as palavras, e até mesmo mensagens que desejaríamos ocultar.)

Outros exemplos de espelhamento e rapport incluem vestir-se adequadamente para uma ocasião, lugar, ou ainda para estar com determinado grupo de pessoas, e também comportar-se de acordo com o lugar em que se está: ser formal num tribunal, ser informal numa praia. Muito mais do que regras de boas-maneiras, estes exemplos nos sugerem que se quisermos estar integrados ao lugar e às pessoas, é necessário que nos igualemos a eles, que os espelhemos.

Geralmente nos sentimos mais à vontade quando a pessoa que nos fala é igual a nós. O espelhamento possibilita esta experiência na medida em que uma pessoa se esforça para equiparar seu comportamento ao da pessoa com quem fala. Esta, provavelmente, terá a sensação de ser aceita, considerada, compreendida. É desta forma que se conquistam a confiança, o respeito e a simpatia de alguém.

Conta-se que uma pessoa estava sentada num banco de uma rodoviária, onde deveria aguardar por um longo tempo. Resolveu então verificar o que aconteceria se espelhasse uma outra pessoa à distancia.

Sentou-se exatamente como um senhor que estava mais adiante e assumiu uma postura parecida com a dele. Quando ele mudava de posição, discretamente esta pessoa também mudava.

Após um certo tempo, o senhor se aproximou da pessoa que o espelhava dizendo ter a impressão de conhecê-la. Pediu-lhe licença para sentar-se ao seu lado e conversar um pouco.

Minutos depois, ele disse que não esperava sentir-se tão à vontade na presença de um estranho e que poucas vezes em sua vida tinha tido a experiência de encontrar alguém que o compreendesse tão bem.

Uma vez que dão à outra pessoa a impressão de ser compreendida e valorizada, as técnicas de rapport inúmeras vezes são usadas inescrupulosamente e de forma mecânica, por pessoas cujo único interesse é convencer alguém para obter alguma vantagem ou lucro com isto.

Assim procedem alguns políticos em época de campanha, quando imitam comportamentos e costumes dos eleitores na tentativa de convencê-los de que são como eles. É desta forma também que agem líderes carismáticos, pessoas com grande facilidade de convencer pessoas – mesmo que seja para comprar um falso bilhete de loteria premiado ou um terreno na Lua.

Entre os aspectos do comportamento de uma pessoa que podemos espelhar, estão a postura corporal, os gestos, o ritmo respiratório, expressões faciais, padrões de entonação, cadência e ritmo da voz e palavras mais usadas.

Além destes aspectos, podemos espelhar as palavras processuais (visuais, auditivas e cinestésicas, conforme descrevemos num artigo anterior) e o estado-de-espiríto (feliz, triste, preocupado).

Considerando que são muitos os aspectos possíveis de serem espelhados, sugerimos ao leitor interessado em melhorar suas habilidades de comunicação que pratique espelhando um aspecto de cada vez e, à medida que adquire prática, acrescente outros, de forma que o espelhamento seja uma habilidade automática e quase inconsciente (dizemos quase porque sempre poderemos acioná-la conscientemente quando precisarmos dela).

Em qualquer ocasião em que estiver com pessoas que interajam entre si, será útil notar quantos espelhamentos estão acontecendo e também o que acontece com a qualidade da interação quando não há espelhamento.

Alertamos para que o espelhamento aqui sugerido seja feito sempre de forma natural, discreta, elegante. Não é preciso falar errado e adquirir um tique para estabelecer rapport com uma pessoa que possua estas características. Ela poderia interpretar isto como uma ofensa ou gozação. Neste caso, pode-se espelhar outros asp

ctos menos óbvios, tais como o ritmo respiratório, o ritmo da voz, o estado-de-espírito.

Se na primeira parte do rapport estivemos acompanhando uma pessoa através do espelhamento, na segunda parte poderemos conduzi-la: a concordar conosco, a aceitar um novo ponto de vista sobre determinado assunto, a mudar seu estado interno (por exemplo, de alguém desinteressado para alguém que agora está interessado; de preocupado para tranqüilo, etc.).

