Saiba Como Usar A Vitrine Da Internet Para Construir Uma Imagem Pessoal Positiva

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Há mais de 120 milhões de blogs na web. Ser criativo não é fácil.

A internet é uma vitrine. Escreva seu nome no Google e confira o resultado: surge um rastro digital feito de listas de aprovação em concursos, comentários em salas de bate-papo, resultados de competições esportivas e fotos. A web registra pedaços de sua vida e forma uma imagem virtual. As empresas de recrutamento já descobriram isso faz tempo. A consultoria americana Michael Page, que tem escritório em São Paulo, desenvolveu, por exemplo, uma ferramenta de busca própria, voltada para encontrar informações de profissionais na web. É impossível controlar tudo o que sai publicado na internet. Mas é possível aumentar a relevância de uma parcela das informações. Confira nossas sugestões e use a rede a seu favor.

SEJA NATURAL
Evite criar uma imagem altamente positiva. Trata-se de um erro facilmente percebido por headhunters e recrutadores. Ninguém é perfeito, e demonstrar humanidade, acredite, pode contar pontos a seu favor. As empresas valorizam candidatos autênticos. Portanto, seja transparente. Não minta nem omita. Tenha apenas bom senso. “Não faça na internet algo que você evitaria fazer no mundo real”, diz Fernando Mantovani, gerente do escritório de São Paulo da consultoria de recrutamento Robert Half.

PUBLIQUE CONTEÚDOS PERTINENTES
Se tiver algo realmente a dizer na internet, diga. Se não for importante, fique calado. “Criar mais um blog ou abrir uma comunidade para não ter o que dizer é perda de tempo. Tente ser singular no conteúdo”, diz o paulistano René de Paula Junior, autor de seis blogs independentes e funcionário da área de experiência do usuário da Microsoft.

SIGA SEU RASTRO

Uma vez por mês, Marcelo Sant’Iago, diretor de novos negócios da agência de publicidade digital MídiaClick, de São Paulo, entra no Google, digita seu nome e faz uma busca. É uma boa medida. Os buscadores são um termômetro para saber o que aparece sobre ele e se há alguém falando algo a seu respeito. “Encontro meu trabalho em outros sites”, diz Marcelo Sant’Iago.

EVITE A IMAGEM DE POPSTAR

Estar presente em todos os sites de relacionamento, blogs, fotologs e comunidades da internet não é bom para a imagem. “Fazer marketing pessoal em excesso atrapalha”, diz Karin Parodi, diretora da consultoria Career Center, de São Paulo. “Evite a alta exposição”, diz Karin.

TORNE-SE UM VERBETE

Há uma série de grandes executivos com um verbete criado na enciclopédia virtual Wikipedia. Muitos foram construídos de forma neutra, enquanto outros são partidários ou subjetivos demais. Criar um para o seu nome é simples. Se alguém já criou seu perfil, você poderá alterá-lo com informações mais precisas. A dica é fazer buscas freqüentes para descobrir se há novidades ou erros envolvendo seu nome.

FAÇA USO DE SUA LISTA DE CONTATOS

No L’inkedIn, Plaxo ou qualquer outra rede de relacionamento, é importante trazer para a vida real a lista de contatos virtuais. “Cuide da sua rede de contatos, não a procure só quando necessitar”, diz Karin Parodi, diretora do Career Center. Ou seja, mantenha contato com as pessoas fora da internet.

CORRA PARA O LINKEDIN

É consenso entre headhunters, recrutadores e executivos: o LinkedIn é a ferramenta de relacionamento profissional mais poderosa da internet. Preencha cada item com o máximo possível de informações. Tome cuidado: o que vale é a qualidade dos relacionamentos, e não a quantidade. Entre os contatos conhecidos, tente fazer uma seleção de quem realmente integrará sua rede. Evite adicionar desconhecidos e recomendações exageradas. “O risco de obter uma série de recomendações sem critério é cair no descrédito. O recrutador percebe e checa esse tipo de coisa”, diz Ricardo Basaglia.

