O que é um Business Plan?

Business plan word cloud written on a chalkboard

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O que é um Business Plan? (do inglês Business Plan), também chamado “plano empresarial”, é um documento que especifica, em linguagem escrita, um negócio que se quer iniciar ou que já está iniciado.

Geralmente é escrito por empreendedores, quando há intenção de se iniciar um negócio, mas também pode ser utilizado como ferramenta de marketing interno e gestão. Pode ser uma representação do modelo de negócios a ser seguido. Reúne informações tabulares e escritas de como o negócio é ou deverá ser.

De acordo com o pensamento moderno, a utilização de planos estratégicos ou de negócios é um processo dinâmico, sistêmico participativo e contínuo para a determinação dos objetivos, estratégias e ações da organização; assume-se como um instrumento relevante para lidar com as mudanças do meio ambiente interno e externo e para contribuir para o sucesso das organizações. é uma ferramenta que concilia a estratégia com a realidade empresarial. O plano de negócio é um documento vivo, no sentido de que deve ser constantemente atualizado para que seja útil na consecução dos objetivos dos empreendedores e de seus sócios.

O Business Plan também é utilizado para comunicar o conteúdo a investidores de risco, que podem se decidir a aplicar recursos no empreendimento.

Agora que você entende por que você precisa de um plano de negócios e você passou algum tempo fazendo sua lição de casa escolhendo as informações que você precisa para criar um Business Plan, é hora de arregaçar as mangas e colocar tudo no papel.

Iremos descrever em detalhes as setes seções essenciais de um plano de negócios: o que você deve incluir, o que você não deve incluir, como trabalhar os números e os recursos adicionais.

Sumário Executivo

Dentro do esboço geral do plano de negócios, o sumário executivo vai seguir a página de título. O resumo deve dizer ao leitor o que você quer. Isto é muito importante. Muitas vezes, o que os desejos proprietário da empresa é enterrado na página oito. Claramente o que você está pedindo no resumo.

Descrição do negócio

A descrição do negócio normalmente começa com uma breve descrição do setor. Ao descrever a indústria, discutir o panorama atual, bem como as possibilidades futuras. Você também deve fornecer informações sobre todos os vários mercados dentro do setor, incluindo novos produtos ou desenvolvimentos que irão beneficiar ou prejudicar o seu negócio.

Estratégias de Mercado

Estratégias de mercado são o resultado de uma análise de mercado meticulosa. Uma análise do mercado força o empreendedor a se familiarizar com todos os aspectos do mercado para que o mercado-alvo pode ser definido e que a empresa pode ser posicionado de modo a angariar a sua quota de vendas.

Análise Competitiva

O objetivo da análise competitiva é determinar os pontos fortes e fracos dos concorrentes dentro de seu mercado, estratégias que lhe dará uma vantagem distinta, as barreiras que podem ser desenvolvidas, a fim de evitar a concorrência de entrar em seu mercado, e quaisquer fraquezas que podem ser exploradas no âmbito do ciclo de desenvolvimento do produto.

Operações e Plano de Gestão

As operações e plano de gestão é projetada para descrever como as funções de negócios em uma base contínua. O plano de operações irá destacar a logística da organização, tais como as diversas responsabilidades da equipa de gestão, as tarefas atribuídas a cada divisão dentro da empresa, e exigências de capital e as despesas relacionadas com as operações da empresa.

Fatores Financeiros

Os dados financeiros é sempre na parte de trás do plano de negócios, mas isso não quer dizer que seja menos importante do que na frente de material, tais como o conceito de negócio ea equipe de gestão.

Atualização do seu Plano de Negócios

“Quando eu deveria atualizar meu plano de negócios?” A resposta a essa pergunta é sempre . Você deve atualizar seu plano de negócios a cada mês, a cada semana e todos os dias; sempre que as coisas mudam, você atualiza o seu plano.

Embora isso possa parecer o caos, é realmente o oposto, o plano de negócios constantemente atualizada é o que faz ordem a partir do caos. Torna-se um processo de planejamento de longo prazo que define a sua estratégia, os objetivos e os passos que você precisa tomar constantemente e estar ciente dos resultados desses passos.

Marketing Através da Educação

Há muito tempo defendo que marketing é diferente de propaganda e fazer esta diferenciação é crucial para o desenvolvimento de qualquer negócio jurídico.

O consultor americano Tray Rader pensa da mesma forma e apesar de nos EUA termos muito mais liberdades em termos de marketing do que no Brasil, as ideias dele são bem interessantes para serem aplicadas aqui.

Uma delas é sobre o marketing e educação. Ao invés de tentarmos convencer as pessoas que fizemos o melhor trabalho, que somos os melhores, que temos um preço justo e por aí vai, nós damos aos clientes e possíveis clientes conhecimento. Ao verem este conhecimento em nosso trabalho, em nosso dia a dia, eles percebem que podem contar conosco para desenvolver o seu negócio.

Em bom português: Ao invés de vender, fizemos como uma consultoria, ensinamos, doutrinamos.

Vejamos algumas dicas do consultor americano:

1. Possíveis clientes mudam seu caminho para evitar um encontro com você, porque estão cansados de enfrentar pressões de “vendedores”.

2. Possíveis clientes pensam que não podem confiar em você, porque a maioria das pessoas já foi “escaldada” por algum vendedor ansioso por fazer uma venda, com base em informações incorretas ou falsas;

3. Possíveis clientes ficam na defensiva e tentam se proteger, porque esperam que você vai pressioná-los para comprar alguma coisa que não precisam ou não querem.