De nada adianta tentar conduzir alguém sem antes acompanhá-lo. Um exemplo disto é quando uma pessoa está triste e chega alguém com o firme propósito de animá-la, falando alto e irradiando alegria. O resultado será péssimo e, na melhor das hipóteses, a pessoa que estava triste sentir-se-á agredida com tanta animação, e dirá a si mesma: “Ninguém me entende…”

Mais adequado seria estabelecer rapport com esta pessoa espelhando talvez até o seu estado interno, além de outras características dela. Ou seja, espelhar sua postura, seu tom de voz, sua expressão, etc. Desta forma, é como se lhe demonstrássemos que reconhecemos e respeitamos o que ela sente. (Só isto às vezes já é suficiente para que esta pessoa se sinta melhor). Depois de estabelecido o rapport, poderemos então começar a conduzi-la, suavemente, para outro estado interno, para assuntos mais alegres.   Walther Hermann

 

Fobias

Uma fobia consiste basicamente num medo intenso, incontrolável e por vezes insuportável à pessoa que o experimenta, sendo desproporcional em relação aos elementos que o causam. Desta forma, há indivíduos com fobias de altura, escuridão, lugares fechados, lugares abertos, aviões, água, elevadores, etc.

Uma reação fóbica ocorre de forma instantânea, automática, diante de um estímulo externo (o elemento causador da fobia). O indivíduo poderá experimentar taquicardia (coração batendo acelerado), falta de ar, transpiração excessiva (“suar frio”), dentre outros sintomas.

O medo em geral não pode ser explicado pelo indivíduo, que conscientemente não entende por que o sente e talvez até o considere ilógico. Isto porque o medo está associado a experiências traumáticas passadas (ou, às vezes, a experiências traumáticas projetadas no futuro) que estão fora da consciência do indivíduo.

Para compreender o aspecto aparentemente ilógico de uma fobia, imaginemos um homem forte, corajoso, um campeão de boxe por exemplo, que, todavia, se vê totalmente aniquilado quando entra num elevador. A um mero espectador, a cena seria incompreensível: como um homem tão forte pode ter medo de algo tão inofensivo? Contudo, trata-se de uma reação intensa aprendida no passado, talvez na infância, quando o homem associou o medo ao elevador, ou por ter passado por uma experiência traumática envolvendo elevadores, ou mesmo por tê-la apenas imaginado.

Note-se que as fobias muitas vezes se formam na infância porque este é um período em que há poucos recursos, poucas vivências em relação à experiência traumática. A fobia também pode ter início em outros momentos da vida, nos quais o indivíduo está temporariamente sem recursos, fragilizado, experimentando uma emoção muito forte (como por exemplo um assalto, a perda de alguém muito próximo). Da mesma forma que um determinado aroma ou uma música nos lembram uma pessoa, ou um momento de nossas vidas, uma fobia também é uma associação entre uma sensação e um estímulo.

Na formação da fobia participam os processos de omissão, distorção e generalização. Omissão porque partes da experiência original (ou a experiência toda) são eliminadas da consciência.

Distorção porque em geral a representação da experiência não corresponde ao que ocorreu na realidade. Por exemplo, um indivíduo com fobia de ratos pode ter um dia imaginado que muitos ratos o estavam devorando, quando na verdade um único rato apenas havia passado perto dele. Pode ainda formar imagens (geralmente inconscientes) imensas, aterrorizantes, muito coloridas e próximas de um ou mais ratos, e reviver a experiência traumática como se estivesse passando por ela novamente.

A generalização acontece em virtude de que o indivíduo vai apresentar a reação fóbica sempre que estiver diante do objeto causador da fobia, em todas as situações e ambientes. As reações fóbicas em geral acontecem quando as pessoas formam imagens da situação que causou a fobia como se estivessem nelas, associadamente (ainda que não se dêem conta disso). Quando uma pessoa se recorda de um fato estando associada nele, seus sentimentos estão contidos no próprio fato. Porém quando as pessoas vêem a si mesmas passando pela experiência, dissociadamente, como se assistissem a um filme, têm sentimentos sobre o que vêem. Neste caso, há uma certa distância entre o indivíduo e o fato.