SEJA DISCRETO

O Orkut é um dos sites de relacionamento mais conhecidos do Brasil e também o de maior exposição. Marcar presença em suas páginas não é ruim. Pelo contrário, pode transmitir a imagem de profissional conectado. No entanto, use o bom senso. Não vá moderar a comunidade “Eu odeio a minha empresa”. Cuidado também com fotos ousadas.

MELHORE A PESQUISA

Já ouviu falar de Search Engine Optimization (SEO)? Trata-se de uma combinação de técnicas e estratégias para facilitar a seleção de um site pelo Google, por exemplo. Otimizado, o site salta para os primeiros lugares na lista de resultados. As empresas usam o SEO. Nada impede que um profissional faça o mesmo para destacar seus blogs profissionais. Há alguns macetes tecnológicos, como programar o site para os buscadores, atualizar constantemente o conteúdo e fazer com que o maior número possível de sites inclua links para a sua página.

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/edicoes/121/aberto/informado/mt_288906.shtml

Françoise Terzian

A Era da Informação e do Conhecimento

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As instituições políticas estão envolvidas em uma crise estrutural de legitimidade, intermitentemente devastadas por escândalos, com submissão total à cobertura da mídia e de liderança personificada, cada vez mais isolada dos cidadãos. Os movimentos sociais tendem a ser fracionado, local, com objetivos restritos e efêmeros, contraídos em seus mundos interiores ou brilhando por apenas um momento em um símbolo da mídia. Neste universo de mudanças confusas e incalculáveis, as pessoas inclinam-se a se reagrupar em torno de componentes primários: religiosos, étnicos, territoriais, nacionais, etc.

A cada dia as pessoas delineiam o sentido de suas vidas, não em torno do que executam, mas com base no que elas verdadeiramente são ou acreditam que são. Podemos tomar como exemplo, um tema atual, as discriminações regionais e sociais. Ser nordestino não é crime, muito menos um pecado mortal, iguais aos que fazem os religiosos sentirem o “calorzinho da caldeirinha”, porém, o antigo modelo bairrista ainda impede que as transformações intelectuais modifiquem o modo de pensar dos que cultuam esta filosofia. Para estes, só aconteceram as transformações tecnológicas.

É fundamental que “estas pessoas”, que ainda cultivam um estilo predominantemente regionalista, saibam que o mundo não é mais o dos nossos pais. A globalização trouxe consigo uma sociedade bem mais moderna, na sua maioria voltada para o neoliberalismo, sempre se modernizando e se capacitando, constantemente declinando para os sistemas de informação e comunicação. “A era da informação e do conhecimento”.

Vivemos em um mudo caracterizado pela globalização onde não podemos deixar de reconhecer que avançamos muito em ciência e tecnologia, porém os valores do ser humano, infelizmente, não acompanharam estas mudanças, mesmo assim, não há mais lugar para as discriminações raciais e/ou sociais, intolerância religiosa, entre outros. É fundamental que a sociedade contemporânea adote procedimentos diferenciados, não permitindo mais um “comportamento Feudal, retrógrado e de difícil compreensão”.   Alberto Peixoto

Não Entregue O Seu Poder

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Quando culpamos o outro, entregamos o nosso poder, porque estamos colocando a responsabilidade pelos nossos sentimentos em outra pessoa. As pessoas em nossas vidas podem se comportar de maneiras que desencadeiem reações desconfortáveis em nós.

Entretanto, elas não entraram em nossas mentes e criaram os botões que foram empurrados.

Assumir a responsabilidade pelos nossos próprios sentimentos e reações é dominar a nossa “capacidade de responder.” Em outras palavras, aprendemos a escolher conscientemente, ao invés de simplesmente reagirmos. Não podemos falar de ressentimento sem também falarmos sobre o perdão. Perdoar alguém não significa que toleremos o seu comportamento. O ato do perdão ocorre em nossa própria mente. Ele realmente nada tem a ver com a outra pessoa. A realidade do verdadeiro perdão está em deixarmos de nos agarrarmos à dor.

