Você É Recalcada?

O termo está na moda. Mas ninguém quer esse rótulo. Pessoas recalcadas são embotadas, reprimidas, fechadas em si mesmas. Sem saber como estar no mundo, sem saber como mostrar o que sentem e o que querem, perdem a chance de participar de fato da vida.

Estão aqui, mas quase como se não estivessem. Vivem desvivendo, desamando, desmerecendo, desmoronando, desligando. Veja que não se trata exatamente de não fazer, de não sentir, de não querer, de não amar ou de não viver. Trata-se de não se permitir. De não se autorizar. De não se acreditar merecedora.

E mais dolorido do que amar e não ser amada, do que tentar e não conseguir, do que arriscar e errar é viver assim, sem se deixar, sem ocupar de fato seu lugar. Bem mais triste e frustrante do que ter de lidar com enganos e bobagens, é ter de lidar com o nada, com o vazio, com a sensação profunda e real de ser uma pessoa recalcada!

Se você se sente assim, imagino o quanto o medo te paralisa. O quanto parece impossível mudar essa situação e simplesmente mergulhar de cabeça no seu direito de ser e estar!

E imagino ainda mais o quanto esses sentimentos abrem espaço para outros ainda piores. Comparação, insegurança, ansiedade, timidez e até inveja. E talvez uma sensação amarga de ser menos que os outros invada seu corpo e sua mente fazendo você parecer arrogante e prepotente.

Mas quer saber? Essa não é quem você é de verdade. Essa é você cheia de crenças limitantes, de máscaras e de vendas nos próprios olhos. Essa é você tristemente recalcada. E estou certa de que se você está assim, só está porque não sabe o que e nem como fazer para estar diferente.

Então, apenas pare de pensar lá na frente. No que vai ser. Apenas esteja aqui e agora. Neste momento. Um pequeno passo. Talvez aparentemente insignificante, mas onde você possa colocar toda a sua essência, toda a sua verdade. Simples assim!

Sem se comparar com ninguém. Reconhecendo sua singularidade. Sabendo-se tão essencial quanto qualquer outra pessoa neste mundo. Você é filha do Universo tanto quanto cada outro ser vivo. E é fundamental! E tem o seu lugar. Único, diferente, seu!

Deixe aflorar o seu propósito e a sua missão. Porque se você está aqui, nesta dimensão, é porque é exatamente aqui e agora que você é altamente necessária. Apenas seja. Apenas fique. Sorria e dê um passo adiante numa atitude repleta de amor!

Apareça Na Busca

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Os sites que cadastram currículos funcionam como o Google. Ou seja, você precisa aparecer entre os primeiros resultados da busca. O ideal é ficar entre os 20 candidatos da pesquisa. Na Curriculum.com.br, site de hospedagem de CVs, 86% das buscas são feitas por profissões e cargos e 54%, por idade. Para aumentar suas chances quando fizer seu currículo na Internet, em sites de hospedagem como Monster, Manager, Curriculum.com.br ou Catho, preste atenção às seguintes recomendações:

1- Preencha todos os campos. Inclusive a carta de apresentaçao pessoal, caso exista esse espaço. Os bancos de dados online colocam os documentos completamente preenchidos em melhor posiçao.

2- Como a maioria das buscas é feita por cargos e profissões, liste todos os sinônimos e ocupações compatíveis com a sua. Exemplo: se você é economista, pode perder a chance de ser entrevistado para uma vaga interessante caso a busca seja realizada por “gerente financeiro”. Não economize nesse item.

3- Atualize a data da edição do seu CV regularmente. Currículos que permanecem muito tempo inativos são preteridos pelo mecanismo de busca. Atualize o seu documento sempre – nem que seja apenas para deixar a data de edição em dia.

4- Revise o seu curículo. Erros de português prejudicam muito a apresentação de um candidato. O mesmo vale para problemas de layout.

5- Evite mencionar pretensão salarial. Isso pode fazer com que você nem chegue a uma entrevista. O melhor, nesse caso, é negociar diretamente com quem irá contratá-lo, de preferência depois da entrevista.

6- Caso exista um espaço para uma auto-avaliação e apresentação livre, aproveite. A chance é boa para que a empresa lhe conheça melhor, identifique seu estilo profissional e suas características. Não subestime esse campo.

José Eduardo Costa

A Carreira É Sua

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Não existem regras prontas para o sucesso, pois o que se aplica a uma pessoa não se aplica a outra. Como um bom chef de cozinha, cada um precisa criar sua própria receita, seus ingredientes e sua maneira de fazer.

Independente de suas convicções e crenças, pode ter uma grande certeza em sua vida: a carreira é sua! Não, não tem jeito! Grande parte da responsabilidade é toda sua, então nada de lamentações, mas sim ações. Leia e reflita:

» Nada de paternalismo – Nós, brasileiros, temos um paternalismo muito forte arraigado em nossa cultura. A culpa é sempre do governo, da sogra, do chefe. Estamos sempre à espera de um super-homem que vai arrumar o país, nos trazer o progresso. Chega dessa história! John F. Kennedy, ex-presidente dos EUA, dizia: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”. Não espere que sua carreira decole graças a uma política econômica ou pela sorte de ter um chefe iluminado. Crie e seja dono do seu próprio destino, tenha as rédeas de sua carreira. É o melhor presente que você pode se dar.

