Você Sabe Reconhecer Pessoas Nocivas Ao Seu Redor? Como Lidar Com Elas?

http://www.dreamstime.com/stock-photos-envy-image16688473Todos nós, vez ou outra, precisamos conviver com alguma pessoa que queremos ver de longe… bem longe.

Fofoca e inveja? Nossa… disso ninguém está livre!

A jornalista Heloísa Noronha fez uma matéria sobre comportamentos destrutivos no ambiente de trabalho e pediu que eu avaliasse alguns deles.

São comportamentos, digamos, nocivos. Eis a matéria publicada no UOL.

Abaixo você vai ver cinco características muitas vezes difíceis de lidar, que podem até ser prejudiciais à sua vida.

A reportagem é voltada para o ambiente de trabalho, porém são características que você pode encontrar na família ou no seu meio social.

Muitas vezes você é obrigado a apender a conviver com essas pessoas, porque afastar-se não é opção.

Agora… se você tem amigos com essas características, pense bem se vale a pena o relacionamento.

Você pode escolher suas amizades e talvez essas pessoas não sejam assim “tão amigas”, né? Se for esse o seu caso mantenha boas práticas de higiene: livre-se do lixo!

Abaixo compartilho com você a entrevista.

  1. O Manipulador

Ele sabe, ou pensa que sabe, como lidar com cada pessoa.

É muito observador: analisa o vocabulário, a forma de se comunicar, quer saber quais são os seus interesses e, principalmente, seus sentimentos.

Adora usar a “técnica de vítima”, passando-se por uma para conseguir o que quer. E quase dá para ouvir os “risinhos interiores” de satisfação quando consegue seu objetivo!

Para neutralizar o impacto desse tipo de comportamento sobre você, pratique uma das palavras da atualidade: blindagem.

Isso quer dizer: observe muito bem as atitudes dessa pessoa, porque o que ela faz com os outros certamente fará com você.

Evite se impressionar pelas suas lamúrias, desconsidere a extrema empatia que ele demonstra (concorda com tudo, coloca-se no seu lugar com facilidade, valoriza qualquer posicionamento seu mesmo que não concorde).

Exerça seu direito à dúvida: será que ele sente, vê ou concorda realmente com tudo o que eu falo?

Em ambiente organizacional onde qualquer desavença pode comprometer tanto seu bem estar quanto seus resultados, é politicamente adequado conservar o relacionamento em patamares amigáveis, sem se envolver demais (ou preferencialmente, nada).

Mantenha apenas o diálogo necessário, seja firme e posicione-se.

Um manipulador se desvia das pessoas assertivas e seguras, porque dentre suas “fontes de trabalho” estão a insegurança e a indecisão.

  1. O Invejoso

Mais dia, menos dia, o invejoso demonstra que tem esse sentimento porque, via de regra, ele é enrustido!

O invejoso pode desprezar o “alvo” ou até nem conversar com ele, porém a energia negativa não vai embora.

São comuns comentários do tipo: “você sempre tem tempo para tudo, como consegue?” ou “minhas unhas nunca ficam lindas como as suas”. Você pode encontrar ironia nas palavras dele.

Seus olhos parecem saltar pelas órbitas, o riso (não sorriso) é amarelo, sem graça ou por vezes nem existe, mesmo em situações onde seria bem-vindo.

Separe os comentários das pessoas que se importam verdadeiramente e admiram você, daqueles que indicam inveja. Dê tempo ao tempo e observe.

Para neutralizar o comportamento e a energia de um invejoso, manter “distância segura” pode ser a saída.

O que isso quer dizer?

Converse apenas o básico e necessário, evite falar sobre sua vida pessoal.

Agradecer quando o invejoso fizer um “elogio” pode ajudar no distanciamento, porque ele vai se cansar da sua atitude “bondosa e compreensiva“.

Se os “elogios” dessa pessoa são frequentes demais, redirecione com inteligência e estratégia. Diga: “faço minhas unhas no salão X com a manicure Y. Ela é ótima! Vá lá e suas unhas ficarão como as minhas!”

Nunca, jamais, em tempo algum dê “munição” ao invejoso, por isso manter a tal distância segura, com discrição em sua vida profissional e principalmente pessoal, é vital.

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  1. O Fofoqueiro

Eis uma pessoa perigosa, porque é falsa.

A fofoca é uma ameaça: em algum momento alguém vai acreditar e isso fará o fofoqueiro se sentir poderoso e foco das atenções.

E falando em atenção… mesmo que negativa, é preferível a ser ignorado por completo.

Este é um dos motivos que “movem” os fofoqueiros: inconscientemente, é melhor ser visto, mesmo que seja de forma negativa, a nem ser notado.

Para que o fofoqueiro exista é necessário alguém que lhe dê liberdade e ouça suas fofocas. Portanto, evitar ou mesmo cortar esse tipo de diálogo vai desviar a atenção dele.

A parábola das “3 Peneiras” de Sócrates é uma resposta que você pode aplicar facilmente. Acompanhe essa estória:

Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:

– Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!

– Espera um momento – disse Sócrates. Antes de contar-me quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.

– Três peneiras? Que queres dizer?

– Vamos peneirar aquilo que queres me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?

– Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.

– A segunda peneira é a da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?

Envergonhado, o homem respondeu:

– Devo confessar que não.