A associação e a dissociação, conforme a descrição acima, são técnicas bastante úteis utilizadas pela PNL. Convidamos o leitor a experimentá-las com suas próprias lembranças. Imagine, por exemplo, a experiência de estar andando numa montanha-russa – se já esteve numa antes – ou outra experiência pela qual já tenha passado. Passe um filme da situação de forma que possa se ver passando pela experiência. Agora, “entre” dentro do filme, associe-se, passe pela experiência como se ela estivesse acontecendo agora, e experimente a diferença. Você poderá usar estas técnicas em inúmeras situações de sua vida. A dissociação, quando se lembrar de fatos desagradáveis, evitando assim passar pela situação novamente e sentir-se mal em conseqüência disto. A associação para recuperar sensações agradáveis.

Na cura da fobia, a PNL utiliza basicamente a dissociação no processo de desfazer a associação entre o estímulo e a sensação ( a resposta fóbica). Isto em geral é feito de forma simples, segura e rápida, lembrando que uma das formas através das quais aprendemos é a rapidez (a outra é a repetição).

Ressaltamos que a PNL não se ocupa do conteúdo da fobia, mas da sua forma, seu processo. Por este motivo, não se perde em intermináveis interpretações e explicações sobre o porquê um indivíduo é fóbico. Todavia, o indivíduo é considerado como um todo, ou seja, são verificadas outras questões que podem estar influenciando a fobia. Como exemplo, citamos os ganhos secundários, que ocorrem quando o indivíduo obtém vantagens a partir de seu problema, como atenção e afeto. Enquanto não for resolvida esta questão, ele não será curado da fobia.

Uma outra estratégia utilizada em alguns casos de fobia ( e no tratamento de sentimentos e comportamentos que o indivíduo não consegue alterar pelo simples esforço consciente e compreensão intelectual) é a reimpressão.    Nelly Beatriz M.P. Penteado

 

A Comunicação Consigo Mesmo

“Nem só de pão vive o homem, vive também dos sonhos e dos pensamentos puros que trazem alento e alegrias ao seu coração.” K. Gibran

Por incrível e mais absurdo que pareça, a pessoa com quem mais convivemos está tão próxima e tão íntima que às vezes até é esquecida e não raro, desvalorizada. Essa pessoa é você mesmo.

Propomos que você resgate essa comunicação plena e harmoniosa com você mesmo. Um exercício para isso é olhar-se em um espelho.

Alguns olham para ele com desdém e desaprovação, outros olham e admiram o que vêem, outros ainda olham e mostram indiferença.

Fico impressionado pelo quão pouco as pessoas se conhecem, e do pouco que se conhecem se depreciam, denunciando uma baixa auto-estima e pouco amor próprio.

Como exemplo, nos nossos treinamentos é comum perguntar às pessoas depois de uma primeira gravação em vídeo: Qual foi a sensação ao se ver e se ouvir?

É comum ouvirmos:

– Não gostei.

– Do que você não gostou?

– De nada.

É claro, que do lado de fora das emoções dessa pessoa, estamos observando inúmeras qualidade e então, para facilitar a auto-análise, segmentamos a percepção e propomos que a pessoa faça uma análise dessas partes separadamente.

– Fale-nos sobre a sua voz. O que você percebe? Como ela é para você?

– Horrível, feia, estranha, diferente, são os comentários mais comuns .

No entanto, percebemos algumas qualidades, tais como um bom timbre, ou uma bonita musicalidade, ou a expressão clara e congruente de uma emoção ou uma ótima dicção.

Insistimos um pouco mais:

– Fale-nos sobre seu corpo.

– É muito gordo ou magro, ou careca, ou desengonçado ou feio, são as respostas tradicionais.

Todavia, estamos notando um estilo marcante e uma personalidade forte, um olhar firme, ou gesticulação adequada.

Continuamos com as perguntas nessa análise fragmentada:

– E sobre as idéias, sobre como você expressa os seus pensamentos e sentimentos ? Foi claro, objetivo e estruturou adequadamente a sua exposição, e quanto ao vocabulário e a gramática?

Ouvimos normalmente:

– Muito enrolado. Percebi vários vícios de linguagem, como “tás, nés, certos,” e outros.

– Fui muito prolixo, dei muitas voltas e cometi vários erros gramaticais.

Voltamos a perguntar:

– E de positivo, percebeu alguma coisa?

– Não, nada de positivo. É a resposta.

Numa insistência proposital, forçamos as pessoas a nos dizer algo positivo, procurando saber do que mais gostou na sua apresentação e, para nossa surpresa é comum ouvir:

– Gostei mesmo quando terminou.