» Cuidado com suas escolhas – O tempo todo, consciente ou inconscientemente, fazemos escolhas. Algumas fúteis, sem importância; outras de maior relevância. O simples fato de não querer ou de não fazer escolhas já é uma escolha. Mas não se esqueça de que você é o maior responsável pelas suas escolhas. Fique atento às suas opções, perceba se estão trazendo a você benefícios e resultados. Sua carreira está da maneira que está devido às suas escolhas, é claro que existem coisas que não temos controle e não podemos influenciar, como uma recessão mundial ou alguma circunstância de força maior. Mas boa parte de sua carreira, volto a afirmar, está assim devido às escolhas que você fez no decorrer de sua vida.

» Crie um círculo virtuoso – Coisas ruins também acontecem com pessoas boas e não há como evitar as más fases da sua vida. Mas podemos, em vez, de ficar nos lamentando usar essa energia para algo produtivo. Sugiro que você crie hábitos positivos e virtuosos. Que tal ler pelo menos 20 páginas de um livro qualquer quase todos os dias ou fazer 30 minutos de caminhada três vezes na semana. Ler uma história para o filho no mínimo duas vezes na semana, levar sempre que puder uma cesta básica na igreja, preparar uma comidinha bem gostosa para o amor de sua vida pelo menos uma vez por mês, os exemplos são infinitos. Pequenos atos que quando viram hábito tornam a nossa vida mais gostosa. Com sentimento de felicidade produzimos muito mais, vale a pena praticar atos virtuosos regularmente. Eu não trabalho no Ministério da Saúde, mas recomendo.

» Aposte em você – Quem não gosta de fazer uma fezinha na Mega-Sena de vez em quando? Já que, às vezes, gostamos de apostar, sugiro que faça uma aposta em você. Aposte nos seus talentos, na sua capacidade de realização, na sua criatividade. Dê uma chance a si e não seja seu maior inimigo, mas seu melhor amigo. Cuidado com seu grau de auto-exigência, aprenda a rir de seus erros e lembre-se sempre de que você não precisa saber e fazer tudo. Compartilhe seus sentimentos, tente implantar suas idéias e não as deixe somente no papel. Criatividade tem a ver com implantação e não só com projetos e mais projetos. Uma idéia só é válida quando implementada.

» Somos seres interdependentes – Acredite e fortaleça sua equipe. Ninguém faz nada sozinho, é muito importante estar ciente de que dependemos uns dos outros. Pode parecer bobagem, mas ainda nas empresas encontro feudos. Diretores, gerentes ou chefes que como reis acreditam que seus colaboradores são como súditos, prontos a atender todos os seus desejos e que estão a sua disposição a qualquer hora. Carreira tem a ver com gestão de relacionamentos. O maior diferencial de seu sucesso corporativo está na sua capacidade de gerir seus relacionamentos. Manter uma relação ganha-ganha, criar uma imagem positiva, ser um profissional que inspire confiança e que agregue valor ao ambiente. Sempre que puder contribua com o desenvolvimento das pessoas e acredite que tudo tem um retorno, quanto mais você dá, mais você receberá. Essa é uma das leis do universo que se aplicam perfeitamente no mundo corporativo e que eu espero sinceramente que você faça um bom uso dela.

Paulo Araújo

Saiba Como Usar A Vitrine Da Internet Para Construir Uma Imagem Pessoal Positiva

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Há mais de 120 milhões de blogs na web. Ser criativo não é fácil.

A internet é uma vitrine. Escreva seu nome no Google e confira o resultado: surge um rastro digital feito de listas de aprovação em concursos, comentários em salas de bate-papo, resultados de competições esportivas e fotos. A web registra pedaços de sua vida e forma uma imagem virtual. As empresas de recrutamento já descobriram isso faz tempo. A consultoria americana Michael Page, que tem escritório em São Paulo, desenvolveu, por exemplo, uma ferramenta de busca própria, voltada para encontrar informações de profissionais na web. É impossível controlar tudo o que sai publicado na internet. Mas é possível aumentar a relevância de uma parcela das informações. Confira nossas sugestões e use a rede a seu favor.

SEJA NATURAL
Evite criar uma imagem altamente positiva. Trata-se de um erro facilmente percebido por headhunters e recrutadores. Ninguém é perfeito, e demonstrar humanidade, acredite, pode contar pontos a seu favor. As empresas valorizam candidatos autênticos. Portanto, seja transparente. Não minta nem omita. Tenha apenas bom senso. “Não faça na internet algo que você evitaria fazer no mundo real”, diz Fernando Mantovani, gerente do escritório de São Paulo da consultoria de recrutamento Robert Half.

PUBLIQUE CONTEÚDOS PERTINENTES
Se tiver algo realmente a dizer na internet, diga. Se não for importante, fique calado. “Criar mais um blog ou abrir uma comunidade para não ter o que dizer é perda de tempo. Tente ser singular no conteúdo”, diz o paulistano René de Paula Junior, autor de seis blogs independentes e funcionário da área de experiência do usuário da Microsoft.

SIGA SEU RASTRO

Uma vez por mês, Marcelo Sant’Iago, diretor de novos negócios da agência de publicidade digital MídiaClick, de São Paulo, entra no Google, digita seu nome e faz uma busca. É uma boa medida. Os buscadores são um termômetro para saber o que aparece sobre ele e se há alguém falando algo a seu respeito. “Encontro meu trabalho em outros sites”, diz Marcelo Sant’Iago.

