Amigo É O Que Guia E Desafia

Objetivo: Despertar para a importância que temos na vida das pessoas que estão ao nosso redor e da confiança que precisa existir na caminhada do grupo.
1. Clarear os passos:
Convidar os participantes a formar duplas, ficando um ao lado do outro. A dupla combina quem será o cego e quem será o guia. O cego fecha livremente seus olhos e é auxiliado pelo guia. O guia, de olhos abertos, dá o seu ombro ou a sua mão e o ajuda. Enquanto isso, estar atento aos sentimentos que experimenta:
– Como cego, o que sente ao ser auxiliado? / Como guia, o que sente enquanto auxiliador?
2. Caminhando:
As duplas (cego e guia) seguem por diversos caminhos, inclusive passando por obstáculos, se o guia assim o quiser. Deixa-se um tempo para que haja a vivência necessária. Depois, o animador da dinâmica orienta para que se mudem os papéis: quem é cego torna-se agora guia e quem guiava, é o cego. E a dinâmica segue por alguns minutos.
3. Partilha:
O animador da dinâmica dá um sinal de parada e as duplas voltam à sala, para partilharem com o grupo a experiência feita: o que sentiram como cegos e como guias? Como isso se aplica à nossa vida e à vida do grupo? E em nossas relações de amizade?
4. Após as conclusões, finalizar com o “Poema do Amigo Aprendiz”
L1 – Quero ser seu amigo… (Quero ser sua amiga…)
L2 – Nem demais e nem de menos. Nem tão longe e nem tão perto. Na medida mais precisa que eu puder.
L1 – Mas amar-te, sem medida. E ficar na tua vida. Da maneira mais discreta que eu souber.
L2 – Sem tirar-te a liberdade. Sem jamais te sufocar. Sem forçar tua vontade.
L1 – Sem falar quando for hora de calar. E sem calar quando for hora de falar.
L2 – Nem ausente e nem presente por demais. Simplesmente, calmamente, ser-te paz…
L1 – É bonito ser amigo… (É bonito ser amiga). Mas, confesso, é tão difícil aprender
L2 – E por isso eu te suplico paciência. Vou encher este teu rosto de lembranças! Dá-me um tempo de acertar nossas distâncias!
T – Quem encontrou um amigo… Tem “o maior tesouro que a vida nos poderia dar…”.
Fonte: adaptação do material produzido pela PJ/RS.

Pontuação de Tarefas

Eliminar a lógica da competição é uma das idéias! A gincana pode ser montada com esta idéia/chave. Ex. de pontuação: as equipes recebem sementes que deverão ser plantadas ao final da gincana.
Exemplo de Tarefas
1. Montagem das equipes
2. Escolha do nome
Critério: algo ligado ao espírito do gincana (união, solidariedade, cooperação, respeito, fraternidade, amizade…) ou relacionado com a biodiversidade da região (nomes de rios, lagos, parques, animais…).
3. Entrevista com uma pessoa da comunidade (igreja, escola…) que tenha mais de 60 anos de idade, perguntando sobre qual a realidade de tudo o que envolvia a água em sua infância e juventude.
4. Elaboração e recitação de um poema relacionado ao meio ambiente.
5. Visita a uma companhia de tratamento de água (que faz a coleta, tratamento e distribuição) ou algum local onde se faça algum tipo de tratamento da água (ou o que mais se aproxime disso) e registrar quais são os passos deste processo.
6. Montagem de uma dramatização a partir de alguma música ou texto que fale sobre a temática.
7. Criação de um cartão (tipo postal) com algumas dicas de como usar e economizar água. Este material deverá ser confeccionado para distribuição na comunidade, nas escolas, nos estabelecimentos comerciais como forma de divulgar a urgência do cuidado com a água.
8. Organização de um projeto de preservação do meio ambiente que possa ser desenvolvido na escola, bairro, comunidade. No projeto deverá estar previsto como organizar a coleta e separação do lixo (tipos de lixos – seco, orgânico, metal, plásticos…), como fazer para evitar a erosão (plantio de árvores…), como fazer o tratamento da água para evitar doenças e outras formas criativas e adaptáveis à realidade e que possam contribuir para a qualidade de vida onde se vive.
9. Realização de uma visita, com a presença de todas as equipes, a algum manancial com o objetivo de conhecer e valorizar a água que se tem. Tipos de mananciais: naturais, fontes, córregos, rios, poços, estação de tratamento, fontes de captação.
Na visita aos mananciais procurar responder às questões: de onde vem a água consumida na comunidade? Qual a situação destes mananciais? O que podemos aprender fazendo esta ação de visitar?
10. Pesquisar sobre alguma entidade da região que mantenha projeto ligados às questões ambientais (água, saneamento, saúde) procurando descobrir:
a) Quais os objetivos da entidade/do projeto?
b) Quem pode participar?
c) Quais os resultados das ações da entidade/do projeto na realidade?
d) Quais as dificuldades enfrentadas?
e) Como é trabalhado o papel do poder público nestas questões? Como é vista a legislação?
f) Qual o grau de envolvimento e participação de adolescentes e jovens nas ações desenvolvidas?
g) Outras questões que sejam importantes.
Obs.: a gincana e outros materiais para dinamização de reflexões sobre a temática serão encontrados no subsídio “CF e os jovens”, produzido pela Pastoral da Juventude do Brasil e que pode ser adquirido nas livrarias Paulinas.