É simplesmente um ato de nos liberarmos da energia negativa. O Perdão não significa permitir que as ações ou comportamentos dolorosos do outro continuem em sua vida. Algumas vezes, o perdão significa liberação. Você os perdoa e os libera. Tomar uma posição e estabelecer limites saudáveis são, muitas vezes, as coisas mais amorosas que você pode fazer – não somente para si mesmo, mas para a outra pessoa também. Eu realmente acredito que não há erros.

Quando os nossos corações estão fechados e sentimos ressentimento, raiva e tristeza, é difícil ver alguma coisa boa. No entanto, quando os nossos corações estão abertos, é como se grande parte desta negatividade desaparecesse e fôssemos capazes de liberar estes velhos pensamentos e despertarmos para a alegria. Para cada um de nós, há sempre a alegria interior. E precisamos saber que somos muito perfeitos como somos. Não importa quanto caos possa estar acontecendo ao nosso redor, não importa quantas coisas possam estar acontecendo de errado ou não da forma como queremos, não importa o que os nossos corpos possam estar fazendo no momento – podemos amar e aceitarmos a nós mesmos. Pois a nossa verdade – a verdade do nosso ser – é que somos eternos. Sempre fomos e sempre seremos. E esta parte de nós mesmos continua para sempre.

Alegre-se que seja assim. Quando nos amamos e nos aceitamos exatamente como somos, torna-se mais fácil passarmos pelos momentos difíceis. Não estamos mais lutando contra nós mesmos. Estamos nos aceitando. Estamos nos tornando sensíveis. Estamos nos valorizando. Estamos nos confortando e tornando as coisas mais fáceis para nós mesmos. Veja-se na frente de um espelho, olhando para os seus próprios olhos e dizendo: “Eu o amo e o aceito exatamente como você é”. E respire. Permita-se sentir o que você está sentindo. Você não tem que ser perfeito. Você já é perfeito como é: Você é você. Você é exatamente o que escolheu ser nesta existência.

De todos os corpos e de todas as personalidades que estavam disponíveis, você escolheu ser quem você é – experienciar este mundo, esta vida, através do seu corpo, através de sua personalidade. Assim, ame a sua escolha, pois é parte da sua evolução espiritual. Louise Hay

Mensagem A Garcia

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No ambiente corporativo, “Mensagem a Garcia” é uma expressão corrente, para designar uma tarefa muito difícil e espinhosa, mas que é absolutamente necessária, e precisa ser realizada de qualquer maneira, sob-risco de grandes perdas para a empresa. É tirada do texto criado pelo jornalista norte-americano Helbert Hubbard no século XIX, tem uma atualidade impressionante e é uma verdadeira aula de como avaliar

personalidades profissionais. Primeiro o autor nos conta como surgiu a idéia:

“A Mensagem a Garcia escrevi numa noite, depois do jantar, em uma hora para a revista “Philistine”. A idéia original, entretanto, veio-me de um pequeno argumento ventilado pelo meu filho Bert, ao tomarmos café, quando ele procurou sustentar ser Rowan o verdadeiro herói da Guerra de Cuba. Rowan pôs-se a caminho só e deu conta do recado – levou a mensagem a Garcia. É verdade – disse comigo mesmo – o herói é aquele que dá conta do recado: que leva a mensagem a Garcia.

Entretanto, dei tão pouca importância a este artigo que até foi publicado na revista sem qualquer título, mas começaram a afluir pedidos para exemplares adicionais: uma dúzia, cinqüenta, cem; e quando a American News Company encomendou mais de mil exemplares, perguntei a um dos meus empregados qual o artigo que havia levantado o pó cósmico. – Esse de Garcia – retrucou-me ele.

No dia seguinte chegou um telegrama de George H. Daniels, da Estrada de Ferro Central de Nova York, dizendo: “Indique preço para cem mil exemplares, o artigo Rowan, sob forma folheto, com anúncios estrada de ferro no verso. Diga também quando pode fazer entrega”.

