Mensagem A Garcia

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No ambiente corporativo, “Mensagem a Garcia” é uma expressão corrente, para designar uma tarefa muito difícil e espinhosa, mas que é absolutamente necessária, e precisa ser realizada de qualquer maneira, sob-risco de grandes perdas para a empresa. É tirada do texto criado pelo jornalista norte-americano Helbert Hubbard no século XIX, tem uma atualidade impressionante e é uma verdadeira aula de como avaliar

personalidades profissionais. Primeiro o autor nos conta como surgiu a idéia:

“A Mensagem a Garcia escrevi numa noite, depois do jantar, em uma hora para a revista “Philistine”. A idéia original, entretanto, veio-me de um pequeno argumento ventilado pelo meu filho Bert, ao tomarmos café, quando ele procurou sustentar ser Rowan o verdadeiro herói da Guerra de Cuba. Rowan pôs-se a caminho só e deu conta do recado – levou a mensagem a Garcia. É verdade – disse comigo mesmo – o herói é aquele que dá conta do recado: que leva a mensagem a Garcia.

Entretanto, dei tão pouca importância a este artigo que até foi publicado na revista sem qualquer título, mas começaram a afluir pedidos para exemplares adicionais: uma dúzia, cinqüenta, cem; e quando a American News Company encomendou mais de mil exemplares, perguntei a um dos meus empregados qual o artigo que havia levantado o pó cósmico. – Esse de Garcia – retrucou-me ele.

No dia seguinte chegou um telegrama de George H. Daniels, da Estrada de Ferro Central de Nova York, dizendo: “Indique preço para cem mil exemplares, o artigo Rowan, sob forma folheto, com anúncios estrada de ferro no verso. Diga também quando pode fazer entrega”.

Após, duas ou três edições de meio milhão se esgotaram rapidamente.

Além disso, foi o artigo reproduzido em mais de duzentas revistas e jornais. Tem sido traduzido, por assim dizer, em todas as línguas faladas.

A mensagem rodou países como a Rússia, Alemanha, França, Turquia,

Indostão e China. Durante a guerra entre a Rússia e o Japão, foi entregue um exemplar de “Mensagem a Garcia a cada soldado russo que se destinava ao “front”. Os japoneses, ao encontrarem os livrinhos em poder dos prisioneiros russos, chegaram à conclusão que havia de ser uma informação valiosa e não tardaram em vertê-lo para o japonês. Por ordem do Micado foi distribuído um exemplar a cada empregado civil ou militar, do governo japonês.

Para cima de cem milhões de exemplares foram impressos, o que é sem dúvida a maior circulação jamais atingida por qualquer trabalho literário durante a vida do autor, graças a uma série de circunstâncias felizes.

MENSAGEM A GARCIA

Em todo este caso cubano um homem se destaca no horizonte de minha memória. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava a estes era comunicar-se com o chefe dos insurretos, Garcia, que sabiam encontrar-se em alguma fortaleza no interior do sertão cubano, mas sem que se pudesse dizer exatamente onde. No entanto, o Presidente precisava de sua colaboração o mais rapidamente possível. O que fazer?

Alguém lembrou: “Há um homem chamado Rowan; e se alguma pessoa é

capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan”. O Presidente lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. Tomou a carta, meteu-a em invólucro impermeável, amarrou-a ao peito, e após quatro dias, saltou de um barco sem sequer uma cobertura, alta noite, nas costas de Cuba, se embrenhou no sertão para depois de três semanas surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil e entregue a carta a Garcia.

O ponto que deseja frisar é este: MacKinley, o presidente, deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia; Rowan tomou a carta e nem sequer perguntou: “onde é que ele está?”.

O general Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar avante uma grande empresa, em que a ajuda de muitos se torna necessária, têm sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a imbecilidade de um grande número de homens, ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada coisa e fazê-la.

A regra geral tem sido: assistência irregular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho mal feito.