A Candidatura

Objetivo: expressar de maneira simpática o valor que têm as pessoas que trabalham conosco.
Descrição da dinâmica:
Cada grupo deve escolher um candidato para determinada missão. Por exemplo, ser presidente da associação de moradores, ser dirigente de um clube esportivo etc. Cada participante coloca no papel as virtudes que vê naquela pessoa indicada para o cargo e como deveria fazer a propaganda de sua candidatura.
O grupo coloca em comum o que cada um escreveu sobre o candidato e faz uma síntese de suas virtudes. Prepara a campanha eleitoral e, dependendo do tempo disponível, faz uma experiência da campanha prevista.
O grupo avalia a dinâmica, o candidato diz como se sentiu. O grupo explica por que atribuiu determinadas virtudes e como se sentiram na campanha eleitoral.
Obs.: a dinâmica foi tirada do subsídio “Dinâmicas em Fichas” – Centro de Capacitação da Juventude (CCJ) – São Paulo.

Questões para Debate
1 – O que você conclui, a partir da leitura do texto?
2 – Como é exercida a liderança no seu grupo? Há corresponsabilidade e divisão de tarefas?
3 – O que o grupo pode fazer para despertar as lideranças?
Fonte: Equipe do IPJ (Instituto de Pastoral de Juventude),Porto Alegre, RS. Artigo publicado na edição 277, abril de 1997, página 14.

Processos de Trabalho

Finalidade: Discutir formas de organização do processo de trabalho; discutir as diferenças entre os dois tipos, ritmo, produto, final, envolvimento individual.
Características: Espírito de equipe/agilidade/habilidade manual/concentração.
Material necessário: Massinha de modelar ou argila, ordens de serviço e caixas para recolher peças.
Descrição da dinâmica:
Dois grupos de igual número que irão trabalhar paralelamente. Um monitor para cada grupo.
1º Grupo: Ficam parados em fila indiana como numa linha de montagem, cada um recebe sua massinha de modelar com um cartão contendo uma ordem de serviço; confecção de pés, pernas, tronco, braços, mãos, cabeça.
Um desconhece a ordem do outro e, portanto, não sabe o que se formará ao final: a produção de um boneco.
O monitor cobra pressa. Ao término das peças, o monitor passa puxando uma caixa onde as pessoas sequencialmente vão montando o “produto final”.
2º Grupo: Sentados em roda. O monitor ordena a montagem de um boneco com a participação de todos. Ele cobra e estimula o andamento até que o grupo conclua junto o seu trabalho.
Após terminado o trabalho dos grupos, o(a) professor(a) coordena um debate comparando o processo desenvolvido por cada grupo. Depois, a turma pode relacionar esta dinâmica com a participação de todos nas atividades propostas em sala de aula. Como é o “produto final” da construção que fazemos em nossa escola?

Presente

1.Você Foi Escolhido Em Nome De Todos Para Ganhar Este Presente, Mas Não Queremos Que Ele Fique Com Você, Então Entregue-O A Pessoa Que Você Achar Mais “Amiga”

2.Como Você É O Mais Amigo, Ajude A Tornar Esta Brincadeira Mais Alegre E Passe O Presente À Pessoa Mais Alegre.

3.Já Que Você É A Mais Alegre, Torne Esta Brincadeira Uma Grande Alegria. Ajude-Nos A Encontrar A Pessoa Mais Paciente Desta Turma.

4.Como Foi Bem Paciente Conosco, `Seja Mais Um Pouquinho E Va Entregar O Presente À Pessoa Mais Prestativa.