Com o “marketing baseado em educação”, a atitude do possível cliente muda, diz o consultor:

1. Você dá aos possíveis clientes o que eles querem: informação e aconselhamento. E não os incomoda com o que não querem: uma proposta de venda.

2. Você não precisa se dar ao trabalho de fazer uma coisa que não gosta, no caso da maioria dos advogados: um esforço de venda.

3. Você cria na mente dos possíveis clientes uma imagem que agrada aos dois: a de autoridade no assunto. E passa a ser uma fonte confiável de informações.

4. Você não procura os clientes. Eles procuram você. Podem contatar o escritório ou visitar seuwebsite para solicitar o envio de boletins etc.

5. Você começa a desenvolver um relacionamento com o cliente no primeiro estágio da tomada de decisão, frequentemente antes que tenham uma noção mais clara de seus problemas e de contatar outro escritório.

6. Você identifica possíveis clientes que rejeitam telefonemas com ofertas de serviços, mas que não têm qualquer problema em ligar para o escritório para pedir mais informações.

7. Os possíveis clientes descobrem que não precisam ter receio de telefonar para seu escritório, porque já conhecem sua disposição para esclarecer seus problemas.

8. Você economiza dinheiro, em comparação com outras técnicas de marketing.

9. Os possíveis clientes que telefonam para seu escritório, depois que você lhes despertou a vontade de fazer isso, estão genuinamente interessados em seus serviços. Quanto aos que não estiverem, você os identifica facilmente.

10. Você cria uma primeira impressão positiva e, mais que isso, estabelece sua credibilidade, ao oferecer informações úteis, em vez de uma proposta de venda.

11. Você economiza tempo, por criar seções de perguntas e respostas em seus meios de comunicação, em vez de responder as mesmas perguntas a cada consulta pessoal, por telefone oue-mail.

12. Você ganha o respeito e a lealdade do possível cliente, pelo esforço que fez para ajudá-lo. Mesmo que ele não o contrate, por qualquer razão, ele será uma boa fonte de referência.

13. Você sabe, precisamente, como seu marketing está funcionando, porque pode contar o número de possíveis clientes que telefonam ou mandam e-mails e os que, de fato, acabam-se tornando clientes.

14. Você ganha uma vantagem competitiva porque a maioria dos advogados não usa essa técnica para formar relacionamentos produtivos.

15. Você aprende a lidar com diversos métodos “educacionais” e acaba por criar uma sinergia entre eles, em que um reforça o outro.

16. A margem de lucro resultante é maior, porque resulta em menos trabalho e menos despesas.

Fonte: http://www.conjur.com.br/2013-dez-04/consultor-advogados-recomenda-marketing-baseado-educacao

E depois de tanta educação sobre marketing, a pergunta é: Como está o seu planejamento e execução de marketing para 2014?

Tudo pronto?

Nada feito ainda?

Já estamos findando Janeiro, está mais do que na hora de começarmos os trabalhos. Não esqueça, temos copa e eleições este ano, tudo é mais curto no tempo…

Gustavo Rocha-GestãoAdvBr CEO – Consultancy on the Strategic Management and Technology-Bruke Investimentos CEO – Business,Valuation, M&A, Opportunities, Market Business and more.gustavo@gestao.adv.br

Como Contratar Advogados?

Uma decisão recente do TST trouxe a tona novamente a questão da contratação dos advogados pelos escritórios.

De um lado, poucos escritórios usam advogado empregado dentro das regras da CLT. De outro, temos a figura do associado, amplamente usado e poucos de maneira correta. Temos também a figura do sócio, em muitos casos apenas para mascarar uma relação de emprego.

Qual a melhor?

Algumas dicas importantes foram dadas em uma reportagem do Valor Econômico, que transcrevemos abaixo:

Ao contrário do que se imagina, escritórios de advocacia não estão livres de responder a processos judiciais. Grandes bancas têm sido acionadas na Justiça do Trabalho por ex-advogados que buscam o reconhecimento de vínculo empregatício. O Emerenciano e Baggio, o Peixoto e Cury, o Machado Meyer e o Chalfin, Goldberg, Vainboim & Fichtner Advogados Associados estão entre as que enfrentaram recentemente o problema no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Há decisões a favor e contra os escritórios. São práticas entre as bancas o contrato de associação, sem o vínculo de emprego, e o ingresso do advogado como sócio. Em menor número há profissionais contratados como empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Quando fica caracterizado que o associado ou sócio exerce funções de empregado, a Justiça do Trabalho tem reconhecido o vínculo, com base no artigo 3º da CLT. O dispositivo considera empregado quem presta “serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário”. Não há distinção entre atividade intelectual ou técnica e manual.