Ninguém pode ser verdadeiramente bem sucedido, salvo se lançar mão de

todos os meios ao seu alcance para fazer com que outros homens o auxiliem, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia faça um milagre, enviando-lhe como auxiliar um anjo de luz. Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova.

Estás sentado no teu escritório, rodeado de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: – Queira ter a bondade de consultar a enciclopédia e fazer uma descrição resumida de Corrégio.

Dar-se-á o caso de o empregado dizer calmamente: “sim senhor”, e executar o que lhe pediste?

Nada disso! Olhar-te á admirado para fazer uma ou algumas das seguintes perguntas:

Quem é ele? – Que enciclopédia? – Onde é que está a enciclopédia? – Fui eu acaso contratado para fazer isso? – E se Carlos o fizesse? – Já morreu? – Precisa disso com urgência? -Não quer que traga o livro para que o senhor mesmo procure? – Para que quer saber disso?

Não há empresa que não esteja despedindo pessoal que se mostre incapaz

de zelar pelos seus próprios interesses, a fim de substituí-lo por outro mais apto. Este processo de seleção por eliminação está se operando incessantemente com a única diferença que, quando os tempos são maus e o trabalho escasseia, a seleção se faz mais escrupulosamente, pondo-se fora, para sempre, os incompetentes e os inaproveitáveis.

É a LEI DA SOBREVIVÊNCIA DO MAIS CAPACITADO. Cada patrão, no interesse comum, trata somente de guardar os melhores, aqueles que podem levar uma MENSAGEM A GARCIA”.

Adaptado do texto de Helbert Habbard – 01/12/1913

RESUMO

A importância dessa história é que existem poucos Rowans por ai. E são de pessoas como ele que o mercado precisa. Gente que ao receber um problema a ser solucionado, não importa como e onde, vai e resolve, ao invés, de não resolver coisa alguma e voltar com outros dez problemas novinhos de presente. Rowan não fez perguntas tolas e sem sentido, ele nem sabia quem era o tal Garcia, mas seu desejo em cumprir aquele pedido era tão grande que ultrapassava barreiras e lhe fazia “agir”.

É isso que falta no mercado. Pare com as perguntas idiotas e que só mostram como é grande o seu desinteresse e falta de criatividade na solução de problemas, não olhe para as barreiras e dificuldades elas sempre vão existir, faça com que seu desejo em cumprir o que lhe foi confiado seja maior que qualquer impedimento, comece a desenvolver a capacidade de solucionar problemas. Não espere que te tragam tudo já bem mastigado e as informações prontamente colhidas, vá você mesmo ao encontro delas. Trabalhar o tempo inteiro com facilidades ao alcance, ta cheio de gente por ai que é capaz de fazer. Para que você perceba as complicações em levar esta mensagem, Garcia estava escondido, pois caso fosse encontrado seria morto pelos espanhóis. Mesmo assim em menos de quatro semanas Rowan conseguiu entregar a carta passando pelo mar das Caraíbas e atravessando o deserto da ilha de Cuba.

Ele enfrentou obstáculos e não ficou esperando tudo pronto cair dos céus em suas mãos. Tomou decisões, seguiu em frente e conseguiu.

Mostrou como resolver situações inesperadas e difíceis. Basta ter interesse e disposição para correr atrás do que é preciso ser feito.

São pessoas assim que o mercado espera. São de pessoas assim que o mercado precisa.

Agora te pergunto. Você pode levar uma carta a Garcia?

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Haja paciência! Ou seria: Aja paciência!

1Haja paciência!

Ou seria:

Aja paciência!

Se você tivesse que escrever essa oração tão escutada no cotidiano, ficaria em dúvida?

Se a resposta for sim, é completamente aceitável, já que a maioria das pessoas teria sim seus questionamentos a respeito.

Mas vejamos: é necessário que você aja rápido e decida qual usar!
Pois não quero que haja nenhum tipo de reclamação depois!

