Lenda Japonesa

samurai

Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio.

Mesmo idoso, se dedicava a ensinar a arte zen aos jovens.

Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.

O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.

Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.

Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final do dia, sentindo-se já exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se.

E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

– Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? – A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos. – O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregam consigo.

*MORAL DA HISTÓRIA:*
*A sua paz interior depende exclusivamente de você.

*As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir

Falar Sem Medo E Culpa

Falar Sem Medo E CulpaAs empresas atualmente têm muitos desafios, ainda mais em um momento de mudanças de cenários tão significativos e vertiginosos. Um desses desafios é ter seus colaboradores devidamente preparados e capacitados em uma das principais competências do profissional moderno – a comunicação, notadamente a comunicação verbal.
O papel do colaborador é justamente participar do “time” e se relacionar com os outros na empresa. E ele precisa saber como, afinal, manter uma relação de convivência diária com seus colegas de trabalho, já que um bom relacionamento interno é um fator estratégico para seu sucesso profissional e para o sucesso da empresa.
Conhecer a si mesmo é a primeira etapa de uma vida equilibrada, e por consequência, de uma comunicação eficiente. É preciso fazer uma reflexão profunda de como é a nossa interação com o mundo e conosco: a forma de interpretar fatos, de compreender o próximo, de adquirir o conhecimento, de tratar as pessoas.
Pensando no processo de comunicação, quando falamos, achamos que o outro está recebendo a nossa mensagem sem interpretação pessoal; entretanto, esquecemos que o nosso interlocutor adiciona significados. Ele reelabora o que apresentamos, baseado nas suas experiências e referências. Além das palavras, usamos a linguagem não verbal, gestos e expressões para transmitir sentimentos, ideias, intuições, valores e crenças pessoais. Nossa comunicação verbal e não verbal é a representação do nosso mundo interior interagindo com o exterior, que se confronta com a representação do mundo do nosso interlocutor.
No contexto de uma empresa, cada pessoa precisa avaliar seu relacionamento com os funcionários de diferentes setores da companhia: saber lidar com a gerência, a diretoria e os mais diversos departamentos, muitas vezes envolvendo fornecedores e parceiros. Ser um profissional proativo, comunicativo e perspicaz vai ajudar a evitar os sete pecados capitais ao se comunicar no trabalho. Eles foram inspirados nos sete pecados capitais e nas suas respectivas contrapartidas, as sete virtudes sagradas. Classificados por São Tomás de Aquino (1225-1274), os mais conhecidos são: gula, luxúria, avareza, ira, inveja, soberba, vaidade, preguiça, mentira, arrogância, calúnia, adultério, roubo, orgulho, ódio.
E se durante a Idade Média o indivíduo era condenado ao cometer uma falha, hoje em dia o ser humano é visto como multidimensional e em constante evolução. Todos cometemos erros, porém, o que não devemos é permanecer neles. Na vida moderna, parte do avanço conquistado vem do aprendizado proporcionado pelas vivências e treinamentos corporativos. Durante a carreira profissional, e no decorrer da vida, é essencial observar quais pecados de comunicação são cometidos e o que fazer para evitá-los:
Apatia
Ela reflete o desconhecimento das características do público-alvo. De nada adianta ter o domínio da forma e do conteúdo se a fala é sem “alma”, sem sensibilidade e sem conexão com a audiência. O contrário da apatia é a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo o seu nível sociocultural, temperamento e momento psicológico. Ser empático é ser generoso com o outro, ao contrário da avareza, o querer tudo para si. Com a voz serena, mas firme, podem-se articular palavras com calma, confiança, polidez e respeitabilidade, tornando a comunicação atraente.
Insegurança
A falta de informação, de conhecimento sobre uma situação ou um tema, pouco ou nenhum conteúdo evidenciam a ausência de assertividade. Pessoas inseguras geralmente se comportam de maneira agressiva, para causar medo e intimidação. Expressam autoridade com rispidez. Essa imposição encobre o receio das suas próprias fragilidades. Ser assertivo é ter autoconhecimento. Quem se conhece verdadeiramente pode se observar “de fora”. Possui uma consciência de si tão sensível que pode observar a própria atuação durante as relações interpessoais. Detém o controle de seus atos, seus gestos e suas palavras. A comunicação interpessoal é o reflexo da comunicação intrapessoal. Ao dominar as ações e o discurso, cultiva-se o equilíbrio interior, e certamente os reflexos na comunicação interpessoal serão positivos. Uma pessoa assertiva quer defender seus direitos e ideias e, ao mesmo tempo, procura aceitar os dos demais. Ela é firme, confiante, respeitosa, é, afinal, controlada. Quem mantém um comportamento assertivo é alguém emocionalmente inteligente e maduro e com certeza tem um destino destacado no futuro: o sucesso.