O TST tem mantido as decisões dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) por ser impedido de reexaminar provas, conforme a Súmula nº 126. Nos TRTs, é analisada a presença dos requisitos que caracterizam a relação de emprego, como a obrigatoriedade de ir ao escritório todos os dias, cumprimento de horário, salário fixo, subordinação a superior hierárquico e ausência do poder de decisão. A partir desses requisitos, o Emerenciano, Baggio e Associados Advogados foi obrigado a reconhecer o vínculo com uma associada da área cível. O caso foi encerrado no TST no dia 7. A 6ª Turma não conheceu o recurso da banca e manteve decisão do TRT do Rio. Os desembargadores entenderam que havia subordinação na relação e remuneração fixa. Segundo a decisão, o próprio contrato de associado confirmou o pagamento salarial, e não de honorários. Ainda consideraram que a advogada não tinha autonomia inerente a um advogado associado ou sócio, pois se submetia a um supervisor e não tinha poder decisório. Ela não podia discutir propostas de honorários com clientes e não tinha autonomia para conduzir os trabalhos – todas suas petições eram assinadas por um superior hierárquico, além do diretor da unidade. Caso faltasse ao trabalho, precisava justificar a ausência. O Emerenciano alegou que os serviços prestados pela advogada se deram em decorrência do contrato de associação, não havendo que se falar em relação de emprego. Também defendeu que a advogada atuava com autonomia e que, ao assinar o contrato, tinha plena consciência de seus atos. Por nota ao Valor, informou que o caso é comum ao cotidiano empresarial. “Disputas na área trabalhista compõem o cotidiano de qualquer atividade e nos setores de serviços jurídicos não é diferente “, diz. Ainda acrescenta que em outros processos que tramitam no TRT de São Paulo contra a banca, os desembargadores reconhecem que advogados possuem conhecimento especializado sobre temas jurídicos e isso “afastaria a alegação de inadequada aplicação do regime jurídico ou qualquer relação de hipossuficiência”.

Já o Peixoto e Cury, o Machado Meyer e o Chalfin, Goldberg conseguiram demonstrar na Justiça a inexistência de relação de emprego. O Peixoto e Cury foi processado por uma advogada que em 2007 tornou-se sócia não patrimonial e em 2009 adquiriu cotas para se tornar sócia patrimonial. O caso foi analisado em agosto pela 8ª Turma do TST, que manteve decisão do TRT paulista. Para o TRT, a profissional estava “longe de ser enquadrada como empregada”, conforme o estipulado no artigo 3º da CLT. Segundo decisão, a condição de sócia foi confirmada por uma das testemunhas, que afirmou também que ela recebia pró-labore e entrava na distribuição de lucros. De acordo com o sócio da área trabalhista do Peixoto e Cury, André Villac Polinésio, com as provas produzidas “restou amplamente demonstrado que a relação mantida entre o escritório e a reclamante era de efetiva sócia patrimonial”. Conforme Polinésio, ela era responsável pela área tributária, agindo como efetiva sócia, seja na representação da sociedade ou na gestão de advogados e estagiários.

O Chalfin, Goldberg, Vainboim & Fichtner Advogados Associados encerrou em setembro mais um processo no TST. Segundo a sócia da banca, Priscila Fichtner, um grupo de seis advogados que deixou o escritório descontente entrou na Justiça pedindo reconhecimento de vínculo empregatício. Desses, cinco casos já foram finalizados no TST a favor do escritório. Esses mesmos advogados ainda teriam oferecido denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT). “O órgão analisou o contrato, fez investigações e no fim reconheceu que realmente funcionamos como uma sociedade de advogados”, afirma.

O Machado Meyer também chegou a sofrer ação judicial, mas conseguiu comprovar que uma ex-advogada da banca não tinha vínculo de emprego. Ela trabalhou por sete anos no escritório. O TST manteve decisão do TRT do Rio. O escritório preferiu não comentar a questão.

Para o conselheiro federal e presidente da Comissão de Sociedades de Advogados do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), André Godinho, o contrato de associação de advogados com escritórios está previsto no artigo 39 do Regulamento Geral da OAB. Para Godinho, a maioria desse contratos é legítima e condiz com a realidade. “O que eventualmente pode acontecer é a fraude nessa relação”, diz. Para evitar ações judiciais desnecessárias, Godinho recomenda que o contrato de associação seja o mais claro possível.

Fonte:http://www.valor.com.br/legislacao/3319590/bancas-respondem-acoes-trabalhistas#ixzz2j9Z2c0af

Com toda certeza não existe formula mágica para as relações de emprego.

Precisamos reconhecer o que queremos naquela relação e fazer o melhor possível.

Vai contratar alguém apenas para prestação de serviço? CLT nele.

Pretende contratar em um formato que remunera conforme a lucratividade? Associação nele.

Pretende demonstrar total interesse em manter o talento na empresa? Sócio nele.

Agora, advogados que contratam advogados desconhecerem o básico do trabalhista? Não dá, né?

Vamos fazer das formalidades contidas na contratação um mero detalhe formal, cujo o principal é o conteúdo de quem foi contratado e as tarefas que devem por ele serem executadas. Isto sim, faz a verdadeira diferença.

Gustavo Rocha – Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas         Sócio da Bruke Investimentos    www.gestao.adv.br http://www.bruke.com.br      gustavo@gestao.adv.br

O Único Pecado

Parece impossível não é mesmo? Um único pecado… Reli um texto antigo recentemente sobre o livro O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini e nele continha justamente o que estou querendo demonstrar.

O artigo foi escrito por João Alfredo Biscaia e publicado no HSM on line.

Concordo integralmente com o autor quando compara o escrito no livro com o que acontece com os líderes nas organizações. O artigo é de 2007 mas realmente muito atual ainda.

Nesta mesma linha de raciocínio, teço alguns comentários ao final.

Vamos ao artigo:

Sobre O Caçador De Pipas       João Alfredo Biscaia*
Muito provavelmente, os leitores deste artigo devem considerar o título extremamente agressivo, inclusive deselegante. Proponho que tenhamos muita calma e atenção sobre esse assunto, pois para mim, realmente, existem muitos “ladrões”nas organizações, não do dinheiro das empresas, mas sim das pessoas que com eles trabalham.