EVITE A IMAGEM DE POPSTAR

Estar presente em todos os sites de relacionamento, blogs, fotologs e comunidades da internet não é bom para a imagem. “Fazer marketing pessoal em excesso atrapalha”, diz Karin Parodi, diretora da consultoria Career Center, de São Paulo. “Evite a alta exposição”, diz Karin.

TORNE-SE UM VERBETE

Há uma série de grandes executivos com um verbete criado na enciclopédia virtual Wikipedia. Muitos foram construídos de forma neutra, enquanto outros são partidários ou subjetivos demais. Criar um para o seu nome é simples. Se alguém já criou seu perfil, você poderá alterá-lo com informações mais precisas. A dica é fazer buscas freqüentes para descobrir se há novidades ou erros envolvendo seu nome.

FAÇA USO DE SUA LISTA DE CONTATOS

No L’inkedIn, Plaxo ou qualquer outra rede de relacionamento, é importante trazer para a vida real a lista de contatos virtuais. “Cuide da sua rede de contatos, não a procure só quando necessitar”, diz Karin Parodi, diretora do Career Center. Ou seja, mantenha contato com as pessoas fora da internet.

CORRA PARA O LINKEDIN

É consenso entre headhunters, recrutadores e executivos: o LinkedIn é a ferramenta de relacionamento profissional mais poderosa da internet. Preencha cada item com o máximo possível de informações. Tome cuidado: o que vale é a qualidade dos relacionamentos, e não a quantidade. Entre os contatos conhecidos, tente fazer uma seleção de quem realmente integrará sua rede. Evite adicionar desconhecidos e recomendações exageradas. “O risco de obter uma série de recomendações sem critério é cair no descrédito. O recrutador percebe e checa esse tipo de coisa”, diz Ricardo Basaglia.

SEJA DISCRETO

O Orkut é um dos sites de relacionamento mais conhecidos do Brasil e também o de maior exposição. Marcar presença em suas páginas não é ruim. Pelo contrário, pode transmitir a imagem de profissional conectado. No entanto, use o bom senso. Não vá moderar a comunidade “Eu odeio a minha empresa”. Cuidado também com fotos ousadas.

MELHORE A PESQUISA

Já ouviu falar de Search Engine Optimization (SEO)? Trata-se de uma combinação de técnicas e estratégias para facilitar a seleção de um site pelo Google, por exemplo. Otimizado, o site salta para os primeiros lugares na lista de resultados. As empresas usam o SEO. Nada impede que um profissional faça o mesmo para destacar seus blogs profissionais. Há alguns macetes tecnológicos, como programar o site para os buscadores, atualizar constantemente o conteúdo e fazer com que o maior número possível de sites inclua links para a sua página.

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/edicoes/121/aberto/informado/mt_288906.shtml

Françoise Terzian

Mulheres Executivas Ganham Mercado, Mas Ainda Perdem Com A Desigualdade Salarial

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Por mais que a nossa sociedade promova a idéia de direitos e oportunidades iguais para homens e mulheres, em geral elas ainda enfrentam obstáculos maiores do que eles para avançarem em suas carreiras. Não somente a tão famosa dupla jornada feminina é um problema, mas também a diferença salarial entre os sexos.

Dados do IBGE deste ano apontam que, apesar do crescimento de 11,3% na renda da população entre 2003 e 2008, as mulheres receberam 70% do salário dos homens em todas as regiões do país. Ainda no começo de 2009, o caso de Lilly Ledbetter, trabalhora norte-americana que por 15 anos ganhou 40% a menos que um homem ocupante do mesmo cargo em sua empresa, ganhou visibilidade. E foi a partir de sua denúncia que o recém-eleito presidente Barack Obama assinou, em 29 de de janeiro, a Lei de Igualdade, que prevê o mesmo salário para homens e mulheres.

Sendo assim, fica claro que o problema da distinção salarial entre os sexos não é exclusivo do Brasil, a diferença é que aqui uma medida na dimensão da americana ainda não foi tomada. Ano após ano vemos órgãos de pesquisa lançarem números que mostram quão injusto é o mercado de trabalho para a mulher, mas, por outro lado, de 1976 a 2002 o número de trabalhoras teve um acréscimo de 25 milhões, segundo o IBGE.

Nos Estados Unidos, a ONG Catalyst, que tem como objetivo acompanhar os avanços femininos no mercado de trabalho, divulgou em outubro de 2007 uma pesquisa que analisou a chefia das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune. Segundo o estudo, as organizações que tinham uma maior representação das mulheres na direção conseguiram também uma melhor performance em relação àquelas com menor proporcionalidade do sexo feminino. No quesito “Retorno sobre Investimentos”, por exemplo, as companhias que apostaram nelas tiveram um resultado 66% mais positivo do que as que contavam com menos mulheres no comando.

Qualidades femininas como flexibilidade, paciência, e até mesmo a intuição, garantem, ao meu ver, os resultados positivos encontrados na pesquisa da ONG. A mulher, principalmente a que trabalha fora, é casada e tem filhos, consegue desenvolver uma capacidade incrível de liderança. Em casa, mesmo com pouco tempo, muitas conseguem ser as chefes, afinal, algumas responsabilidades, como ajudar o filho nas tarefas da escola e se preocupar com a organização, ainda são delas. Capazes de por em ordem um lar, facilmente conseguem levar para a empresa essa pró-atividade.