E dessa forma, percebeu a diferença?

“Aja” é a flexão do verbo “agir” conjugado na 1ª ou 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo ou do imperativo afirmativo (aja ele). Pode ser substituída por “atuar”, “proceder”.

Veja: Aja de maneira civilizada com aquele homem. (proceda)
É bom que você aja com naturalidade. (atue, proceda)
Não quero que aja com desrespeito à autoridade. (proceda)

“Haja” é a flexão do verbo haver na 1ª e 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo ou do imperativo afirmativo ou negativo (haja você, não haja você). Pode ser substituída por: acontecer, existir, ocorrer, ter.

Observe: Haja o que houver, estaremos juntos nessa batalha. (Ocorra, aconteça).
Queremos que haja harmonia entre nós. (exista, tenha)
“Haja luz, e houve luz”. (Tenha)

Retomando a dúvida inicial “Haja paciência” Ou “Aja paciência”, temos certo:

Haja paciência! Ou seja, Tenha paciência!

Agora, se fosse “Aja com paciência” seria dessa forma, pois significaria: “Proceda com paciência”.

Lembre-se de que “haja vista” não varia e, portanto, permanece no feminino: fiquemos de cabeça erguida, haja vista tantos problemas que já superamos. Jamais escreva “haja visto”.

Por Sabrina Vilarinho- Graduada em Letras- Equipe Brasil Escola

Escravidão = trabalho. Concorda?

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Muitas pessoas concordam com o título do artigo: Para elas, ter um trabalho é similar a ser escravo de algo.

Ao levantar de manhã já resmungam que o dia será ruim, pois tem que ir ao trabalho. Parecem escravos ou obrigados a ir trabalhar, pois sem o trabalho não há o dinheiro.

Uma troca que realmente parece injusta numa primeira análise: Tenho que trabalhar para ganhar dinheiro que servirá para comprar o que quero e viver numa boa. Sem trabalho, não posso comprar o que quero nem viver numa boa.

Historicamente, temos uma evolução que desvirtuou o sentido do trabalho. Na Grécia antiga, somente os escravos trabalhavam. Os cidadãos se dedicavam a política, ou seja, a filosofia e ao relacionamento com outros cidadãos. Trabalhar na agricultura e outros era função dos escravos.

Até hoje, mesmo com uma Grécia falida, tem gente que acredita que somente quem trabalha é escravo.

Apesar de concordar com o bordão de que “quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro”, penso que o motivo não é o trabalhar em si, mas sim a falta do pensar.

Enquanto na Grécia antiga quem pensava, quem se dedicava a filosofia e a política (não a forma como hoje temos a mesma, lógico) era considerado cidadão e o restante escravo, hoje temos uma falta do pensar, uma falta da visão política e social nos colaboradores e alguns gestores.

Muitos, querem apenas fazer suas tarefas, sair as 18h e curtir a vida. Outros, querem nem mesmo muitas tarefas, receber seus salários e gastar, viver.

Se a vida fosse somente isto, seria tão vazia não é mesmo?

O que falta? Falta o pensar, falta visão do todo, falta política na acepção da palavra:

“O termo política é derivado do grego antigo πολιτεία (politeía), que indicava todos os procedimentos relativos à pólis, ou cidade-Estado. Por extensão, poderia significar tanto cidade-Estado quanto sociedade, comunidade, coletividade e outras definições referentes à vida urbana. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica

Falta ver que a coletividade, seja da empresa, seja da cidade, do Estado ou país deve ser analisada como um contexto do seu trabalho.

Como temos funcionários que não pensam!

Fazem tarefas com o mesmo mecanismo de um robô e quando são convidados ou obrigados a pensar em fazer algo diferente somente sabem reclamar e achar que tudo é ruim ou que a mudança nunca irá dar certo. Ao serem questionados do porquê não dará certo, respondem: Porque nunca fizeram assim antes… Ou seja, são reféns do passado, reféns da falta de pensar…

Quiçá, reféns da escravidão de sua própria burrice.