Após, duas ou três edições de meio milhão se esgotaram rapidamente.

Além disso, foi o artigo reproduzido em mais de duzentas revistas e jornais. Tem sido traduzido, por assim dizer, em todas as línguas faladas.

A mensagem rodou países como a Rússia, Alemanha, França, Turquia,

Indostão e China. Durante a guerra entre a Rússia e o Japão, foi entregue um exemplar de “Mensagem a Garcia a cada soldado russo que se destinava ao “front”. Os japoneses, ao encontrarem os livrinhos em poder dos prisioneiros russos, chegaram à conclusão que havia de ser uma informação valiosa e não tardaram em vertê-lo para o japonês. Por ordem do Micado foi distribuído um exemplar a cada empregado civil ou militar, do governo japonês.

Para cima de cem milhões de exemplares foram impressos, o que é sem dúvida a maior circulação jamais atingida por qualquer trabalho literário durante a vida do autor, graças a uma série de circunstâncias felizes.

MENSAGEM A GARCIA

Em todo este caso cubano um homem se destaca no horizonte de minha memória. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se com o chefe dos insurretos, Garcia, que sabiam encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse dizer exatamente onde. No entanto, o Presidente precisava de sua colaboração o mais rapidamente possível. O que fazer?

Alguém lembrou: “Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é

capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan”. O Presidente lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. Tomou a carta, meteu-a em invólucro impermeável, amarrou-a ao peito, e após quatro dias, saltou de um barco sem sequer uma cobertura, alta noite, nas costas de Cuba, se embrenhou no sertão para depois de três semanas surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregue a carta a Garcia.

O ponto que deseja frisar é este: MacKinley, o presidente, deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan tomou a carta e nem sequer perguntou: “onde é que ele está?”.

O general Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma grande empresa, em que a ajuda de muitos se torna necessária, têm sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de um grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada coisa e fazê-la.

A regra geral tem sido: assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal feito.

Ninguém pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de

todos os meios ao seu alcance para fazer com que outros homens o auxiliem, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia faça um milagre, enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz. Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova.

Estás sentado no teu escritório, rodeado de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: – Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e fazer uma descrição resumida de Corrégio.

Dar-se-á o caso de o empregado dizer calmamente: “sim senhor”, e executar o que lhe pediste?

Nada disso! Olhar-te á admirado para fazer uma ou algumas das seguintes perguntas:

Quem é ele? – Que enciclopédia? – Onde é que está a enciclopédia? – Fui eu acaso contratado para fazer isso? – E se Carlos o fizesse? – Já morreu? – Precisa disso com urgência? -Não quer que traga o livro para que o senhor mesmo procure? – Para que quer saber disso?

Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostre incapaz

de zelar pelos seus próprios interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. Este processo de seleção por eliminação está se operando incessantemente com a única diferença que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis.

É a LEI DA SOBREVIVÊNCIA DO MAIS CAPACITADO. Cada patrão, no interesse comum, trata somente de guardar os melhores, aqueles que podem levar uma MENSAGEM A GARCIA”.

Adaptado do texto de Helbert Habbard – 01/12/1913

RESUMO

A importância dessa história é que existem poucos Rowans por ai. E são de pessoas como ele que o mercado precisa. Gente que ao receber um problema a ser solucionado, não importa como e onde, vai e resolve, ao invés, de não resolver coisa alguma e voltar com outros dez problemas novinhos de presente. Rowan não fez perguntas tolas e sem sentido, ele nem sabia quem era o tal Garcia, mas seu desejo em cumprir aquele pedido era tão grande que ultrapassava barreiras e lhe fazia “agir”.

