Vendendo uma Dentadura na Dinâmica de Grupo!

Qualquer produto que é desenvolvido num processo seletivo, o que se quer observar é o processo criativo, o desenvolvimento do produto e as competências e características de cada indivíduo na execução da atividade.
Vender uma dentadura cariada requer imaginação, inventividade (portanto, criatividade), boa argumentação, segurança e assertividade do ‘vendedor’. Se for um trabalho desenvolvido em equipe, podemos observar, ainda, como o grupo e seus integrantes lidam com a situação inusitada, comunicação e relacionamento interpessoal, liderança (se alguém se destacar), saber ouvir (considerando as soluções e argumentações dos demais participantes), etc. Arrisco dizer que a empresa escolheu a dentadura cariada como poderia ter escolhido outro produto ‘diferente’: guarda-chuva sem pano, teclado (computador) sem teclas, cadeira sem assento, dentre outros. Não é o produto em si que interessa, mas o que cada candidato faz com ele, como lida com as dificuldades, a capacidade de ‘sair’ dessa ‘saia justa’, as argumentações utilizadas para ‘vender sua idéia’. A compra e a venda em si não são tão significativas quanto o desenvolvimento desse processo.
Não é aconselhável que se diga o que deveria ou não ser feito, pois muitas outras variáveis envolvem essa resposta (cargo em questão, empresa e características, plano de carreira, etc.). Além do mais sempre devemos lembrar que não existe ‘certo ou errado’ no processo seletivo, mas ‘adequação ou não’ à necessidade empresarial do momento.

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