Quer sair da escravidão? Faça como cidadãos gregos antigos: Pense. Crie mudanças e situações para mudar a polis (cidade, Estado, nação). Não seja escravo do passado ou da cultura de outros.

Como diziam os gregos e a regra vale até hoje: Quer ser cidadão e não escravo? Debata política e pense.

Pensar não dói. Exercite seu cérebro!

Gustavo Rocha – Sócio da GestãoAdvBr – Consultoria em Gestão e Tecnologia Estratégicas – Sócio da Bruke Investimentos
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Entre Pesos, Medidas E Preconceitos, Quem É Você?

Pesos, Medidas

Que “beleza não se põe na mesa”, todo mundo já ouviu falar. Entretanto, que preconceitos existem aos montes e constrangem muitas pessoas, também sabemos muito bem! E quando se trata de corresponder ao modelo (ilusório) de perfeição que “o mundo” nos cobra insistentemente, parece que seriam raras as pessoas que nunca se sentiriam devendo em algum quesito.

Atualmente, o foco da polêmica está sobre a “gordinha e virgem” da tal novela das nove. Vários estereótipos unidos num mesmo cenário. Porque incomodadas com as dificuldades que enfrentam nos relacionamentos, tanto o personagem como muitas pessoas na vida real terminam acumulando uma série de frustrações: baixa autoestima, insegurança, sentimento de inadequação e rejeição, tristeza, solidão, falta de noção do quanto podem se colocar nas situações cotidianas, entre tantas outras.

Mas se tudo isso é verdade, existe também o outro lado. Isto é, nem todas as pessoas acima do peso ou que sustentam características que fogem do padrão de beleza normatizado pelos meios de comunicação em massa se sentem assim, como se não pudessem ocupar seu lugar no mundo. Muitas, pelo contrário, estão bem satisfeitas com sua singularidade e com quem são. Especialmente porque conseguem reconhecer que são bem mais que um determinado padrão.

Qual a diferença entre elas? O que faz com que uma pessoa aceite ser engessada em estereótipos e outras não? Por que algumas vestem a carapuça de gordinha, magrela, negra, branquela, baixinha, “pau de vira tripa”, torto, narigudo, bocão, orelha, entre outros milhares de apelidos pejorativos e que evidenciam alguma falta ou algum excesso do ponto de vista da perfeição inexistente… enquanto outras simplesmente dão de ombros para tais detalhes e vivem de bem com seus belos e ímpares “defeitos”? Além disso, quantos de nós passaríamos ilesos pelo crivo da perfeição absoluta?

Penso que a principal questão seja: com quem você se compara? Para quê? Com que objetivo? Para se diminuir ou para trazer à tona o seu melhor? Qual o seu padrão? Será mesmo que existe um padrão estático e que precisa ser mantido a qualquer custo? Pra quem? Quem gosta de você, gosta do que exatamente? Será que não são justamente seus aparentes defeitos que sustentam suas mais incríveis qualidades? Será que você seria tão especial se beirasse a tal perfeição que é, em última instância, inconsistente, relativa e completamente insustentável?

Pois bem, que todo mundo quer ser bonito e estar de bem consigo mesmo, é indiscutível. Mas convenhamos, já que é de novela que estamos falando, é fácil refletir: pense na bela e perfeita atriz. Qualquer uma que você considere linda. Lembre-se de um personagem que ela fez que era mau: egoísta, mentiroso, perverso, dissimulado, interesseiro, violento etc.. Enfim, uma pessoa detestável. Agora, lembre-se de outra atriz que você nem acha tão bonita. Em contrapartida, seu personagem era sincero, amigo, honesto, bom, carinhoso, companheiro. Enfim, uma pessoa adorável. Quem se tornou, ao longo da trama, mais encantador, mais belo, mais “perfeito”?