Outra característica que admiro no sexo feminino é o dom que elas tem de conseguir resolver mais de uma coisa ao mesmo tempo. Credito isso principalmente à dupla jornada, porque mesmo quando estão no trabalho não podem se desligar por completo da família, e nem devem. Contudo, é necessário que as responsabilidades ligadas ao lar não recaiam somente sobre a mulher, por mais forte que elas possam ser. Com certeza uma atividade compartilhada por marido e esposa fará com que nenhum dos dois fique sobrecarregado ou exausto.

Por parte das empresas, os números divulgados pesquisados pela ONG Catalyst, mesmo que referentes a outro país, não deixam dúvidas de que apostar em executivas pode ser vantajoso para o sucesso da companhia. Dessa forma, entendo que o caminho é abrir espaço para que talentos femininos possam crescer profissionalmente, reconhecendo que para isso um salário igual entre ambos os sexos é fundamental e serve como estímulo.

Renato Grinberg é diretor Geral da Trabalhando.com.br e especialista em mercado de trabalho. É pós-graduado na UCLA (University of California, Los Angeles) com MBA pela University of Southern California, Marshall School of Business (USC).

Quanto Vale o Capital Intelectual de sua empresa? Ou o seu próprio Capital Intelectual?

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A palavra capital, em sua origem mais remota, vem do radical indo-europeu kap, “cabeça”, daí a idéia de “principal” que ela desperta. Com efeito, no mundo dos negócios, o capital é o principal, uma vez que um empreendimento é o emprego de capital para torná-lo produtivo. O lucro é a remuneração do risco do investimento. O empreendedor corre esse risco e só perde se o capital intelectual for pequeno.

Entre o capital empregado e os produtos e serviços gerados está a função gerencial em que se inclui o capital intelectual. À função gerencial compete tornar produtivos bens e serviços. Gerir e gerar são dois verbos irmãos.

O dicionário define capital como “riqueza, com dinheiro ou propriedade, usada ou acumulada em negócios por indivíduos, sociedades ou empresas”. Diz também que é todo bem econômico aplicado à produção. Ainda mais: diz que é toda riqueza capaz de produzir renda. Mas essa é uma conceituação antiga, pois hoje, com a evolução da perspicácia e sagacidade do empreendedor, inclui-se no capital da empresa insumos invisíveis como a inteligência, a criatividade, o conhecimento, a intuição, que está relacionada ao feeling . É mesmo de estranhar que não se tenha, desde logo, incluído na definição de capital justamente aquilo que vai gerar a riqueza material: o capital intelectual. Assim, hoje em dia, a definição de capital deve ser: “riqueza, com insumos invisíveis como inteligência, criatividade, conhecimento acumulados por indivíduos, por meio de livros, cursos, congressos, seminários, vivências, dinâmicos encontros para troca de experiências, dinheiro ou propriedade, usada ou acumulada em negócios, por indivíduos, sociedades ou empresas”.

Até aqui, quando se enumeravam os bens que constituem o capital de uma empresa, só a parte material era mencionada, embora, o capital intelectual dessa empresa fosse o mais valioso, pois toda empresa de sucesso deve seu resultado ao talento de seus recursos humanos. E talento pode ser treinado. Qualquer coisa, antes de se tornar um bem, foi antes uma idéia implementada pelo capital intelectual.

É mais fácil mencionar os bens que se podem ver, de maneira direta, enquanto o capital intelectual tem que ser medido indiretamente por meio de resultados conseguidos com a ajuda de cursos que a pessoa tenha feito, de seminários de que tenha participado, de palestras a que tenha assistido, de congressos a que tenha ido etc. A Universidade, em sua função de ensino, mede seu capital intelectual pela produção acadêmica: livros, artigos, palestras, participações em congressos, encontros, jornadas, artigos escritos, seminários, reuniões etc. A empresa deve medir seu capital intelectual pelos resultados apresentados.

A empresa não está interessada na inteligência pela inteligência, ou na criatividade pela criatividade, mas sim no que a inteligência e a criatividade do pessoal de sua empresa podem realizar para ela, com reflexos sociais.

Todos os bens que existem foram extraídos – e continuam sendo – da Terra e transformados em riqueza pelo capital intelectual.

Professor Luiz Machado, Ph.D.
Cientista Fundador da Cidade do Cérebro
Mentor da Emotologia

Mensagem A Garcia

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No ambiente corporativo, “Mensagem a Garcia” é uma expressão corrente, para designar uma tarefa muito difícil e espinhosa, mas que é absolutamente necessária, e precisa ser realizada de qualquer maneira, sob-risco de grandes perdas para a empresa. É tirada do texto criado pelo jornalista norte-americano Helbert Hubbard no século XIX, tem uma atualidade impressionante e é uma verdadeira aula de como avaliar

personalidades profissionais. Primeiro o autor nos conta como surgiu a idéia:

“A Mensagem a Garcia escrevi numa noite, depois do jantar, em uma hora para a revista “Philistine”. A idéia original, entretanto, veio-me de um pequeno argumento ventilado pelo meu filho Bert, ao tomarmos café, quando ele procurou sustentar ser Rowan o verdadeiro herói da Guerra de Cuba. Rowan pôs-se a caminho só e deu conta do recado – levou a mensagem a Garcia. É verdade – disse comigo mesmo – o herói é aquele que dá conta do recado: que leva a mensagem a Garcia.