A argumentação que tenho sobre essa afirmativa foi baseada no livro O caçador de pipas, de Khaled Hosseini, que tive o enorme prazer de ler e reler. Permito-me dizer que o livro me foi emprestado pela minha ex-sogra, acompanhado do seguinte bilhete: “Este livro é bom demais para ficar na prateleira”.

Principalmente em razão do bilhete, me encorajei em não deixar “engavetado na prateleira da minha cabeça” as conexões que consegui fazer durante a leitura deste livro com a realidade das organizações e nas atitudes, posturas e comportamentos de muitas pessoas que se auto-intitulam de líderes de pessoas, apenas em função do cargo que exercem.

De todos os prazeres e sensações agradáveis e muitas vezes tristes, que a leitura deste livro me proporcionou, a mais marcante e significativa para mim foi a seguinte:

Em conversa com seu filho Amir, Baba afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo.

Ele justifica essa afirmação, dizendo:

  • Quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser “verdade”, você está “roubando” o direito dele saber o que você sente a seu respeito.
  • Quando você mata alguém, você está “roubando” o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou.
  • Quando você “maltrata” alguém, você está “roubando” o direito dessa pessoa de ser feliz.
  • Quando você mente para alguém, você está “roubando” o direito dela conhecer a verdade.

Como decorrência dessas assertivas, imediatamente surgiram em minha mente os inúmeros “roubos” praticados nas organizações.

Relaciono alguns deles para que os leitores possam examinar se, em sua organização, eles são praticados.

  • Quando você chega atrasado em uma reunião, você está “roubando” o tempo das pessoas que chegaram na hora marcada.
  • Quando você quer, ou impõem, que seus “colaboradores” (não podemos mais falar subordinados, é um termo ofensivo, dizem alguns), fiquem trabalhando rotineiramente após as 8 horas diárias, você está “roubando” o direito ao lazer, ao estudo, além do prazer que todos nós temos em desfrutar da companhia da esposa, filhos e dos amigos do coração.
  • Quando você pede urgência na execução de determinada tarefa, e depois não dá a menor importância, você está “roubando” o seu colaborador.
  • Quando você pensa que alguns de seus subordinados não estão correspondendo às suas expectativas, e nada diz, você está “roubando” a vida profissional deles.
  • Quando você fala a respeito das pessoas e não com as pessoas, você está “roubando” a oportunidade deles saberem a opinião que você tem a respeito deles.
  • Quando você não reconhece os aspectos positivos que todas as pessoas têm, você está “roubando” a alegria e a satisfação que todos nós precisamos por nos sentir valorizados e úteis. Além de “roubar”, você está sendo o principal gerador de um ambiente de trabalho desmotivador e desinteressante.

Tenho hoje a convicção – não a verdade – de que realmente só existe um único pecado que qualquer profissional pode cometer no exercício de cargos de liderança:

Não dizer, de forma explicita, clara e descritiva, como percebe e sente os desempenhos e os comportamentos das pessoas com quem trabalha.

Todos nós temos um discurso fácil ao afirmar que é imprescindível haver respeito e consideração com todas as pessoas com quem convivemos, quer no plano pessoal ou profissional. Pensar e falar são coisas extremamente fáceis.

O grande desafio está no agir, no fazer, no praticar aquilo que se diz ou pensa como sendo o certo, o correto nas relações entre as pessoas. Não valemos pelo que pensamos, mas sim pelo que realmente fazemos.

Tenho constatado, como base no mundo real, que a maioria das pessoas deixa de se manifestar sobre como percebe e sente o comportamento das pessoas com quem convivem. A racionalização por não dizer nada é baseada no argumento de que, “afinal, ninguém é perfeito” e vai acumulando insatisfações, com reflexos inevitáveis nas relações.

Acrescento que o pior tipo de relacionamento que podemos praticar com as pessoas com quem trabalhamos e vivemos é o do silêncio. O silêncio fala por si só. Diz muita coisa, e gera uma relação de paranóia, muita ansiedade e enorme frustração. Dizem que as pessoas admitem boas ou más notícias, detestam surpresas.

Tomo a liberdade de recorrer a um artigo escrito por Eugenio Mussak, na revista Vida Simples, do mês de julho deste ano. Ele é enfático ao afirmar que feedback é um a questão de respeito e consideração para a outra pessoa.

Chego à conclusão de que só damos feedback para as pessoas que respeitamos e gostamos.

Dar e receber feedback são questões básicas e essenciais para a existência de uma relação saudável, duradoura e, principalmente, respeitosa.

Considero oportuno lembrar, também, que todas as coisas que prestamos atenção tendem a crescer. Se olharmos, tão somente os aspectos negativos de alguém, esses tendem a crescer aos nossos olhos.

O inverso também parece ser fatal. Se dirigirmos nossas observações a respeito das questões positivas que todos nós temos, existe a grande possibilidade delas também crescerem.

Em síntese: sugiro a você que façamos um exame de consciência profundo nas diversas relações que mantemos. Se pergunte com bastante freqüência: Será que eu estou “roubando” de alguém algumas informações ou percepções que podem lhes ser úteis para o seu crescimento pessoal e profissional?

Fonte: HSM On-line | Instituto MVC 16/10/2007

Alfredo Biscaia, João- Consultor Sênior do Instituto MVC.

Não apenas nas relações de liderança, mas em qualquer ato da nossa existência temos que ter a consciência que não estamos sozinhos. Estamos sempre em sintonia, seja pelo trabalho, seja pelas relações afetivas.

Quem trai, quem briga, quem maltrata, está roubando tempo e vida da outra pessoa e lógico, da sua própria.