Impaciência
Um dos grandes obstáculos ao aprendizado e à boa convivência. Pouca clareza e nenhuma empatia tornam a comunicação quase uma obrigação em vez de ser uma ação prazerosa e envolvente. Quando se é impaciente, sobra pouco ou quase nada a ensinar e não há espaço para a observação e o intercâmbio de informações. Uma postura sábia requer dar o tempo de maturação necessário aos acontecimentos e também tomar decisões firmes de forma serena, sem atropelos. No contexto corporativo, os profissionais – que são, sobretudo, seres humanos, com todas as suas imperfeições e singularidades intrínsecas – se inserem em uma dinâmica empresarial e têm de lidar com conflitos provocados pelo atrito de suas diferenças. Ninguém é melhor do que ninguém a priori: só é possível avaliar uma proposta ou uma opinião como “a melhor”, ou mais adequada, com base no diálogo e na consideração e respeito pelos outros.
Incoerência
Discrepância, falta de lógica, inconsequência. É a diferença entre falar, defender uma ideia, valores ou posição e não seguir os discursos e as ideias apregoados. Durante uma exposição, não encadear os assuntos dando uma sequência pertinente e complementar, defendendo um ponto de vista para em outro momento contradizê-lo. Esse comportamento desperta desconfiança e descrédito, pois as pessoas acreditam que a qualquer momento o incoerente poderá mudar de lado, sem se importar com os desdobramentos das suas atitudes.

Prolixidade
Ser excessivamente longo, cansativo e entediante numa conversa ou texto é um dos maiores pecados da comunicação. Geralmente, o prolixo não reconhece que sua expressão é confusa, cheia de palavras repetidas ou sem um significado importante e que os ouvintes não prestam a atenção justamente pela falta de objetividade. Assim como uma orquestra, uma apresentação ou reunião necessita de um maestro, um profissional que lidere o grupo, alinhe e sintonize os interesses em questão, afine os instrumentos, balize o timing da equipe, amenize ou elimine os ruídos e dissonâncias desnecessárias, potencialize o som dos solistas mais talentosos e interessantes, enfim, dê o ritmo e o tom do que está na “partitura musical”.
Ignorância
Falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre determinado tema, ou mesmo acreditar em algo falso, não tendo discernimento. Saber que existe mais conhecimento e profundidade num assunto, porém, não buscar isso. Fazer pouco caso da importância do saber, e agir como se não precisasse do outro. Quando se trata de um líder, os conflitos e as diferenças motivados pela desinformação e ignorância precisam ser encarados e resolvidos, afinal, não se pode simplesmente ignorá-los. Saber lidar com os conflitos e administrar as diferenças, usando uma comunicação equilibrada, pode enriquecer a pluralidade da empresa, ampliando seus horizontes e a sua visão de mundo.
Arrogância
Caracteriza a falta de humildade. Alguém que não deseja ouvir os outros, aprender algo que não saiba ou estar no mesmo nível do seu próximo. A soberba, a altivez, o orgulho exagerado, a vaidade em excesso em relação ao que sabe ou ao sucesso que desfruta completam esse pecado. Segundo o cristianismo, um dos sete pecados capitais é a soberba, que por sua vez inclui a vaidade e a arrogância. Mas ser arrogante pode também significar coragem, o assumir o seu ponto de vista, a personalidade ou a identidade. Contraposta, a humildade é uma das qualidades mais difíceis de exercer. Porém, humilde não significa ser fraco perante a posição que se ocupa. Pode-se nascer com tendências à virtude da humildade, como também trabalhar para adquirir esse comportamento. É saber ouvir, ser firme sem passar por cima do outro, é ser reverente e ter o conhecimento exato do que não se é. É viver sem ilusões. Alegria e paz são os frutos colhidos.

Revista Melhor – Reinaldo Passadori – Presidente e fundador do Instituto Passadori e autor do livro Comunicação essencial – Estratégias eficazes para encantar seus ouvintes, – Ed. Gente

Inveja no Trabalho

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Muitas pessoas me perguntam como devem lidar com pessoas invejosas no ambiente de trabalho.

Um ponto importante que sempre ressalto é se a pessoa sabe o quão exposta ela está. Quanto mais expostos estamos mais vulneráveis nos tornamos.