Entretanto, dei tão pouca importância a este artigo que até foi publicado na revista sem qualquer título, mas começaram a afluir pedidos para exemplares adicionais: uma dúzia, cinqüenta, cem; e quando a American News Company encomendou mais de mil exemplares, perguntei a um dos meus empregados qual o artigo que havia levantado o pó cósmico. – Esse de Garcia – retrucou-me ele.

No dia seguinte chegou um telegrama de George H. Daniels, da Estrada de Ferro Central de Nova York, dizendo: “Indique preço para cem mil exemplares, o artigo Rowan, sob forma folheto, com anúncios estrada de ferro no verso. Diga também quando pode fazer entrega”.

Após, duas ou três edições de meio milhão se esgotaram rapidamente.

Além disso, foi o artigo reproduzido em mais de duzentas revistas e jornais. Tem sido traduzido, por assim dizer, em todas as línguas faladas.

A mensagem rodou países como a Rússia, Alemanha, França, Turquia,

Indostão e China. Durante a guerra entre a Rússia e o Japão, foi entregue um exemplar de “Mensagem a Garcia a cada soldado russo que se destinava ao “front”. Os japoneses, ao encontrarem os livrinhos em poder dos prisioneiros russos, chegaram à conclusão que havia de ser uma informação valiosa e não tardaram em vertê-lo para o japonês. Por ordem do Micado foi distribuído um exemplar a cada empregado civil ou militar, do governo japonês.

Para cima de cem milhões de exemplares foram impressos, o que é sem dúvida a maior circulação jamais atingida por qualquer trabalho literário durante a vida do autor, graças a uma série de circunstâncias felizes.

MENSAGEM A GARCIA

Em todo este caso cubano um homem se destaca no horizonte de minha memória. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se com o chefe dos insurretos, Garcia, que sabiam encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse dizer exatamente onde. No entanto, o Presidente precisava de sua colaboração o mais rapidamente possível. O que fazer?

Alguém lembrou: “Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é

capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan”. O Presidente lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. Tomou a carta, meteu-a em invólucro impermeável, amarrou-a ao peito, e após quatro dias, saltou de um barco sem sequer uma cobertura, alta noite, nas costas de Cuba, se embrenhou no sertão para depois de três semanas surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregue a carta a Garcia.

O ponto que deseja frisar é este: MacKinley, o presidente, deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan tomou a carta e nem sequer perguntou: “onde é que ele está?”.

O general Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma grande empresa, em que a ajuda de muitos se torna necessária, têm sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de um grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada coisa e fazê-la.

A regra geral tem sido: assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal feito.

Ninguém pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de

todos os meios ao seu alcance para fazer com que outros homens o auxiliem, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia faça um milagre, enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz. Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova.

Estás sentado no teu escritório, rodeado de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: – Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e fazer uma descrição resumida de Corrégio.

Dar-se-á o caso de o empregado dizer calmamente: “sim senhor”, e executar o que lhe pediste?

Nada disso! Olhar-te á admirado para fazer uma ou algumas das seguintes perguntas:

Quem é ele? – Que enciclopédia? – Onde é que está a enciclopédia? – Fui eu acaso contratado para fazer isso? – E se Carlos o fizesse? – Já morreu? – Precisa disso com urgência? -Não quer que traga o livro para que o senhor mesmo procure? – Para que quer saber disso?

Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostre incapaz

de zelar pelos seus próprios interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. Este processo de seleção por eliminação está se operando incessantemente com a única diferença que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis.

É a LEI DA SOBREVIVÊNCIA DO MAIS CAPACITADO. Cada patrão, no interesse comum, trata somente de guardar os melhores, aqueles que podem levar uma MENSAGEM A GARCIA”.

Adaptado do texto de Helbert Habbard – 01/12/1913

RESUMO

A importância dessa história é que existem poucos Rowans por ai. E são de pessoas como ele que o mercado precisa. Gente que ao receber um problema a ser solucionado, não importa como e onde, vai e resolve, ao invés, de não resolver coisa alguma e voltar com outros dez problemas novinhos de presente. Rowan não fez perguntas tolas e sem sentido, ele nem sabia quem era o tal Garcia, mas seu desejo em cumprir aquele pedido era tão grande que ultrapassava barreiras e lhe fazia “agir”.

É isso que falta no mercado. Pare com as perguntas idiotas e que só mostram como é grande o seu desinteresse e falta de criatividade na solução de problemas, não olhe para as barreiras e dificuldades elas sempre vão existir, faça com que seu desejo em cumprir o que lhe foi confiado seja maior que qualquer impedimento, comece a desenvolver a capacidade de solucionar problemas. Não espere que te tragam tudo já bem mastigado e as informações prontamente colhidas, vá você mesmo ao encontro delas. Trabalhar o tempo inteiro com facilidades ao alcance, ta cheio de gente por ai que é capaz de fazer. Para que você perceba as complicações em levar esta mensagem, Garcia estava escondido, pois caso fosse encontrado seria morto pelos espanhóis. Mesmo assim em menos de quatro semanas Rowan conseguiu entregar a carta passando pelo mar das Caraíbas e atravessando o deserto da ilha de Cuba.