Essa cena se repetiu e tem se repetido com freqüência, mas o mais importante é que ela retrata o quão pouco as pessoas se conhecem e se valorizam.

Não se valorizam justamente porque não conhecem ou não aprenderam a valorizar as suas habilidades e competências.

Aprender a se olhar no espelho e a conversar francamente consigo mesmo, é um bom começo para iniciar um processo de transformação e de auto-estima.

Olhe-se nesse espelho, mesmo que imaginário e veja o ser deslumbrante e maravilhoso que existe sobre esse planeta. Apesar das vicissitudes e dos dissabores da vida, perceba que existe algo de mais profundo e belo para você aprender, reconheça os seus valores, no que realmente acredita, perceba as suas virtudes, os seus erros e acertos, observe o quanto aprendeu ao longo de toda a sua vida, desde quando era um bebê.

Olhe bem para o seu corpo, perceba a sua beleza, a profundidade do seu olhar, a sua força, a sua capacidade de construir através dele, a sua saúde, a sua vitalidade.

Observe também os seus sentimentos, os momentos e as lembranças felizes e as negativas também, por que não? Eles o ensinaram a superar as dificuldades e a crescer. Reconheça os seus momentos de alegria, de felicidade, de medo, de raiva, de perdão, de tolerância, de paciência e perseverança.

Olhe-se, converse com você mesmo e saiba valorizar tudo o que você tem e o que você é, a sua capacidade de expressar no seu rosto o que sente no coração, o seu intelecto, o seu raciocínio, a sua inteligência e a sua capacidade de criar, as suas emoções e sensações, que lhe permitem o prazer de sentir o perfume, o sabor, se o tempo está quente ou frio, o prazer de ouvir uma música que lhe toca a sensibilidade.

Reconheça, por fim, talvez o mais importante, a sua consciência, a sua ligação com o Cosmos, com Deus e com a Natureza. Perceba que por mais insignificante e radiúnica partícula você existe, tem uma vida e está aqui.

Abra esse canal de comunicação com você mesmo. Ele é a chave para viver uma vida plena de realizações, de plantio e colheitas, de bom humor, de alegria, de construção e evolução. Aprenda a valorizar-se, pois se você mesmo não se valorizar, que o valorizará?

Irradie uma energia boa, de entusiasmo e otimismo por onde passar. Reconheça em você essa grande capacidade de amar-se e de amar o seu semelhante e, com isso tudo, viva uma vida plena, repleta de felicidade.              Reinaldo Passador

Feedback: Importância e Metodologia

Um dos instrumentos de gestão mais difundidos nas organizações, sem dúvidas, é o feedback. Mas será que os profissionais dão ao recurso do feedback uma atenção adequada?
Ao definir feedback como “o procedimento que consiste no provimento de informação a uma pessoa sobre o desempenho, conduta ou eventualidade executada por ela, objetivando reprimir, reorientar e/ou estimular uma ou mais ações determinadas, executadas anteriormente” em um artigo publicado há alguns anos, tentei transmitir as possibilidades desta ferramenta e esclarecê-las aos seus usuários.

Tenho entrevistado muitos profissionais de empresas dos mais variados segmentos para analisar como esse recurso tem sido utilizado e, para minha surpresa, poucos são aqueles que aplicam – de forma adequada – o famigerado feedback. Muitos utilizam essa ferramenta como uma forma de cobrança, de gerir e criar pressão, competitividade entre os funcionários. Mas esse, definitivamente, não é o objetivo deste instrumento.
O objetivo do feedback (para quem aplica) deve ser o de mostrar ao outro como ele é visto por nós, com a finalidade de maximizar seu desempenho ou de readequá-lo ao objetivo proposto por nós. Para quem recebe, o feedback deve ser tratado como um presente, como algo que devemos aproveitar. Tenho visto muitos profissionais queixando-se de assédio moral, dizendo até mesmo que seus gestores pouco conhecem de seu trabalho e só citam situações inexistentes, que são exploradores e doutrinários. Pode até ser verdade, mas cá pra nós, será que esses profissionais realmente são vítimas de seus gestores? Será que por serem tão resistentes, não conseguem enxergar seus defeitos e as oportunidades de melhoria? Temos que ser mais receptivos, tentar aceitar que o outro consegue enxergar em nós coisas que não podemos e não conseguimos perceber. Temos de ser humildes e inteligentes para ouvir, assimilar tudo que nos foi passado, tentando melhorar nos pontos descritos – mesmo que entendamos que o outro está errado sobre nós.

