Um Amor de Verdade

Dificilmente alguém que ignore a natureza das pedras dará algum valor para uma pepita de diamantes. Ela está coberta de rochas feias e acinzentadas, parecendo uma ostra e não uma pedra preciosa. Mas o trabalho do lapidador experiente é, primeiramente, descobrir se é ou não um diamante e, em achando um, trabalhá-lo lenta, contínua e profundamente. Não é um trabalho fácil, mas com o tempo o diamante vai surgindo daquela brita feia e quebrada. Quanto mais trabalhada melhor ficará a pedra.

Até que, então, esgotados os cuidados e esmeros, possuirá em suas mãos um diamante de extraordinário valor. A pedra é o amor e o lapidador é o tempo. O tempo se encarrega de separar o que é amor e o que é mera paixão carnal. As paixões não duram muito tempo; são pequenas pedrinhas brilhantes e frágeis, que não suportam as ferramentas das contrariedades, das decepções, do envelhecimento, das doenças ou feiúras. As paixões são perfeccionistas. Elas têm a capacidade de serem mais quentes que o amor, em labaredas imensas e de fogo intenso; porém são de pouquíssima duração e tudo o que resta ao final de seu fogo são cinzas e carvão apagado. O amor, pelo contrário, é chama que não se apaga. O amor é como o fogo de tora: colocado no forno à lenha, é capaz de queimar a noite inteira, num fogo contínuo e valioso, diferente da palha, cujo fogo é imenso, mas dura minutos apenas.

A pedra do amor, trabalhada pelo tempo, desvenda diamantes. Um casal que se ama e que busca sua união na vontade de Deus encontra nEle a sua plena realização. E por realizar-se em Deus possui em si o remédio para todas as feridas, a cura para todas as tristezas e contrariedades. O amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. Uma paixão sucumbe aos primeiros sinais de humanidade (elas consideram que o objeto do amor é divino, não humano!). O amor, ao contrário, quanto mais humanidade encontrar no objeto de seu amor mais desejo de compartilhá-la tem, uma vez que não tem vergonha de ser quem é, de sentir o que sente, de pedir perdão, de lavar o rosto e de seguir em frente./Uma caminhada longa e duradoura; não sem ameaças. Quantas ousaram contra a estabilidade do casal! Dias amargos, horas difíceis, sentimentos duplos, intempéries financeiras, quantas crises! Mas em tudo o Senhor lhes protegeu e lhes concedeu um escape, uma saída, uma construtiva e inteligente alternativa. Quem só tem paixão não vê solução nos problemas.

Quem ama aprende a resolvê-los um após outro, com paciência e com dedicação. /Quem acha uma boa esposa acha o favor do Senhor. Uma esposa amorosa e afetiva, uma esposa fiel e digna, uma esposa trabalhadora e honrada, uma mulher virtuosa, pepita de ouro e diamante brilhante nas mãos do Senhor, confiada como companheira para toda a vida. Mas encontrar um marido digno e fiel, trabalhador e honrado, sério e comprometido com Deus, com a justiça e com o próximo, que ame seu lar como ama a si próprio e que tenha em seu coração todos os elementos que o transformem num homem completo também é um privilégio./Sim. Foi Deus quem fez o outro. Foi Deus quem fez o amor. Foi Deus quem deu a mão quando mais precisaram. Foi Deus quem enxugou as lágrimas, aplicou remédio, fez companhia, deu o pão, concedeu o teto, fortaleceu a fé, mostrou o rumo, blindou a emoção, amoleceu o coração. Foi Deus quem esteve a cada dia levando-os pelas mãos e, não raras vezes, carregando-os no colo. Ele não os abandonou um minuto sequer. E a presença reconhecida de Deus trouxe-os nesta noite para dizer a Ele, na presença dos seus amados um “muito obrigado” do fundo do coração.

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