É isso que falta no mercado. Pare com as perguntas idiotas e que só mostram como é grande o seu desinteresse e falta de criatividade na solução de problemas, não olhe para as barreiras e dificuldades elas sempre vão existir, faça com que seu desejo em cumprir o que lhe foi confiado seja maior que qualquer impedimento, comece a desenvolver a capacidade de solucionar problemas. Não espere que te tragam tudo já bem mastigado e as informações prontamente colhidas, vá você mesmo ao encontro delas. Trabalhar o tempo inteiro com facilidades ao alcance, ta cheio de gente por ai que é capaz de fazer. Para que você perceba as complicações em levar esta mensagem, Garcia estava escondido, pois caso fosse encontrado seria morto pelos espanhóis. Mesmo assim em menos de quatro semanas Rowan conseguiu entregar a carta passando pelo mar das Caraíbas e atravessando o deserto da ilha de Cuba.

Ele enfrentou obstáculos e não ficou esperando tudo pronto cair dos céus em suas mãos. Tomou decisões, seguiu em frente e conseguiu.

Mostrou como resolver situações inesperadas e difíceis. Basta ter interesse e disposição para correr atrás do que é preciso ser feito.

São pessoas assim que o mercado espera. São de pessoas assim que o mercado precisa.

Agora te pergunto. Você pode levar uma carta a Garcia?

O Amor Vencerá

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Não se preocupe:

No final de tudo o amor vencerá!

E se ainda não venceu, é porque o final ainda não chegou.

É tempo de reacender chamas, de renovar esperanças, de buscar a essência perdida, esquecer o medo de uma vez por todas, assim, se preparar para viver o amor.

Não o amor mesquinho que quer a posse, não o amor sonhador que imagina apenas, não o amor vazio de sentidos, paixão, não o amor carne, que se cansa.

Mas o amor que nasce da maturidade, da certeza de ter vivido experiências, de encontrar a alma que se encaixa, pedaço da sua que dispensa ilusões…

Não se preocupe, o amor vencerá! esteja pronto, todos os dias e se for possível, se o amor já existir na sua vida, renove-se diariamente,firme compromissos,o amor que se nutre da esperança, é como essa noite cheia de estrelas, beleza rara que contemplamos, na certeza de que o amanhã será lindo, e por ser amor, com certeza,será!

Paulo Roberto Gaefke

Beijo Que Te Quero Mais

Beijos

Beijo deveria ser moeda de pedágio. Passar pela porta de casa seria proibido sem antes lascar um beijo na mãe, no pai, no irmão, no filho, no marido e, para quem gosta, até no cachorro!

Beijo deveria ser como bolinha de sabão. Num sopro, a gente poderia mandar alguns pelos ares, que explodiriam na pele de quem neles encostassem. E de repente, sem saber de onde veio, seríamos presenteados com um beijinho perdido pelas ruas da cidade…

Beijo deveria ser elemento químico. Constar na Tabela que a gente tem de decorar para a prova de química, no colégio. Assim, certamente seria mais interessante e ainda ensinaria qual a fórmula mágica deste estalo tão bom…  Beijo deveria caber num envelope, mesmo que fosse dos maiores, mas que pudéssemos enviá-lo pelo correio, para aquela pessoa que está tão longe e que daria qualquer coisa para sentir o gosto da boca de seu amado.  Beijo deveria acender luzes pelo corpo da gente. E quando a energia elétrica entrasse em pane, bastaria que demonstrássemos nosso amor pelas pessoas queridas e qualquer escuridão terminaria…

Beijo deveria estar disponível nas vitrines das melhores docerias. Poderia até ter preço especial, mas que pudessem pagar por ele aqueles que aparentemente menos merecessem, porque beijos são realmente transformadores e certamente provocariam reações sensacionais.  Mas beijo não é assim.

É particular e a gente escolhe em quem quer dar. Porque beijo é um presente que precisa de vontade para ser oferecido. E talvez seja melhor que assim aconteça: não tão anônimo, não tão sem motivo, nunca forçado, ainda que possa ser pedido.  Por fim, é essencial que o beijo seja leve, fluido, sintonizado com a delicadeza própria de quem sabe dar. Na verdade, beijo é sempre dado. Receber é apenas contingência da mais gostosa e prazerosa troca entre duas pessoas que se desejam insanas por alguns instantes…

… posto que um beijo pode valer mais que a lucidez de uma vida inteira.   Rosana Braga 

Relações que Excluem

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Conviver é uma arte que vale a pena exercermos. Nem sempre é amistosa, devido às diferenças. O ser humano identifica, com muita habilidade, a exclusão. Os fatores para isso são muito variados e supõem uma animosidade.