Ele enfrentou obstáculos e não ficou esperando tudo pronto cair dos céus em suas mãos. Tomou decisões, seguiu em frente e conseguiu.

Mostrou como resolver situações inesperadas e difíceis. Basta ter interesse e disposição para correr atrás do que é preciso ser feito.

São pessoas assim que o mercado espera. São de pessoas assim que o mercado precisa.

Agora te pergunto. Você pode levar uma carta a Garcia?

Comunicar é Ser Compreendido

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Ao contrário do que muitos pensam, uma boa comunicação não se resume a falar muito e tão pouco usar expressões que imponham altivez pelo número de sílabas ou pela entonação que impressionam que “teoricamente” podem impressionar os ouvintes. Falar bem inclui um conceito mais amplo. Segundo Moriaki Hijo, consultor de empresas e especialista em comunicação organizacional, um dos principais vícios do meio corporativo é o individualismo – que leva as pessoas a não ligarem se a outra parte está ou não entendendo a informação transmitida.

Para Moriaki Hijo, que juntamente com Neusa M. Cassoni Hijo, escreveu o livro “Melhore sua comunicação no trabalho”, lançado pela Textonovo Editora, quem se comunica bem passa a impressão que não se comunica bem. Por quê? Porque seu foco está na outra pessoa, na outra ponta. “A comunicação só passa a existir quando a outra parte entende bem sua mensagem. Ninguém se lembra disso. Só que cuidar da outra ponta não é para qualquer um. Só pessoas experientes facilitam o entendimento, sabem ouvir, sabem interpretar”, afirma o escritor. Em entrevista concedida ao RH.com.br, Moriaki Hijo aborda diversos pontos sobre a comunicação que podem ser usados tanto na vida profissional quanto pessoal. Se você tem dificuldade de assimilar a cultura de comunicação da empresa onde atua ou, ainda, não consegue ser ouvido, essa entrevista pode ajudar a refletir sobre questões simples, mas que fazem a diferença. Boa leitura!

RH.com.br – O que significa “comunicar bem” em um mundo onde as organizações deparam-se com constantes processos de mudanças?
Moriaki Hijo – Bem, num cenário de mudanças a prioridade é conquistar a confiança. Este é o ponto. O primeiro passo é ganhar a confiança. Sem a confiança, nada feito. O segundo passo é informar. O terceiro passo é convencer. Por fim, converter, ou seja, trazer para o nosso lado. Eis o caminho para comunicar bem. Comunicar bem é pavimentar a estrada da confiança, pois o mundo não acaba hoje. Sem isso em mente a comunicação de amanhã poderá ser para apagar o incêndio de hoje.

RH – A comunicação no ambiente de trabalho possui peculiaridades?
Moriaki Hijo – Sim, e vamos falar de uma em especial. A de ter o espírito de “prevenção de acidentes”. Evitar mal-entendidos. Porque mal-entendidos geram horas de prejuízo. Fazer a equipe entender isso é vital. A rigor, ninguém liga para o espírito de prevenção de acidentes na comunicação. Exemplo? Dizer o óbvio. Não, ninguém diz o óbvio. Mas veja, quem garante que o que é obvio para mim é também óbvio para quem ouve? Nunca sabemos. Mesmo assim, preferimos não dizer. É cultural, é tabu. Temos o medo do deboche. Resultado, milhões de acidentes acontecem porque as pessoas não dizem o óbvio. Nos países do Primeiro Mundo, as pessoas no trabalho dizem o óbvio sem qualquer constrangimento. Todos entendem a intenção de “prevenção de acidentes”. Todos agradecem. É um pacto social.

RH – Qual o peso que a comunicação exerce na vida de um profissional e no ambiente corporativo?
Moriaki Hijo – Total. A comunicação é a última etapa do desenvolvimento pessoal e profissional. Até então ele cuidou só de um lado da comunicação: o lado dele. Cuidou de como falar, de como impressionar, da gramática. E a outra parte? A comunicação só passa a existir quando a outra parte entende bem sua mensagem. Ninguém se lembra disso. Só que cuidar da outra ponta não é para qualquer um. É para gente grande. Só pessoas experientes facilitam o entendimento, sabem ouvir, sabem interpretar. Não há prova maior de maturidade do que a capacidade de interpretar o que se ouve. A capacidade de ir além das palavras. Ir às essências. Para a maioria das pessoas a outra parte não existe. É abstrata. Quem descobrir a outra parte na comunicação leva o troféu. Quem se candidata?