Não é preciso ser mestre em estética para saber que o que sustenta a beleza de uma pessoa está muito, muito além de seus traços, de suas medidas e de seu peso. Tem a ver, sobretudo, com quem a pessoa acredita que é. E de que modo ela se mostra ao mundo! A beleza começa sempre de dentro para fora, por mais clichê que essa afirmação possa lhe soar.  Rosana Braga

Não Precisa Ser Para Sempre, Mas Precisa Ser Até O Fim

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‘Para sempre’, em minha opinião, é nada mais nada menos que um dia depois do outro. Ou seja, é construção. Em princípio, não existe. Mas basta que façamos a mesma escolha sucessivamente e teremos construído o ‘para sempre’. O que quero dizer é que o ‘sempre’ não é magia nem tampouco um tempo que pré-exista. Ele é consequência. Nada mais que consequência de uma sucessão de dias, vividos minuto por minuto.

Quanto ao amor, tem gente que acredita que só é de verdade se durar “até que a morte os separe”. Outras, como o grande Vinícius de Moraes poetizou, apostam no “que seja eterno enquanto dure”. Eu, neste caso, admiro a coragem de quem vai até o fim, de quem se entrega inteiramente ao que sente, de quem se permite viver aquilo que seu coração pede até que todas as chamas se apaguem. Mais do que isso: até que as brasas esfriem e – depois de todas as tentativas – nada mais possa ser resgatado do fogo que um dia ardeu.

Claro que não estou defendendo a constância indefinida de atitudes desequilibradas, exageros desnecessários ou situações destrutivas. Mas concordo plenamente com o que está escrito no comovente “Quase”, de Sarah Westphal (muitas vezes atribuído a Luiz Fernando Veríssimo):

… “Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar”…

Porque de corações partidos por causa de um amor vivido pela metade as ruas estão cheias. Assim como de almas que perambulam feito pontos-de-interrogação, a se questionar o que mais poderiam ter feito para que o outro também estivesse presente, para que não fugisse tão furtivamente, tão covardemente, tão sordidamente. É por isso que insisto: muito mais do que nos preocuparmos com o ‘para sempre’, precisamos começar a investir no ‘até o fim’, para que o ‘agora’ tenha mais significado, para que as intenções, as palavras, as atitudes e todos os recomeços façam parte de uma história mais sólida, menos prostituída, que realmente valha a pena.

Então, questione-se: o coração ainda acelera quando o outro se aproxima? O peito ainda dói de saudade? O desejo ainda grita, perturbando o silêncio da noite? Não chegou ao fim! Não acabou. Sei que, em alguns casos, motivos de força maior impedem um amor de ser vivido (e daí a separação pode ser sinal de maturidade), mas na maioria das vezes o que afasta dois corações é muito mais intolerância, ilusões ou auto-defesas tolas do que algo que realmente justifique o lamentável desfecho.

O outro não quer? Desistiu? Acovardou-se? Ok! Por mais incoerente que pareça, é um direito dele. Esteja certo de que você fez o que estava ao seu alcance e depois… bem, depois recolha-se e pondere: “pros amores impossíveis, tempo”. Tempo em que você terminará descobrindo que a vida tem seu jeito misterioso de fazer o amor acontecer, mas que – no final das contas – feliz mesmo é quem, apesar de tudo, tem coragem de ir até o fim!                  Rosana Braga

Qual Roupa Usar Em Uma Dinâmica Na Área De Enfermagem?

