Você É Uma Estrela

Não tenha medo de abrir mão do que é bom em busca do que é excelente! (Kenny Roger)

Outro dia estava refletindo sobre as estrelas que nos cercam durante a vida:

quando crianças as estrelas são pai, mãe, avô, avó, tio, tia, enfim, os adultos que nos criam, cuidam, oferecem amor, carinho, modelos;

quando adolescentes outras estrelas assumem sua pompa e circunstância: são cantores, atrizes, bandas; aquela personalidade pública que fala o que queremos falar, faz o que queremos fazer, que usa o sem-limite para mostrar “o que é ter liberdade”;

quando adultos os referenciais mudam e os pais ou responsáveis pela nossa criação voltam a brilhar. Também, a cara-metade, o amor a dois, os filhos criam nova constelação na vida;

na “melhor idade” os filhos brilham, mas netos têm destaque. Alguns felizardos continuam vendo brilhar sua estrela companheira, sua cara-metade. Considerando outros papéis que desempenhamos na vida, observamos outras estrelas:

o professor, a professora;

o gestor, o líder ou “chefe” (para os balzaquianos);

o colega de sala, o representante de classe que luta pelos direitos dos alunos;

os amigos que emprestam o ombro para todo desespero e, também, toda a alegria.

Se essas estrelas fizeram ou fazem parte de nossa vida, onde está, então, o nosso brilho? Por que nos esquecemos dele? Será que falta limpeza, cuidado, lustro? Talvez maior autoestima, autovalorização, autoreconhecimento?

Culturas diversas ensinam que a humildade é a melhor política; então nos sentimos…

… incapazes de fazer marketing de nós mesmos sem nos sentirmos culpados;

… impossibilitados de assumir as qualidades que lutamos tanto para ter;

… despreparados para ver que, se alguém algum dia brilhou em nossa vida, também brilhamos – e brilharemos – na vida de alguém.

Reconhecer o próprio brilho nos dias atuais é mais do que importante, é fundamental. É possível praticar o nivelamento (estado de ausência de predominâncias, preferências, superioridades) mantendo-se humilde. Também não é necessário ser arrogante ao reconhecer que o brilho existe e deve ser cultivado.

O dicionário Michaelis diz que brilhar é irradiar luz, ter brilho, cintilar; mostrar-se, revelar-se; sobressair.

É hora de assumirmos nosso brilho, de tomarmos consciência que nossa luz é importante não só para as pessoas com as quais convivemos, como para a sociedade. O ato de mostrar quem somos, mostrar nossa luz, implica em nos revelar, mantermos nossa visibilidade, o que pode ser o último passo para alcançarmos “aquela” meta que ainda não atingimos.

Brilhe! A hora é agora! Izabel Failde

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