5.Como Você É Prestativa Passe O Presente À Pessoa Mais Compreensiva.

6. Compreensivo É Derivado Da Palavra Compreensão.  Então Compreenda A Nossa Busca De Achar A Pessoa Mais Amorosa Deste Grupo.

7.Como É Bom Ser Chamado De Amoroso.  Mostre-Nos Seu Amor E Passe Para A Pessoa Mais Eficiente.

8. Com Toda A Sua Eficiência. Aponte  Rapidinho A Pessoa Mais Solidária Que Você Conhece Entre Nós.

9.Solidariedade É Doar, Então Mostre-Nos A Sua E Divida O Que Você Ganhou Com Todos Que Estão Aqui Presente!

Ouvindo Música

Objetivos:

a) Despertar a intuição e a criatividade;

b) Criar um clima de liberdade que envolve os participantes, unindo-os;

c) Proporcionar momentos de relaxamento estimulando a concentração;

d) Despertar o senso de liderança.

Tamanho do grupo:    Até 20 pessoas.

Tempo exigido:   Cerca de uma hora, dependendo do tamanho do grupo.

Material:   Toca fitas com boa potência. Música(s) de relaxamento.

Ambiente físico:   Uma sala (opcionalmente com cadeiras), suficientemente ampla para acomodar todas as pessoas participantes.

Processo:

I. O grupo ouve música durante 10 ou 15 minutos;

II. Antes de pôr a música, o orientador avisa que devem ouvi-la imaginando uma história encenável;

III. Pára a música. O orientador pede a cada um que narre para todos a história imaginada;

IV. As histórias que despertarem maior interesse no grupo serão interpretadas pelos componentes. Interpretam-se quantas histórias o número de componentes permitir;

V. O diretor de cada história será a pessoa que a mentalizou inicialmente;

FONTE: Oficina de Teatro, Olga Reverbel. Série Teatro Educação. Editora Kuarup.

O Trabalho Em Equipe

Objetivo:

Ressaltar a importância do trabalho em equipe.

Forma de realização:

A aplicação da técnica, inicia-se com as pessoas reunidas em círculo e no centro uma bexiga para cada participante.Cada pessoa, pega enche a sua bexiga e após amarrá-la é dada a proposta de que o grupo deve mantê-las voando. Então, o monitor responsável pela dinâmica deve ir retirando os participantes lentamente, um por vez. O número de bexigas continuará o mesmo, porém o número de pessoas será cada vez menor, até chegar ao ponto de não mantê-las mais suspensas.

Isolamento

Objetivos:

a) Vivenciar o desejo de merecer consideração e interesse;

b) Sentir a alienação, o isolamento, a solidão, sensação de estar excluído de um grupo.

Tamanho do grupo:

Qualquer tamanho, uma vez que serão escolhidos membros para participar do exercício.

Tempo exigido:

Quinze minutos, aproximadamente.

Ambiente físico:

Uma sala suficientemente ampla para poder acomodar todos os participantes.

Processo:

I. O animador escolhe umas cinco a sete pessoas que serão identificadas como “de dentro” e que ficam de pé, no centro do grupo, formando um círculo apertado com os braços entrelaçados. Tanto podem ficar viradas para dentro como para fora;

II. A seguir, escolherá uma pessoa do grupo que será o “intruso” e que deverá tentar penetrar no círculo da maneira que puder, e os componentes do círculo procuram conservá-lo fora;

III. O “intruso” tentará abrir o círculo e toma seu lugar ao lado dos outros como um membro regular, podendo o animador indicar outro membro como “intruso”, já que essa atividade costuma despertar grande empatia;

IV. No final do exercício, os “intrusos” e os outros membros, que funcionaram como observadores, farão os comentários acerca da experiência. É importante observar se os “intrusos” tentaram penetrar usando a força ou o diálogo.

FONTE: Exercícios Práticos de Dinâmica de Grupo, Silvino José Fritzen. 10ª edição. 2º volume, Editora Vozes, 1987. Petrópolis, RJ

Reverenciando O Destino

Tamanho do grupo: cerca de 35 pessoas

Fase Do Grupo: Fechamento, despedida(celebração de encerramento)

Tempo: em torno de Quarenta minutos

Recursos Necessários: texto base,para cada participante

Numero De Participantes: Máximo de trinta e cinco, se houver, mais, repetir as frases, na sequencia da numeração…se houver um numero menor de pessoas, distribuir de forma aleatória o excedente.