Quem faz uma reunião com escopo de 30 minutos e dura duas horas e nada sai decidido…

Quem fala dos outros pelos corredores, quem sempre chega atrasado, quem não colabora mesmo com ideias próprias e depois nos corredores fica dizendo que poderia ser diferente, quem não se envolve para não se incomodar e depois apenas reclama, entre outros exemplos, está roubando tempo, tempo este que deveria ser utilizado para ter mais tempo para o que realmente importa.

Você quer passar o resto da vida fazendo petições?

Quer passar o resto da vida sem pensar num trabalho fútil?

Que tempo você está ganhando para fazer o que realmente importa?

Que tempo você tem para desenvolver a si mesmo?

Como dar o seu tempo apenas por dinheiro?

É amigo leitor… Tempo é mais do que dinheiro. Tempo é vida. E uma vida finita.

Usar cada segundo com sabedoria é o segredo de uma vida repleta, mesmo que curta.

Aproveite o seu tempo e não roube o tempo de ninguém.

E afinal, qual é o único pecado?

Não aproveitar o tempo para o que realmente importa e é importante para você.

Gustavo Rocha – Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas         Sócio da Bruke Investimentos    www.gestao.adv.br http://www.bruke.com.br      gustavo@gestao.adv.br

Dia Dos Fiéis Defuntos, Uma Reflexão

No dia 02 de Novembro comemoramos o dia dos fiéis defuntos, também conhecido como dia de finados.

Não temos como falar de morte sem falar da vida. A vida que tanto amamos e queremos manter. A vida que tanto batalhamos pela felicidade, amor e sucesso.

Vida, ah! vida…

O que seria de ti vida sem a morte? Se nunca tivesse fim a nossa existência nesta terra como seríamos? Provavelmente mais conformados, parados e pouco evoluídos.

Pergunte ao jovem do seu tempo, ele dirá: Tenho todo tempo do mundo, assim como Renato Russo.

Pergunte a um adulto sobre o seu tempo, ele dirá: Preciso objetivar meu tempo, pois preciso de mais tempo.

Pergunte a uma pessoa de idade sobre o seu tempo, ele dirá: Estou apenas aguardando o fim do meu tempo.

Sem a morte, teríamos muito tempo, mas ao mesmo tempo, não teríamos o estímulo de saber que a vida tem sabor por ser finita.

Como já disse Albert Einstein, uma frase para explicar de maneira simples a sua teoria da relatividade:

“When you sit with a nice girl for two hours, it seems like two minutes.
When you sit on a hot stove for two minutes,it seems like two hours.
That’s relativity.”
Duas horas perto de uma linda garota parecem dois minutos.
Dois minutos em cima de um aquecedor parecem duas horas.
Isto é relatividade.

Quantas e quantas vezes na nossa vida esta relatividade posta por Einstein se mostra verdadeira.

Se somos finitos e temos pouco tempo, o que devemos fazer?

Ganhar tempo naquilo que não é necessário e usar este tempo para o que realmente importa.

Como assim?

Sempre afirmo: O que for burro, mecanico, deixe o computador fazer. O homem foi feito para pensar, para fazer as tarefas que necessitam de intervenção inteligente.

O que é trabalho repetitivo é muito mais fácil da máquina fazer, já que o pensar ela não consegue fazer.

Analise sua vida e sua rotina. O que pode ser feito de forma automatizada?

Com planejamento e gestão, o tempo será maior para aquilo que realmente importa.

Gustavo Rocha – Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas        Sócio da Bruke Investimentos    www.gestao.adv.br http://www.bruke.com.br      gustavo@gestao.adv.br

Menos É Mais Ou É Menos?

No universo corporativo, dizer que menos é menos parece ilógico ou lógico simplista. Dizer que menos é mais, nos remete a uma verdade tida como absoluta, quando em fato se trata de uma frase de impacto que leva muitos a ilusão de economizar algo sem realmente pautar no que é importante e essencial.     Como assim?

Para alguns os workholics são verdadeiros heróis, pessoas admiráveis que trabalham sem parar e somente pensam em trabalho. Parecem modelos a serem seguidos.

Porém, não o são.   O modelo a ser seguido é o equilíbrio e por isto o título do artigo: Menos é mais ou é menos?

Trabalhar menos, significa fazer todas as tarefas programadas, desenvolver todas as necessidades para as quais fora contratado em tempo menor, ou seja, com mais planejamento, organização, uso eficiente da tecnologia, entre outros para ter tempo para o lazer, família e principalmente pensar em como fazer diferente o trabalho.

Jason Fried numa entrevista a revista Época, trouxe uma frase que se encaixa a ideia abordada:

“Meu lema é: menos é menos. Detesto a frase batida “menos é mais” porque tem embutida nela a filosofia de que mais é melhor. Nem sempre mais é melhor. Menos sempre é uma opção para melhorar sua vida. Trabalhar menos dá tempo livre para viver e trabalhar melhor. Ter menos empregados permite ter empregados melhores e mais comprometidos. Hoje, a filosofia nos negócios tem como única opção o mais: você precisa crescer rápido, vender mais, produzir mais, lucrar mais. Claro que é importante crescer, vender e lucrar. Mas muitas vezes perdemos o foco e somos desonestos com nossos projetos de vida por causa disso. O melhor exemplo são os viciados em trabalho. Todos admiram os workaholics como se eles fossem heróis. Estão errados: eles não são heróis. O verdadeiro herói está em casa, porque arranjou um jeito rápido e prático de resolver seus problemas e fazer seu trabalho.” Jason Fried

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI150505-15259,00-JASON+FRIED+E+DIFICIL+TRABALHAR+NO+LOCAL+DE+TRABALHO.html

Como está a realidade do seu departamento hoje?