Olá, sou estudante de Enfermagem e fui classificado para a etapa da dinâmica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Agora estou na dúvida sobre a roupa que devo usar para a dinâmica. Será que eu poderia usar camisa de mangas curtas e uma calça social? Obrigado pela atenção.  Rafael IIyama

Sempre aparecem dúvidas quanto à vestimenta adequada num processo seletivo. Pense nos seguintes critérios para definir sua apresentação pessoal:

· Empresa: Já reparou como as pessoas se vestem por lá? Se não, vale a pena dar uma passadinha pelo hospital e observar o que há por baixo dos jalecos. Se for roupa branca tradicional é sinal de que o estilo do hospital também é esse.
· Social x Esporte: A roupa social tem lugar em qualquer organização; o mesmo não podemos falar do estilo esportivo, descontraído. Principalmente em empresas tradicionais o velho costume (paletó e calça social) é muito bem visto. Com gravata fica melhor ainda.
· Ocasião: Mais do que em uma entrevista individual, as dinâmicas de grupo podem exigir outros movimentos corporais (levantar, abaixar, mudar de lugar, etc.). Escolha roupas confortáveis e que não exponham seu belo físico à sua revelia!
· Perfume: Não são só as mulheres que abusam do perfume. Tenho visto casos escabrosos de “banho de perfume” que nem dá para ficar ao lado da pessoa. Escolha cuidadosamente sua fragrância e use-a com parcimônia. Se seu desodorante já for perfumado, esqueça o outro.
· Cores: Combinações harmônicas também são sempre bem-vindas e nunca causam surpresa desagradável ou constrangimento. Lembre-se: sapatos sociais jamais combinaram com meias brancas.
· Higiene: Cabelos lavados e bem penteados, unhas limpas e cortadas, sapatos devidamente engraxados, o mesmo de sua pasta de trabalho (se usar uma). Roupas bem passadas e igualmente limpas são fundamentais. Não há segunda impressão neste quesito, ainda mais se tratando de empresa de saúde!
· Piercing e Tatuagem: Vamos aos fatos: a maioria das empresas prefere seus profissionais mais tradicionais neste quesito. Se você usa piercing vale a pena deixá-lo de lado por enquanto. Quanto à tatuagem, dependendo do local do corpo pode manter-se “reservada” por um tempo. Esta sugestão tem como objetivo apenas preservar o candidato para que ele possa escolher o que fazer posteriormente. Se seu emprego depender disso (“com tatuagem, nada feito”), ao menos tem chance de optar.

Estas dicas são para homens e mulheres, e para elas ainda acrescento:
· Maquiagem: Como sempre, quanto mais natural melhor.
· Bijuterias: Discretas são a grande pedida; cuidado com brincos exagerados. Ah! Se você é homem e usa brinco pesquise antes se a empresa aprova. Se for do seu interesse, claro.

Acho que é isso. Dúvidas? Use o bom senso, que ainda não é vendido nos supermercados mas, se olhar bem lá no fundo de você mesmo, vai encontrar uma boa quantidade para utilizar! Fonte: empregos.com Izabel Failde

Para Liderar É Preciso

Ter sensibilidade para compreender a dinâmica dos grupos humanos
Promover a comunicação eficiente em todos os níveis
Saber influenciar, persuadir e interagir com as pessoas
Trabalhar em sintonia com a própria equipe e cooperar com as outras
Ter coragem para promover mudanças (eliminar processos e cargos desnecessários, substituir pessoas)
Saber que os erros fazem parte do processo de melhoria

Tadeu Machado

Líder ou Lideranças?