Existe muita gente que gosta de escancarar a vida particular como forma de chamar a atenção e ser aceito no grupo mas é certo que esta tática ( muito propagada em cursos e palestras de atendimento ao cliente e sucesso) não é mais tão infalível quanto se pensava.

Profissionais competentes e valorizados são reconhecidos pela atuação profissional. Tenha em mente que ficar de fofoquinhas, semeando intrigas ou simplesmente saber sobre a vida de todos além de não ser produtivo, incita a inveja alheia.

Foque-se em fazer bem o seu trabalho aliás, fazer bem já não é suficiente para quem quer vencer; faça melhor que os outros. Certifique-se que seu desempenho está sendo notado mas não vanglorie-se disto na frente de ninguém.

Sempre vão existir colegas invejosos mas se você conseguir preservar sua intimidade, evitar ser o centro das atenções de quem não precisa e focar-se em seu trabalho, não haverá com o que se preocupar a este respeito.                Simone Castillo

O Sucesso no Matrimônio

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O café da manhã que mamãe preparava era maravilhoso!
Embora fôssemos uma  família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira  refeição do dia. Era ovo frito com farinha, outro dia era ovo escaldado, depois era bife com pão, lingüiça com ovo e pão…
Tudo feito com simplicidade e amor…
Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da ‘lua-de-mel’ , para ir ao trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manhã preparado. Como estava acostumado com a casa da mamãe, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa.
Olhei para o lado e vi minha esposa, dormindo profundamente. Feito um anjinho  de pedra!
Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la.Nada!
Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco minutos do apartamento que alugávamos.
Ao me sentar na mesa de trabalho, sentindo o estômago roncar, abri a Bíblia no seguinte trecho: ‘O que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles’ (Lc. 6:31). Disse pra mim mesmo: ‘O Senhor não precisa dizer mais nada’. Lá pelas nove horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei um jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e comprar algumas guloseimas.
Preparei o café da manhã e levei na cama. Ela acordou com aquele sorriso tão lindo!
Estamos para completar Bodas de Prata. Nesses quase vinte e cinco anos de casamento, continuo repetindo esse gesto todos os dias. E com muito amor!
Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo… Tenho muito a melhorar, tenho de ser mais santo, mais paciente, mais carinhoso. Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando é Jesus: ‘Maridos, amai a vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela’ (Ef 5,25)……. ..
O matrimônios é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir perdão.
A cada dia temos que buscar forças em Jesus, pois sem Ele nada podemos fazer (Jo 15,5). Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase de Jesus (que, aliás, não está nos Evangelhos): ‘É maior a felicidade de dar que receber’ (At 20,35). Quando se descobre isso no matrimônio, se descobre o princípio da  felicidade.
Por que muitos casamentos não têm ido adiante?
Porque o egoísmo tomou conta do casal.
É o ‘cada um por si’ que vigora.
Estamos na sociedade do descartável: copo descartável, prato descartável, etc.
Pessoas não são descartáveis, porém, o que não é descartável precisa ser cuidado para ser durável.
O mundo precisa do testemunho dos casais de que o matrimônio vale a pena! E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados gestos de carinho e perdão diariamente.
É preciso declarar, todos os dias o amor, em gestos e palavras.
A primeira palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é: ‘Eu amo você’.
Não é fácil dizer isso, às vezes, pois muitas vezes, acordo de mal comigo mesmo. Então, faço uma oração pedindo o Espírito Santo e Ele me dá a força do amor para amar aquele dia. Recebo de Deus a força do perdão.
Faça isso agora também. Declare seu amor!
Aos solteiros e aos que ainda não se casaram, quero dizer o seguinte: ‘Se você estiver pensando em casar para ser feliz, não se case nunca! Fique como está, solteiro mesmo’. Mas, se sua intenção é casar para fazer alguém  feliz, case-se e você será a pessoa mais feliz do mundo!
O segredo da felicidade é fazer o outro feliz!
Quem disse isso foi Aquele que mais entende de felicidade:  Jesus.   Marcelo Gonçalves

O Amor Vencerá

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Não se preocupe:

No final de tudo o amor vencerá!

E se ainda não venceu, é porque o final ainda não chegou.

É tempo de reacender chamas, de renovar esperanças, de buscar a essência perdida, esquecer o medo de uma vez por todas, assim, se preparar para viver o amor.

Não o amor mesquinho que quer a posse, não o amor sonhador que imagina apenas, não o amor vazio de sentidos, paixão, não o amor carne, que se cansa.