RH – Quais são os principais vícios de comunicação que as pessoas possuem dentro das organizações?
Moriaki Hijo – Vamos falar do vício número um. O de ser individualista. Não se preocupar com o outro. Não facilitar o entendimento. É comum achar que um bom comunicador é a pessoa que fala bem, fala bonito, fala sorrindo. Quem realmente quer se comunicar bem tem outra postura. Ouve mais que fala. Passa conforto. Faz a outra parte sentir participante da conversa. Sabe, por experiência ou instintivamente, que a missão de se comunicar é ajudar o outro a entender. No ambiente de trabalho, fazer o outro se sentir bem é o primeiro passo para uma boa comunicação. Veja uma coisa intrigante. Quem se comunica bem passa a impressão que não se comunica bem. Por quê? Porque seu foco está na outra pessoa, na outra ponta. Quem nunca cometeu este erro de julgamento? Por exemplo, o melhor vendedor pode ser uma pessoa que não impressiona à primeira vista. Não impressiona a platéia. Só que na hora da venda, no sagrado momento do desempenho de sua função, o que vale mesmo é a opinião do cliente. Então, quem é o melhor chefe? O melhor líder? A melhor recepcionista? O melhor professor?

RH – Por que esses vícios são cometidos com tanta constância?
Moriaki Hijo – Por não fazer parte da cultura. Infelizmente, na nossa cultura do dia-a-dia o outro não existe. Por isso, queremos cortar a fila. Sujamos a calçada. Fazemos barulho à noite. Esta postura afeta profundamente a comunicação. Por isso, dizemos que o vício maior na comunicação é o de ser individualista. Só se preocupar com ele próprio. Enfim, é excluir o outro na hora de se comunicar. É deixar o outro adivinhando. Adivinhar? Isso não é comunicação. Quem nunca se sentiu excluído ao ler um manual de instruções ao comprar um aparelho? Ao assistir a uma aula de um professor arrogante? Ao ouvir um chefe prepotente? Um funcionário que diz “não” sem sequer ouvir você? Mesmo pessoas bem intencionadas acabam excluindo você por problema de treinamento na comunicação. Foram treinadas para falar bem, para impressionar, para serem simpáticas. Cada vez mais está tudo muito parecido. Muito impessoal. Todos excluem todos simpaticamente. Claro, é melhor excluir simpaticamente do que rudemente. É melhor falar bem do que falar mal. É um avanço, sem dúvida. Só que a outra ponta continua excluída.

RH -Qual o segredo para uma boa comunicação no meio organizacional?
Moriaki Hijo – Criar o bom hábito de ouvir as pessoas. Este gesto gera conforto. Que gera confiança. Que gera boa comunicação. Então, o segredo é antigo: todos gostam de ser ouvidos, todos gostam de ser parte. Num ambiente fechado, demasiadamente hierárquico, com comunicação formal, as pessoas adotam o famoso comportamento defensivo. O importante não é solucionar e sim explicar que não deu. Tudo bem explicadinho. Enfim, num ambiente assim não existe clima para uma comunicação sincera. As pessoas não enxergam pessoas; enxergam ovos e pisam em ovos. É o ambiente propício para mentiras burocráticas. As verdades dos relatórios. A frase engatilhada por todos é “não é minha culpa”.

RH – Alem das palavras, que outros fatores interferem em um processo de comunicação entre duas pessoas?
Moriaki Hijo – É fazer o outro virar paisagem. É não prestar atenção, é sonegar pequenos gestos. É acreditar no “bem, ele ou ela vai entender”. Vai nada. Quem entende ser passado para trás? Em inglês existe uma expressão que cabe como luva para esta situação. É “take someone for granted, que não possui uma tradução específica para o português, mas que pode ser interpretada como “aceitar algo como consumado, uma situação como certa”. Neste estágio já não existe mais a preocupação com o outro. O interesse em ajudar o outro a entender. O outro já não existe. Como pode existir comunicação se você matou a outra ponta? É o popular “dois surdos conversando”.

RH – Os problemas evidenciados entre as relações interpessoais estão diretamente relacionados à falta de uma boa comunicação?
Moriaki Hijo – Veja, faltou o interesse por outro, morre a comunicação. Em geral, falta de comunicação é conseqüência e não a causa dos problemas interpessoais. Para reverter o problema é preciso examinar os sentimentos. Este é o ponto principal. Depois, deixar que pequenos gestos falem também. Ouvir, olhar nos olhos, sorrir, agradecer, cumprimentar, lembrar das qualidades e esquecer os defeitos. Para muitos casos é mais seguro assim do que tentar reverter o problema apenas com diálogos. Por quê? Porque a comunicação dessas pessoas falhou antes. Já vi pessoas travadas na comunicação. Falam, falam, mas não conseguem se comunicar. Só pioram as coisas. Infelizmente. Um exemplo exagerado e engraçado: Jack Nickolson no filme “Melhor é impossível”.

RH – Qual a função do gestor frente à boa comunicação no ambiente de trabalho?
Moriaki Hijo – O papel de líder. De facilitador. De pavimentar a estrada da confiança. A comunicação só existe de verdade onde há confiança entre as pessoas. Fora isto é faz de conta. Aí é só na força. Na ameaça. No dinheiro.