Horas extras? Muitas pessoas e muito trabalho?

Muito trabalho e pessoas adequadas a esta necessidade/realidade?

Pessoas são o ativo mais importante da empresa e do departamento jurídico por conseqüência. Contudo, justamente são as pessoas que precisam ser lideradas para perceberem que podem estar gastando energia erroneamente.

E você gestor/diretor jurídico?

Seu dia existe para reuniões e apagar incêndios?

E a parte estratégica do seu tempo? E o atendimento aos subordinados dentro do departamento?

Quem é que responde na sua ausência interminável diante das reuniões sem fim?

Buscar a eficiência de menos profissionais, com profissionais qualificados.

Menos reuniões, com tempo e assuntos determinados.

Menos emails, com mais controles e objetividade de trabalho.

Menos pode ser mais, contudo, sendo menos, é sempre mais.

Capiche?

Gustavo Rocha – Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas      Sócio da Bruke Investimentos    www.gestao.adv.br http://www.bruke.com.br      gustavo@gestao.adv.br

Casa Comigo?

Sempre que pensamos em casamento parece aquele clichê: Vestido branco, noivo feito pinguim e a marcha nupcial.

Apesar de belo e necessário, não é apenas isto o casamento. Casar, significa amadurecer, crescer, viver junto com outra pessoa.

Esta outra pessoa foi criada de forma diferente, com família diferente e na maioria das vezes valores também diferentes dos seus.

Ou seja, paciência, amor, dedicação são basilares para dar certo.

E como isto funciona no universo empresarial?

Deveria funcionar como funciona para as pessoas.

Quando alguém contrata você é como se tivesse um contrato de casamento, um contrato de fidelidade, um contrato de união e de resultado.

Resultado?

Sim, ter resultado não quer dizer apenas vencer. Quer dizer saber sempre o que está acontecendo, saber que foi feito o melhor, saber que durante todos os momentos você pode contar um com o outro.

O cliente pode contar com você? Aliás, o cliente consegue falar com você?

Mesmo sabendo que não podemos atender a todos, o seu negócio tem canais de atendimento adequado aos clientes?

Você sabia que a falta de comunicação é um dos principais motivos de divórcio em casamentos e de clientes e empresas?

Leia estas promessas de casamento da Martha Medeiros:

Promessas de Casamento – Martha Medeiros

Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento a igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre. “Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?” Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

– Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

– Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

– Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

– Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela? – Promete se deixar conhecer?

– Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

– Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

– Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

– Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

– Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja? Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.

Algumas promessas empresariais:

Você promete que não vai mudar os valores da sua empresa e deixar perder a sua identidade?

Estarás ao lado do cliente na derrota, dizendo exatamente o que se passou e vendo como minimizar prejuízos?

Promete que vai estar ao lado do seu cliente e da causa dele, respeitando suas decisões, mesmo que erradas para o deslinde do feito?

Você responde como quando o cliente chega e quer te contratar?

O cliente diz: Casa comigo?

E você? Diz, sim, até que o contrato acabe.

Ou diz: Sim, até que o seu dinheiro acabe.

Ou ainda: Sim, até que você se esqueça do porque está comigo e procure outro.

Case, ame, viva e amadureça com seu cliente. Divórcio? Sim, mas só em último caso. Lembre-se antes de procurar a alternativa mais fácil (fugir) devemos tentar consertar as relações, inclusive profissionais.

Gustavo Rocha – Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas        Sócio da Bruke Investimentos www.gestao.adv.br http://www.bruke.com.br   gustavo@gestao.adv.br

Excesso de Informação

A grande problemática dos dias atuais – a despeito dos dias de antigamente – é a informação.

Antes, tínhamos pouca, com dificuldade de pesquisa e acesso. Hoje, muita e com iguais dificuldades, só que de selecionar o que realmente é útil do que não é.

Divido com vocês um artigo de 2001 chamado obesidade mental que retrata esta realidade que mais de 10 anos depois continua relevante:

A obesidade mental

O prof. Andrew oitke, catedrático de antropologia em harvard, publicou em 2001 o seu polêmico livro “mental obesity”, que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.

Nessa obra introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. Há apenas algumas décadas, a humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física decorrente de uma alimentação desregrada. É hora de refletir sobre os nossos abusos no campo da informação e do conhecimento, que parecem estar dando origem a problemas tão ou mais sérios do que a barriga proeminente. ”

Segundo o autor, “a nossa sociedade está mais sobrecarregada de preconceitos do que de proteínas; e mais intoxicada de lugares-comuns do que de hidratos de carbono.

As pessoas se viciaram em estereótipos, em juízos apressados, em ensinamentos tacanhos e em condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. ”

 “Os ‘cozinheiros’ desta magna “fast food” intelectual são os jornalistas, os articulistas, os editorialistas, os romancistas, os falsos filósofos, os autores de telenovelas e mais uma infinidade de outros chamados ‘profissionais da informação’”.

“Os telejornais e telenovelas estão se transformando nos hamburgers do espírito. As revistas de variedades e os livros de venda fácil são os “donuts” da imaginação. Os filmes se transformaram na pizza da sensatez.”

“O problema central está na família e na escola”.

“Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se abusarem dos doces e chocolates. Não se entende, então, como aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, por videojogos que se aperfeiçoam em estimular a violência e por telenovelas que exploram, desmesuradamente, a sexualidade, estimulando, cada vez com maior ênfase, a desagregação familiar, a permissividade e, não raro, a promiscuidade. Com uma ‘alimentação intelectual’ tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é possível supor que esses jovens jamais conseguirão viver uma vida saudável e regular”.

Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado “os abutres”, afirma: “o jornalista alimenta-se, hoje, quase que exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, e de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.”

O texto descreve como os “jornalistas e comunicadores em geral se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante”.
“Só a parte morta e apodrecida ou distorcida da realidade é que chega aos jornais.”

“O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi kennedy. Todos dizem que a capela sistina tem teto, mas ninguém suspeita para quê ela serve. Todos acham mais cômodo acreditar que saddam é o mau e mandella é o bom, mas ninguém se preocupa em questionar o que lhes é empurrado goela abaixo como “informação”.

Todos conhecem que pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um “cateto.”

Prossegue o autor: “não admira que, no meio da prosperidade e da abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se e o folclore virou ‘mico’. A arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce, entretanto, a pornografia, o cabotinismo (aquele que se elogia), a imitação, a sensaboria (sem sabor) e o egoísmo. Não se trata nem de uma era em decadência, nem de uma ‘idade das trevas’ e nem do fim da civilização, como tantos apregoam. Trata-se, na realidade, de uma questão de obesidade que vem sendo induzida, sutilmente, no espírito e na mente humana. O homem moderno está adiposo no raciocínio, nos gostos e nos sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.”

*retirado do portal mercado ético (http://mercadoetico.terra.com.br/) e publicado originalmente no blog teoria da conspiração – o que eles não gostariam que você soubesse… (http://www.deldebbio.com.br/)

 

Muito interessante este artigo não?

Quantas vezes afirmamos que o google resolve e salva?

Quantas vezes afirmamos que tudo está na internet?

Quantas vezes afirmamos que nosso trabalho ficou banal porque qualquer um acha o que quiser na web?

Será mesmo?

A maior batalha deste século será a da informação. Não da falta de, mas da sobra de informação.

Temos muito sobre tudo e, portanto, quase nada, claro direto e objetivo.

Queres achar algo sobre Tiradentes? Simples, fácil. Mas, encontrarás desde a história contada nos livros, como estórias contadas de teorias da conspiração.

E como separar o joio do trigo? Como mostrar o que é certo e o que é errado?

Ensinando a pensar.

Ensinando que antes de teoremas, fórmulas, etc., existiu pessoas que pensaram em soluções de problemas que cabiam estes teoremas e fórmulas.

Ensinar a pensar significa deixar a pessoa concluir, dar oportunidades de liberdade de pensamento e ofertar as pessoas a verem pontos diferentes de vista.

E afinal, o que tem a ver este texto e reflexões com gestão e tecnologia?

Bem, sem pensar, não há como exercer a gestão. A tecnologia sem raciocínio é mera cópia, é CTRL C, CTRL V, é nula.

Ou se aprende a raciocinar e pensar, distinguindo a verdade da ilusão, ou qualquer negócio está fadado a ser mais um, sem diferenciais de mercado, sem qualquer brilho próprio.

É no material humano que encontramos as diferenças entre as grandes empresas.

Aposte nele!

Gustavo Rocha – Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas Sócio da Bruke Investimentos www.gestao.adv.br                http://www.bruke.com.br   gustavo@gestao.adv.br

 

Relacionamentos

Para muitas pessoas, relacionamentos não são importantes ou são apenas necessários na vida quando interessam.

Quem pensa em ser advogado e atuar no direito deve pelo menos saber que relacionamentos são a base qualquer ação de marketing jurídico.

Aliás, o melhor marketing que alguém pode fazer é baseado naqueles que o conhecem. Quem conhece, pode atestar que o trabalho, caráter e produção são aqueles que o site diz, que o blog fala, que o folder indica.

Sem este elemento validador, na maioria das vezes temos apenas uma exposição da marca e nada mais.

E relacionamentos iniciam nos âmbitos menores e muitas vezes menos dedicados.

Vejamos um exemplo:

“Juan trabalhava numa fábrica de distribuição de carne. Um dia, quando terminou o seu horário de trabalho, foi a um dos frigoríficos para inspecionar algo, mas num momento de azar a porta fechou-se e ele ficou trancado lá dentro.

Ainda que tenha gritado e batido na porta com todas as suas forças, jamais o poderiam ouvir. A maioria dos trabalhadores estava já em casa e no exterior da arca frigorífica era impossível ouvir o que estava acontecendo lá dentro.

Cinco horas mais tarde, quando Juan já se encontrava à beira da morte, alguém abriu a porta. Era o segurança da fábrica e este salvou a vida de Juan.

Juan perguntou ao segurança como foi possível ele passar e abrir a porta, se isso não fazia parte da sua rotina de trabalho, e ele explicou:

“Eu trabalho nesta fábrica há 35 anos, centenas de trabalhadores entram e saem a cada dia, mas você é o único que me cumprimenta pela manhã e se despede de mim à noite. Os restantes me tratam como se eu fosse invisível. Hoje, como todos os dias, você me disse seu simples ‘olá’ na entrada, mas nunca ouvi o ‘até amanhã’. Espero o seu ‘olá’ e ‘amanhã’ todos os dias. Para você eu sou alguém. Ao não ouvir a sua despedida, eu sabia que algo tinha acontecido… Procurei e encontrei!”   (Fonte: Recebido por email, desconheço autor)

Mesmo sendo uma metáfora, quantas vezes você dá bom dia, boa tarde a quem passa?