O grupo de jovens é um espaço de exercício da cidadania. A construção de uma sociedade mais participativa e solidária passa por uma nova relação nas tarefas desenvolvidas pelo grupo. Com criatividade e o uso de dinâmicas adequadas, o grupo cai crescer em cidadania. Todo grupo deve favorecer a participação individual e o sentido de corresponsabilidade entre os participantes. Todos têm possibilidades de servir em alguma coisa, de oferecer diferentes dons. Quando o grupo assume conjuntamente os trabalhos, existe maior participação. As diferentes lideranças ou funções são um compromisso para o funcionamento do conjunto. O que cada um faz individualmente pode parecer objetivamente pouco, mas subjetivamente pode significar o início de um processo de descoberta de si mesmo, de se sentir útil, de aproveitar suas próprias qualidades. Significa libertar-se do medo, do complexo de inferioridade, do anonimato passivo, do sentimento de inutilidade e da dominação por parte de alguém.
São muitas as funções que se exercem em um trabalho de grupo, dependendo da atividade proposta, se é de estudo, integração, avaliação etc… Algumas são básicas para todos os grupos e atividades:
O coordenador(a): aquele que se responsabiliza de modo geral pela reunião, ajudando para que todos os papéis se integrem para o bem de todos.
O secretário(a): aquele que faz a síntese do que foi tratado de mais importante no grupo e registra as questões que permanecem.
O perguntador(a): é a pessoa que se preocupa com o aprofundamento do tema.
O grupo, ao planejar determinada atividade, define quais são as responsabilidades. Os participantes podem se oferecer livremente ou serem indicados pelo grupo.
As dinâmicas que seguem se utilizam ao iniciar um encontro ou reunião com pessoas que não se conhecem ou que tenham um conhecimento superficial. Ajudam a romper barreiras e criar um clima de amizade entre os participantes, possibilitando conhecer cada um do grupo e seus valores. Ajudam a descobrir as lideranças.

A importância da cultura organizacional

A verdadeira dimensão da importância da Cultura Organizacional talvez só possa ser perfeitamente compreendida pelas pessoas que a experimentam.A cultura organizacional determina o estilo de gestão das chefias e o próprio comportamento das pessoas dentro da empresa. Sentir sua influência e perceber sua forte pressão social é uma experiência única.

E única também são as suas características fazendo-se diferenciar as empresas da mesma maneira que os seres humanos diferenciam-se por meio de suas características individuais, sua personalidade.

Aliás, por razões didáticas compara-se a cultura organizacional das empresas com as características de personalidade das pessoas. É como se a cultura organizacional fosse a personalidade da empresa. Não há empresa, de qualquer segmento ou porte, que não tenha suas características de personalidade.

E essa comparação vai longe. Por exemplo, no processo terapêutico dedicado às pessoas não se objetiva modificar a personalidade do paciente. Não se pode despersonalizar as pessoas.

Da mesma forma, nos processos de mudança cultural, algumas vezes chamados também de Desenvolvimento Organizacional, não se pode esperar que o objetivo seja o de despersonalizar a empresa.

É fundamental reconhecer suas características e principalmente seus elementos de formação. A cultura organizacional forma-se da confluência de alguns fatores que tem sua origem ou no fundador da empresa (típico das empresas nacionais) ou na Matriz da empresa (típico das empresas multinacionais).

Os valores, crenças e experiências são os primeiros fatores para formação da cultura, complementados pelos costumes éticos e étnicos. Os costumes éticos fundamentam-se na escala de valores da sociedade em que se insere a empresa e regem os procedimentos do negócio. Os costumes étnicos fundamentam-se nas características da raça de origem (país ou cultura) da organização e interferem nos procedimentos da organização até com mais força que os costumes éticos (os costumes éticos são adaptados quando da mudança de local da empresa, os costumes étnicos não sofrem alteração).

Outro aspecto importante na formação da cultura organizacional relaciona-se com o nível de competitividade. Segmentos competitivos geram empresas organizadas e mais modernas. Segmentos pouco competitivos tornam as empresas mais acomodadas e menos desenvolvidas.

São estes fatores que criam a Cultura Organizacional que, por sua vez, define como vai ser a característica de gestão predominante na empresa.

E, a característica de gestão predominante determina como será o comportamento organizacional, isto é, como vão comportar-se os profissionais dentro da empresa.

Entender este processo de formação da cultura e aprofundar a compreensão e a prática das organizações é fator de sucesso nos processos de mudanças e de Desenvolvimento Organizacional.
Bernardo Leite Moreira