Talentos

Uma das problemáticas comuns em departamentos jurídicos e escritórios é a chamada retenção de talentos.

Quanto mais auxilio clientes em entrevistas percebo que está sendo cada vez mais difícil reter os talentos, por alguns motivos bem diretos e divido apenas 5 (lista exemplificativa e não exaustiva sobre o tema):

1. Está difícil encontrar talentos, embora muitos se achem talentos

Currículo lindo, apresentação impecável, discurso maravilhoso. Parece perfeito para o cargo, até o primeiro mês. Depois, todo encanto se foi, motivação idem.

Difícil de compreender, o salário é bom, inúmeros benefícios, trabalho com horário determinado, equipe saudável e cooperativa… O que falta?

Para algumas pessoas, falta motivação, para outras falta visão.

Ser um talento é ter e criar diferenciais. É buscar caminhos não percorridos e assumir riscos. Ser um talento é uma constante (pode ter altos e baixos) de mudança e crescimento.

Só que infelizmente, muitos pensam que o talento está na formação (para mim formação é commodity), outros pensam que nas experiências anteriores (só valem se aplicadas na prática para evolução) e pensam que como já são talentos (esquecem que somos eternos aprendizes) querem ganhar como mestres do ofício que desenvolvem.

Ah! Quanta humildade e instruções a aprender antes da batida de meia noite de cada dia…

2. Muitos querem emprego e não um trabalho

Emprego fixo, bom salário, benefícios. Parece que isto é o sonho de muitos. E a contrapartida, ninguém pensa?

Ninguém pensa em ralar, criar, crescer, estudar, aprender, desenvolver a si e a equipe, enfim, estar em sintonia ao mercado para ganhar em contrapartida um bom salário?

Será que esta visão de coitadinho, trabalhou 10 anos na empresa e foi demitido ainda persiste por si só no coletivo social? Será que nestes 10 anos de empresa o coitadinho fez diferença? Trabalhou de maneira a ser alguém dentro da empresa ou as 18h em ponto estava saindo para curtir a cachaça no bar da esquina?

Existem demissões injustas, existem pessoas que realmente deram o melhor e não são reconhecidas, mas temos que lidar com isto como exceção. A regra vale tanto para o empregador como para o empregado: Está descontente: Pede pra sair!

Busque seus sonhos, vá atrás de uma empresa que valorize o seu potencial, mas por favor, deixe de ser coitadinho.

Coitadinho de mim que tenho que ouvir pessoas pedindo emprego, enquanto quero ofertar um trabalho sério para ser desenvolvido e remunerado.

3. Reter não significa prender ou escravizar como alguns pensam

Ninguém é obrigado a ficar onde não quer. Está na Constituição Federal inclusive. Não está satisfeito, mude de emprego. Não sabe fazer outra coisa, antes de mudar de emprego, estude, busque qualificação.

A empresa deve ofertar planos adequados e necessários ao desenvolvimento do funcionário. Ele, funcionário, deve estar alinhado a estes planos ou buscar outras oportunidades. É a lei natural de mercado e funciona muito bem.

Esqueça o famoso: Coitadinho dele, ficou na empresa e ninguém reconhece o seu valor. Se ele reconhece o valor que tem, encontrará noutro lugar o seu lugar. Se não reconhece o próprio valor, não e coitadinho dele. É falta de visão ou burrice dele.

4. A mudança é natural. Ficar imóvel não é opção

Quem nunca muda, será demitido.

Quem nunca cria, será demitido.

Quem nunca faz nada diferente, será demitido.

Gosta do que faz e acha que faz bem? Ótimo, mude constantemente e busque a evolução para se manter no mercado.

Acha que como está, está bom? Cuidado. Rotina é sinal de demissão.

O único lugar onde o como está fica é bom é na brincadeira de criança… Brincar de estátua no trabalho é brincar com o recursos humanos…

5. Cultura é necessário e essencial para manutenção da relação

Se a empresa que você trabalha tem regras que você não concorda, mude de empresa.

Toda mudança da empresa passa pela cultura da mesma e isso é essencial ao negócio em si.

Quer fazer parte da empresa? Seja ela no seu todo. Caso contrário, tem inúmeras outras empresas aguardando o seu talento.

Enfim,

Quer reter talentos?

Primeiro identifique se é uma máscara ou um talento real e depois dê condições ao talento de evoluir.

Você é um talento? Valorize-se e busque o seu espaço. Tenha humildade, óbvio, mas não deixe de pensar, mudar e ser criativo. O mercado sempre tem espaço para isto.

Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr
www.gestao.adv.br  |  gustavo@gestao.adv.br

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