– A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?

– Útil? Na verdade, não.

– Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.

Você pode fazer algo similar com o fofoqueiro. Depois desse “filtro” ele mudará o foco, pois não haverá continuidade no diálogo.

Por vezes será necessário ouvir a fofoca (de um gestor, de uma amiga íntima), porém você não precisa nem deve dar continuidade. Desse modo a fofoca começa e, ao menos com você, finaliza.

Há uma terceira opção, mais impositiva, de enfrentamento.

Ao final ou mesmo antes do término da fofoca, pergunte ao fofoqueiro se o que ele diz é uma suposição ou há fatos que comprovem. Se insistir, vale a pena falar que ele está fazendo um julgamento pessoal. Lembre-se de usar baixo tom de voz e palavras objetivas, sem grosseria.

A fofoca é um dos comportamentos mais fáceis de neutralizar quando se tem equilíbrio, assertividade e segurança. O fofoqueiro precisa de “plateia”; quando não tem, perde o poder.

  1. O Falso

A falsidade pode conter inveja, fofoca e maldade. Assim como o invejoso e o fofoqueiro, mais cedo ou mais tarde o falso se revela.

O indivíduo que pratica a falsidade o faz quando percebe vantagens para si, quer sejam imediatas ou não.

Há aqueles com extrema paciência, capazes de aguardar anos pelo seu objetivo. Nesse tempo “mina” relações, mente, ignora a ética e o respeito ao outro.

O falso é um indivíduo “perfeito”. Essa é uma boa dica: perfeição não existe, então há algo de errado. Ninguém é 100% centrado, equilibrado, feliz, competente, ouvinte, flexível, compreensivo.

É comum a pessoa falsa ser extremamente equilibrada, pois precisa manter a imagem “perfeita” que criou.

O tempo é revelador, também nesse caso. Falsidade é mentira que se revela, mais cedo ou mais tarde.

Como você pode neutralizar as ações e o poder do falso?

  • Evite “entrar” na conversa. Não aceite a falsidade. Se no momento é necessário ouvir, a saída é não dar continuidade aos argumentos dele. É o mesmo caso do fofoqueiro que comentamos acima.
  • Está em dúvida se a informação ou comportamento são falsos? Evite qualquer tipo de comentário e observe. Além disso, se for um assunto essencial, vá atrás dos fatos, caso contrário, ignore.
  • Trabalhar ou conviver com um indivíduo falso é desgastante. Serenidade, alegria e o bom humor costumam afastar ou enfraquecer a falsidade, portanto pratique!
  • Você é transparente? Use seu bom senso. Como fazer isso? Guarde sua intimidade para si mesmo. Sobre outros assuntos, fale apenas o que todo mundo sabe ou o que é absolutamente necessário.
  • Contribua para criar ambientes harmônicos, equilibrados, respeitosos, éticos, porque o falso não encontra espaço para agir.
  1. O Derrotado

Quem se queixa está acostumado a fazê-lo porque tem “eco”, alguém sempre ouve suas lamúrias.

Existem vários tipos de queixas e, se todas forem esmiuçadas, a essência mostrará apenas uma direção: baixa autoestima, autoconceito e/ou autoimagem.

Aquele que se queixa de tudo e todos, que se vê ou se sente derrotado, “passa recibo” de incompetência. Ele acredita que não consegue, não pode ou não sabe.

Usa e pratica todos os “nãos” possíveis para se livrar de atividades que não deseja ou não acredita que é competente para fazê-las. E junto a isso outro comportamento pode aparecer: desdenhar, desvalorizar. Jamais ele dirá que se sente incompetente, então desmerecer é o caminho.

A pessoa que se queixa demais transmite energia negativa, “pesada”. Ela se faz de, e muitas vezes não se vê, vítima.

Também sofre da síndrome de Hardy Har Har: “ohhhhh vida, ohhhh azar”. Tudo é penoso, difícil, trabalhoso.

A energia “down”, “pra baixo” é facilmente absorvida por quem não está em um dia equilibrado. Esse é um dos perigos do queixoso: a contaminação.

Não é necessário estar em um momento desequilibrado da vida, bastam um dia ou algumas horas. A força interior exigida para manter o equilíbrio emocional e afastar-se desse contágio, é grande. É fácil “ceder” à queixa, à energia negativa e destrutiva.

Você pode neutralizar essa energia com mantendo-se seguro, equilibrado, centrado e assertivo.

Valorizar o outro pode ajudá-lo a se reerguer. Quem se queixa ou se sente derrotado também precisa de um ombro amigo, de verdade, que lhe diga como esse comportamento o afasta das pessoas. É aí que você entra. Izabel Failde

One Response to Você Sabe Reconhecer Pessoas Nocivas Ao Seu Redor? Como Lidar Com Elas?

  1. Oi, Rita, tudo bem?
    Quanto ao texto de hoje, ele é a nossa realidade do dia a dia.
    Imagine eu, que sempre trabalhei em escola. Meu Deus, tinha gente de todas as espécies. Mas, ou vc convive ou convive. Não se tem muita escolha. Aprendi a distinguir muito bem.
    Uma excelente noite. Beijos.

    Pra vc: ” E que eu saiba ser luz mesmo estando rodeada de pessoas nubladas.”
    ( Jeessy B. )

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