Você Tem Medo De Quê?

medo

Todo dia, ao levantarmo-nos da cama, precisamos lidar com nossos medos e ansiedades: Será que o dia vai ser bom? Será que vou conseguir aquela promoção? Ai, ai, ai, estou desempregado, será que o dinheiro dura até o fim do mês? São tantos os questionamentos que não me espanta saber que a depressão é o mal do século e que a cada dia mais e mais pessoas se prostram na cama por não terem forças para lidarem com suas próprias questões. Infelizmente, essas mesmas pessoas esquecem que da vida só levamos a vida que a gente leva. E que as únicas certezas que temos, como dizem os americanos, são a morte e os impostos.

E mais uma pergunta: Como você lida com seus medos? Eles paralisam você? Ou impulsionam? Como funciona isso na sua cabeça, já pensou?

Outro dia, em um profundo processo de autoconhecimento, tive uma experiência de muito medo. E sabe como lidei com ela? Rindo! De verdade: comecei a respirar profundamente. E a pensar que aquele medo não fazia sentido, visto que já tinha passado por situação semelhante várias vezes e que já sabia, por experiência própria, que a ansiedade gerada pelo medo me paralisava. E pensei no absurdo da situação.

E comecei a rir, lembrando-me de Umberto Eco, em seu livro O Nome da Rosa, que versava em torno de assassinatos cometidos em um mosteiro religioso por um padre que envenenava as páginas de alguns livros proibidos. E quais livros eram esses? Livros de comédias. E qual o argumento do padre ao ser descoberto? Que as comédias deveriam permanecer lacradas, jamais lidas, pois o riso dá forças. E quem tem força não teme. E como nossa instituição religiosa sobreviveria se as pessoas não buscassem nela um refúgio espiritual por seus medos e anseios.

Vale a pena ver de novo “O Nome da Rosa”, com Sean Connery.

Religiosidades à parte, até porque esse artigo não trata disso e atualmente as igrejas se norteiam por outros pilares, essas antigas questões são sábias e muito nos ensinam. E, lembrando-me delas, comecei a rir, o que liberou endorfina no meu organismo e combateu o irracional medo, me fortalecendo para buscar uma alternativa sábia e coerente às minhas inseguranças e ansiedades.

E você, como lida com seus medos? Seu medo paralisa você ou suas necessidades o impulsionam?

Entenda que o medo por cautela não é ruim, é interessante você parar e analisar todos os pontos da situação antes de agir de forma impulsiva ou intempestiva. O problema é o medo que paralisa e te trava completamente.

Por sinal, você sabia que existem dois tipos de pessoas: as temerosas e as impulsivas. E nenhum dos dois perfis é ideal, visto que precisamos ponderar, pensar e analisar caminhos antes de tomarmos atitudes precipitadas.

Entretanto agora, o objetivo é comentar atitudes extremas, comportamentos limítrofes, que irão ditar nosso sucesso ou fracasso naquele momento e naquela situação específica.

Imagine que você busca, busca, busca uma situação. Ela acontece, e as coisas vão bem por um momento, você acaba se acomodando a ela e, de repente (na verdade nem tão de repente assim… você que, de tão acostumado que estava, não percebeu os sinais), a casa cai, o dinheiro cessa e o desespero aparece. O que fazer?

Meu Deus, para tudo, você pensa! OK, e agora?

E agora pense na tempestade… Pense na nuvem negra que está em cima de sua cabeça… É nesse momento que o medo paralisa…. E aí? Paralisado está, o barco vai afundar… sem leme ficou, a direção cessou… E aí?

E aí, meu amigo… E aí que é hora de olhar para frente, respirar fundo – de verdade, não é figura de linguagem… Quando você inspira, expira, inspira, expira, o cérebro se oxigena e as ideias se clareiam – e tomar as rédeas da situação.

Ok, Dany, é fácil falar – você deve estar pensando… Não! Eu sei exatamente qual é a sensação, já passei por isso. Já fui velejadora, já passei por situações de tempestades desesperadoras. Sou empresária, passei por situações desanimadoras… Sentei, chorei, me escondi embaixo dos cobertores com o ar-condicionado ligado no máximo – a sensação é deliciosa, parece que voltamos à proteção do útero materno. Mas… e aí, qual foi o resultado prático? N-E-N-H-U-M. Afinal, as contas se acumulam e as necessidades imperam.

E o que fiz? Respirei fundo e segui em frente… Pense na tempestade escura, jogando você de um lado para o outro, aquele vento que desespera, as ondas que se avolumam. Mas… respire e olha em frente!

E o que você verá? Com certeza um sol que brilha, um mar de almirante, mas, vamos combinar, se você não tiver sangue frio e cabeça no lugar, para pensar nas possibilidades e seguir até o final do seu problema, você afundará seu barco e jamais chegará no lugar que espera alcançar, perdendo todo o esforço inicialmente investido.

E como fazer? Comece respirando até acalmar. Depois pense nas possibilidades, sempre escrevendo os prós e os contras. Na sequência, comece a aprender mais sobre o seu problema, converse com algumas pessoas com visão diversa da sua – pensando que, se sua visão não está dando certo, é hora de ouvir os outros, com humildade e cabeça aberta – e pondere todos os pontos de vista. Outra dica é consultar a famosa internet, afinal, temos informação ao alcance dos nossos dedinhos… e gratuitamente!

E como usar a net? De repente, com o intuito de nos reinventarmos – tipo, gosto disso, mas sei que este não é o caminho ideal –, você pensa: trabalho demais, não tenho tempo para nada, mas o dinheiro, que é a valorização do esforço, não está entrando… E eu te digo que algo está errado!

E aí? Aí você sai do marasmo, para de reclamar da vida e toma uma atitude para sua vida: se reinventa… passe um tempo, óbvio, pensando e ponderando… Mas saia para dar uma caminhada na praia, dê uma corrida no calçadão, passeie pela natureza… Faça todo o possível para sair da sua rotina diária e encarar sua necessidade.

Afinal, como diz o “santo” Dalai Lama: “Nem sempre conseguir o que você quer pode ser bom, e essa pode ser a oportunidade para algo realmente bom para você!”

(artigo extraído do e-book “O Pulo do Gato 3: O Caminho do Sucesso”, escrito por Dany Padilla – www.danypadilla.com.br )

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