Este processo melhora nosso auto-conhecimento, reformula nossas atitudes e nos faz perceber melhor nossos pontos a desenvolver. Todos os profissionais devem dedicar um tempo do seu dia-a-dia para aplicar e receber feedbacks, mesmo que não seja uma prática comum em suas organizações.
Técnicas para aplicação adequada

Existem algumas técnicas muito eficientes para quem vai fornecer um feedback. A mais conhecida é a técnica “sandwich” ou sanduíche, no bom e velho português.
Essa técnica pode ser feita tanto para atitudes positivas quanto para pontos a desenvolver, e consiste em segmentar o feedback em três etapas:
1 – Reconheça uma atitude ou valor positivo no receptor (Ex.: seu esforço tem sido admirável, sua determinação é louvável, você tem contribuído bastante para nossa produtividade, sua inteligência tem nos ajudado a elaborar relatórios etc.).
2 – Forneça o feedback. Sempre focado em comportamentos (Ex.: Sua apresentação este mês não está sendo eficiente, seu discurso ontem não foi adequado para a situação etc.), não na identidade (Ex.: Você não consegue fazer cálculos, você não é capaz de criar sinergia na equipe, você é ruim para trabalhar em equipe etc). Ao invés de dizer: “admiramos seu trabalho, mas você…”, diga: “admiramos seu trabalho e gostaríamos que você…”.
3 – Você deve “fechar o sanduíche” com outro reconhecimento. Desta vez, orientando ao futuro e de forma positiva (Ex.: Acredito que, no futuro, você será capaz de apresentar nossos resultados de forma eficaz).
Na técnica “sanduíche”, nós inserimos o feedback no meio de dois elogios. Isso faz com que a pessoa que o está recebendo, torne-se mais receptiva e atenta aos conselhos e direcionamentos passados. Esta técnica foi definida através de muitas pesquisas ligadas à programação neuro-linguística (PNL) e é muito eficaz.
Outra técnica eficiente e um pouco menos popular, é a “3×1″ (três por um). Esta consiste basicamente em quatro etapas, sendo três elogios e um feedback. Deve ser utilizada apenas quando devemos ressaltar pontos a desenvolver (atitudes fora do padrão desejado).
Para aplicarmos esta técnica, devemos sempre fazer o cálculo:

Para cada ponto a desenvolver, devo ressaltar três elogios. Ou seja, se preciso apontar duas atitudes que saíram dos padrões, é importante ressaltar seis comportamentos ou atitudes positivas. Exemplo: “Carlos, seu conhecimento acadêmico contribui muito para a elaboração de relatórios gerenciais de sua equipe, sua capacidade de transformar a teoria em prática é admirável e combina com seu tato para novos negócios. Gostaria que através dessas habilidades, você disseminasse melhor seus conhecimentos para os outros colegas de equipe. Entendo que desta forma, conseguiríamos resultados ainda mais satisfatórios!”.
Perceba que não é fácil aplicar essa técnica. É preciso, antes de tudo, estudar e analisar o caso. Na citação acima, o profissional tinha grande conhecimento acadêmico, iniciativa para pôr projetos em prática e talento para novos negócios. Mas esse profissional não dividia seus conhecimentos com a equipe, o que é extremamente prejudicial para o negócio. Neste caso, a técnica “três por um” é extremamente eficiente e faz com que o profissional perceba a necessidade de melhoria.

Mais importante que qualquer técnica, é a conscientização que o feedback deve ser sincero e deve transmitir uma situação real. Não deve ser contaminado com “achismos” nem com “intuição”. É uma ferramenta eficiente e eficaz – quando utilizada com fatos e dados reais. Portanto, de boa fé, use sem moderação!
Bruno Mascarenhas Rocha é Sócio-Fundador da Tecno3, educador profissional e autor de livros e diversos artigos na área de Empreendedorismo, Qualidade, Atendimento e Estratégia. É Pós-Graduando em Gestão Estratégica e Qualidade pelo IAVM e Graduado em Gestão de Serviços em Atendimento. http://www.tecno3.com.br e http://brunorocha.wordpress.com – bruno@tecno3.com.br

Desenvolvendo Técnicas e Habilidades Para Uma Interação Positiva

O mundo está mudando e está mudando em uma velocidade além da capacidade de absorção da maioria de nós.