Recortes do texto base colados em cartões coloridos, um chocolate, uma rosa, ou um ramo de fores do campo,som para cd, new-age instrumental.(valter pini, kenny Gzanfir) etc.

Desenvolvimento

Ao som da musica,convidar os participantes a caminhar na sala, refletir, sobre  seu relacionamento, consigo, com o outro, em casa, no trabalho, em que voce precisa refletir nessa relação…entregar de forma criativa, os recortes  do texto básico, solicitar que reflitam nessa parte do todo que receberam e que recado lhe da essa parte do texto.

entregar  esse recorte, com um chocolate,uma rosa, ou um raminho de fores do campo..convidar todos a estar em circulo e a partir do numero sequenciado de 1 a 35, cada participante escolhe um  parceiro, vai até ele e lê sua frase, entregando um recurso auxiliar(chocolate,flores ou rosa)-que poderá estar no centro numa cesta,o participante  entrega este recurso com o  recorte da frase.

Sempre ao som de uma musica leve de fundo.

Encerrar com um abraço grupal, em roda de embalo, onde todos se percebem seu olhar nesse enlevo grupal.

COMENTÁRIOS

Pode-se usar em fechamento de atividade, dentro do foco indicado. Pode ser uma atividade que  possamos reforçar um conteúdo,um foco especifico,com uma fundamentação  adequada, pode simplesmente ser uma atividade de reflexão no processo de mudança,comunicação, etc.

Reverência do Destino

Atribuido a Carlos Drummond de Andrade

 

“Falar é completamente fácil,
quando se tem palavras em mente
que expressem sua opinião. 


Difícil é expressar por gestos e atitudes o que
realmente queremos dizer,
o quanto queremos dizer,
antes que a pessoa se vá.

Fácil é julgar pessoas
que estão sendo expostas
pelas circunstâncias.


Difícil é encontrar e refletir
sobre os seus erros,
ou tentar fazer diferente
algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega,
fazer companhia a alguém,
dizer o que ele deseja ouvir.


Difícil é ser amigo para todas as horas
e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia
e poder aconselhar sobre esta situação.


Difícil é vivenciar esta situação
e saber o que fazer.
Ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência
quando algo o deixa irritado.


Difícil é expressar o seu amor a alguém
que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.

Fácil é mentir aos quatro ventos
o que tentamos camuflar.


Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.


Difícil é saber que nos iludimos
com o que achávamos ter visto.


Admitir que nos deixamos levar,
mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer “oi” ou “como vai?”


Difícil é dizer “adeus”.
Principalmente quando somos culpados
pela partida de alguém de nossas vidas…

Fácil é abraçar, apertar as mãos,
beijar de olhos fechados.


Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo
como uma corrente elétrica
quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.


Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver,
sem ter medo do depois.
Amar e se entregar.
E aprender a dar valor somente a quem te ama.

Fácil é ouvir a música que toca.


Difícil é ouvir a sua consciência.
Acenando o tempo todo,
mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.


Difícil é segui-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas,
ao invés de ter noção das vidas dos outros
.

Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.


Difícil é sorrir com vontade de chorar
ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma.
Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.


Difícil é entender que pouquíssimas delas
vão te aceitar como você é
e te fazer feliz por inteiro .

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.


Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.


Difícil é lutar por um sonho.

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo,
mas com tamanha intensidade,
que se petrifica,
e nenhuma força jamais o resgata”.

Primeiras Impressões

  1. É solicitado ao grupo que cada um de seus membros escreva o seu nome em um papel e faça uma marca de uma maneira que possa reconhece-lo. Isso para que no sorteio a pessoa não retire o seu próprio nome. Colocam-se os papéis numa caixa que após misturá-los será colocada no centro da sala quando todos devem retirar um deles.
  2. Cada membro através de um desenho expressa a sua impressão da pessoa cujo nome está no papel retirado.
  3. Depois de fazer o desenho cada pessoa o expõe no quadro (usa-se fita gomada).
  4. Indaga-se ao grupo se alguém identifica-se com algum dos desenhos. Nesse momento, geralmente várias pessoas expressam-se.
  5. Finalmente solicita-se que cada pessoa dirija-se ao quadro e, em pé, revele a pessoa de seu desenho e o que quis expressar com o mesmo. Após esse momento cada pessoa que é chamada vai ao quadro e revela a pessoa correspondente ao seu desenho.