Quantas vezes você se preocupa em estabelecer relações produtivas com quem conhece?

Buscar alguém apenas por interesse não levará você a lugar nenhum.

Cada vez mais vivemos em uma sociedade egoísta, onde é cada um por si e os outros por mim. Então, se cada um é por si, porque devo me preocupar com os outros?

Porque aquele que não se diferencia dos demais, somente chegará aonde os demais já foram.

Quer estabelecer relações permanentes com clientes, pessoas e contatos?

Se importe. Tenha cuidado em estar próximo das pessoas em suas necessidades e não apenas preocupado com as suas necessidades.

Nada nasce apenas do nosso querer (bruta flor do querer, como diria o Caetano Veloso). Relacionar-se significa dividir e ter cuidado do outro querer também.

Sabe aquele papo de foco no cliente?

Pois é, este papo é relacionar-se com ele, é pensar nos seus objetivos e necessidades, é estabelecer negócios e produtos focados no que realmente importa pra ele.

E pra você, como fica?

O resultado de um relacionamento pode ser justamente o que você está querendo, afinal, se tenho o que outrem precisa, será o meu serviço/produto que será contratado/comprado, não é mesmo?

Gustavo Rocha – Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas Sócio da Bruke Investimentos www.gestao.adv.br                http://www.bruke.com.br   gustavo@gestao.adv.br

Dinheiro E Você: Já Fizeram As Pazes?

Dinheiro para a maioria ou grande parte dos profissionais é um tabu. Lidam com dinheiro com reservas, com segredos, afinal, socialmente quem tem dinheiro não pode ser boa pessoa.

Temos uma cultura de negar o dinheiro.

A impressão que muitos na sociedade exercem sobre nós é de que quem tem dinheiro não pode ser honesto. Honesto é o cara que sofre bulling, que apanha e não revida, que batalha uma vida inteira e no final dela ganha um salário mínimo. Este sim, é honesto!

Será mesmo?

Você não precisa de dinheiro para pagar as suas contas? As contas do escritório?

Existe algum tipo de vergonha em dizer que somos advogados, exercemos a justiça como objetivo de nossa atividade, temos característica de múnus público na nossa atividade? Contudo, quando falamos que existe um valor para tudo isto, parece que o valor de tudo isto cai por terra.

Por quê?

A profissão jurídica como qualquer outra é remunerada e a remuneração é feita através dos honorários.

Quando afirmamos que o nosso trabalho deve ser valorizado não é apenas pela busca dos honorários. É realmente porque nosso trabalho é um diferencial na sociedade, nosso trabalho resulta na paz social.

Se entendemos que nosso papel social é importante, porque não sabemos entender a igualdade honorários = dinheiro?

Será porque pensamos que nosso trabalho é tão social que parece não “merecer” ser adequadamente remunerado?

Para contribuir um texto do Consultor Americano Dave Lorenzo:

You need to make money.  Maybe even more money than you are currently making.  Even if you don’t need it, you want it.There’s nothing wrong with that. Let me say that again.There is nothing wrong with wanting to make more money. You can love the law and want more money.

You can love your family and want more money.

You can provide great value to your clients and want more money.

You can be a good person and want more money.

Money is not bad.  It is good.

So why do so many attorneys have a complex about making more money? A law firm is a business.

Businesses exist …to make money.

Don’t get hung up on the negativity about growing your practice, raising your rates or charging for initial consultations.  Deliver fair value and charge accordingly.”

 

Em bom português:

“Você precisa de fazer dinheiro. Talvez até mais dinheiro do que você está fazendo. Mesmo que você não precisa dele, você quer.Não há nada de errado com isso.  Permitam-me dizer isso novamente.Não há nada de errado em querer ganhar mais dinheiro.  Você pode amar a lei e querem mais dinheiro. Você pode amar sua família e queremos mais dinheiro.Você pode fornecer grande valor aos seus clientes e queremos mais dinheiro.Pode ser uma boa pessoa e querem mais dinheiro.  O dinheiro não é mau. É bom.

Então, por que tantos advogados têm um complexo fazer mais dinheiro?

Um escritório de advocacia é um negócio.

… As empresas existem para ganhar dinheiro.Não fique pendurado em cima da negatividade crescente sobre sua prática, aumentar o seu ou cobrando taxas de consultas iniciais.

Entregar valor justo e encargos em conformidade.”

Ou seja, se agrego valor e o meu trabalho é notoriamente um trabalho de meio e não de resultado, porque não aceitar que devo ser remunerado adequadamente por isto?

Quem não vê a riqueza como problema sabe que para crescer é necessário trabalhar. E trabalhar muito. Como se diz no jargão popular “Não existe almoço grátis”. Existem contrapartidas para ações que são realizadas.

Faça as pazes com o dinheiro. Aceite que o seu trabalho vale e deve ser remunerado, mesmo se for uma consulta, mesmo se for uma informação.

Crie a cultura do valor ao seu conhecimento.

Caso contrário, entraremos na filosofia de Adrian Rogers que em 1931 já dizia:

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os  ricos  pela  prosperidade.  Para  cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo  que  não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia  de  que  não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la,  e  quando  esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, assim chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível  multiplicar riqueza dividindo-a.”

Adrian Rogers, escreveu em  1931

Gustavo Rocha – Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas Sócio da Bruke Investimentos www.gestao.adv.br                http://www.bruke.com.br   gustavo@gestao.adv.br