Simplesmente não podemos aplicar muitas das soluções tradicionais para a complexidade dos problemas que surgem com as mudanças. O desafio é encontrar novas maneiras de lidar com elas.

As fórmulas e técnicas para a transformação organizacional e pessoal aparecem e desaparecem como modismos. A qualidade total, seus métodos e o “empowerment” buscam níveis de produtividade e satisfação que rompem paradigmas considerados invioláveis até recentemente.
Semente De Manga Não Dá Maçã

Não podemos agir simplesmente como alvo da mudança.

Esta é uma verdade. A interação como exigência é imprescindível. Caberá, então, a cada um de nós realizar um trabalho profundo como agente de transformação – o fato é que o salto de um estado para outro assusta muitos os que não encontram em si mesmos a capacidade de mudar internamente.

Cursos e treinamentos ajudam, mas dependem da predisposição individual e, como um recurso para a compreensão de como acontece de forma plena, engajada, sem resistências, a mudança, a imagem de uma árvore adequa-se perfeitamente para explicar o necessário processo de “dentro para fora”.

Se procurarmos mudar através de podar os galhos, podemos criar temporariamente a ilusão de que algo mudou. Porém os mesmos galhos de antes logo começam a crescer de novo. Se queremos mudar uma árvore, temos que mudar a semente. Semente de manga, por exemplo, não dá maçã!
A Comunicação

A comunicação é, depois da sobrevivência física, a mais básica e vital de todas as necessidades.

Não é só por meio de palavras que a comunicação se estabelece. Na verdade, a palavra representa apenas 7% da capacidade de influência entre as pessoas.

As palavras são importantes, mas para nos comunicarmos bem precisamos formar uma estrutura que dê mais poder à comunicação. Tom de voz e fisiologia, que é a postura corporal dos interlocutores representam 38% e 55% respectivamente desse poder.

Todos os seres humanos têm condições de exercer plenamente essa capacidade.

Esta é uma das mais importantes habilidades, base para o inter-relacionamento sadio e que propiciará que políticas e metas sejam bem divulgadas, compreendidas e absorvidas pela equipe.

A comunicação deve ser um processo caloroso, empático, de falar e ouvir, de entender, de perguntar e responder, praticado de forma ágil e clara, sem bloqueios e distorções. As distorções são causadas por ruídos, que acontecem por interferência de bloqueios físicos ou emocionais. Uma das mais nefastas distorções é a que redunda em “fofoca”, fruto de comportamentos venais, defensivos ou imaturos e que destroem relacionamentos e prejudicam processos e resultados.

Hoje, com a rede de telecomunicações, com os fatos sendo mostrados em toda a parte do mundo no momento em que acontecem, é necessário redobrar o cuidado com as mensagens, com a organização do pensamento e com a aplicação do código, pois se as transmissões são rápidas, o efeito que podem produzir também o é. É preciso, então, além de dar-se sentido, ter-se consciência nos seus objetivos e propósitos.

Desenvolver a comunicação em suas diversas linguagens também é importante. Saber ler gestos, compreender que o corpo fala, que o ambiente traduz um clima, é saber perceber indícios e sinais que podem ajudar na compreensão dos indivíduos como seres integrais e únicos, sejam clientes internos, externos ou fornecedores, e indicar a hora e a melhor maneira de agir.

Mas nas atribuições gerenciais, além das orientações quanto à habilidade na comunicação, uma necessidade se firma como exigência técnica, estratégica e competitiva: utilizar a percepção, a intuição, a atenção, a curiosidade, seus conhecimentos e desenvolver o hábito da leitura. Jornais, revistas e livros trazem notícias, esclarecimentos e novidades a respeito de assuntos que envolvam sua área de trabalho, o mercado, a concorrência, experiências bem sucedidas e muitos outros temas interessantes

A comunicação eficaz está ligada a um tipo específico de inteligência, como já vimos: a inteligência interpessoal. Saber distinguir os vários aspectos da troca de informações entre as pessoas, aplicando na prática esses conhecimentos, é ter mais poder de convencimento e de influência.

Solange Rizzo Costa