Normalmente sentimos no ar quando estamos sobrando, mas, quando não fazemos essa identificação, alguém o fará. Nada de rodeios, nem “meias palavras”. Quando alguém não é bem-vindo ao grupo, será avisado. Nesse caso, a gentileza não é exatamente a forma de comunicação usada. Usam-se atitudes desprezíveis como: agressividade, frieza, isolamento, “meias palavras”, fofocas, cobranças infundadas, olhares gelados, “sorriso amarelo” e o que mais dói à vítima: o legítimo escanteamento.

Tudo isso é reflexo de relações em conflito. Relações essas que ocorrem em casa, entre amigos, vizinhos, colegas de trabalho, casais etc. A maioria sabe perfeitamente quando é vítima ou quando é agente. As duas formas de convívio maltratam. Em ambas, há uma queda no índice de AMOR. E na vida, qualquer abalo no percentual do amor pode significar diminuição das resistências imunológicas.

Explico: quando nos desligamos do estado sereno e envolvente do amor, conectamo-nos, automaticamente, ao estado da rebeldia e do egoísmo. Resultado: viramos presas fáceis para o insucesso. Talvez não pareça bem assim, pois, na maioria das vezes, sentimos orgulho ao excluirmos alguém. No entanto, logo adiante, virá o resultado gerado pelo clima pesado que fica no ar.

Sentimentos de fraqueza física nos atingem, gerados pela ausência de energia. Desconforto inexplicável devido à consciência pesada. A falta de entusiasmo motivada pela desilusão em uma relação. O medo de alucinar, porque lidar com o outro é, definitivamente, um caos. E aos poucos, o pior vai acontecendo. Recebemos da nossa consciência um alerta: Excluir vale a pena? Quando a resposta é não, então, nasce a dúvida: como reverter a situação? Aí falta conteúdo, sabedoria e habilidade.

Devemos semear a idéia do amor, desprezando completamente a idéia da exclusão. Afinal, se analisarmos bem, o que queremos sinceramente da vida? Por acaso não é sentir-nos BEM? Por que então construir relações que me fazem sentir um mal-estar inconsciente? Uma sensação ruim que atesta a minha incapacidade no trato humano, uma consciência pesada por não ser capaz de lidar com o outro, apesar de saber que sei lidar bem com tantas outras situações.

Enfim, se estamos com dificuldades em lidar com pessoas, saibamos que elas são um reflexo daquilo que nós devemos melhorar. Jamais devemos fazer de conta que isso não tem importância ou que isso deverá ser assim mesmo. Não, nem pensar. Relacionar-se bem deve ser também uma questão de honra. Lembremos que três coisas deterioram a nossa vida. São elas: a arrogância, orgulho e a soberba.

Nesse aspecto, o amor nas relações, bem como o respeito no convívio, não existe. É cada um por si e Deus por todos. Penso que as jóias que a vida nos oferece incansavelmente, para usufruirmos durante nossa vida aqui na Terra, são: a auto-estima, verdadeiros amigos, relações amistosas e a jóia mais brilhante de todas: o amor.

Um lugar especialmente impactante para aperfeiçoar o sentimento do amor é no nosso local de trabalho, uma vez que lá lidamos com afetos e desafetos. O amor pode servir de ingrediente essencial quando não vislumbramos mais saída. Só ele possui a força suficiente para:

– apaziguar os ânimos;

– diminuir a alucinação entre setores;

– promover uma comunicação amistosa e não agressiva;

– retroceder, se necessário, com humildade;

– diagnosticar a maldade no coração do colega;

– reconhecer o grau de autossuficiência no qual estamos impregnados;

– ativar nosso nível de paciência e honestidade;

– intensificar o nosso comprometimento na construção de empresas melhores e, como consequência, um planeta mais generoso.  Invista no AMOR. Pense nisso.  Irlei Wiesel   Rh.com.br

Tudo O Que Já Fomos, Ainda Somos!

