Você Reclama que Não Faz o que Gostaria Porque Não Tem Tempo?

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Você provavelmente já fez ou pelo menos ouviu falar daquele exercício em que imaginamos que este é o último dia de nossas vidas, ou que descobrimos que só temos mais alguns meses de vida. O exercício nos pede para pensarmos no que faríamos com este limitado tempo que nos resta.

O objetivo é fazer com que a pessoa descubra suas reais prioridades. O que poucos se dão conta é que não importa quanto tempo de vida nos resta, sejam 5 ou 40 anos, vida é vida e se não colocarmos nosso tempo, nossa vida, em nossas prioridades, estaremos simplesmente desperdiçando-a.
Olhando para a coluna ao lado esquerdo onde está a enquete que pergunta aos nossos leitores quantos já leram o livro “Um Sentido Para a Vida”, o primeiro volume da coleção carpe diem que estamos apresentando neste site, podemos ver que a grande maioria responde que “deseja ler” mas ainda não o fez.

Bom, suponho que a razão de boa parte dessas pessoas que, tendo adquirido o livro ou não, ainda não o leram é a falta de tempo.

Agora vamos pensar no seguinte: a pessoa que reclama da falta de tempo o faz porque está tão ocupada fazendo sua vida valer à pena, fazendo coisas extraordinárias? Provavelmente não! A pessoa que reclama da falta de tempo está justamente desperdiçando a própria vida fazendo tudo o que ela não quer fazer, esperando ingenuamente que “um dia” ela vai achar tempo para fazer as coisas que ela quer fazer!

O tempo pessoal é uma questão de postura mental. A pessoa que prioriza corretamente se nega a fazer o que não é prioridade, custe o que custar. LITERALMENTE, custe o que custar!
Muita gente pensa que eu “devo ter sido” uma ótima aluna na escola, inteligente, perspicaz, atenta, “CDF”, mas não! Pelo contrário! Eu fui uma aluna desobediente, relapsa, teimosa, briguenta, reprovei de ano diversas vezes e não demonstrava interesse nenhum em aceitar as tentativas disciplinares impostas por professores e orientadores educacionais.

Eu já sabia desde cedo o que eu queria ser, e para tanto, sabia o que exatamente eu deveria aprender e sabia que não deveria perder meu precioso tempo aprendendo aquelas coisas inúteis que queriam me ensinar na escola.

Ao contrário do que meus professores pensavam, eu não era nem um pouco “desinteressada” dos estudos, como eles me descreviam. Eu só não queria estudar o que eles tinham para me ensinar! Eu voltava para casa e passava o resto do meu dia devorando livros e estudando, porém o que eu estudava não coincidia com que a escola queria me enfiar goela abaixo. Eu não me importava nem um pouco com as notas baixas e constantes repreensões, para o desespero e vergonha dos meus pais, que hoje, felizmente compreendem o meu comportamento no passado e já me perdoaram há muito tempo!

Quando chegou a hora de ter que trabalhar, eu também mantive a mesma postura. Eu sabia dentro de mim que jamais iria trabalhar para os outros e tinha aquela postura, “custe o que custar”. Eu não me importava se não tinha dinheiro para pagar as contas, se eu estava me enterrando em débito. Eu sabia que se persistisse, tudo isso iria passar e eu usufruiria dos benefícios de não ter cedido por uma situação mais fácil e confortável. Valeu à pena e é isso que eu tento passar para os meus leitores.

Faça o que você quer fazer, mesmo que o custo seja altíssimo, assuma riscos, chute o balde, assuma a responsabilidade por estar fazendo coisas que causam a antipatia alheia, que fazem os outros olharem para você como se você fosse louco ou estivesse fazendo tudo errado, como faziam meus professores que balançavam a cabeça como se estivessem dizendo “essa aí não tem mais jeito”.

Independente de quanto tempo você ainda tem de vida, não vale à pena perder um dia sequer fazendo algo sem sentido, só porque você “tem que” fazer.

Esta postura do “tem que” é extremamente nociva, corrói a alma, destrói a autoconfiança e faz com que você acredite cada vez menos em seu propósito até chegar ao ponto em que você nem sabe mais qual é esse propósito.

Sua vida se tornou automática, você acorda, vai para o trabalho, faz atividades sem sentido para que outra pessoa enriqueça às suas custas em troca de um salário miserável. Você volta pra casa, interage com sua família que também está em modo automático, assistem TV juntos, falam mal do governo e da economia juntos. Depois o dia acaba, só para se repetir novamente cinco vezes por semana. Você dá um suspiro de alívio quando o final de semana chega, mas não tem nada muito especial para fazer, só se sente melhor por não ter que ir ao trabalho de novo, mesmo que seja só por dois dias…

Se a sua vida é assim pare agora mesmo! O que é que você está fazendo?

Você acha que isso vai simplesmente acabar um dia e que por um passe de mágica você vai “encontrar tempo” para fazer as coisas que você quer fazer? Me desculpe, mas vou pedir para que você pense com clareza! Se você continua fazendo as coisas de uma determinada forma, você continua obtendo os mesmos resultados! Óbvio não?! Se você continuar fazendo as coisas do mesmo jeito, você nunca vai arranjar tempo algum!

Nada vai mudar se você não provocar a mudança! Agora, para provocar qualquer mudança é preciso coragem e é preciso assumir riscos. Os outros ao nosso redor não querem que a gente mude, pois isso perturba o conforto deles – as pessoas se sentem desconfortáveis quanto não sabem o que estamos fazendo, quando acham que estão perdendo o controle sobre nós, ou quando acreditam que o que estamos fazendo é “errado”. É preciso força de caráter para lidar com estas pessoas com assertividade e firmeza, mesmo que sejam as pessoas mais próximas em nosso convívio.

Você próprio pode se sentir desconfortável ao pisar em terreno desconhecido, mas se não o fizer, se continuar se vendendo por segurança e conforto, sua vida continuará a ser do mesmo jeito, justamente o jeito que você não quer que ela seja!

Sim, se você continua “sem tempo” é porque está literalmente “se vendendo” por situações que o providenciam conforto e segurança. Por exemplo, por que o indivíduo que odeia o próprio trabalho não pede demissão? Porque ele não quer passar pelo desconforto e pela insegurança de ficar desempregado! Agora, se você quer viver uma vida extraordinária, você tem que aprender a chutar o balde e teimar em só fazer o que você bem entende, nem que isso seja extremamente desconfortável e o coloque numa situação de alta insegurança.

O preço a pagar pode ser alto, mas a recompensa é a liberdade pessoal e uma vida cheia de desafios e interessante. Quem decide é você!  Fonte: vivacarpediem.com/tempo/falta-de-tempo

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