Mas o amor que nasce da maturidade, da certeza de ter vivido experiências, de encontrar a alma que se encaixa, pedaço da sua que dispensa ilusões…

Não se preocupe, o amor vencerá! esteja pronto, todos os dias e se for possível, se o amor já existir na sua vida, renove-se diariamente,firme compromissos,o amor que se nutre da esperança, é como essa noite cheia de estrelas, beleza rara que contemplamos, na certeza de que o amanhã será lindo, e por ser amor, com certeza,será!

Paulo Roberto Gaefke

A Mala de Viagem

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Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou: “Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?”
“É estranho”, respondeu o viajante, “mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.” Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.
Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou: “Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?”
“Estou contente que me tenha feito essa pergunta”, disse o viajante, “porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo”.
Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves.
Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias. E ele foi abandonando uma a uma.
Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora?
Não!
Era a falta de consciência da existência delas.

Excesso De Ansiedade Pode Estragar O Que Mal Começou

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Quando um relacionamento está começando ou para começar, a maioria das pessoas costuma se encher de ansiedade, expectativas e até ilusões sobre o que pode acontecer. Sim, eu disse “pode”. Assim como também pode ser que não aconteça. Ou seja, enquanto não tivermos “bola de cristal”, não temos como prever o futuro. Não temos certezas nem garantias.

Sendo assim, relacionar-se é um exercício, uma possibilidade, um risco, uma tentativa. E é justamente por saber disso que muitas pessoas se deixam afogar pelo medo de que as coisas não aconteçam como elas gostariam.

Inconscientemente, para aplacar esses sentimentos tão incômodos, tentam driblá-los criando expectativas e ilusões. Mas nem se dão conta de que o excesso de pensamentos e a tentativa de controlar seus desejos só servem para gerar mais e mais ansiedade.

Daí, resta aquela sensação de urgência, aquele “buraco no estômago”. O coração acelera, o humor fica instável e todo o corpo parece se mobilizar na tentativa de acelerar o mundo, as pessoas, a relação, os resultados desejados!

Cuidado! É exatamente por causa desta mania de idealizar o outro e o amor, de querer garantir que tudo se desenrole com perfeição, que a maioria das pessoas termina estragando o que mal começou.

Claro! Esta urgência que é alimentada internamente e, na maioria das vezes, inconscientemente, transforma-se em insegurança e, por conseguinte, em cobrança, em pressão, em necessidades exageradas. Enfim, transforma-se em tensão, peso, chatice…

O que deveria ser um tempo de prazer, leveza, diversão, muita conversa… tempo de se conhecerem melhor e rirem juntos de si mesmos e da vida, passa a provocar em ambos a impressão de que estão vivendo numa contagem regressiva para a explosão de uma bomba-relógio.

Assim não dá! Não há quem agüente por muito tempo… E o final dessa história é aquela triste sensação de que “tinham tudo para dar certo, mas… não se sabe por que, deu errado!”. Será que não é hora de parar e refletir sobre o quanto você está confiando em si mesmo, na vida e no fluxo do universo?

Será que você não está criando qualidades e vendo coisas que nem existem? Será que o outro é real ou é invenção da sua cabeça? Sim, porque tem gente que, de tão ansiosa, termina enxergando príncipes e princesas onde só existem pessoas. Pessoas normais, imperfeitas, com seus medos e desejos… e que têm limites e que se assustam com tantas idealizações e expectativas, e que só querem, no final das contas, uma chance para ser feliz…

Sim, eu sei. Na teoria, é exatamente isso que você quer também! Mas é preciso agir, na prática, com essa mesma lógica. Se você quer uma chance, se dê uma chance! Se você quer ser feliz, aja como quem é feliz. Se você quer que essa relação dê certo, pare de tentar acelerar os acontecimentos e deixe rolar!

Isso! Deixe rolar… deixe acontecer… vá se colocando aos poucos, falando sobre você, o que sente e quer… Mas pare de transformar essa possibilidade numa espécie de ameaça. Senão, em vez de ser feliz, você e a pessoa amada conseguirão apenas viver à beira de um ataque de nervos! E amor não tem nada a ver com isso…

Rosana Braga

Abaixo O Mau Humor

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Um interessante artigo de uma revista especializada em psicologia, nos dá conta que uma das características mais comuns de pessoas “inteligentes” tanto de Q.I. quanto emocionalmente é o Bom Humor.