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A mudança é uma proposta interessante. Ao mesmo tempo em que pode nos encher de ansiedade e insegurança e até nos paralisar, quase sempre nos remete à expectativa de que tudo pode ser melhor do que tem sido. Mais ou menos como se estar satisfeito com o que já temos e com o que já somos, fosse sinônimo de covardia ou acomodação.

Faz sentido, em partes. Mudar pode mesmo ser assustador, já que nos impulsiona ao desconhecido. E pode também ser surpreendente e maravilhoso, já que nos possibilita ampliar os horizontes, abrir a mente e experimentar o novo.

No entanto, penso que a questão principal nem seja sobre mudar ou não mudar. Digamos que a mudança é inevitável. Portanto, discuti-la pode servir apenas para compreendê-la melhor. Penso que a questão, na verdade, tem a ver com quem nos tornamos cada vez que mudamos.

Se considerarmos que mudamos o tempo todo – de modo significativo ou imperceptível, propositadamente ou sem querer, consciente ou inconscientemente – não dá para dizer que somos completamente ‘outro’ a cada mudança. Somos os mesmos e, ainda assim, refeitos.

O que quero dizer, enfim, é que não substituímos o que fomos pelo que nos tornamos a cada mudança. Tudo o que já fomos, ainda somos! Somos as marcas, as cicatrizes e as lembranças de ontem, as ações, as escolhas e o modo como enxergamos o mundo de hoje, e os sonhos, a esperança e as possibilidades de amanhã. E tudo isso é fundamental!

Só que, infelizmente, algumas pessoas tendem a desperdiçar seus dias julgando sua história. Num esforço desgastante e inútil, tentam separar o que foi bom e o que foi ruim. O que foi acerto e o que foi erro. O que foi sucesso e o que foi fracasso. E nesta dinâmica, insistem na fantasia de que é possível ser completamente diferente do que se é. Ou do que se foi.

Penso que o intuito de viver é bem outro. É justamente somar. É exatamente considerar todas as camadas, todos os processos, todas as experiências. É genuinamente acolher a própria biografia com todos os seus ônus e todos os seus bônus. Todos os seus risos e todas as suas lágrimas. Todos os seus gozos e todas as suas dores.

E assim, podendo aprender com o passado, fincar os dois pés e o coração no presente e desenhar o futuro que deseja viver, sugiro que você observe – como se estivesse assistindo ao longa vencedor do Oscar de Melhor Filme – o quão emocionante e essencial foi cada uma de suas tristezas, cada um de seus amores e cada instante em que você decidiu, com todas as suas forças, ser quem você é!

É só isso que pode fazer a vida valer a pena! Ser quem você é! Não apenas uma parte. Não apenas o que é bonito de mostrar. Não só o que foi gostoso de ser. Ser quem você é por inteiro, podendo se levantar agora, de onde você estiver, e traçar um novo enredo para sua história. E que este novo se encaixe no velho e te refaça ainda mais intenso, mais profundo e com mais um broto de vida pra viver! Rosana Braga

Tire o Bode de Casa!

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Um homem foi até um sábio para descarregar suas reclamações; morava em uma palhoça, com crianças berrando o dia inteiro, a sogra reclamando de tudo, a mulher que só não ficava suspirando pelos cantos porque não havia cantos disponíveis.

O sábio recomendou: Você cria um bode. Então coloque esse bode dentro de casa.

Depois de uma semana voltou ao sábio: coloquei o bode em casa e as coisas só pioraram. O bode está comendo os poucos móveis que temos, ameaçando chifrar as crianças, fica berrando a noite inteira e não deixa ninguém dormir, fora o cheiro horrível que está pela casa.

-Bom, tire o bode de casa e depois volte aqui.