RH – Que orientações o Sr. passaria a um profissional de RH que identifica problemas de comunicação entre os membros de uma equipe?
Moriaki Hijo – Cada membro precisa da certeza que será ouvido. A comunicação nasce daí. É preciso escalar alguém que a equipe respeite. Não que goste, mas que seja imparcial. Pode ser firme, mas tem que ser imparcial. Numa crise a pior coisa é a percepção que há segredinhos por trás. Em resumo, é preciso escancarar a imparcialidade. A justiça é a percepção da imparcialidade.              http://www.rh.com.br -Patrícia Bispo

Quem Não Se Comunica…

7b

Bem, parece ser algo simples. Determinada informação precisa ser entregue, de forma eficiente, ao grupo de destinatários apropriados. É necessário classificar informações para melhor direcionar para determinados setores, gerentes, diretores, representantes de mercado, líderes de projeto, equipe de desenvolvimento, equipe de teste, etc. Podemos facilmente detectar que, em algumas organizações, o compartilhamento de informações através de e-mail, com “cópia para todos” (ou quase todos), vêm sendo a grande estratégia de divulgação e disseminação de informação. Porém, dificilmente pode-se chegar à conclusão que, ao adotar o e-mail como única e salvadora ferramenta de comunicação, iremos chegar ao ideal de uma plena e eficiente gerência de comunicação.

Não basta somente ter meios de compartilhamento de informação, como o e-mail corporativo. Agora, proponha-se um desafio: em um determinado momento de sua rotina de trabalho, tente buscar todas as informações de um dado projeto. Quando cito “todas”, inclui aí, previsão de custos, desembolso real de custos, previsão de cumprimento de prazos, requisitos desenvolvidos e testados até determinada data, análise da última atualização do cronograma de projeto, ocorrência de riscos previstos e imprevistos, desvios, indicadores de desempenho de custo e de prazo, atual estratégia do projeto, etc.

O comprometimento da equipe está diretamente ligado ao grau de conhecimento que seus membros têm das informações que rondam e impactam o andamento do projeto. Com determinados profissionais e parceiros precisam ser estabelecidos compromissos, balizados em informações que dêm uma garantia mínima de que eles cumprirão com a parte deles. Cenários de ocorrência de riscos precisam ser sinalizados, é preciso sensibilizar e motivar os profissionais a cumprir seus objetivos. Como também é importante dar atenção às informações que são geradas pelo corpo técnico, aquele que está mais próximo do código, dos resultados de testes parciais.

Observem como, em poucas linhas, um gerente de projeto, com foco na qualidade, detecta a imensidão do problema que é gerenciar toda e qualquer informação sobre os projetos sob seu comando. O desafio de promover a integração da equipe de desenvolvimento, que inclui o bom relacionamento profissional interno e externo, isto é, integração com parceiros, com patrocinadores e demais envolvidos do projeto, passa pelo bom senso de não inundar a todos com todas as informações. Logo o gerente precisa mapear para quem deve ser enviado determinada informação ou grupo de informações, e com que grau de prioridade.

É muito decepcionante contemplarmos em nossos ambientes de trabalho, uma resistência cultural no que tange à disseminação de informações. Infelizmente, ainda existem aqueles que crêem que deter e reter informação é uma garantia de poder ou proteção. O compartilhamento responsável e eficiente de informações promove tranquilidade para os níveis gerenciais de sua organização, gerando indicadores de performance de projetos prioritários, dos projetos mais críticos, que consequentemente irão balizar ações de melhoria e revisão contínua dos procedimentos e normas da organização, visando um rendimento melhor de todos os profissionais, e otimizando o processo de desenvolvimento da organização. Um exemplo é a compartilhamento de soluções técnicas, que, quando devidamente disseminadas, diminue o tempo de resolução de problemas de desenvolvedores.

O exercício de reuniões de ponto de controle, de efetiva execução de marcos de projeto, ao fim de cada fase, de promover reuniões no caso de ocorrer grandes mudanças no escopo do projeto e do sistema, de conseguir cumprimento de planos de diminuição de exposição a riscos, de divulgação para todo o corpo técnico da situação atual do projeto, resultados até então alcançados, são algumas formas de manter a união de sua equipe, sempre focando a melhoria dos procedimentos, a busca de melhores resultados, a motivação para vencer os desafios criados neste projeto, irão maximizar a comunicação, colocando sua equipe no rumo certo.      Marcelo Jacintho

Sua Opção

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Conhecimento não é suficiente, temos que aplicar o conhecimento; força de vontade não é suficiente. Temos que agir. Goethe

Você pode se preocupar longamente por aquilo que pode acontecer ou você pode tomar os passos para se preparar de maneira bem sucedida para qualquer coisa que surgir em seu caminho. Você pode fazer uma lista enorme das coisas que pode dar errado ou você pode aceitar o fato de que haverá obstáculos e decidir lidar com eles à medida que surgirem.

Você pode se esconder do mundo e permanecer dentro da sua zona de conforto onde ninguém pode lhe desafiar. Ou você pode usar cada segundo do seu precioso tempo para explorar novos horizontes, para se molhar, para se sujar, para sentir frio, para sentir calor e para se sentir maravilhosamente vivo. Você pode permitir que a menor derrota lhe dê a desculpa para desistir. Ou você pode aprender com aquilo que saiu errado e então entusiasticamente seguir em frente com o seu novo conhecimento e determinação.

Você pode com muita habilidade transferir a culpa de todos os seus problemas a alguma coisa ou a alguém que não seja você. Ou você pode assumir total responsabilidade e sentir a liberdade de estar em controle total da situação. Existem muitas coisas que você poderia ter sido, poderia ter feito, poderia ter visto, poderia ter conhecido e poderia ter experimentado. Porém, nenhuma dessas coisas se comparam com os lugares maravilhosos que você pode ir a partir de hoje quando você passa a agir com base naquilo que você genuinamente conhece.

Nélio DaSilva