Pessoas mal humoradas, rabugentas, que vivem “emburradas” como se diz no interior, são pessoas carentes, emocionalmente inseguras, pobres de espírito. Pessoas com as quais ao se conversar ou tratar temos que saber antes como está o seu humor, são pessoas fadadas ao fracasso no relacionamento interpessoal e portanto distantes do sucesso que tanto almejam.

Abaixo o Mau Humor!

Nada, absolutamente nada, justifica o mau humor no trabalho, na família, nas relações sociais. Ele só serve para afastar as pessoas. Chefes mal humorados distanciam-se de seus subordinados que com eles não querem falar, não querem comentar nada, evitam falar das coisas sérias do trabalho. Subordinados mal humorados são horríveis. Os chefes acabam evitando essas pessoas e a cada dia que passa elas ficam mais distantes de uma promoção, criando um círculo vicioso – mau humor = fracasso = mau humor pelo fracasso.

As  pessoas que têm uma tendência para o mau humor devem fazer um esforço adicional para vencê-lo. Pessoas mal humoradas tratam mal outras pessoas e isso deve ser evitado a qualquer custo. Pessoas mal humoradas são, via de regra, igualmente “reclamonas”, sentem-se injustiçadas e tem um sentimento de auto-piedade que não pode ter lugar nos dias de hoje em que precisamos ter relações sociais positivas, proativas.

Nesta semana, gostaria que você fizesse uma auto-análise e visse se você, seja chefe ou subordinado, não está “viciado” em ser mal humorado. Há pessoas que pensam que ser mal humorado seja sinônimo de “seriedade”. Nada mais falso. Lembre-se que o bom humor é um dos mais visíveis sinônimos de inteligência.

Prof. Luiz Marins: Antropólogo, professor e consultor de empresas no Brasil e no exterior, 25 livros (também disponível em vários países da América Latina e Europa) e mais de 300 vídeos e DVDs publicados; Empresário de sucesso nos ramos de agronegócio, educação, comunicação e marketing.

A Propósito, Qual É O Propósito?

PROP

Sem querer ser nostálgico, mas já sendo, os anos 80 marcaram a minha geração principalmente na área cultural. As músicas desta década ainda são muito tocadas. Você se lembra daquele grupo o Ultraje a Rigor? Ele tinha uma música chamada “Inútil”, que fez muito sucesso na época.

Segue um trecho:

“A gente não sabemos

Escolher presidente

A gente não sabemos

Tomar conta da gente

A gente não sabemos

Nem escovar os dente

Tem gringo pensando

Que nóis é indigente…

“Inúteu”!A gente somos “inúteu”!

“Inúteu”!

A gente somos “inúteu”!

Esta música trata de um problema crônico e global que é o desconhecimento do propósito da vida.

Eu tinha uns 15 anos e já namorava a minha atual esposa (que privilégio!) e estávamos saindo de um shopping na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, refletindo sobre nosso futuro e expectativas. Naquele momento nossos olhos se encheram de lágrimas como uma mistura de expectativa e frustração em não ter as respostas para o propósito das nossas vidas.

Em algum momento da vida nós deitamos a cabeça no travesseiro e pensamos que a vida é mais do que isso: acordar, trabalhar, ver TV. Finais de semana, festas, cinema e, se tiver sol, uma praia. Talvez você esteja pensando “Ah, mas isso é viver!”, não isso é existir.

Existir está para coisas ordinárias, assim como viver está para coisas extraordinárias.

Viver implica na capacidade de identificar seus dons e talentos, utilizá-los e fazer aquilo que você nasceu para fazer, de forma extraordinária, produzindo algo de valor para o próximo e recebendo a satisfação de fazer algo que valha à pena.

Eu conheço e, talvez você também, pessoas que:

– Não se sentem realizadas.

– Sentem que é uma farsa.

– Parecem estar vivendo a vida de outra pessoa.

– Estão vivendo o que os outros queriam que ela fosse.

– Tentam fingir que são coisas que não são e nem quer ser.

A descoberta do propósito passa por:

1 – Identificar quais são os seus talentos

Todos nós somos dotados de talentos. A palavra talento no inglês é Gift que também significa “presente”. Sim, talento é um presente que recebemos ou adquirimos. Existem os talentos natos (atrelados à sua personalidade) e os adquiridos (obtidos por meio de experiências de vida, estudos etc.) Um talento é uma habilidade diferenciada e o seu resultado é algo que você faz com excelência e melhor do que a média.