E o sujeito voltou depois de uns dias, só sorrisos: Sábio, muito obrigado! Minha casa agora é um paraíso! Sem o bode lá dentro todos se dão melhor, as crianças podem andar sem medo, minha sogra está toda animada escolhendo novas coberturas para os móveis, a casa está cheirando a limpeza…

Essa história acontece muito em nossa vida. O problema é que, muitas vezes, somos nós mesmos que colocamos o bode ali. E não o vemos. Passamos a culpar tudo e todos, a buscar soluções mirabolantes para resolver os problemas quando só o que é preciso fazer é tirar o bode de casa.

Em Vez De “POR QUÊ?”, Experimente Perguntar “PRA QUE?”

312Em princípio, as duas perguntas parecem muito semelhantes. Porém, se observadas com sensibilidade e sutileza, encontramos entre elas uma diferença essencial: a intenção com que as fazemos!

Perguntamos “por que?” quando estamos vivendo uma fase de conflitos, perdas e frustrações principalmente pelo fato de nos considerarmos injustiçados. Queremos compreender por que a vida ou até mesmo Deus (quanta petulância!) nos colocou numa situação tão dolorosa…

Julgamos, em geral, que existem pessoas bem mais “malvadas” que nós (ou alguém que amamos muito) e, portanto, elas sim mereciam tal “castigo”. Não nós, que tantas boas ações temos praticado! Não nós, que tanto temos pedido por ajuda e proteção…

E assim, perdemos a preciosidade contida dor! Perdemos a oportunidade valiosa de expandir nossa capacidade de viver bem e feliz. Jogamos pela janela a chance sagrada de evoluir e aprender mais uma lição nesta dimensão, que é a mais verdadeira e eficiente universidade que podemos cursar.

Para mudar essa dinâmica, bastaria mudar a pergunta. Ou melhor, bastaria mudar a intenção ao fazê-la. Em vez de insistir na lamentação e se estagnar no papel de vítima, poderíamos aceitar o convite para um novo aprendizado.

Em vez de resistir e repetir indefinidamente “por que comigo?”, “por que justo agora?”, “por que com essa pessoa, que é tão boa?”, “por que de novo?”, experimente perguntar “pra que?”. Ou seja, qual é a lição contida nesta perda, nesta dor, nesta frustração?

Definitivamente, a vida é um imenso quebra-cabeça, com mais de 6,5 bilhões de peças. Somos, cada um de nós, uma dessas peças. Será mesmo possível compreendermos por que algo acontece aqui e agora, justamente com essa e não com aquela pessoa?

Será mesmo possível nos dar o direito e a competência de julgar um evento isolado, sendo que não temos a visão do todo? Sendo que estamos muito longe de conseguir avaliar o quanto esse acontecimento vai interferir no cenário final desta imensa figura desenhada pela espécie humana?

A mim, parece prepotência demais! Então, prefiro me ater ao que posso e ao que me parece que a grande maioria de nós pode: cuidar de si e daquilo que interfere à sua volta. E se considerarmos que a atitude de uma única pessoa pode influenciar outras cinco ao seu redor, talvez comecemos a compreender qual é a matemática, ou melhor, qual é a resposta que vale a pena buscar!

Pra que ter um pouquinho mais de paciência com esse momento difícil? Pra que dar um pouco mais de si na harmonização de um conflito? Pra que ser um pouco mais colaborativo num momento de reajustes e mudanças? Pra que ter um pouco mais de fé numa situação de perdas? Pra que, enfim, ser um pouquinho – só um pouquinho que seja – mais gentil que antes?

E daí, sim, poderemos descobrir, de fato e na prática, que cada dia é uma página de exercícios no grande livro que é a história de cada um… E esta é a sua parte: fazer uma página. Apenas uma. A de hoje, a de agora, pra que fique bem claro que existe uma única resposta a todos os “porquês”: porque tudo é exatamente como tem de ser! Tá tudo certo quando fazemos a nossa parte da melhor forma que podemos!