2 – Servir

Pense num músico de sucesso que você goste. Ele só obteve sucesso porque exercitou o dom servindo ao próximo. Sim. Você gasta dinheiro para comprar um DVD, ingresso de show, porque percebe valor no que ele produz. O dom deste músico em exercício agrega valor a você. É assim também com aquele médico excelente amigo da sua família. O que você tem feito com os seus dons? Como os seus dons vêm servindo ao próximo? O sucesso e a satisfação estão garantidos quando se coloca o dom a serviço do próximo.

3 – Perder o tempo de vista

O tempo é o grande inimigo da obrigação. Tudo que fazemos que esteja isento de prazer demora a passar. É praticamente uma lei universal. Mas se você está lendo este artigo e buscando identificar qual é o propósito da sua vida, procure se lembrar de experiências em que você desenvolveu atividades tão prazerosas que nem viu o tempo passar. Possivelmente, a realização de atividades que nos proporcionam este sentimento, são atividades alinhadas com os seus dons e propósito.

O meu desejo é que você seja capaz de completar a frase “Eu existo para…” e, ao ter a convicção do seu propósito, focar todos os seus talentos e cumpri-lo da melhor forma, estando certo de que a felicidade e a satisfação serão suas companheiras inseparáveis. Robson Vitorino para o RH.com.br

A Epidemia dos Fones de Ouvido

FONE

Quem é atento e costuma circular por diversas empresas já deve ter observado um fenômeno cada vez mais comum: a quantidade de profissionais, sobretudo jovens, que costuma trabalhar ouvindo música com fones de ouvido. Um hábito inofensivo, podem pensar os gestores. Uma forma de facilitar a concentração, acreditam os próprios usuários. Uma escolha pessoal que não interfere no trabalho, parece concordar a maioria. Na verdade, esse hábito, que está virando uma verdadeira epidemia nas organizações, tem, sim, importantes implicações no trabalho em equipe.

Um dos maiores desafios nas organizações é formar equipes integradas, que interajam de forma positiva, com um bom relacionamento interpessoal entre os profissionais, em um clima de colaboração. Além disso, as empresas investem cada vez mais em uma comunicação interna eficaz, na qual as informações circulem e os ruídos sejam minimizados, facilitando o trabalho em grupo. Para alcançar esse objetivo, muitas empresas, inclusive, investiram em reformas físicas ao longo da última década, substituindo as salas individuais por espaços e baias coletivas.

Nesse ambiente, o uso de fones de ouvido atua como um sabotador silencioso da boa comunicação. Ao utilizá-lo, o profissional mergulha em um universo próprio, concentrado apenas em sua tarefa e isolado do resto do grupo. A pretexto de facilitar sua concentração, os fones na verdade o tornam alheio do que se passa ao redor ― os comentários, as conversas, as brincadeiras e outras formas de interação da equipe. Mais que isso: quem trabalha o tempo inteiro com fones no ouvido pode passar uma imagem de que não quer ser incomodado nem está disponível para um contato mais próximo, como, por exemplo, para tirar a dúvida de um colega. A mensagem transmitida seria: “não perturbe, estou ouvindo a minha música e não quero papo”.

Os adeptos muitas vezes argumentam que os fones ajudam a manter o foco no trabalho e que o barulho dos colegas incomoda e prejudica a concentração. A questão é que aquele burburinho do ambiente de trabalho na verdade é a trilha sonora sobre a qual são construídos os laços entre os integrantes da equipe. É por meio de uma informação compartilhada, um comentário, uma opinião ou uma conversa informal que vão se firmando as relações e se estabelecendo os vínculos entre as pessoas.

Se o isolamento provocado pelo uso do fone é intencional, o profissional deve ficar atento a que imagem está passando para o resto do grupo e se questionar se esse hábito está de fato lhe trazendo algum tipo de ganho.

Já os gestores precisam estar conscientes desse fenômeno. Em um primeiro momento, talvez não seja o caso de proibir, mas de conversar com o profissional sobre as implicações e perdas envolvidas. Algumas empresas resistem, achando que se trata de uma interferência no estilo pessoal do empregado. Porém, a partir do momento em que o hábito de usar fones de ouvido afeta o relacionamento do profissional com a equipe, a integração ou a comunicação, o tema passa a demandar um posicionamento do gestor.

Por fim, é importante deixar claro que se pode escutar música no local de trabalho, desde que em som ambiente, em um volume que não atrapalhe o grupo e, de preferência, com o estilo musical acordado por todos. Não se trata de desrespeitar um direito pessoal, mas, sim, de priorizar o coletivo, o que, em última instância, é um dos princípios do funcionamento de qualquer equipe.